Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

FELLAY – O AMIGO DO MUNDO!

  • ALMAS ADÚLTERAS, NÃO SABEIS QUE A AMIZADE DO MUNDO É INIMIZADE DE DEUS? AQUELE, PORTANTO, QUE  QUER SER AMIGO DO MUNDO, CONSTITUI-SE INIMIGO DE DEUS.   Epístola de São Tiago 4,4

 

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa São Pio X, num trecho da sua encíclica “Communium Rerum”, promulgada em 21 de Abril de 1909:

«Embora já denunciada, e enfim, desmascarada pelos excessos dos seus fautores, essa sementeira de erros e de perdições (que adquiriu vulgarmente, dada sua mania de maldosa novidade, o nome de modernismo) não cessa de ser gravíssimo e profundo mal. Esse latente covil, como veneno, nas vísceras da sociedade moderna, ALIENANDO-SE DE DEUS E DA SUA IGREJA, serpenteia como câncer no meio das novas gerações, naturalmente mais inexperientes e superficiais. Isso afinal não é consequência de estudos sérios e de ciência verdadeira, já que não pode haver dissensão verdadeira entre razão e Fé; mas é efeito do orgulho intelectual e do AR CONTAMINADO que se respira, da ignorãncia, do conhecimento tumultuado do que diz respeito à Religião, misturado à estulta presunção de falar e discutir.

Tal infecção maléfica é fomentada PELO ESPÍRITO DE INCREDULIDADE E DE REBELIÃO A DEUS; onde alguém é alcançado por essa cega ânsia de novidade, PRETENDENDO BASTAR-SE A SI MESMO, RETIRAR DE SI, ABERTAMENTE, OU HIPÒCRITAMENTE, QUALQUER TIPO DE AUTORIDADE DIVINA, FORMANDO A SEU CAPRICHO UMA VAGA RELIGIOSIDADE, NATURALÍSTICA, INDIVIDUALISTA, QUE DO CRISTIANISMO SIMULE O NOME E A PROCEDÊNCIA, NÃO POSSUINDO, DE FACTO, A VERDADE E A VIDA.

Em tudo isso não é difícil reconhecer uma das tantas fórmulas da guerra eterna que se conbate contra a Verdade Divina, e que agora se movimenta tanto mais perigosamente, quanto mais insidiosas são as armas paliativas da nova religiosidade, sentimento religioso, sinceridade, consciência, em que homens tagarelas apressam-se em buscar conciliação entre as coisas mais disparatadas: Entre o delirar da ciência humana e a Fé Divina, entre a incerteza frívola do mundo e a digna constância da Santa Igreja.

Mas se tudo isso vedes e connosco amargamente deplorais, veneráveis irmãos, nem por isso desanimais, nem perdeis a vossa Esperança. Vós não ignorais quão graves lutas impuseram outros tempos ao povo cristão, ainda que esses tempos tenham sido diferentes dos actuais. Basta que retornemos ràpidamente o pensamento à época em que viveu Santo Anselmo, tão repleta de dificuldades, como o demonstram os anais da Igreja. Foi necessário então lutar pela Religião e pela Pátria, isto é, PARA A SANTIDADE DO DIREITO PÚBLICO, pela liberdade da Igreja, pela civilização e Doutrina, DAS QUAIS SÓ A SANTA IGREJA ERA MESTRA, E REIVINDICAVA DAS NAÇÕES; foi necessário rebater a violência dos princípios, QUE SE ARROGAVAM CONCULCAR OS DIREITOS MAIS SAGRADOS, de erradicar os vícios, a ignorância, a rudeza dos povos, ainda não totalmente destituídos da antiga barbárie, e frequentemente recalcitrantes da obra educativa da Santa Igreja; enfim, de se realçar uma parte do clero, indolente e desregrado em sua conduta, COMO O QUE ERA ESCOLHIDO POR CAPRICHO, ATRAVÉS DE ELEIÇÃO ARBITRÁRIA, POR PRÍNCIPES, POR ESTES DOMINADO E A ELES SUBMISSO EM TUDO.»

