Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A “SIMPLICIDADE” DE BERGOGLIO COMO FRAUDE AO ESPÍRITO

Escutemos o Papa Leão XIII, num trecho da sua encíclica “Libertas”, promulgada em 20 de Junho de 1888:

«É assim que sempre se evidenciou o maravilhoso poder da Santa Igreja para a protecção da liberdade civil e política dos povos. Não há necessidade de enumerar os seus benefícios neste género. Basta lembrar a escravidão, essa velha vergonha das nações pagãs, que os seus esforços e principalmente a sua feliz intervenção fizeram desaparecer. O equilíbrio dos  direitos, COMO A VERDADEIRA FRATERNIDADE ENTRE OS HOMENS, foi Nosso Senhor Jesus Cristo quem primeiro a proclamou; e à Sua voz respondeu a dos Seus Apóstolos, declarando que não há, nem judeu, nem grego, nem bárbaro, nem cita, mas que todos são irmãos em Cristo. A respeito desse ponto, O ASCENDENTE DA SANTA IGREJA É TÃO GRANDE E TÃO RECONHECIDO, QUE AONDE QUER QUE CHEGUE A SUA INFLUÊNCIA – TEM-SE A EXPERIÊNCIA DISSO – A GROSSERIA DOS COSTUMES NÃO PODE SUBSISTIR POR MUITO TEMPO. À brutalidade sucede, em breve, a doçura, às trevas da barbárie a Luz da Verdade. E a Igreja não cessou jamais de fazer sentir aos povos, educados pela civilização, a influência dos seus benefícios, resistindo aos caprichos da iniquidade, afastando a injustiça da cabeça dos inocentes ou dos fracos, e empregando-se, enfim, em estabelecer nas coisas públicas uma organização que possa, pela sua equidade, tornar-se amada dos cidadãos, ou fazer-se temer dos estrangeiros pelo seu poder.

É, além disso, um dever real respeitar o poder e submeter-se a leis justas, donde deriva que a autoridade vigilante das leis preserva os cidadãos das empresas criminosas dos maus. O PODER LEGÍTIMO VEM DE DEUS E “AQUELE QUE RESISTE AO PODER, RESISTE À ORDEM ESTABELECIDA POR DEUS”; É ASSIM QUE A OBEDIÊNCIA ADQUIRE UMA NOBREZA MARAVILHOSA, POIS SE NÃO INCLINA SENÃO PERANTE A MAIS JUSTA E A MAIS ALTA DAS AUTORIDADES.

Mas desde que falte o direito de mandar, ou o mandato seja contrário à razão, à Lei Eterna, à Autoridade de Deus, ENTÃO É LEGÍTIMO DESOBEDECER AOS HOMENS A FIM DE OBEDECER A DEUS. Desse modo, achando-se as vias da tirania fechadas, o poder não chamará tudo a si; assim estarão salvaguardados os direitos de cada cidadão, os da sociedade doméstica, os de todos os membros da Nação; e todos enfim participam da verdadeira liberdade, aquela que consiste, como demonstrámos, em que cada um possa viver segundo as Leis e seguir a recta razão.

Se, quando se fala de liberdades, se entendesse essa liberdade legítima e honesta, tal como a razão e a nossa palavra a acabam de descrever, ninguém ousaria lançar à Santa Igreja a censura que se lhe arremessa com soberana injustiça, a saber que ela é inimiga dos indivíduos ou da liberdade dos Estados.

Mas há muitos homens, que a exemplo de lucífer – de quem são estas palavras criminosas: Não obedecerei! – entendem pelo nome de liberdade O QUE NÃO É SENÃO PURA E ABSURDA LICENCIOSIDADE. Tais são aqueles que à escola tão espalhada e tão poderosa, e que foram tirar o seu nome à palavra liberdade, querendo ser chamados liberais.

E, com efeito, o que são os partidários do naturalismo e do racionalismo em Filosofia, os fautores do liberalismo o são na ordem moral e civil, pois que introduzem nos costumes e na prática da vida os princípios postos pelos partidários do naturalismo.

Ora, o princípio de todo o racionalismo é a supremacia da razão humana, QUE RECUSANDO A OBEDIÊNCIA DEVIDA À RAZÃO DIVINA E ETERNA, E PRETENDENDO NÃO DEPENDER SENÃO DE SI MESMA, SE ARVORA EM PRINCÍPIO SUPREMO, FONTE E JUIZ DA VERDADE. Tal é a pretensão dos sectários do liberalismo, de que falamos: NÃO HÁ, NA VIDA PRÁTICA, NENHUM PODER DIVINO AO QUAL SE TENHA DE OBEDECER, MAS CADA UM É PARA SI A SUA PRÓPRIA LEI. DAÍ PROCEDE UMA MORAL A QUE SE CHAMA INDEPENDENTE, E QUE SOB A APARÊNCIA DA LIBERDADE, AFASTANDO A VONTADE DE OBSERVÂNCIA AOS PRECEITOS DIVINOS, CONDUZ O HOMEM A UMA LICENÇA ILIMITADA.

