Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A DEMOCRACIA DEICIDA DE PÔNCIO PILATOS

Escutemos o Papa Pio XI, num trecho da sua encíclica “Quas
Primas”, promulgada em 11 de Dezembro de 1925:

«Se os homens, pública e privadamente, reconhecem o Poder
Soberano de Cristo, necessàriamente virão benefícios incríveis à
inteira sociedade humana, como liberdade justa, tranquilidade e
disciplina, paz e concórdia. A dignidade régia de Nosso Senhor,
como de alguma maneira torna sagrada a autoridade humana dos
príncipes e dos chefes do Estado, assim enobrecendo os deveres
dos cidadãos e a sua obediência. Neste sentido, o Apóstolo Paulo
inculcando às esposas e aos servos o respeitar Nosso Senhor
Jesus Cristo no seu respectivo marido e senhor, admoestava
claramente que não deveriam obedecer a eles como homens, mas como
representantes de Cristo, porque não seria conveniente que
homens, redimidos por Cristo, servissem a outros homens: “Fostes
comprados a alto preço, não vos torneis servos dos homens”(ICor
7,23). E se os príncipes e magistrados legítimos estivessem
convencidos de mandar, não tanto por direito próprio, quanto por
mandato do Rei Divino, entende-se fàcilmente, qual o uso santo e
sapiente que farão da sua autoridade, e qual o interesse do bem
comum e da dignidade dos súbditos eles usarão na feitura das
Leis, e ao exigir a execução delas. Dessa forma, tirada toda a
forma de sedição, florescerão e consolidar-se-ão a ordem e a
tranquilidade: Ainda que o cidadão possa ver nos príncipes e nos
chefes de Estado homens semelhantes a ele, ou por algum motivo
indignos e vituperáveis, não se subtrairá contudo da sua
autoridade QUANDO RECONHECE NELES A IMAGEM E A AUTORIDADE DE
CRISTO, DEUS E HOMEM. Por aquilo que se refere à concórdia e à
paz, é manifesto que quanto mais vasto é o reino e mais
largamente abrange o Género Humano, tanto mais os homens se
tornam conscientes daquele vínculo de irmandade que os une. Essa
consciência como que afasta e dissipa os conflitos frequentes,
também assim alivia e diminui as amarguras. E se o Reino de
Cristo, como de direito, abraça todos os homens, assim de facto
verdadeiramente os abrace. Porque deveríamos desesperar daquela
paz que o Rei Pacífico trouxe à Terra, Aquele Rei – digamos- que
veio para reconciliar todas as coisas, que não veio para ser
servido, mas para servir os outros, e que mesmo sendo o Senhor de
todos, tornou-Se exemplo de humildade, e esta virtude
principalmente inculcou, junto com a Caridade; e além disso,
afirmou: “O Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve”?
Oh! Que felicidade poderíamos gozar, se os indivíduos, as
famílias, e a sociedade, se deixassem governar por Cristo?
Então, verdadeiramente – para usar as palavras que o nosso
predecessor, Leão XIII, há vinte e cinco anos dirigia a todos os
Bispos do orbe católico – se poderiam curar tantas feridas, então
todo o direito readquiriria a força antiga, voltariam os bens da
paz, cairiam das mãos as armas e as espadas, quando todos de boa

mente aceitassem o Império de Cristo, Lhe obedecessem, e toda a
língua proclamasse: Que Nosso Senhor Jesus Cristo está na Glória
de Deus Pai.»