 

Uma das realidades constitutivas da Fé Católica é a sua total incompatibilidade com o espírito maléfico do mundo, bem como a perseguição universalmente prosseguida por este a todos os que adoram a Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Quem quer que professe a bendita Fé Católica conhece tal inimizade, como que por instinto Sobrenatural, sobretudo se possuir a Graça Santificante e a Caridade.

Porque é que os actuais chefes da Fraternidade, QUE FOI DE SÃO PIO X, não suportam sequer a ideia de se verem proscritos por esse mesmo mundo? E por isso resolveram vender de novo a Pessoa adorável de Nosso Senhor Jesus Cristo pelos trinta dinheiros de uma posição socialmente favorável face ao mundo ateu e atrozmente corrompido. Porque quem sacrifica a Fé Católica nas aras do espírito mundano, COMETE NOVO DEICÍDIO, aliás agravado em relação ao primeiro deicídio de Judas o Iscariotes, e ao segundo, concretizado pelos heresiarcas do Vaticano 2 chefiados pelos falsos papas comissionados pela maçonaria internacional. Porque quanto mais se conhece e ama a Nosso Senhor Jesus Cristo, e mais Este é traído, mais grave se torna nova traição.

Quando Fellay afirma que “O papa Francisco possui uma Fé profunda” demonstra perfeitamente que ele próprio, Fellay, não possui, em absoluto, a Fé Católica, a qual vem macaqueando, sabe Deus, desde há quanto tempo.

Em 30 de Junho de 1988, data das Sagrações, Fellay já seria um maçon infiltrado na Fraternidade? Muito possìvelmente, o que significaria que o seu episcopado e até o seu presbiterado seriam inválidos. E os outros Bispos, que garantias possuimos hoje da sua ortodoxia? Porque se calam, quando está em curso um crime monstruoso, hediondo, atroz? Efectivamente, graves são as consequências do pecado original, e escassíssima a coragem moral entre os homens. Não sabem que quem se envergonhar de Jesus Cristo será condenado no Juízo Final? Não existe maior vergonha do que a de ser condenado a Inferno Eterno.

Porque apresenta Fellay a essência da missão histórica da Fraternidade, QUE FOI DE SÃO PIO X, como puramente acessória e acidental, exprimindo um sentimento puramente estético de pessoas caprichosas? Muito pelo contrário, a Missão constitutiva da Fraternidade, a missão que define a sua identidade específica, para além da salvaguarda do Sacerdócio, da Doutrina Católica e do Santo Sacrifício da Missa, É UMA MISSÃO DE COMBATE POSITIVO E SEM TRÉGUAS CONTRA A SEITA ANTI-CRISTO QUE BROTOU DO AMALDIÇOADO VATICANO 2. E ESSA OPUGNAÇÃO DEVE CONCRETIZAR-SE NUMA DENÚNCIA PERMANENTE, VIGOROSÍSSIMA E UNIVERSAL DO SATANISMO DA SEITA CONCILIAR, DA BASE À CÚPULA, SEM RESPEITOS HUMANOS.

Mas Fellay jamais condenou essa seita! Sòmente proclamou um pequeno cambiante de opinião em relação a ela, O QUAL ANULA E INUTILIZA À PARTIDA A IDENTIDADE ESPECÍFICA DA FRATERNIDADE, A SUA FUNÇÃO, OS SACRIFÍCIOS DO SEU CLERO E DOS SEUS FIÉIS.

Fellay é um segundo Montini, também na ominosa hipocrisia, na sibilina e abjecta ambiguidade ao serviço de satanás, no desprezo profundo e asqueroso pelas almas do bom clero e dos bons fiéis.

E na realidade, os meios de comunicação social, em geral, há muito que deixaram de atacar violentamente a dita Fraternidade: SINAL INFALÍVEL DE OPRÓBRIO, DE DOENÇA MORTAL, DE CARIZ RELIGIOSO E MORAL, QUE CARCOME A DITA. Efectivamente, os orgãos de comunicação social procuram até estimular a política de rendição incondicional, pois sabem QUE TAL CORRESPONDE A UMA VERDADEIRA APOSTASIA.

