Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Arquivos Diários: agosto 11, 2017

FÁTIMA DESVELA O LETAL VIRUS MODERNISTA DE JOÃO 23: o Olavo e amigos ignoram ser este muito pior que Gramsci?

  • P. Camilo Torres não foi o único padre católico a trocar a batina pela metralhadora, considerando-se autorizado por João 23 da «Pacem in terris».

Arai Daniele

O enigma do clérigo Angelo Roncalli, passa pelo fato que tal clérigo, embora suspeito de modernismo – que abre a todo erro – tenha sido admitido como professor, bispo, núncio, patriarca e agora «santo»… em vista de sua «boa obra» realizada, de ser eleito o «papa» que de há muito estava nos planos das lojas iluministas: um «papa» para «aggiornare» a consciência da Igreja à «nova ordem mundial», fundada numa perversa «liberdade de consciência», que abre a toda ruína espiritual e social.

Este plano de conciliação clerical à «evolução» das idéias do mundo é para a Igreja um real mistério de iniqüidade, se perpetrado por clérigos em nome da autoridade católica. Esta razão pode levar-nos a ver o pobre Roncalli como um «astro do mal», um anticristo, ou apenas um «asteróide modernista», simples vetor de planos infernais, cujo resultado iria superar de muito sua capacidade de entendê-los? É o que se podia crer também de Adão e Eva, criaturas muito mais perfeitas que este infeliz, mas que agiram imersos na incredulidade das pavorosas conseqüências para o gênero humano da sua queda original.

Aqui vamos considerar as ações modernas que levaram às espantosas conseqüências de desvios filosóficos letais, em especial de homens que elevados à dignidade episcopal, mas acima de tudo, acabaram por ser apontados à suprema Sede da Igreja. Estes, ao induzir mudanças para a consciência mesma da Igreja de Cristo, abalaram suas defesas, tornando-se vigários do nefasto Anticristo, consciente ou inconscientemente! No Foro de São Paulo não havia por acaso a influência conciliar dos vários Arns e camaradas?

Nos nossos dias o Modernismo está de tal modo inserido «oficialmente» na Igreja conciliar que o senador Giulio Andreotti chega a dizer sem reservas no seu livro «I quattro del Gesù. storia di una eresia» (Os quatro do seminário Jesus, história de uma heresia. (Rizzoli, Milão, 1999), que chegou a hora da Igreja rever “o juízo de homens que foram até tempos recentes injustamente perseguidos [porque modernistas]”. No caso do modernista Roncalli, porém, tudo aconteceu de modo diverso porque ele tinha aprendido muito com o camarada Ernesto Buonaiuti, que foi excomungado «pelo único erro de não ter sabido esperar a evolução (leia-se degeneração) dos tempos»!

Não havia então para o político Andreotti erro doutrinal condenado pela Igreja porque contrário à Fé, não, o erro teria sido de não tê-lo emboscado bastante, mesmo com uns perjúrios! («A ogni morte di Papa», Rizzoli, 1982). Foi o caso de Roncalli que aprendeu a esperar a sua hora trabalhando para a própria carreira até galgar posição de autoridade para inverter os juízos incanceláveis da Igreja e poder inocular o modernismo nas suas veias através dum concílio pastoral, ou seja o Vaticano 2. Veremos que este fora previsto por forças estranhas à Igreja. No mundo civil isto chama-se jogo sujo sob face oculta, em religião, pertinácia herética.

Para o ministro e senador Andreotti, “escolado” modernista democrata cristão de incríveis ambiguidades políticas (promoveu a lei do aborto), parece lógico pretender que a nova Igreja conciliar e modernista passe a galardoar seus velhos espiões que, se tivessem aberto o jogo então, teriam sido condenados pela Igreja Católica onde viveram como honrados infiltrados ocultos. O trabalho deles era minar a fé e cultura tradicional para implantar uma nova ordem social socialista, modernista, ecumenista e mundialista.

Até esse famoso senador democristão, como tantos, pode até se vangloriar de professar erros condenados, que acabaram por predominar numa falsa política cristã e numa igreja adulterada onde se toma por verdade o que já fora condenado de modo definitivo. Eis o pensamento sofístico e historicista de quem quer a verdade adaptada à hora presente e à mentalidade do mundo atual!

Podemos então começar a falar do enigma que diz respeito a quem é hoje lembrado como o «Papa bom», isto é João 23, que iniciou sua carreira como professor de história, mas que foi interdito nessa função porque suspeito de modernismo. Não é talvez verdade que então, como hoje, encubar o sociologismo modernista era razão para ser considerado contrário à doutrina da fé imutável e, portanto estar fora da Igreja? Não permanece talvez esta condenação, com sua explicação doutrinal clara e límpida, não só nos documentos de São Pio X, mas até de Pio XII? A estas explicações vamos nos referir em seguida em chave filosófica da infiltração «cultural modernista».