A interrogação formulada a Nosso Senhor Jesus Cristo por Pôncio
Pilatos – “QUE É A VERDADE?” (Jo 18,37) Encerra a mais grave, e a
mais dramática, questão que se pode colocar à condição humana.
Efectivamente, da resposta, ou da ausência dela, dimanam opções
existenciais fundamentais, para o ente racional, para as
famílias, e para a sociedade civil e política. Certamente, e é
triste reconhecê-lo, a grande maioria das pessoas, em todas as
épocas e em todos os lugares, não logra colocar, formalmente,
perante si mesmo, uma tal questão; limita-se a adoptar,
mimèticamente, nominalmente, as crenças, usos e costumes do meio
onde vive, quaisquer que eles sejam.
Constituiu sempre um grande erro da Santa Madre Igreja – erro,
aliás, puramente humano, que de maneira alguma põe em causa a sua
Infalibilidade Sobrenatural – o considerar como reais as chamadas
conversões em massa, consequentes à conversão de um rei, por
exemplo, Clóvis, rei dos Francos em 496, no tempo do Papa
Anastácio II. Esse tipo de “conversões” foram sempre – em virtude
do pecado original e pecados actuais – puramente nominais. Neste
quadro conceptual, também jamais houve “povos católicos” no
sentido mais verdadeiro e Sobrenatural do termo, mas sim povos
baptizados, e realmente enquadrados, espiritual e temporalmente,
pela Santa Madre Igreja, o que já era muito bom.
QUE É A VERDADE? NEGANDO A EXISTÊNCIA DE UMA VERDADE OBJECTIVA
ETERNA E IMUTÁVEL, PILATOS REFERENDOU DEMOCRÀTICAMENTE O DESTINO
DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO – ENTREGANDO-O À MULTIDÃO. Assim o
nome de Pilatos permaneceu no Símbolo dos Apóstolos, como síntese
de todos os agnosticismos e de todos os ateísmos da História da
Humanidade. A MESMA MULTIDÃO QUE UMA SEMANA ANTES HAVIA ACLAMADO
A NOSSO SENHOR, AGORA SOLICITAVA A SUA CRUCIFICAÇÃO – É ASSIM O
GÉNERO HUMANO!
O concílio Vaticano 2 foi o concílio de Pilatos, pois havendo
renegado o Caminho, a Verdade, e a Vida, que é Nosso Senhor Jesus
Cristo, preferiu buscar a “verdade” nas paixões ululantes e
miméticas das multidões, na cegueira absoluta das modas e
caprichos da massa supersticiosa e fàcilmente fanatizável.
QUE É A VERDADE? Percorramos as ruas, em qualquer país, para
ouvir as respostas; quantos responderão, formal e convictamente,
que a Verdade, a Verdade Sobrenatural, é, e só pode ser, a
Verdade Católica, a Verdade Revelada de Nosso Senhor Jesus
Cristo, Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem.
Como dizia Monsenhor Lefebvre em 1990, Deus Nosso Senhor é
totalmente desconhecido desta civilização, e também desta nova
repulsiva Igreja que ocupou o lugar da Santa Igreja Católica.
Se não há uma Verdade Objectiva, Eterna e Imutável, como se hão-
de fundamentar as constituições e as leis dos Estados? Na vontade