Durante a Guerra do Pacífico, era dito aos soldados americanos pelos seus superiores: Se tiverem que correr riscos para fazer um prisioneiro – NÃO O FAÇAM! Assim seja o nosso combate anti-modernista.

Que a grande maioria dos sacerdotes da Fraternidade estão contra o Superior – Geral? Mas então que actuem varonilmente, sem louvaminhas e sem pieguices ou falsos respeitos, porque um apóstata da Fé Católica, que tal é Fellay, só merece ser apodado de mil vezes de homem torpe, traidor, mentiroso e heresiarca infiel. Não é um Superior, porque perdeu, ou nunca ocupou, o seu cargo, pelo nefando crime de apostasia, deicídio e corrupção total do raciocínio funcional.  

Mas só o facto do dito traidor Fellay pontificar livremente na Fraternidade desde 1994 – embora, evidentemente, só gradualmente tenha manifestado a sua apostasia (tal como sucedeu na face humana do Corpo Místico)- demonstra bem o baixo grau de preparação, Religiosa, intelectual e moral, ministrado, desenvolvido e assimilado pelos seminaristas e sacerdotes da dita Fraternidade (exactamente como os bispos do “establishment”eclesiástico presentes no Vaticano 2). A apostasia não surge repentinamente; vai fermentando DE CEDÊNCIA EM CEDÊNCIA, DE NEGLIGÊNCIA EM NEGLIGÊNCIA; assim foi  no processo conciliar, assim está sendo na neo-Fraternidade.

Roncalli e Montini também foram “amigos do mundo”, e para eles, como para Fellay, a Igreja Católica só o será, verdadeiramente, quando constituir o fermento ecuménico e globalizador de todo o sentimentalismo pseudo-religioso, de toda a vitalidade cultural, humana, terrestre e naturalista.

Para Fellay, a Fraternidade possui um enquadramento e uma missão essencialmente ILUMINISTA, por isso ele aceita, e até solicita, que a “sua” Fraternidade entre a fazer parte do panteão de Bergoglio. Ora este panteão do demónio representa o corolário derradeiro da História do desenvolvimento do espírito maçónico, configurando, no sentir da seita, uma humanidade decididamente “ADULTA”. Só que esse panteão já existe há cinquenta anos, desde a promulgação do letal princípio da liberdade religiosa; Bergoglio apenas o está explicitando, nada mais! E a neo-Fraternidade, já iluminada, com os Dogmas, a Moral, e a sã Filosofia colapsados, é ideal para fechar com chave de ouro, definitivamente, o programa iluminista, iniciado já no século XIV, aprofundado na Renascença e na Reforma, revigorado na Revolução de 1789 e revoluções suas derivadas, a última das quais, laicizando e iluminando a face humana do Corpo Místico. É este o programa de Fellay e seus apaniguados, EXACTAMENTE O MESMO PROGRAMA DE BERGOGLIO, EMBORA COM TEMPEROS DIFERENTES, MAS NECESSÁRIOS, À INSTAURAÇÃO PLENA NA TERRA DO REINO ANTI-CRISTO, PRÉ-ESCATOLÓGICO AO TRIUNFO DA PARÚSIA FINAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO. Com a vantagem específica, para os ímpios, de todo o processo final haver sido realizado com cobertura integral da aparente “autoridade” e em modo subliminal, ou quase subliminal, consequentemente, com qualificadas garantias de aceitação pacífica e legal, NA QUAL SE PERDE A FÉ QUASE SEM DAR POR ISSO, OU MESMO SEM DAR POR ISSO. Assim satanás coroa a sua tenebrosa intervenção no mundo dos homens, para castigo dos nossos pecados, permissão de Deus, e triunfo final da Verdade e do Bem, aos quais o mal, facultará, embora em negativo, um muito maior resplendor, para maior Glória de Deus e Salvação dos Eleitos.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 12 de Julho de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral  

Anúncios

18 Respostas para “FELLAY – O AMIGO DO MUNDO!

  1. henrique julho 25, 2017 às 2:08 pm

    Fellay afirma que “O papa Francisco possui uma Fé profunda”

    Se o superior da FSSPX disse isso, novamente ressoa a pergunta já tantas vezes feita nesse site: afinal de contas, qual é o propósito, o sentido, a razão de ser da Fraternidade?

