Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Arquivos Diários: agosto 10, 2017

DA CANONIZAÇÃO CATÓLICA ÀS ANTI-CANONIZAÇÕES DA «OUTRA»

Pro Roma Mariana

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No centro da Igreja Católica está o Tabernáculo;

No centro do templo conciliar está o homem entronizado.

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  • A seita anti-Cristo possui os contornos da Santa Madre Igreja, MAS EM NEGATIVO INFERNAL. Neste seu nquadro conceptual existe uma anti-Verdade, uma anti-Unidade, uma anti-Santidade, uma anti-apostolicidade, uma anti-catolicidade, que constituem as anti-notas da maldita Igreja conciliar e seus falsos papas.
  • O que foi anatematizado pelo Decreto “Lamentabili” e pela encíclica “Pascendi” constitui doutrina comum da seita conciliar, sob a forma de um agnosticismo e ateísmo que rebaixam o Dogma e a Moral Católica para um registo puramente poético. Assim, os Santos, os Papas, os teólogos e filósofos católicos são detestados pelos «santões» conciliares, como São Pio X foi detestado por Roncalli, João 23!

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UM SANTO E DOIS DEMÓNIOS

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XII, na mensagem comemorativa do quinquagésimo…

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A EDUCAÇÃO PARA DEUS DO SEMINARISTA

                    

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XII, em passagens da sua encíclica “Menti Nostrae”, promulgada em 23 de Setembro de 1950:

«Consoante o ensino do Divino Mestre, a perfeição da vida cristã consiste no amor de Deus e do próximo (cf. Mt 23,37.38.39), amor, porém, que seja verdadeiramente fervoroso, zeloso e activo. Se ele tem essas qualidades, de certo modo abrange todas as virtudes (cf.ICor 13,4 ss.), e com razão pode ser chamado “vínculo da perfeição” (Cl 3,14). Seja qual for o estado em que se encontre o homem, para esse fim deve dirigir as suas intenções e as suas acções.

A esse dever está de modo particular obrigado o sacerdote. Toda a sua acção sacerdotal, por sua própria natureza – pois exactamente para esse fim foi o sacerdote  chamado por Divina Vocação, destinado a um ofício Divino e assinalado por um carisma Divino – tende realmente para isso; ele deve, de facto, EMPRESTAR A SUA COOPERAÇÃO A CRISTO, único e Eterno Sacerdote; é, portanto, necessário que siga e imite Aquele que, durante a Sua vida terrena, não teve outro escopo senão demonstrar o Seu ardente amor ao Pai, e anunciar aos homens os infinitos tesouros do Seu Coração.

O primeiro impulso que deve mover o espírito sacerdotal há-de ser o de unir-se estreitamente ao Divino Redentor, para aceitar, dòcilmente e em toda a sua integridade, os Divinos ensinamentos, e de aplicá-los diligentemente, em todos os momentos da sua existência, DE FORMA QUE A FÉ SEJA CONSTANTEMENTE A LUZ DA SUA CONDUTA, E A SUA CONDUTA  SEJA O REFLEXO DA SUA FÉ.

Seguindo a Luz dessa virtude, ele terá seu olhar fixo em Cristo e seguirá Seus ensinamentos e exemplos,  ìntimamente persuadido de que para si não é suficiente limitar-se a cumprir os deveres a que estão obrigados os simples fiéis, mas de que deve tender com força cada vez maior para aquela Santidade que a dignidade sacerdotal exige, segundo a  advertência da Santa Igreja: “Os clérigos devem levar vida mais santa do que os leigos e servir para estes de exemplo na virtude e no modo recto de agir” (Código de Direito Canónico de 1917 – cânone 124). (…)

Por esse motivo,  enquanto rendemos o devido louvor a quantos, na afanosa reparação deste triste pós-guerra, movidos pelo amor de Deus, e pela Caridade para com o próximo, sob a direcção, e seguindo o exemplo dos Bispos,  consagraram todas as suas forças para remediar tantas misérias, não nos podemos abster de exprimir a nossa preocupação e a nossa ansiedade por aqueles que, por especiais circunstâncias do momento, se deixaram levar pelo vórtice da actividade exterior, assim como a negligenciar o principal dever do sacerdote, que é a santificação própria. Já dissemos em público documento, que devem ser chamados a melhores sentimentos quantos presumam que se possa salvar o mundo por meio daquela que foi justamente designada como a “heresia da acção”: Daquela acção que não tem os seus fundamentos nos auxílios da Graça, e não se serve constantemente dos meios necessários à obtenção da Santidade, que Cristo nos proporciona. Do mesmo modo também estimulamos, os que, trancados em si mesmos, e duvidosos do auxílio Divino,não se esforçam, segundo as próprias possibilidades, POR FAZER PENETRAR O ESPÍRITO CRISTÃO NA VIDA QUOTIDIANA, EM TODAS AS FORMAS QUE O NOSSO TEMPO RECLAMA. (…)

