Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O GRANDE TABU POLÍTICO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DA NOSSA ÉPOCA

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa São Pio X, num trecho da sua encíclica “Communium Rerum”, promulgada em 21 de Abril de 1909:

«Afinal, vós vedes, Veneráveis irmãos – e frequentemente sofrestes connosco, percebendo o quanto são tristes os tempos nos quais caímos – o quanto são graves as condições nas quais temos que nos situar. Mesmo entre os infortúnios públicos que trazem grande ansiedade, sentimos exacerbar a dor de aventar calúnias contra o clero, como se fosse indolente ao auxílio à calamidade; dos obstáculos postos para que não apareça a benéfica acção da Santa Igreja em favor dos filhos desolados; falar de outras obras mais tristes, para dano da Santa Igreja – tramadas com dissimulada astúcia, ou consumadas com ímpia ousadia – ESMAGANDO TODO O TIPO DE DIREITO PÚBLICO, TODO O TIPO DE LEI E DE HONESTIDADE NATURAL.  Os excessos foram grandes, especialmente nos países que já tiveram da Igreja maior presença de civilização.

Há coisa mais brutal do que ver aqueles filhos, nos quais a Santa Igreja acreditou e afagou, como primogénitos, empunhando furiosos as armas CONTRA O SEIO DA MÃE QUE TANTO OS AMOU?

Também não há muito consolo vendo o estado dos outros países: A própria guerra, de formas variadas, desencadeando fúria ou ameaça pelo caminho de tenebrosas maquinações. Quer-se em síntese, universalmente, NOS PAÍSES QUE MAIS DEVEM À CIVILIZAÇÃO CRISTÃ, DESPOJAR A IGREJA DOS SEUS DIREITOS; QUER-SE TRATÁ-LA COMO NÃO SENDO DE FACTO, POR NATUREZA E DIREITO, SOCIEDADE PERFEITA, INSTITUÍDA PELO PRÓPRIO CRISTO, REPARADOR DA NOSSA NATUREZA; QUER-SE ANIQUILAR O SEU REINO; AINDA QUE ANTES E DIRECTAMENTE DIGA RESPEITO ÀS ALMAS, NÃO É DE MENOR IMPORTÂNCIA PARA A SUA SALVAÇÃO ETERNA DO QUE A SEGURANÇA E PROSPERIDADE CIVIL; QUER-SE FIRMEMENTE QUE O LUGAR DO REINO DE DEUS SEJA SUBMISSO – SOB O MENTIROSO NOME DE LIBERDADE – À LICENÇA.

A propósito de fazer triunfar, com o império das paixões e dos vícios,as piores de todas as escravidões, arrastando ao precipício, em grande ruína, os povos – porque “o pecado arrasta e assinala a ruína dos povos” (Pr 14, 34), não se cessa de gritar: “Não queremos que Ele reine sobre nós” (Lc 19,14).

As Ordens Religiosas, expulsas de Países Católicos, que sempre foram para a Santa Igreja ornamento e defesa, e promotoras das obras mais benéficas de ciência e civilização entre as Nações bárbaras. Enfraquecidos e restritos ao máximo os seus benéficos institutos, dispersos e ludibriados os seus ministros, reduzindo a sua importância, deixando-os na inércia, fechou-se-lhes ou ficaram-lhes extremamente difíceis as vias da ciência e do magistério, especialmente ao distanciá-los gradualmente da instrução e educação dos jovens – foram postas em dificuldade todas as obras católicas de utilidade pública; ESCARNECIDOS, PERSEGUIDOS, OU DEPRIMIDOS TAMBÉM OS LEIGOS, ABERTAMENTE CATÓLICOS – ESPÉCIE DE CLASSE INFERIOR OU REJEITADA – ATÉ QUE CHEGUE O DIA – QUE JÁ ESTÁ PRESTES A CHEGAR – EM QUE, ATRAVÉS DE LEIS SEMPRE MAIS INÍQUAS E COM PROVIDÊNCIAS QUE OS DEFINEM COMO INIMIGOS DO ESTADO, SÃO POSTOS DE LADO, TAMBÉM DAS ÚLTIMAS MANIFESTAÇÕES SOCIAIS.»