    É a Fraternidade um bastião da Fé Católica, uma santa milícia em defesa da Igreja? Ou um mero clube de almofadinhas, apreciadores de panos rendados, latim e coisas antigas? Foi para isso que Dom Marcel Lefebvre e Dom Castro Mayer se expuseram ao ódio da igreja conciliar, anos atrás? Para garantir o deleite estético de alguns rapazes? Será que isso vale uma excomunhão?

    Há na minha cidade uma capela da FSSPX a alguns quilômetros de casa, em que se celebra a Missa aos domingos. Pergunta: por que devo eu me prestar ao incômodo de andar vários quilômetros e assistir a missa na capela da FSSPX, em vez de assistir a Missa na paróquia conciliar bem próxima de casa? Por que, se a própria FSSPX me garante que a paróquia conciliar é, com certeza, a Igreja Católica, onde eu posso encontrar a Salvação?

  2. henrique julho 25, 2017 às 2:37 pm

    Mas não nos esqueçamos que o próprio movimento sedevacantista padece da mesma crise de identidade.

    Que os padres e bispos sedevacantistas façam-se continuamente essas perguntas: o que somos nós? Por que estamos aqui? Somos nós aquilo que restou da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo? Somos nós a última tábua de salvação em um mundo pré-apocalíptico?

    Ou, em vez disso, somos APENAS MAIS UM dos inúmeros fragmentos em que se estilhaçou a Igreja após o Concílio Vaticano II? Nesse caso – que eu não considero implausível, muito pelo contrário – qual é exatamente o nosso papel dentro desse cenário de desordem?

    Bem caberia um Concílio entre os padres e bispos sedeacantistas e não-sedevacantistas de boa índole – entre todos os que reconhecem um estado de crise – no qual passassem a limpo essas e outras questões da mais fundamental importância. Mas um Concílio feito não em nome de uma congegação, ou assembléia de congregações, MAS EM NOME DE DEUS E DA IGREJA.

    O que? Acham que isso é coisa demasiado atrevida? Mas então os senhores estão admitindo, implicitamente, que não se consideram a última tábua de salvação, sendo, em vez disso, apenas parte da Igreja, a qual ainda agrega todas as demais congregações tradicionalistas e a própria igreja conciliar? Nesse caso, vale a mesma pergunta feita à FSSPX: como querem os senhores que as pessoas abandonem a igreja conciliar, se ela ainda possui os meios de Salvação?

    O que? Está dizendo que a igreja conciliar não possui os meios de salvação? Mas então quem os possui? Vocês, padres e bispos sedevacantistas? Nesse caso, porque andam tão desunidos, e até mesmo aparentemente confortáveis com a atual situação? Aliás, por que agem como se a sua existência dependesse da igreja conciliar? A impressão que tenho, às vezes, é que o movimento sedevacantista encontra a sua razão de ser na igreja conciliar, de tal modo que se esta sumisse, sumiria também o movimento sedevacantista, pois já não teria mais a quem combater.

    • Alberto Cabral julho 25, 2017 às 9:32 pm

      Tem toda a razão. Mas essa desunião do movimento sedevacantista ,sendo também consequência da ausência de Papa e presença do anti-papa, não se vê como possa merecer Sobrenaturalmente a restauração do Pontificado Romano. Continuo a aferrar- me à esperança num golpe de estado no Vaticano; quem sabe com a Rússia como apoio fundamental? Temos que olhar muito para a Rússia, e a razão reside em Fatima, porque só esta possui plena explicação e resolução de todo este pavoroso drama.
      Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral – Lisboa

      • henrique julho 25, 2017 às 11:33 pm

        Alberto, como poderia se dar a restauração do Pontificado Romano por meio de um golpe de estado no Vaticano? Se é necessário ser bispo para ser Papa, quem seria esse bispo, se considerarmos inválidas as ordenações da igreja conciliar? Seria ele proveniente de alguma sucessão oculta?