e no capricho cego das multidões? Por causa desse absurdo fomos
conduzidos a esta paupérrima pseudo-civilização pós-Cristã, que
depois de ter negado tudo, parece apoiar-se sòmente na opulência
científica e técnica e nos bens puramente materiais.
O amaldiçoado concílio Vaticano 2, patrocinado pela maçonaria
internacional, substituiu a Verdade e a Bondade Objectiva do Ser,
quer natural, quer Sobrenatural, pela livre opção subjectivista,
aniquilante, deicida, suicida, pois que retira completamente o
sentido à vida, quer individual, quer em sociedade.
A ausência do Papa e a presença do anti-papa, constitui um
horrendo poço do abismo em permanente comunicação com as
potências do Inferno, envenenando contìnuamente o mundo através
dos canais institucionais usurpados, que pertencem de Direito à
Santa Madre Igreja. É certo que Bergoglio é muito mais comunista
que pròpriamente democrata, sendo que utiliza os princípios
democráticos para relativizar e aniquilar o mais que puder os
vestígios arruinados da Fé Católica.
O QUE É A VERDADE? A maçonaria internacional apostou forte em
como um dia aquele que aparentemente se encontrasse no Trono de
Pedro, haveria de responder a essa questão com a mil vezes
anatematizada proposição 58 do Decreto “Lamentabili”:” A verdade
não é menos imutável do que o homem, pois evolui nele, com ele, e
por ele”. Esta constitui a síntese perfeita de todo o hediondo
magistério da seita conciliar e dos seus papas da morte de Deus.
Sintetiza, Marx, Voltaire, Lutero, Sartre, num só vómito
infernal, num só aborto monstruoso que apenas poderá dar lugar à
Parúsia Final.
A democracia revolucionária de Pilatos renova e agrava o pecado
de Adão, não só porque concretizou històricamente o deicídio de
Nosso Senhor, como porque se sedimentou e institucionalizou ao
longo dos séculos, e imagine-se, acabou por constituir a única
fonte de legitimidade política universalmente aceite. Os papas da
morte de Deus, desde Roncalli, cometeram o deicídio de louvar
incessantemente a democracia revolucionária, que é a democracia
da ONU, requintadamente ateia, completamente cega e estéril,
abortista e sodomita. Assim procedendo, tais homens tornaram-se
piores do que judas, e estão, no Inferno, muito abaixo dele.
Porque se a fonte de legitimidade política radica na denominada
“vontade popular”, então, pura e simplesmente, ESSA LEGITIMIDADE
NÃO EXISTE, NA EXACTA MEDIDA EM QUE, METAFÍSICA E TEOLÒGICAMENTE,
SÓ DEUS NOSSO SENHOR SE FUNDAMENTA NECESSÀRIAMENTE A SI MESMO
(ASSEIDADE), CONSTITUINDO TAMBÉM O FUNDAMENTO DE TODAS AS
CRIATURAS, AS QUAIS, NÃO SE PODEM PRETENDER BASTAR A SI MESMAS
SEM SE AUTO-DESTRUÍREM, QUE É O QUE A HISTÓRIA DEMONSTRA, E A
CUJO PAROXISMO ESTAMOS TESTEMUNHANDO. Mesmo no caso,
frequentíssimo, de um governante pessoalmente indigno, sòmente o
enquadramento constitucional Católico em que ele se mova, pode
nobilitar, sustentar e autorizar, toda a cadeia hierárquica
político-administrativa que dele dependa. A Lei do homem, a Lei
da Criação, não pode possuir fundamento imanente, sòmente a Lei
Eterna pode explicar e reger toda a realidade criada, quer esta
queira, quer não. Aqueles que não se quiserem deixar governar

pela Lei da Caridade Sobrenatural, SÊ-LO-ÃO PELA LEI DA FORÇA
PUNITIVA UNIVERSAL, TEMPORAL E ETERNA, DE DEUS NOSSO SENHOR.
Como repetidamente venho afirmando, A ESSÊNCIA DA DEMOCRACIA É
AGNÓSTICA E ATEIA, POIS PRESSUPÕE QUE O HOMEM ESTÁ ABANDONADO A
SI MESMO, PRIVADO DE QUALQUER REFERÊNCIA QUE SEJA METAFÍSICA E
TEOLÒGICAMENTE CONSTITUTIVA DO SEU PRÓPRIO SER.
Se a verdade filosófica e Teológica se origina do homem e nele
evolui como, em última análise, constitui o ensinamento
caracterizadamente essencial da seita conciliar – PARA QUÊ VIVER?
Coerentemente, a seita apenas poderá responder que a vida só
poderá conservar algum sentido enquanto perdurarem os gozos
materiais que ela proporciona. Consequentemente, o aforismo
“quero tudo e já”, que define de uma forma especial a actual
civilização ocidental, é perfeitamente consequente com o
magistério conciliar; o qual também não possui qualquer horizonte
moral, nem um pouco sequer, que lhe permita condenar a eutanásia