Vivemos, desgraçadamente, num mundo onde há lugar para tudo, absolutamente tudo, menos para a Verdade e o Bem. Nos tempos em que a Santa Madre Igreja existia como realidade social e cultural, todas as forças anti-Cristo, desde os protestantes aos judeus, dos comunistas aos liberais e capitalistas, todos se uniam numa frente comum anti-Católica e anti-Santa Madre Igreja. Por mais feroz que fosse essa guerra anti-Igreja, era contudo nítido, um indissimulável temor reverencial que nutriam pela Fé Católica, UM TEMOR CONSTITUTIVO DA PRÓPRIA TRANSCENDÊNCIA OBJECTIVA DESSA FÉ, NA SUA UNICIDADE, NA SUA DIVINDADE, NA SUA SANTIDADE, DA SUA IRREVOGABILIDADE.

Demolida a Santa Madre Igreja, como realidade social e cultural, conquistada e usurpada a face humana do Corpo Místico pela própria maçonaria internacional, gerou-se um novo tabu político e religioso, o qual impede, por imperativo gerado na dita maçonaria, que os orgãos de comunicação social, bem como os titulares de cargos políticos, produzam a menor referência a essa usurpação, continuando a comunicar e a agir exactamente como se a Santa Madre Igreja ainda existisse, pujante e incólume, como realidade social e cultural, e não a torpe maçonaria com aparências de Igreja. Trata-se de um verdadeiro tabu, porque como é evidente, é absolutamente impossível que pessoas com um mínimo de inteligência e cultura não realizem a passagem aos antípodas doutrinais, nos últimos sessenta anos, da instituição, que exteriormente, aparece como Igreja Católica. A razão profunda para tudo isto é fundamentalmente de ordem política e social, pois mesmo os aspectos religiosos são reconduzidos a interesses sociais e políticos. Convém sobremaneira aos agentes políticos relacionarem-se com uma instituição que aparece exteriormente como Igreja Católica, SENDO ELA NA REALIDADE A MAÇONARIA INTERNACIONAL; NÃO APENAS EM PORTUGAL, MAS EM TODOS OS PAÍSES DE ANTIGA TRADIÇÃO CATÓLICA.

É exactamente por isso que a Internet, com todos os seus males, surgiu como uma benção, pois permite ao que resta da Resistência Católica – COMUNICAR; mais ainda: Foram as novas tecnologias que permitiram salvar da completa extinção, a longo prazo, os tesouros literários da Sabedoria Católica. Assim se prova, concretamente, que embora Deus Nosso Senhor tenha colocado à disposição da inteligência e da habilidade dos homens os bens da Criação, o seu mau uso depende ùnicamente da miséria moral humana e jamais desses bens em si mesmos.

Efectivamente, salvo por crassa ignorância, só a má fé pode iludir o facto dos heresiarcas maçons disfarçados de católicos, utilizarem as referências culturais cristãs tal como Luís de Camões utilizou nos “Lusíadas” a mitologia da Antiguidade Clássica. Porquanto tais referências, utilizadas materialmente, ou seja, privadas da absoluta e necessária objectividade, privadas da Ordem Sobrenatural, TRANSFORMAM-SE EM AUTÊNTICOS E ESPECIALMENTE HORRÍVEIS CONTOS DE FADAS; como se vê, particularmente, no caso das cerimónias de Fátima, realizadas pela maçonaria internacional, com capa eclesiástica. Mas até mesmo o ateu comunista libertino Bergoglio, na sua missão de explicitar a apostasia do Vaticano 2, necessita de cultivar certas aparências e certos ornamentos.

As cerimónias da seita anti-Cristo, aureoladas da respeitabilidade do poder civil, para que o engano seja completo, necessitam desesperadamente que alguém grite que: “O REI VAI NU”! Mas como tal poderia constituir o princípio do fim da monstruosa mistificação, exactamente por isso, os orgãos de comunicação social, totalmente obedientes à maçonaria e às forças anti-Cristo, instauraram um bloqueio integral aos mensageiros da Verdade e do Bem.  

Num mundo sem pecado original e sem pecados actuais, não haveria qualquer tabu; porque estes provêm, NÃO DO BEM, MAS DO MAL! O erro, o pecado, o mal, é que gera o tabu; porque este consubstancia tudo o que é preciso, ocultar, disfarçar, ornamentar, porque não deve ser conhecido como tal, sendo pois constitutivo da hipocrisia, tara que Nosso Senhor Jesus Cristo amaldiçoou como pior do que os pecados da carne. Ora, nós sabemos  que a hipocrisia constitui o cimento de todas as sociedades, e que é directamente proporcional à indigência moral dessas mesmas sociedades. Neste enquadramento, todas as sociedades possuem o seu rol de tabus, sendo que o mais importante, o mais grave, é sempre aquele que manifesta e incorpora um maior afastamento da Lei de Deus.

O Magistério público de Nosso Senhor Jesus Cristo constituiu um combate diuturno contra os tabus dos fariseus; QUE DIZIAM MAS NÃO FAZIAM; QUE COLOCAVAM CARGAS PESADAS PARA OS OUTROS LEVAREM, MAS ELES PRÓPRIOS RECUSAVAM TAIS CARGAS; QUE SIMULAVAM MAS NÃO ERAM. Ora, assim como procedeu Nosso Senhor no Seu Magistério, assim deve proceder, e procede, o Magistério da Santa Madre Igreja, um Magistério de Verdade e de Santidade, que permanece nos antípodas absolutos da palhaçada, imunda, asquerosa, deicida, da seita conciliar, que é, como se disse, a própria maçonaria internacional.

Fátima é terra da mais pura Verdade e Santidade, com um Lume Sobrenatural dulcíssimo, de uma transparência caracterizadamente Evangélica. Fátima é ANTI-COMUNISMO, mas é igualmente ANTI-LIBERALISMO e ANTI-MODERNISMO, e tem sido uma grande erro insistir na nota do anti-comunismo olvidando o anti-liberalismo; e foi isso que se fez durante a época pré-conciliar.

A maior aberração posta a circular pela seita anti-Cristo, foi a de que a Rússia se tinha convertido com a queda do comunismo; e o pior é que muitas boas almas acreditaram. Tudo serve para arruinar a verdadeira Fé Católica, até as maiores mentiras.

A grande lição das Aparições de Fátima é o ênfase Sobrenatural colocado na Eterna oposição: Igreja Santa – mundo pecador; alma piedosa – mundo perseguidor. Enquanto este paupérrimo mundo existir, a alma fiel a Deus Nosso Senhor só possuirá a certeza de que à sua volta se formará uma clareira árida cristalizada no sentimento de EXCLUSÃO; e isto na melhor das hipóteses. A vida dos Santos aí está para o demonstrar.

O mal existe, jamais como um fim em si mesmo, mas para maior exaltação do Bem, na provação ascética e mística dos bons, para que de uma Caridade mais acrisolada Deus Nosso Senhor receba mais Glória extrínseca.

O bloqueio imposto pelos poderes deste mundo àqueles que querem denunciar a maior fraude, o maior crime, a maior monstruosidade, da História Universal, constitui a maior prova da Verdade da Fé Católica e da Santidade da Santa Madre Igreja, mas testemunha igualmente a verdade e a santidade da tese sedevacantista, e o como esta tese corresponde integralmente à Mensagem das Aparições de Nossa Senhora de Fátima, em ordem a uma regeneração qualitativa da Mãe Igreja, na reconstituição da linhagem dos Sucessores de Pedro.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 5 de Maio de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

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