Deve-se cuidar, de modo especial, da formação do carácter de cada rapaz, nele desenvolvendo o senso da responsabilidade, a capacidade de raciocínio, o espírito de iniciativa. Por isso aqueles que dirigem os Seminários devem recorrer com moderação aos meios coercitivos, aliviando, ao passo que os jovens crescem em idade, o sistema de rigorosa vigilância e as restrições, PREPARANDO OS JOVENS A GUIAREM-SE POR SI MESMOS, E A SENTIR A RESPONSABILIDADE PELOS SEUS ACTOS. Concedam certa liberdade de acção em determinadas iniciativas, habituem os alunos à reflexão, a fim de que se lhes torne mais fácil a assimilação de verdades teóricas e práticas; não temam tê-los a par dos acontecimentos do dia, que antes, além de lhes fornecerem elementos necessários para que possam formar e exprimir um recto Juízo, ainda lhes dão ensejo de discuti-los, ajudando-os e habituando-os a julgar e avaliar com equilíbrio.

Deste modo, os jovens são encaminhados PARA A HONESTIDADE E LEALDADE, A ESTIMA DA FIRMEZA, A RECTIDÃO DE CARÁCTER, E A AVERSÃO POR TODA A FORMA DE DISSIMULAÇÃO. QUANTO MAIS SINCEROS E SIMPLES FOREM ELES, TANTO MELHOR PODERÃO SER CONHECIDOS E BEM GUIADOS PELOS SUPERIORES NO DIFÍCIL EXAME DA VOCAÇÃO.»

 

Todos devíamos ter sido educados para Deus, desde a mais modesta célula familiar, desde a mais humilde sala de Catecismo, na mais recôndita paróquia; se assim não acontece é porque satanás impõe à humanidade, com permissão de Deus, sobretudo nos países de antiga Tradição Católica, um pesado jugo de erro, de pecado e de mentira.   

Ser educado para Deus é saber de onde vimos e para onde vamos, é conhecer quais as Leis, que constitutivas do Princípio, conduzem necessàriamente ao Fim.

Santo Tomás de Aquino edifica todo o seu sistema nessa identificação objectiva entre Princípio, Deus Criador, Redentor e Consumador, e Fim, Deus conhecido e amado, Sobrenaturalmente, sobre todas as coisas, na Sua Verdade, na Sua Asseidade, na Sua Eternidade, na Sua Santidade.

No Paraíso Terrestre, Adão e Eva, formados adultos, conheceram tudo o que lhes era necessário saber, como chefes orgânicos do Género Humano, mediante ideias infusas. Mesmo sem pecado original, os seus descendentes teriam, sem dúvida, fundado estabelecimentos de ensino, os quais, todavia, seriam totalmente diferentes daqueles que conhecemos; pois que a plenitude de vida Sobrenatural e Preternatural, a imortalidade neste mundo, a impassibilidade, a Luz extremamente profunda enraízada nas inteligências, tornaria a aprendizagem das realidades naturais tão fácil como respirar. E as Verdades da Fé continuariam a ser ministradas, quer por Sagrada Tradição, quer sobretudo mediante as ideias infusas, que neste caso seriam os próprios Dons do Espírito Santo, mas com muitíssimo mais ilustração Sobrenatural.

Os Seminários pròpriamente ditos, começaram a ser organizados após o Sagrado Concílio de Trento e segundo suas instruções expressas. Anteriormente, a docência exercia-se, fundamentalmente, nas escolas episcopais e conventuais. Evidentemente que o clero regular possuiu sempre escolas próprias integradas nos estatutos das suas Ordens. Antes de Santo Agostinho, não há notícia de qualquer forma institucional organizada para a preparação de sacerdotes. Os centros de cultural geral de Alexandria e Edessa providenciavam quanto podiam à formação dos clérigos. Devem-se, precisamente a Agostinho os primeiros esforços para constituir comunidades – na sua própria habitação episcopal – especìficamente orientadas para essa formação. Mas não eram verdadeiros seminários. O exemplo de Santo Agostinho foi seguido em outras cidades como Milão e Nola. A fundação das grandes universidades medievais, Paris, Bolonha, Oxford, provocou uma certa cisão, porque as melhores inteligências abandonavam as escolas Catedrais para frequentar essas Universidades, as quais não aprofundavam o  necessário desenvolvimento da vida pròpriamente espiritual, ascética e mística, relegando-o para as escolas catedrais. Este problema só foi resolvido pelas, já citadas, determinações do Sagrado Concílio de Trento.    

Infelizmente, só com o Papa Leão XIII os Seminários e outros centros de estudos foram recuperando a nobilitante hegemonia de São Tomás de Aquino como eixo fundamental e padrão estruturante dos estudos; após um longo período de decadência provocado pelo galicanismo, pelo iluminismo, e pela sanha revolucionária.

O que, caracterizadamente, mais conta num Seminário É A FORMAÇÃO PARA A SANTIDADE. Evidentemente, a Santidade, só Deus a pode comunicar. Mas a analogia extrínseca entre a Ordem Natural e a Ordem Sobrenatural faculta-nos a compreensão dos meios a utilizar como condição extrínseca providencial da Graça Divina. Esclarece-se que uma tal condição não garante em absoluto a infusão da Graça e da Santidade – mas favorece-a extrìnsecamente. O vínculo da Predestinação nunca pode estar essencialmente dependente das realidades puramente humanas.