  3. Zoltan Batiz julho 25, 2017 às 9:44 pm

    “A impressão que tenho, às vezes, é que o movimento sedevacantista encontra a sua razão de ser na igreja conciliar, de tal modo que se esta sumisse, sumiria também o movimento sedevacantista, pois já não teria mais a quem combater.”
    Acho que não, porque não há um único movimento sedevacantista, mas vários grupos, cada um com a própria política de organização. Por isto que é impossível que todos cometam os mesmos erros, logo, não podemos ser todos sacados na cisma Novus Ordo. É como pastorear gatos, portanto esta falta de unidade tem também umas vantagens. Quando aquela seita feia morre e desaparece, até pode haver e vai unidade de novo.
    Uns grupos até fazem conta que a seita conciliar não existe.
    Por exemplo, interessa-nos o que os baptistas dizem/fazem? E eles têm a mesma importância que a nova igreja. Acho que se o Novus Ordo sumisse, uns nem sequer davam conta. Apenas por fins apologeticos lembram-se dele de vez em quando.

    • henrique julho 25, 2017 às 11:25 pm

      Talvez a minha impressão esteja errada, pois observo essas coisas à distância, via internet. Admito que meu conhecimento é limitado. Mas realmente não vejo da parte dos padres e bispos sedevacantistas a menor preocupação com essa questão. É como se achassem normal o presente estado de fragmentação e de ausência de um Papa. Não lhes parece perturbar nem um pouco. Isso é lamentável. Mas a restauração da Igreja não deveria ser o objeto último de todas as suas ações? Ou esperam que o Senhor resolva as coisas sem o concurso dos homens? Ainda que os padres sedevacantistas não queiram fazer nada, o Senhor resolverá tudo, isso é certo – mas então será sem a participação dos sedevacantistas. Lembremos o trecho do Evangelho em que o Senhor convida os seus próximos para um banquete, mas estes declinam, sempre apresentando alguma escusa. Se não querem, que assim seja! Ficarão de fora! Então o Senhor irá à busca de outros para banquetear consigo.

      • Pro Roma Mariana julho 26, 2017 às 9:15 am

        A sua impressão, Henrique, é correta e tem sido aqui constatada objetivamente para a maioria dos assim chamados «sedevacantistas». Para os «sedeplenistas» materialiter, então, está até nos «princípios» que se inventaram.
        Agora, isto não quer dizer que todos estão nesta confusão e até espero que o amigo reconheça que este sito pode acusar esta situação porque lhe é estranha. Aliás, por isto, sou pessoalmente classificado de «sedevacantista total» e «conclavista inveterado», razão porque desde há décadas sou isolado pela nova e velha classe clerical. Até os comentários do sito são poucos para evitar esta «peste».
        O mal acusado acima pode ser classificado como complacência com a acefalia. Os nomes com que nos classificam, invés, têm sobretudo intenções ofensivas. Resta que aqui a restauração da Igreja é o objeto primeiro e último de todas as nossas ações, por Caridade de Deus. O resto é tudo do mesmo mundo.

      • henrique julho 26, 2017 às 11:33 am

        Prezado Arai, é claro que reconheço que este site não promove tal posição incoerente.

        Mas me parece ser assim entre os padres e bispos sedevacantistas. E se assim me parece, é pelo fato de não os ver discutindo incessantemente este problema: os meios corretos de solucionar a fragmentação da Igreja e a falta de um Papa, quando este deveria ser o centro de suas preocupações.

        Vejo apenas duas possibilidades: ou (1) os sedevacantistas são tudo o que sobrou da Igreja ou (2) são apenas mais uma das inúmeras partes de uma Igreja em fragmentos. Se (1), então nenhuma questão pode ser mais urgente do que a união dos verdadeiros bispos, e a restauração do papado e da Igreja por meio deles; de tal modo que não se compreende por que agem como se tal estado de fragmentação e falta de Papa fosse normal. Se (2), então cabe aos sedevacantistas precisarem bem qual é a sua missão dentro da Igreja em crise, e pararem de agir cismaticamente, como se fossem o último fio da sucessão apostólica. Hoje, os sedevacantistas não agem de acordo nem com (1) nem com (2). Parece haver entre eles essa crise de identidade.

