Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

FORA DA SACROSSANTA FÉ CATÓLICA SÓ HÁ RELATIVISMO

Escutemos o Papa Leão XIII, num trecho da sua encíclica “Immortale Dei”, promulgada em 1 de Novembro de 1885:

«Mas esse pernicioso e deplorável espírito de novidade que o século XVI viu nascer, depois de primeiro ter abalado a Religião Cristã,  em breve, por um declive natural, passou à Filosofia, e da Filosofia a todos os graus da sociedade civil. É a essa origem que é necessário fazer remontar esses princípios modernos da liberdade desenfreada, sonhados e promulgados por entre as grandes perturbações do século passado, como os princípios e os fundamentos de um “DIREITO NOVO”, desconhecido até então, e em mais de um ponto em desacordo, não só com o Direito Cristão, mas com o Direito Natural.

Desses princípios, o seguinte é tido como o maior: Todos os homens, já que são da mesma raça e da mesma natureza, são semelhantes, e, portanto, iguais entre si na prática da vida; cada um se julga tão independente por si, que de modo algum está sujeito à  autoridade de outrem; pode, com toda a liberdade, pensar tudo o que quiser, fazer o que lhe aprouver; ninguém tem direito a mandar nos outros. Numa sociedade fundada sobre tais princípios, a autoridade pública é apenas a vontade do povo, o qual, DEPENDENDO APENAS DE SI PRÓPRIO, É TAMBÉM O ÚNICO A GOVERNAR-SE POR SI. Escolhe os seus mandatários, MAS DE TAL MODO QUE LHES DELEGA MENOS O DIREITO DO QUE A FUNÇÃO DO PODER, PARA EXERCÊ-LA EM SEU NOME. A SOBERANIA DE DEUS É PASSADA EM SILÊNCIO, EXACTAMENTE, COMO SE DEUS NÃO EXISTISSE, OU NÃO SE OCUPASSE EM NADA DA SOCIEDADE DO GÉNERO HUMANO;  OU ENTÃO, COMO SE OS HOMENS, QUER EM PARTICULAR, QUER EM SOCIEDADE, NÃO TIVESSEM OBRIGAÇÕES PARA COM DEUS, OU SE SE PUDESSE IMAGINAR UM PODER QUALQUER, CUJA CAUSA, FORÇA, AUTORIDADE, NÃO RESIDISSE INTEIRAMENTE EM DEUS. Deste modo, como se vê, o Estado não é mais do que a multidão soberana que se governa por si mesma; e desde que o povo é considerado como a origem de todo o Direito e de todo o Poder, segue-se QUE O ESTADO NÃO SE JULGA OBRIGADO POR NENHUMA OBRIGAÇÃO PARA COM DEUS, NÃO PROFESSA OFICIALMENTE NENHUMA RELIGIÃO, NÃO TRATA DE SABER QUAL É A ÚNICA VERDADEIRA ENTRE TODAS, NEM DE PREFERIR UMA ÀS OUTRAS, NEM DE FAVORECER UMA PRINCIPALMENTE; MAS DEVE ATRIBUIR A TODAS A IGUALDADE EM DIREITO, COM O ÚNICO FIM DE OBSTAR QUE PERTURBEM A ORDEM PÚBLICA. Por conseguinte, cada um será livre de se fazer juiz de qualquer questão religiosa, de abraçar a religião que prefere, ou de não seguir nenhuma, se nenhuma lhe agradar. Daí decorrem, necessàriamente, a liberdade de consciência, a liberdade absoluta de adorar ou de não adorar a Deus, a licença sem limites, não só de pensar, mas também de publicar os próprios pensamentos.

Dado que o Estado se baseia nestes princípios, hoje muito em voga, é fácil ver para onde se relega, injustamente, a Santa Igreja. Com efeito, onde quer que a prática esteja de acordo com tais doutrinas, a Religião Católica é posta, no Estado, em pé de igualdade, ou até de inferioridade, com sociedades que lhe são estranhas. Não se têm em nenhuma conta as Leis Eclesiásticas; a Igreja, que recebeu de Jesus Cristo ordem e missão de ensinar todas as Nações, vê que lhe tiram toda a gerência na instrução pública.