  • EM NOME DE QUÊ? Efectivamente, se não há nada a não ser o homem
    “deus de si mesmo”- QUAL PODERÁ SER O VALOR REDENTOR DO
    SOFRIMENTO? EVIDENTEMENTE QUE NENHUM.
    É que na base dos anti- valores filosóficos, políticos e sociais,
    da democracia de Pilatos – ACABA POR VALER TUDO!
    Argumentar-se-á com a tese da Declaração dos direitos do homem de
    26 de Agosto de 1789 – promulgada pela Constituinte francesa e
    que serviu de preâmbulo à constituição de 1791 – pois que no seu
    artigo 4 proclamava “que a liberdade consiste em fazer tudo o que
    não prejudique ninguém”; pelo menos, argumentam os ímpios, este
    princípio impor-se-ia por si mesmo de forma absoluta. Mas tal é
    completamente falso, pois que esse dito “princípio” é cem por
    cento ateu, imanente, relativista, e DERRETE, INEXORÀVELMENTE,
    COMO UM MONTE DE NEVE AOS RAIOS ARDENTES DO SOL, PERANTE A FORÇA
    TREMENDAMENTE EGOÍSTA DO REFERIDO AFORISMO “QUERO TUDO E JÁ”- Só
    não sabe isto quem não conhece a humanidade e suas hiantes chagas
    morais.
    Nunca algum “princípio” religioso, filosófico, político ou
    social, de raiz imanente, poderá alguma vez sarar, ou mesmo
    mitigar, as dores morais desta pobre humanidade – ESSE FOI
    SEMPRE O ENSINAMENTO DA SANTA MADRE IGREJA, DEPOSITÁRIA QUE É DA
    MEDICINA CELESTE, A LEI ETERNA, A ÚNICA, QUE NA SUA
    TRANSCENDÊNCIA, PODE NÃO APENAS SALVAR SOBRENATURALMENTE O HOMEM,
    MAS ATÉ MESMO FAZÊ-LO DITOSO NESTE MUNDO MORTAL.
    LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
    Lisboa, 26 de Outubro de 2017
    Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

5 responses to “A DEMOCRACIA DEICIDA DE PÔNCIO PILATOS

  1. Thiago Outubro 21, 2019 às 9:59 am

    Inversão Satânica

    Um bispo, filhote da serpente Bergoglio, no usurpado Santuário de Aparecida, sugeriu que a entronização pública e oficial do paganismo na seita conciliar do Vat.II (o demônio Pachamama entronizado no Vaticano durante o Sínodo da Amazônia) seria “a mulher vestida de sol” e que os tradicionalistas seriam o “dragão mau” a perseguir o “santo papa francisco”.

    O demônio inverte tudo mesmo! Mentiroso e pai da mentira! Os afeminados bispos e sacerdotes de Bergoglio estão a sair do armário. Estão a admitir publicamente que servem ao demônio, e que igualam Jesus e Maria à ídolos indígenas pagãos, a Maomé, Buda, Orixás, Djins e outros! Bruxaria e Sodomia unidas no vértice da hierarquia!

    Meu Deus, que absurdo!
    Misericórdia Senhor Jesus!
    São Miguel Arcanjo protegei-nos no combate!
    Santa Maria rogai por nós que recorremos a Vós!

      • Thiago Outubro 21, 2019 às 2:56 pm

        O “bispo” através de sua “livre interpretação”, “evoluiu o dogma” a ponto de tornar um ídolo pagão em devoção “católica”. Realmente o Vat.II é a “morte de Deus” na mente do clero modernista.

      • Thiago Outubro 21, 2019 às 3:05 pm

        Este falso clero só acredita na religiosidade humana, não importa qual seja esta religiosidade.

        Eu acredito que ainda veremos a transmissão televisiva de um culto Luciferiano em Roma; e tudo em nome do falso ecumenismo relativista herético do Novus Ordo e dos “direitos humanos à la ONU”. Baphomet é “pluralismo e tolerância” na cabeça deste “clero”… MAÇÔNICO

      • Alberto Cabral Outubro 22, 2019 às 4:21 pm

        Tem toda a razão quando afirma que o Vat 2 É A MORTE DE DEUS. Monsenhor Lefebvre, em última análise, foi sempre isso que quis significar. Muitos que outrora o contestaram verificam agora amargamente as derradeiras explicitacões do agnosticismo e ateísmo conciliares.
        Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral – Lisboa

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