        Este é o único motivo pelo qual eu tenho reservas a respeito da suposta invalidade das ordenações da igreja conciliar. Não creio que o Senhor fosse deixar a Igreja remanescente no estado deplorável do atual movimento sedevacantista. Acreditar nisso me parece até mais absurdo do que afirmar que Bergoglio e os cinco antecessores sejam papas.

      • henrique julho 26, 2017 às 12:01 pm

        Ressalva: não que eu creia que a igreja conciliar esteja em bom estado. Está certamente num estado deplorabilíssimo no que diz respeito à Fé.

        Por outro lado, o estado deplorável do movimento sedevacantista refere-se ao fato de ser um movimento minguado e desunido. Mas não é verdade que a Fé é de tal modo que ganha em altura o que perde em superfície? Parece-me que se a Igreja estivesse mesmo reduzida a esses poucos padres, bispos e fiéis sedevacantistas, deveríamos observar uma Fé heróica, e não essa desunião e acomodação.

        Se os sedevacantistas não encontram forças para sair de tal situação, não será isso um sinal de que a Igreja ainda não se reduz a uma condição tão precária, em números, quanto a dos sedevacantistas?

      • Zoltan Batiz julho 26, 2017 às 7:34 pm

        Sim, mas parece que esta geração tem de passar por isto. Entretanto ninguém é indispensável. Ainda por cima “multi vocati, pauci electi, ou muitos são chamados e poucos escolhidos”, portanto, claro que a maioria ficará lá fora. Tem perfeita razão. Muitos acham isto normal e acomodaram-se, e isto é um dos impedimentos mais importantes de um conclave. Outros são: a agitação anti-Thuc e o sedeplenismo. A segunda causa desaparecerá com a seita Novus Ordo, que se vai derretendo e é cada vez mais ridícula. A primeira provavelmente com esta geração. Portanto, se a seita conciliar sumisse, isto até seria um bem, não um mal, e o único ponto aonde eu não concordo consigo seja que o sedevacantismo morria com a seita Novus Ordo. Todo o resto o que disse é muito astuto.
        A única afirmação que posso acrescentar é que Infelizmente o ditado “multi vocati, puci electi” é um dos mais desprezados e ignorados. E ao mesmo tempo é um dos avisos mais importantes.

  4. Pro Roma Mariana julho 26, 2017 às 2:04 pm

    «Não creio que o Senhor fosse deixar a Igreja remanescente no estado deplorável do atual movimento sedevacantista. Acreditar nisso me parece até mais absurdo do que afirmar que Bergoglio e os cinco antecessores sejam papas.»
    O Henrique acredita que haja algum «movimento sedevacantista»? Ora, os «conclavistas», que eu vejo como desesperados (para distinguir dos que acreditam nos conclaves absolutos), justamente porque dizem que esse «movimento» falhou, elegem papas in extremis! O fato é que tal iniciativa tem origem em tudo menos que num movimento; é de alguns isolados. De nossa parte, só esperamos que mais padres rezem a Santa Missa com a súplica que Deus suscite um Papa. Ou que pelo menos as três Ave Maria ao pé do altar seja para pedir a conversão da Rússia como Nossa Senhora disse: através da Sua Consagração pelo Papa ao Imaculado Coração de Maria. Se não houver união para essa súplica a qual recurso de movimento humano pode-se pensar de recorrer?