E o que, finalmente, resulta disso, principalmente nas sociedades humanas, é fácil ver; porque uma vez fixada essa convicção no espírito, de que ninguém tem autoridade sobre o homem, a consequência é que a causa eficiente da comunidade civil e da sociedade deve ser procurada, NÃO NUM PRINCÍPIO EXTERIOR OU SUPERIOR AO HOMEM, MAS NA LIVRE VONTADE DE CADA UM, E QUE O PODER PÚBLICO DIMANA DA MULTIDÃO COMO DA SUA PRIMEIRA FONTE; ALÉM DISSO, O QUE A RAZÃO INDIVIDUAL É PARA CADA UM SINGULARMENTE, A RAZÃO COLECTIVA DEVE SÊ-LO PARA O CONJUNTO DA SOCIEDAD, NA ORDEM DOS NEGÓCIOS PÚBLICOS – DAÍ O PODER PERTENCER AO NÚMERO, E AS MAIORIAS CRIAREM O DIREITO E O DEVER.»

Deus Nosso Senhor é infinitamente Simples. A Simplicidade não é a mesma coisa que Eternidade e Imutabilidade; mas em Deus a Sua Eternidade é a Sua Simplicidade e a Sua Imutabilidade.  Simples diz-se do que não é composto de partes. Em Deus não há composição entre Essência e Atributos; todavia, metafìsicamente, a Essência (a Asseidade) constitui como que o Sol, sendo a irradição como que os Atributos; existe um fundamento objectivo, de ordem metafísica e Teológica, para a operação de distinção, efectuada pela nossa inteligência, entre Essência e Atributos, como entre todo o Atributo. Poder-se-ia pensar que o Anjo seria tão simples quanto Deus; mas não é assim, exactamente porque Deus É o Seu Ser (Asseidade), e o Anjo não; consequentemente, este possui alguma potencialidade, mesmo na Ordem Natural, no que concerne ao governo do Universo e à guarda dos homens e das instituições; possui o Anjo sobretudo potencialidade para a Ordem Sobrenatural. A simplicidade é uma aspecto da perfeição, mas não é um transcendental porque não se relaciona fundamentalmente com a inteligência, como acontece com a Verdade. No entanto, quanto mais verdadeiro é um ente mais uno e simples é. Mesmo os engenhos medidos e construídos pelo homem, serão tanto mais eficazes quanto mais simples forem. Os organismos vivos, incluindo o corpo humano, são  falíveis pela sua composição, a qual é também constitutiva de uma menor unidade, de uma maior tendência à desagregação, a qual é precisamente a morte.

Nosso Senhor Jesus Cristo veio ao mundo para nos ensinar e comunicar a santidade, a qual sendo constitutiva de uma participação maior ou menor na natureza Divina, será também, necessàriamente, uma peregrinação pelos caminhos de uma maior simplicidade, de uma maior unidade, de uma maior estabilidade. Nosso Senhor garantiu-nos que se não fôssemos como as crianças não entraríamos no Reino dos Céus, quer dizer, se não sublimarmos as nossas anfractuosidades, as descontinuidades do nosso ser, as asperezas complexas do nosso existir – JAMAIS VEREMOS A DEUS NOSSO SENHOR! E isto é tanto mais verdade, quanto a acção da Graça Santificante, das Virtudes Teologais e Morais, bem como dos Dons do Espírito Santo, tende a simplificar e a unificar toda a nossa vida intelectual, afectiva e moral; em particular, no Dom do Espírito Santo da Sapiência, Deus produz em nós conceitos, ou mesmo um só conceito, que abrange todos os Mistérios Divinos e toda a realidade da Fé Revelada, conceito esse estritamente Sobrenatural, perfeitíssimo, de máxima extensão e enorme definição do particular, simultaneamente especulativo e prático, logo absolutamente simples, uno e consequentemente infinitamente fecundo. Não devemos estranhar o emprego do advérbio “infinitamente”; visto que os Dons do Espírito Santo não são produzidos pelas nossas faculdades finitas – É DEUS QUEM OS COLOCA NESSAS MESMAS FACULDADES, COMPETINDO A NÓS RECEBÊ-LOS, OU NÃO.

Evidentemente, que não é a estes conceitos que Bergoglio se refere quando faz a apologia de uma vida mais simples. Porque essa simplicidade É RADICALMENTE IMPOSSÍVEL SEM NOSSO SENHOR JESUS CRISTO E A SUA GRAÇA. Porque só a Graça Sobrenatural nos permite sublimar a realidade à Luz Incriada de Deus, outorgando a este pobre mundo uma tonalidade ontológica e moral que infinitamente o supera e concomitantemente lhe confere essa essencial unidade e simplicidade, especulativa e prática, exemplar e teleológica, que Bergoglio e toda a seita conciliar inteiramente desconhecem.