Nas matérias que são de direito misto, os chefes de Estado lavram por si mesmos decretos arbitrários, e por todos os modos ostentam um soberbo desprezo pelas santas Leis da Igreja. Assim, fazem depender da sua Jurisdição os casamentos dos cristãos, promulgam Leis sobre o vínculo conjugal, sua unidade e estabilidade, apoderam-se dos bens do clero e negam à Igreja o direito de os possuir. Em suma, tratam a Santa Igreja como se ela não tivesse, nem o carácter, nem os Direitos, de SOCIEDADE PERFEITA, e fosse, simplesmente, uma associação semelhante às que existem no Estado. Por isso, tudo o que ela tem de direitos, de legítimo poder de acção, fazem-no depender da concessão e do favor dos governantes.»

O “Direito Novo” referido pelo Papa Leão XIII, COMO DESTRUIDOR DA FÉ CATÓLICA E DA SÃ FILOSOFIA, foi plenamente aceite pelo amaldiçoado Vaticano 2, que o fez seu, e pretendeu impor ao clero e aos fiéis, sob pena da exclusão da mesma Igreja, que então já nada mais era além de uma sucursal da maçonaria internacional. Como dizia Monsenhor Lefebvre: “Satanás conseguiu fazer condenar os que guardam a Fé Católica, por aqueles mesmos que a deveriam guardar, defender e propagar.”

A Santa Madre Igreja, por Direito Divino, intrìnsecamente indissociável da Fé Católica e da Custódia da Revelação, possuiu sempre como tipo a Arca de Noé, no exterior da qual era impossível, não apenas a Salvação terrena, mas um recto conhecimento de Deus Nosso Senhor, Suas Leis e Seus desígnios Eternos e Providenciais. Efectivamente, o Dilúvio, veio punir uma Humanidade inteiramente afastada de Deus, embora não tanto como actualmente, pois tudo é muito mais grave depois da Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Existe UMA SÓ REVELAÇÃO, cujo zénite é Nosso Senhor, muito embora, por vontade de Deus, haja sido explicitada ao longo dos séculos pelo Magistério da Santa Madre Igreja. Essa explicitação intensificou, subjectivamente, a Luz Divina incorporada, objectivamente, no dado Revelado, quer na Ordem Natural (filosófica), quer na Ordem Sobrenatural. Quanto mais avançam os séculos, SUBJECTIVAMENTE, MAIS DIFÍCIL É A SALVAÇÃO, pelo simples facto que a sinergia do mal sobre a Terra torna-o cada vez mais eficaz; sendo que a Graça, Santificante e actual, que assegurava a salvação na Idade Média, hoje já não é suficiente. Não é que os homens hoje sejam essencialmente piores, mas a referida sinergia desenvolveu imenso a miséria humana, do ponto de vista quantitativo. Basta pensar, por exemplo, nos meios de comunicação social, que disseminam extraordinàriamente as más mensagens, NORMALIZANDO O QUE É TORPE, ENCARNANDO-O, ESPONTANEAMENTE, NA REALIDADE QUOTIDIANA.

A essência da Fé Católica é a posse do absoluto, não por virtude dos homens em si mesmos, mas pela infinita riqueza da Revelação Sobrenatural. Sem esse absoluto, os homens tombam, individual e colectivamente, na pior patologia da razão humana, a patologia do Vaticano 2 – O RELATIVISMO!

Aprofundando bem a questão, concluiremos que quer no plano Filosófico, quer no plano Teológico, só há, só pode haver uma única Verdade; a qual está impressa em todas as faces da Criação, a começar logo na razão humana rectamente orientada; pois a Sagrada Revelação Sobrenatural, ainda que infinitamente acima da Ordem Natural, guarda com esta uma perfeitíssima e maravilhosa analogia extrínseca. Obliterada a Ordem Sobrenatural pelo relativismo liberal, a Ordem Natural também sofre gravíssimas lesões, a visão do mundo é profundamente subvertida, sendo igualmente destruída, individual e colectivamente, a hierarquia natural dos valores da vida humana. Neste quadro conceptual, existe uma abismo colossal entre os caminhos da Fé Católica e os extravios de toda a espécie de heresias e apostasias. Consequentemente, é perfeitamente compreensível que todos os que se encontram arredados da Fé Católica e da Santa Madre Igreja, por mais afastados que momentaneamente estejam uns dos outros, congreguem todas as suas forças, quando se trata de combater a Verdade e o Bem, Divinamente revelados, O QUE É UMA CONSTANTE AO LONGO DA HISTÓRIA.