Para entender as questões aqui tratadas o leitor deverá ter em mente o que interessa todas as consciências, isto é, que a verdade vem de Deus, e só são retas as conclusões filosóficas amparadas em princípios, mais que eventuais deduções religiosas pessoais. A disputa real no mundo é entre o pensamento apoiado no sobrenatural revelado e as ideias vindas do naturalismo elucubrado por homens para abater esse pensamento; entre o Verbo de Deus e a revolução das «liberdades de consciência», que é em verdade uma sinuosa dialética de rebeliões pessoais, com raízes na alteração original. Em breve, entre a vida sobrenatural da alma, para a qual o homem foi criado, e a vida atraída pelos bens naturais que prescindem do sobrenatural fim último da vida humana.

A consciência está nesse Dédalo: ou segue o superior lume racional indicado pelo pensamento, que guia também a vida natural, ou os impulsos da vida corporal, que condicionam rudemente o pensar e geram uma crença própria conforme se prefere viver neste mundo. Na escolha de uma das duas direções se resume todo o essencial da vida da alma, seja do comum ser humano, seja dos grandes chefes e prelados em carreira que só mencionam a importância da direção espiritual dos homens por puro carreirismo.

Nenhuma vocação clerical ou piedade formal pode, porém, ocultar a Deus a escolha que faz por um naturalismo larvado, que reduz na própria mente a prioridade absoluta que deve ser dada ao sobrenatural sobre o natural. Este é o quadro para reconhecer os desvios na direção do pensamento dos modernistas e de Ângelo Roncalli, que se tornará responsável pela ruinosa abertura ao mundo naturalista e materialista, demolidor das consciências de multidões nos nossos tempos.

Sendo a velada revolução das aberturas de João 23 com os males derivados da “nova consciência da Igreja” que condicionou meio mundo o tema deste trabalho, temos que entendê-la perfeitamente, porque não se trata de negação dogmática, mas de inversão no modo de entender a verdade. Também os mações não negam a divindade, mas a entendem segundo o próprio pensamento natural. Não se interessam pelo que Deus revelou, mas pelo que disto deduzem por livre exame pessoal. Eis de onde brota o deísmo com suas múltiplas nuances, que confunde a Revelação com o que dita a própria consciência auto-formada nas sensações da vida imediata.

Roncalli, João 23, sempre foi contra Fátima

Os católicos não devem esquecer que é a letra da lei que deve servir ao espírito, e não o contrário, quando passa a ser a lei – como lembra o Apóstolo – a matar o espírito. A paixão de Nossa Senhora segue a paixão de Jesus Cristo e de Sua Igreja e tem a ver com poderes de destruição. Por isto falamos de leis, de soldados e de emboscados que atentam contra  a Fé da Igreja e a Profecia de Fátima.

Já como patriarca de Veneza, Roncalli tinha desvelado a idéia de alinhar a Mensagem de Fátima com uma nova Pentecoste conciliar (o já planejado Vaticano 2 maçônico), desvelando a sua aversão ao seu oposto de conversão aos dogmas da Fé no Segredo de Maria. Assim, sendo enviado a Fátima, para representar o Papa, no dia 13 de maio de 1956, diante de meio milhão de fieis, pronunciou uma homilia em português: “precursora de uma nova Pentecoste de cujo perfume celestial agora já se começa a medir a extensão e as misteriosas riquezas.” (“precorritore di una nuova Pentecoste del cui celeste effluvio cominciamo ora a misurare tutta la portata e le misteriose ricchezze”.)

Em seguida, descreveu as aparições, mas descartando algumas palavras do Segredo sobre o Inferno: “Em 13 de julho alguma incerteza. Mas Jacinta resolve claramente todas as dúvidas: “Não, o diabo não pode ser; o diabo é tão ruim e está subterrado”. (“Per il 13 luglio qualche incertezza. Ma Giacinta dice chiaramente risolvendo ogni dubbio: «No, il demonio não può essere; il demonio é tanto brutto e sta sottoterra».) (Escritos e Discursos do Patriarca de Veneza, Pauline, 1959, Vl. 2, pp. 423- 425).

Maria SS, havia mostrado o inferno com os seus demônios para os pastorinhos; visão que formou as suas consciências na disposição ao sacrifício para os pobres pecadores. Mas para Roncalli era melhor reduzir a Visão do Inferno e dos demônios a uma piada! A razão porque um clérigo extremamente astuto, como ele, decidiu de não parecer ocultar demais a verdade do Segredo de Fátima, era a impopularidade a que seria ali exposto. Mas o seu padrão no caso, como depois revelou abrindo o Vaticano 2, era o de recusar as «profecias de desgraça», que abominava porque em contraste com as idéias de conciliação com o mundo moderno e abertura a toda ideologia e religião. para a ereção de uma nova ordem mundial, que mirava como modernista.

Mais tarde, não apenas iria censurar o «Terceiro Segredo», mas mesmo a entrevista da vidente Lúcia ao Padre Fuentes, pouco antes da morte de Pio XII. A dedução sobre essa censura, que passava pela imposição através do Bispo de Coimbra da retratação de Lúcia sobre as verdades ouvidas de Nossa Senhora, repousa sobre as palavras registradas pelo novo embaixador de Portugal no Vaticano, Antonio de Farias, em 1961: “O Pontífice falou de Fátima, aludindo à conveniência de que não se tentasse fazer dizer à Irmã Lúcia mais do que ela tinha condições de dizer (sobre as referências feitas sobre a Rússia e a menção de 1960), assunto muito delicado que requer toda prudência” (Rev. História, Lisboa, outubro de 2000, p. 25).

O fato é que ás “profecias da desgraça”, entre as quais s difusão dos erros da Rússia (o comunismo), perturbam não pouco os detratores de Fátima, cuja mensagem é bem recebida por milhares de peregrinos ainda católicos. Como se pode no entanto entender o Segredo que revela numa visão simbólica o que não se prende ao sentido literal de palavras, o ataque à suprema autoridade de Igreja, ataque aliás, previsto pelos Papas, do mesmo modo que pelos planos da Maçonaria. Mas se são justamente os reformadores conciliares a operar, de acordo com os tempos, a alteração da face sobrenatural de tal autoridade católica, que é a vítima da Visão do Segredo, como poderiam eles ser ao mesmo tempo os interpretes do «Terceiro Segredo»?

A operação ecumenista é «intrinsecamente perversa»

Pode o católico duvidar que, quanto mais se difunde a «doutrina» pela qual as religiões são igualmente boas e mais ou menos reveladas, esse pensamento dos homens atenta à verdade da única Verdade da Revelação? Esse ecumenismo não é, pois, intrinsecamente desviante da missão de conversão, e partindo da uma suprema cátedra religiosa, mistério de iniqüidade? Não foi o Magistério divino confiado ao Papa como ao único poder na Igreja que procede diretamente de Jesus Cristo para ensinar infalivelmente e converter à Verdade? Não é nestes termos que se define o poder pontifical e o Magistério católico?

A este ponto põe-se a questão crucial da autenticidade da autoridade e do «magistério conciliar» aberto e, mais que isto, cooperante com o que discrepa do Magistério da Igreja Católica. Porque logicamente, se há um «novo magistério», há quem o ministra a partir de uma cátedra de falsa autoridade que, separada do conceito precedente de continuidade, é privada da imprescindível legitimidade do papa para converter à Verdade. Se este autoriza leis para uma nova ordem derivada de ocultos pensamentos iníquos quanto à Religião verdadeira, não pode fazê-lo com o poder de Jesus Cristo: não é católico, não trabalha para a conversão do mundo, mas para a sua danação; não é papa, mas falso Cristo a serviço do poder Anticristo. E esse poder terá leis e tropas com soldados prontos a eliminar virtualmente o Papa católico. Veja-se o artigo «ESPÍRITO DE MEDELLIN; TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO E FARC». Nele se evoca o caso das revoluções na América Latina. Vejamos o artigo «Puebla esconde uma fraude» de Julio Fleichman, em Permanência 5.1979: “Desde Medellin, Colômbia, em 1968, os bispos de esquerda do episcopado latino-americano, reunidos sob a invocação de Camilo Torres, padre subversivo (dito “guerrilheiro”) que morreu de armas na mão em combate com defensores da ordem pública, tentam organizar movimentos de subversão no continente contra os governos (em geral controlados ou exercidos por militares) que se defendem como podem contra a ameaça comunista… Batidos na pretensão de combater os exércitos latino-americanos pelo terrorismo, os comunistas e seus aliados clericais moveram-se para a insidia pseudo-religiosa.”

Tudo nasceu de pensamentos ocultos que ignoraram a verdade e crucificaram o Verbo Salvador dos homens, trespassando com infinita dor o Imaculado Coração de Maria: Quanto a Ti, uma espada te trespassará a alma, afim de que sejam revelados os pensamentos (ocultos) de muitos corações»

Eis a Paixão que vem desde o início dos tempos, mas que hoje atinge o seu ápice porque ocupou a Sede suprema para contaminar os homens com a liberdade também para o mal. Por isto, é grande mal, em muitos casos apostasia, aceitar falsos Cristos e falsos pastores como se fossem enviados por Deus para mudar os tempos e as leis divinas (Dn 7, 25).

Rezemos para que os católicos compreendam que é a letra da lei na disciplina e na pastoral que serve ao espírito da Fé, e não o contrário. Se não, a «lei conciliar», com seus «antipapas legalizados», continuará a desviar as consciências no mundo e na Igreja, porque não se guia mais à Cristandade e à conversão.

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