A seita conciliar é expedita em proclamar, materialmente, elevados padrões doutrinais e morais, para em seguida sonegar, formalmente, premeditadamente, maldosamente, os meios Sobrenaturais absolutamente necessários à consecução desses ideais. Porque a seita conciliar, que é a própria maçonaria internacional, sabe perfeitamente que este constitui o meio mais hábil e mais eficaz para fazer penetrar, subreptìciamente, nas consciências elementos subliminais, que como autênticos vírus letais, destroem a Fé, quase sem a alma se aperceber. Na seita conciliar, os elementos materialmente bons, só estão lá PARA FAZER PASSAR FORMALMENTE O MAL. Karol Wojtyla (João Paulo II) foi um verdadeiro campeão no uso destes métodos, que são menos visíveis em Bergoglio, menos perigoso, portanto, que o primeiro.

A verdadeira simplicidade de vida é, portanto, constitutiva de uma existência santa, traduzindo operativamente a progressiva simplificação de pensamentos, afectos e volições da alma, já na via unitiva. Porque neste estádio a alma já se encontra no caminho da contemplação infusa, consectária da acção dos Dons do Espírito Santo, sobretudo dos Dons da Sapiência, do Entendimento e da Ciência. O desenvolvimento desta simplicidade e desta unidade é paralelo à conquista de uma acentuada imutabilidade psicológica, frutos da total, ou quase total, sobrenaturalização de todos os nossos pensamentos, palavras e obras. Quanto mais a alma se abisma em Deus Nosso Senhor, lògicamente, também mais participará da Unidade, da Santidade, da Simplicidade e da Imutabilidade Divina.

Por sua vez, quanto mais a alma se afasta de Deus, mais tombará no caos psicológico, na perda de unidade, na cada vez maior multiplicidade desintegrativa de pensamentos, palavras e obras, bem como na crescente necessidade de diversificar e intensificar o fluxo de estímulos exteriores – É O ESPECTÁCULO QUE O MUNDO OFERECE!

Ora, Bergoglio sintetiza bem toda a “CARNE DO MUNDO”, TODO O LIBERTINISMO, TODOS OS DESEJOS IMODERADOS, TODA A BUSCA DESORDENADÍSSIMA DE ESTÍMULOS DE TODA A ORDEM, TUDO O QUE FOR NECESSÁRIO PARA TENTAR LOCUPLETAR O TREMENDO VAZIO ESPIRITUAL DOS ÍMPIOS.  BERGOGLIO É UM ATEU, UM PALADINO DO ATEÍSMO COMUNISTA, APOSTADO NA EDIFICAÇÃO DO PANTEÃO DE TODOS OS ÍDOLOS, DE TODAS AS MISÉRIAS, DE TODAS AS CHAGAS MAIS DOLOROSAS DA IMENSA HEDIONDEZ DA HUMANA CONDIÇÃO.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 29 de Dezembro de 2018 Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

3 responses to “A “SIMPLICIDADE” DE BERGOGLIO COMO FRAUDE AO ESPÍRITO

  1. Thiago Dezembro 31, 2018 às 2:03 am

    Liberdade é se mover no bem, dentro dos parâmetros da Palavra de Deus, Bem Supremo, alvo e objetivo dos seres criados, seu Santissimo Criador e Mantenedor. Liberdade é poder servir a Deus, ter condições para isso, e proporcionar ao próximo as mesmas condições de se alcançar O Bem Supremo, que é Nosso Amantissimo Senhor Deus, Uno e Trino.

    A “liberdade” que a igreja conciliar aceitou como absoluto é o a liberdade de escolher o bem ou o mal sem suas respectivas consequências. É o que chamamos libertinagem. É a recusa da Cruz, tão necessaria para seguirmos as pisadas do Salvador. Pois então, tomemos a nossa cruz e sigamos O Mestre, Nosso Deus e Senhor Jesus Cristo.

    Salve Mãezinha, Nossa Senhora de Fátima! Aquela que esmaga a cabeça da serpente maligna. A Mulher vestida do Sol de Apocalipse 12. Rogai por nós oh soberana Rainha de todos os Anjos e Santos!

    • Alberto Cabral Dezembro 31, 2018 às 9:28 pm

      Sem dúvida. O concilio foi ateu e libertino. Porque a promulgação da liberdade religiosa constitui uma oficialização do ateísmo. Mas atenção: Não foi a Santa Madre Igreja a proceder a tal oficialização, mas sim a maçonaria internacional macaqueando de Igreja.
      Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral -Lisboa

      • Thiago Janeiro 1, 2019 às 5:09 am

        Verdade senhor Alberto. Uma falsa igreja, dirigida secretamente pela maçonaria internacional.

        Padre Pío: “Satanás” llegaría “a gobernar una falsa iglesia”

        Deus nos Ajude a entender as coisas, porque está tudo muito confuso, é o MISTÉRIO DA INIQUIDADE. Os escritos de dois padres conciliares tradicionalistas/conservadores foram fundamentais para minha conversão ao catolicismo… Padro Paul kramer, e Padre Amorth. Sendo que São Padre Pio e Dom Marcel Levefbre estavam vivos durante o Concílio.

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