    • Alberto Cabral julho 26, 2017 às 4:09 pm

      O senhor Henrique afirma que é necessário ser bispo para ser papa. Mas não é assim, BASTA QUE SEJA BAPTIZADO. Assim de facto aconteceu ao Papa Martinho V, em 1417, que nem diácono era.
      Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral – Lisboa

  5. Darildo de S. Fernandes julho 28, 2017 às 4:28 pm

    Caros senhores lendo os vossos comentários, fico aqui a pensar, que grande gigantesca confusão estamos vivendo nos ultimos 60 anos, devemos ser uma geração terrível aos olhos de Deus pra merecer tamanho castigo.
    Mas me referindo ao assunto postado concordo com o Henrique, se não sou sedevacantista ainda, é justamente por ver tanta desunião, de fato, ao que parece estarem sofrendo da mesma doença da seita conciliar.
    A meu ver não basta dizer que Bergoglio e os outros cinco anteriores (alias nem nesse ponto à concordância) não são papas. De que maneira sairemos desta cinuca de bico? Se de fato esses não papas também os bispos por eles consagrados não são bispos, sobrando assim somente os bispos sedevacantistas, quem elegeriam eles como verdadeiro papa o povo catolico que na sua grande maioria não sabe nem que existiu um tal CVII. Dos próprios Bispo fazer um conclave entre eles, os próprios não querem e acho que a maioria das sedevacantista não aceitariam.
    As vezes tenho vontade de me enterar vivo numa cartuxa (de fato só não faço isso porque sou casado e tenho filhos pra sustentar), e esperar a salvaçao da Igrejaóvinda do céu, porque de fato a Igreja humanamente está acabada.

    • Pro Roma Mariana julho 28, 2017 às 5:56 pm

      Caros amigos, que relação de causa/efeito pode ser aduzida entre a união entre os católicos que compreendem que a Sede está vacante de um Papa católico, ou pior, ocupada por anticristos modernistas, e essa abominação desoladora?
      É claro que a união é necessária para a defesa da Fé, para esse testemunho da situação presente da Igreja e para estar à disposição da Vontade de Seu Chefe para a solução na hora que Deus o determinar. Nisto é indispensável união, mas esta deriva da prévia união na profissão de Fé.
      A isto pensamos nos dedicar aqui, sem cair nos bobos «ismos» dos quais nos acusam. Fátima, é sobrenaturalmente uma grande referência para a visão também natural da situação de nossa Religião de uma só Fé, numa só Igreja, Una Santa Católica e Apostólica, à qual é necessário converter-se para se salvar. Com isto, aqui já se pode estabelecer um ponto essencial de união: a separação de seu contrário, a «igreja ecumenista» que altera essa Fé, sem preocupações de convenientes uniões humanas com essa igreja conciliar, iniciada com João 23 e que atinge com Bergoglio um ápice sem par de apostasia da Igreja Católica. Estando unidos nisto, e não importa o nº, então operamos para a União na Igreja, União sempre presente na Sua profissão de Fé.

      • henrique julho 28, 2017 às 11:30 pm

        “Caros amigos, que relação de causa/efeito pode ser aduzida entre a união entre os católicos que compreendem que a Sede está vacante de um Papa católico, ou pior, ocupada por anticristos modernistas, e essa abominação desoladora?”

        Ressalte-se que estou de acordo com a posição sedevacantista na sua reclamação mais básica – a de que a Igreja carece de um Papa. Mas a maioria entre os que aderem à posição sedevacantista afirma também que não há sucessão apostólica na igreja conciliar. Esta afirmação me parece grave demais para ser feita com a tranquilidade com que costumam fazê-la no meio sedevacantista. Creio que esta seja também a posição do Darildo, quando diz que “não é sedevacantista ainda”.

        Afirmação grave não significa afirmação falsa. Contudo, a prudência manda ficarmos um passo atrás quando a afirmação grave não está amparada por alguma certeza bem estabelecida. No caso em questão, eu não teria problema em admitir a invalidez da sucessão conciliar se visse os sedevacantistas – isto é, aqueles que afirmam a invalidez da sucessão conciliar, que são a maioria entre os sedevacantistas, ao menos assim me parece – agindo de modo uno e santo, como se esperaria de uma Igreja em tal precariedade de números. “A Fé ganha em altura o que perde em superfície”.

        Decidi ficar neste limbo: admito a falta de um Papa, mas não posso, ao menos não ainda, admitir a invalidez da sucessão conciliar. Se o estudo e a oração não me indicarem outra posição, restará esperar que o tempo esclareça as coisas melhor. Não é verdade que Deus também fala pelo tempo? Aquilo que sobrevive à prova do tempo é de Deus, mas o que perece é dos homens. Vamos ver se os padres e bispos sedevacantistas se mantêm firmes, ou se a igreja conciliar desaba de uma vez por todas, perdendo até as aparências, ou se acontece outra coisa que indique alguma posição intermediária.