É que sem a Santidade TUDO O RESTO FALHA, TORNANDO-SE MESMO POSITIVAMENTE RUIM. Porque quando um determinado doutor, com várias licenciaturas, começa a expelir heresias, o comum dos homens tem a tendência, muitíssimo acentuada, de imediatamente o seguir. Consequentemente, São Pio X afirmava: “A cultura intelectual, que tanto desejamos para os nossos sacerdotes, se não for acompanhada da Santidade, É CAUSA DE PROFUNDA DOR”.

Porque tudo o que é verdadeiramente importante na cultura intelectual, A SANTIDADE COMUNICA-O POR VIA SOBRENATURAL.

Neste quadro conceptual, todos os conhecimentos hauridos no

Seminário, que de si integrem a cultura profana, devem ser assimilados À LUZ SOBRENATURAL DE DEUS NOSSO SENHOR.

É evidente que quem sai do Seminário deveria possuir uma determinada cultura geral que não o envergonhe perante os homens do seu tempo e da sua nação. É certo, como foi dito, que tudo o que é verdadeiramente importante, a santidade o comunica por via Sobrenatural. Mas nem todos alcançam a Santidade, neste caso, um muito elevado grau de Graça Santificante e de Caridade. E é da experiência comum de todas as épocas, que muitos sacerdotes vivem habitualmente em pecado mortal. Além disso o conhecimento natural e filosófico de certas realidades, conhecimento iluminado, extrìnsecamente, pela Fé e pela Graça, CONSTITUI MAIS UMA BARREIRA À PENETRAÇÃO DA HERESIA E DO ERRO FILOSÓFICO, O QUAL, DESDE QUE ASSUMIDO POSITIVAMENTE, É LETAL PARA A FÉ. O Papa  Leão XIII deixou isso bem claro na sua encíclica “Aeterni Patris”.

A educação no Seminário deve, acima de tudo, valorizar essencialmente a OBJECTIVIDADE NO PENSAMENTO E NO AGIR. Para isso, basta que os alunos assimilem em São Tomás a sua característica fundamental, a sua nota distintiva, que é o apagamento eficaz de tudo o que possa contribuir, a qualquer título, para um posicionamento, subjectivo, particular, de coordenadas estritamente pessoais. TODO O MODERNISMO É CONSTITUTIVAMENTE SUBJECTIVISTA.

Paralelamente, o seminarista deve ser ensinado a repudiar toda e qualquer hipocrisia, todo o fariseísmo, todo o puritanismo, todo o dualismo. Porque este género de defeitos foram amaldiçoados, de forma especial, por Nosso Senhor Jesus Cristo, e ao longo dos séculos, têm sido fonte de muitos aviltamentos que envergonham a Santa Madre Igreja.

A educação do Seminário entronizará nas almas a humildade, sem servilismo, bem como o amor da santa pobreza e das coisas simples. Efectivamente, a Santidade é edificada por Deus numa alma que foi preparada, pela mesma Graça, a considerar, objectivamente, o seu próprio NADA, e a Deus, como o fundamento de TUDO, na Ordem Natural e na Ordem Sobrenatural. E a Caridade perfeita só pode brotar de um coração simples e que ama a simplicidade.

Deve ser convenientemente enxertada na alma dos Seminaristas a verdadeira noção da obediência, QUE NÃO É, NEM PODE SER UM ABSOLUTO, SENDO QUE É, E NÃO PODE DEIXAR DE SER, NECESSÀRIAMENTE FUNDAMENTADA NO ABSOLUTO DA FÉ CATÓLICA.

Os seminaristas, rapazes novos como são, devem ser correctamente esclarecidos por um sacerdote piedoso e prudente, de idade bem amadurecida, que a fase da vida em que mais irão sentir a falta de companhia feminina será sem dúvida na meia idade e mesmo na terceira idade, quando os pais tiverem falecido. Os seminaristas devem ser advertidos que, na juventude, o entusiasmo Sobrenatural da vida sacerdotal pode e deve sublimar os ardores da carne, mas que numa idade posterior já não serão tanto esses ardores que se imporão, mas pura e simplesmente a solidão, a grande solidão, que mesmo sobrenaturalmente enquadrada, se torna frequentemente muito difícil de suportar. Este deverá constituir ensinamento bem gravado na alma dos jovens.

Escusado será acrescentar que os sacerdotes, professores e formadores dos Seminários, têm que possuir um equilíbrio Sobrenatural realmente notável, uma maturidade plena, um conjunto de qualidades não comum.

É preferível ter dez seminaristas sinceramente bons, do que mil medíocres e sem esperança de emenda.

Desde sempre, o Magistério da Santa Madre Igreja, bem alicerçado na Sagrada Escritura e na Tradição, concedeu total preferência à qualidade face à quantidade. A proficiencia Sobrenatural dos Santos, consignada em vinte séculos de Cristianismo, aí está para o demonstrar.

 

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 19 de Julho de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

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que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

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