A integridade da Fé Católica, no seu absoluto, opõe-se irrevogàvelmente ao mundo relativista, mesmo nas denominadas épocas de Fé, porque mesmo quando a hegemonia da Santa Madre Igreja permanecia incontestável, A GRANDE MASSA POPULAR, EMBORA BAPTIZADA, VIVIA IMERSA NUM MIMETISMO NOMINALISTA DE BASE SUPERSTICIOSA E PAGÃ, EQUIVALENTE, NA PRÁTICA, AO PURO RELATIVISMO, O QUAL, ASSUMIDO FILOSÒFICAMENTE COMO DOUTRINA RELIGIOSA, POLÍTICA E SOCIAL, SURGIU MODERNAMENTE COM O HUMANISMO DO SÉCULO XIV.

Para superar o relativismo, quer filosófico, quer prático, só PELA GRAÇA O PODEMOS FAZER, POIS SÒMENTE DEUS PODE SOCORRER EFICAZMENTE A GRANDE MISÉRIA DESTE MUNDO, APÓS O PECADO ORIGINAL. Note-se que os intelectualmente desprovidos, só por via Sobrenatural podem obter a sua única forma de Sabedoria e de cultura, MAS QUE É INFINITAMENTE SUPERIOR A TODAS AS FORMAS, MESMO LEGÍTIMAS, DE CULTURA HUMANA – A DA GRAÇA SANTIFICANTE, DA CARIDADE E DOS DONS DO ESPÍRITO SANTO.

Vale infinitamente mais um só aumento de Graça do que todos os tesouros do Universo. SÓ OS BENS SOBRENATURAIS E ETERNOS REDUZEM A NADA O RELATIVISMO. Exactamente por isso, ao destruir, premeditadamente, e de raiz, toda a vida Sobrenatural, o amaldiçoado concílio precipitou as almas, aceleradamente, na mais hedionda degenerescência contra-natura.

Porque o dito concílio fez suas as opiniões diabólicas da moderna sociologia e psicologia, que reduzem a Fé Católica a uma mera espécie cultural, oriunda da evolução humana, em legitimo confronto sociológico com muitas outras; transformando os indivíduos em unidades bio-psico-dinâmicas dessa mesma espécie cultural. Para o amaldiçoado concílio, o Bem e o mal dependem, essencialmente, da condição bio-social do indivíduo, bem como do arbítrio do poder mais forte. Tal não nos deve surpreender porque O CONCÍLIO VATICANO 2 É MAÇONARIA E SÓ MAÇONARIA, SENDO QUE ESTA SINTETIZA, AMPLIFICANDO-OS, TODOS OS INFERNAIS EXTRAVIOS DA RAZÃO HUMANA DOS ÚLTIMOS SEIS SÉCULOS.

A seita conciliar constitui verdadeiro paradigma da condição humana privada, não só dos Bens Eternos, como até de um mínimo de integridade natural; e consequentemente, do relativismo explicitado até ao ponto do ANIQUILAMENTO, do qual Bergoglio é qualificado representante.

A ex-Fraternidade sofre o mesmo processo de relativismo-aniquilamento, mas em grau mais acelerado, com um grau de degradação mais intenso, mas mais dissimulado, pelo menos até hoje.

Aqueles que há quarenta anos criticavam o “extremismo” de Monsenhor Lefebvre, agora podem verificar que esse “extremismo” era ainda muito insuficiente, e que era necessário proclamar, com o máximo vigor, e até às últimas consequências, que os falsíssimos princípios colocados em incubação pelas heresiarcas conciliares – o ateísmo propugnado por aqueles que aparentam possuir a autoridade do próprio Deus – só podiam conduzir, como conduziram, a Humanidade ao ponto IRREVERSÌVELMENTE, mais baixo da sua História.    

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 24 de Maio de 2019

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

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