    • Alberto Cabral julho 28, 2017 às 9:08 pm

      Meu caro senhor: Tenho as maiores e mais consistentes dúvidas de que ainda exista uma Cartuxa católica. Quem tomba sob o Império conciliar corre o muito sério risco de ser violado no corpo e na alma. As ex-ordens religiosas transformaram-se, tendencialmente, em viveiros de pederastas. E a cartuxa, com todas as suas egrégias tradições, não constituirá excepção.
      Diz o senhor que ,humanamente, a Igreja está acabada. É Verdade! Mas as vicissitudes históricas, por mais trágicas que sejam, e são, NÃO PODEM ATINGIR A PERSONALIDADE MORAL DE DIREITO DIVINO DO CORPO MÍSTICO.
      Tal como a morte de Nosso Senhor, embora tenha, ontologicamente, separado corpo e alma, NÃO DISSOLVEU, NEM PODIA DISSOLVER, A UNIÃO HIPOSTÁTICA.

      Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral – Lisboa

    • Zoltan Batiz julho 28, 2017 às 10:44 pm

      “Mas me referindo ao assunto postado concordo com o Henrique, se não sou sedevacantista ainda, é justamente por ver tanta desunião, de fato, ao que parece estarem sofrendo da mesma doença da seita conciliar.”

      Mas também há união. Nas coisas essências como a doutrina (os dogmas o catecismo, a Bíblia e os sacramentos). A desunião, mal que seja, é apenas sobre a interpretação de uma situação, tal e qual no caso do grande cisma do ocidente. E a solução mais lógica e provável também é a mesma. Isto já discutiu-se nesse sito várias vezes, para, se calhar, o moderador fazer uma secção de FAQ (Frequently Asked Questions) sobre isto.

      “A meu ver não basta dizer que Bergoglio e os outros cinco anteriores (alias nem nesse ponto há concordância) não são papas. De que maneira sairemos desta cinuca de bico?”

      Como já tivemos ocasião de discutir as soluções.

      “Se de fato esses não papas também os bispos por eles consagrados não são bispos, sobrando assim somente os bispos sedevacantistas,”

      Infelizmente existem também sedeplenistas com ordens válidas, isto complica tudo, mas com tempo vai passar, como a seita conciliar vai derretendo e tornando-se mais ridícula (portanto menos credível).

      “Dos próprios Bispo fazer um conclave entre eles, os próprios não querem e acho que a maioria das sedevacantista não aceitariam.”

      Ainda não, mas no futuro haverá unidade, como já se discutiu.

      • Pro Roma Mariana julho 29, 2017 às 1:16 am

        @ Henrique: «A maioria entre os que aderem à posição sedevacantista afirma também que não há sucessão apostólica na igreja conciliar. Esta afirmação me parece grave demais para ser feita com a tranquilidade com que costumam fazê-la no meio sedevacantista.»
        No caso é a situação a ser grave demais, não a afirmação fundada justamente sobre os termos de continuidade apostólica, que é assegurada por Nosso Senhor. O medo, pois, que desapareça devido à ruptura do V2 é vão; não depende de poderes ou cargos humanos. Sobre o modo, isto sim é discutível, mas temos ai o exemplo histórico do Concílio de Constança, onde a sucessão apostólica foi suscitada por Deus, como acontece em toda eleição papal, até de um rapazola.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Blondet & Friends

Il meglio di Maurizio Blondet unito alle sue raccomandazioni di lettura

AMOR DE LA VERDAD

que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Radio Spada

Radio Spada - Tagliente ma puntuale

Catholic Pictures

Handmaid of Hallowedground

Hallowedground

Traditional Catholic Visualism

Acies Ordinata

"Por fim, meu Imaculado Coração triunfará"

RADIO CRISTIANDAD

La Voz de la Tradición Católica

%d blogueiros gostam disto: