Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A RELAÇÃO TRANSCENDENTAL ENTRE A FÉ CATÓLICA E O MAGISTÉRIO DA SANTA MADRE IGREJA

Escutemos o Papa Pio XI , em excertos da sua encíclica “Rerum Ecclesiae”, promulgada em 28 de Fevereiro de 1926:

«Voltando com atenção aos anais da Igreja, não pode passar despercebido para ninguém como, desde os primeiros séculos do Cristianismo, os Romanos Pontífices dirigiram os seus cuidados principais e as suas providências para difundir a Luz da Doutrina Evangélica, e os benefícios da civilização cristã,  aos povos que “ainda jaziam nas trevas e na sombra da morte”, sem nunca parar, quer pelas dificuldades encontradas, quer pelos obstáculos que se lhes interpusessem. E verdadeiramente a Igreja não tem outra intenção senão tornar participante dos frutos da Redenção todo o Género Humano, dilatando por toda a Terra o Reino de Jesus Cristo. E o Vigário de Jesus Cristo na Terra, Príncipe dos pastores, não importa quem ele seja, longe de poder contentar-se com a simples defesa e guarda do rebanho a ele Divinamente confiado, quando não queira faltar a uma das suas obrigações principais, deve também procurar com todo o zelo convidar para o seguimento de Jesus Cristo todos os que ainda estão longe dele. Ora, em todos os tempos, os nossos predecessores, como é sabido, executaram fielmente o seu Mandato Divino de ensinar e baptizar todas as gentes; e os sacerdotes, por eles enviados, não poucos dos quais, quer pela exímia santidade de vida, quer pelo martírio encontrado, são venerados pùblicamente pela Igreja, esforçaram-se, mesmo com êxitos variados, por iluminar com a nossa Fé a Europa, e depois até as regiões até então desconhecidas, enquanto eram descobertas e exploradas. Com sucesso variado, digamos; porque aconteceu por vezes que depois de tentativas e fadigas quase inúteis, e mortos ou afastados, os missionários, do campo que haviam começado a cultivar, este, ou conseguiu apenas perder um pouco da sua selvageria, ou mesmo sendo já mudado num jardim colorido de flores, com o passar do tempo, abandonado a si mesmo, foi pouco a pouco obstruindo-se novamente de espinhos e sarças. (…)

Verdadeiramente, os pregadores evangélicos, poderiam cansar-se e derramar suores, e também dar a vida para levar os pagãos à Religião Católica; poderiam usar de toda a forma, de toda a diligência, e de todo o género de meios humanos, MAS TUDO ISSO NÃO SERVIRIA PARA NADA SE DEUS COM A SUA GRAÇA NÃO TOCASSE OS CORAÇÕES DOS INFIÉIS PARA TORNÁ-LOS DÓCEIS E ATRAÍ-LOS PARA SI.»

A enorme tragédia vivida pela Santa Madre Igreja nestes últimos 55 anos, conduziu a um aprofundamento de determinados problemas, que ainda se não haviam colocado, concretamente, no seio do Corpo Místico. Quando um dia o poder anti-Cristo for, de alguma forma, globalmente denunciado, e mesmo derrubado, pelas partes ainda vivas da Santa Igreja; quando um verdadeiro Papa for finalmente eleito por essa mesma parte sã da Igreja Católica, nesse momento, o Património Doutrinal da Mãe Igreja encontrar-se-a bem mais explicitado do que na data da morte de Pio XII. Sempre assim aconteceu no passado: A Revelação objectivamente considerada é necessàriamente sempre o mesmo e único Pensamento Divino que fecunda homogèneamente, através do Magistério da Santa Madre Igreja, o espírito e a História humana; todavia assim não acontece com a compreensão que d’Ele possamos ter. A Imaculada Conceição e a Assunção, constituem, enquanto tais, Verdades objectiva e formalmente reveladas; contudo foram sendo progressivamente explicitadas ao longo dos séculos, e só definidas, por especial delicadeza da Divina Providência,  em pleno laicismo. Nunca se dá progresso OBJECTIVO do Dogma, porque as Verdades, especìficamente, permanecem imutáveis. Quando, por Graça de Deus Nosso Senhor, um verdadeiro Papa, definir o Dogma de Maria Medianeira e Corredentora, nada acrescentará, nem pode acrescentar, ao Depósito da Revelação, mas a Providência Divina terá utilizado a tragédia do concílio anti-Cristo para ultimar, não só a explicitação Doutrinal do Dogma, como o valor Sobrenatural da sua definição. Só Deus sabe, infalìvelmente, como tirar o Bem do mal, e das maiores crises, haurir um benefício redentor.

Anàlogamente, é por demais evidente, que desta tragédia brutal – que eliminou por completo a face humana do Corpo Místico, como realidade social e cultural – emergirão amplamente corroboradas, elaboradas, e melhor explicitadas, as PRERROGATIVAS FUNCIONAIS DA CÁTEDRA DE SÃO PEDRO, O QUE CONSTITUIRÁ SEMPRE UM BEM PARA A SANTA IGREJA E PARA AS ALMAS.

O pensamento tradicionalista debate-se com uma questão importantíssima, e medularmente decisiva para estabelecer em bases infrangíveis a tese sedevacantista:

A NOSSA FÉ PROVÉM DA ACÇÃO DO MAGISTÉRIO DA SANTA MADRE IGREJA, DE MODO QUE É O MAGISTÉRIO QUE CONSTITUI A FÉ, OU A FÉ É ANTERIOR AO MESMO MAGISTÉRIO – CONSTITUINDO-O?  

É necessário, prioritàriamente, operar a distinção entre a Ordem Lógica e a Ordem Ontológica, esta última concerne à realidade em si mesma, enquanto que a primeira diz respeito à representação na inteligência dessa mesma realidade.

Na Ordem Lógica, existe um ascendente da própria experiência exterior sobre os sentidos e a inteligência, a qual, é sempre medida pela mesma realidade circundante. Assinala-se que a inteligência rectamente orientada pode, fìsicamente e de direito, provar que Deus É (não existe, É) raciocinando indutivamente, possuindo como premissas a realidade do mundo e o Princípio da Razão suficiente; isto evidentemente, na Ordem Natural. Na Ordem Sobrenatural, a existência da Santa Madre Igreja e seu Sagrado Magistério, constitui o mais importante, o mais sólido, o mais consequente motivo de credibilidade. Ora os motivos de credibilidade, que enquanto tais pertencem ainda à Ordem Natural, constituem, ou devem constituir, normalmente, a condição extrínseca providencial do processo Sobrenatural conducente à Fé Teologal, em Hábito e em acto.. O fundamento de tal processo reside sempre em Deus Nosso Senhor, O Qual pode igualmente favorecer, ainda que excepcionalmente, com tal Graça, mesmo aqueles que, sem culpa, não possuam qualquer conhecimento exterior da Santa Madre Igreja. Consequentemente, o Magistério só é anterior à Fé no plano Lógico. Não no plano Ontológico. Exactamente, porque após que a alma, por Graça de Deus, adquira a Fé Teologal, é esta mesma Fé Teologal que se justifica por si mesma como sendo, ONTOLÓGICA E OBJECTIVAMENTE, ANTERIOR, E ESSENCIALMENTE SUPERIOR, AO MAGISTÉRIO, E AINDA CONSTITUIDORA DESSE MESMO MAGISTÉRIO. Anàlogamente, na Ordem Natural, a experiência do mundo, e de si próprio, é Lògicamente anterior ao conhecimento de Deus, MAS UMA VEZ ESTE CONHECIDO, POR SUA MESMA NATUREZA, SE APRESENTA, ONTOLÓGICA E OBJECTIVAMENTE, ANTERIOR E CRIADOR DO MUNDO E DE TODAS AS ALMAS.

Deste quadro conceptual se infere: Que o argumento de que a doutrina modernista e liberal TEM DE SER VERDADEIRA, porque ensinada pelos papas e pelo concílio, um tal argumento, inverte de cento e oitenta graus os termos do problema, e não só conduz à apostasia, mas já é mesmo constitutivo da apostasia. TAL É, EM ÚLTIMA ANÁLISE, O ARGUMENTO DOS CHEFES DA FRATERNIDADE QUE FOI DE SÃO PIO X.

O argumento inverso é que é verdadeiro: Os papas do Vaticano 2 são falsos, PORQUE ENSINAM O OPOSTO ABSOLUTO DA FÉ TEOLOGAL. OBJECTIVAMENTE, ONTOLÒGICAMENTE, É O PRINCÍPIO DA FÉ CATÓLICA QUE CONSTITUI E REGULA O MAGISTÉRIO. PORTANTO, UM EXERCÍCIO CONCRETO DA FUNÇÃO MAGISTERIAL CONTRADITÓRIO COM A DEFINIÇÃO DO PRINCÍPIO CONSTITUTIVO DESSA MESMA FUNÇÃO, SÓ REVELA, SÓ PODE REVELAR, A INEXISTÊNCIA TEOLÓGICA, FILOSÓFICA E JURÍDICA, DESSA MESMA FUNÇÃO.

Nos misteriosos caminhos da Divina Providência, existe uma certa conveniência, uma certa proporção, PURAMENTE EXTRÍNSECA, entre os acontecimentos da vida natural e os acontecimentos da vida Sobrenatural. Daí a necessidade premente da Santa Madre Igreja, do Santo Sacrifício da Missa, dos Sacramentos, do Magistério docente, e da Autoridade Judicial, administrativa e disciplinar, e até temporal, do Romano Pontífice e dos Bispos. Tudo em ordem à Glória de Deus e à Salvação das almas.

Cuidado, Cuidado, com os maçons disfarçados de tradicionalistas, pois são estes, actualmente, OS MAIORES INIMIGOS DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO E DA SUA IGREJA. Paulo VI também se disfarçou muito bem de tradicionalista quando foi a Fátima em 1967; e NO ENTANTO UTILIZAVA AS REFERÊNCIAS CULTURAIS CRISTÃS, TAL COMO LUÍS DE CAMÕES UTILIZOU NOS “LUSÍADAS”A MITOLOGIA DA ANTIGUIDADE CLÁSSICA. 

Todas estas realidades: A Fé Teologal, A Revelação, o Magistério da Santa Madre Igreja; operam entre si uma relação transcendental, precisamente porque SÃO CONSTITUTIVAS DO MUNDO QUE DEUS, ETERNAMENTE, CONCEBEU, E, ETERNAMENTE, CRIOU. Encontram a sua explicação última na Sabedoria Divina, em Si mesma, inalcançável pela inteligência humana e angélica, mesmo no estado de Glória, pois que é completamente impossível ao finito compreender totalmente o Infinito.   

JAMAIS NOS DEIXEMOS LOGRAR PELO EMBUSTE DOS FALSOS TRADICIONALISTAS, QUE SÃO MAÇONS, E NOS QUEREM PERDER A ALMA.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 19 de Maio de 2016

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

A “SIMPLICIDADE” DE BERGOGLIO COMO FRAUDE AO ESPÍRITO

Escutemos o Papa Leão XIII, num trecho da sua encíclica “Libertas”, promulgada em 20 de Junho de 1888:

«É assim que sempre se evidenciou o maravilhoso poder da Santa Igreja para a protecção da liberdade civil e política dos povos. Não há necessidade de enumerar os seus benefícios neste género. Basta lembrar a escravidão, essa velha vergonha das nações pagãs, que os seus esforços e principalmente a sua feliz intervenção fizeram desaparecer. O equilíbrio dos  direitos, COMO A VERDADEIRA FRATERNIDADE ENTRE OS HOMENS, foi Nosso Senhor Jesus Cristo quem primeiro a proclamou; e à Sua voz respondeu a dos Seus Apóstolos, declarando que não há, nem judeu, nem grego, nem bárbaro, nem cita, mas que todos são irmãos em Cristo. A respeito desse ponto, O ASCENDENTE DA SANTA IGREJA É TÃO GRANDE E TÃO RECONHECIDO, QUE AONDE QUER QUE CHEGUE A SUA INFLUÊNCIA – TEM-SE A EXPERIÊNCIA DISSO – A GROSSERIA DOS COSTUMES NÃO PODE SUBSISTIR POR MUITO TEMPO. À brutalidade sucede, em breve, a doçura, às trevas da barbárie a Luz da Verdade. E a Igreja não cessou jamais de fazer sentir aos povos, educados pela civilização, a influência dos seus benefícios, resistindo aos caprichos da iniquidade, afastando a injustiça da cabeça dos inocentes ou dos fracos, e empregando-se, enfim, em estabelecer nas coisas públicas uma organização que possa, pela sua equidade, tornar-se amada dos cidadãos, ou fazer-se temer dos estrangeiros pelo seu poder.

É, além disso, um dever real respeitar o poder e submeter-se a leis justas, donde deriva que a autoridade vigilante das leis preserva os cidadãos das empresas criminosas dos maus. O PODER LEGÍTIMO VEM DE DEUS E “AQUELE QUE RESISTE AO PODER, RESISTE À ORDEM ESTABELECIDA POR DEUS”; É ASSIM QUE A OBEDIÊNCIA ADQUIRE UMA NOBREZA MARAVILHOSA, POIS SE NÃO INCLINA SENÃO PERANTE A MAIS JUSTA E A MAIS ALTA DAS AUTORIDADES.

Mas desde que falte o direito de mandar, ou o mandato seja contrário à razão, à Lei Eterna, à Autoridade de Deus, ENTÃO É LEGÍTIMO DESOBEDECER AOS HOMENS A FIM DE OBEDECER A DEUS. Desse modo, achando-se as vias da tirania fechadas, o poder não chamará tudo a si; assim estarão salvaguardados os direitos de cada cidadão, os da sociedade doméstica, os de todos os membros da Nação; e todos enfim participam da verdadeira liberdade, aquela que consiste, como demonstrámos, em que cada um possa viver segundo as Leis e seguir a recta razão.

Se, quando se fala de liberdades, se entendesse essa liberdade legítima e honesta, tal como a razão e a nossa palavra a acabam de descrever, ninguém ousaria lançar à Santa Igreja a censura que se lhe arremessa com soberana injustiça, a saber que ela é inimiga dos indivíduos ou da liberdade dos Estados.

Mas há muitos homens, que a exemplo de lucífer – de quem são estas palavras criminosas: Não obedecerei! – entendem pelo nome de liberdade O QUE NÃO É SENÃO PURA E ABSURDA LICENCIOSIDADE. Tais são aqueles que à escola tão espalhada e tão poderosa, e que foram tirar o seu nome à palavra liberdade, querendo ser chamados liberais.

E, com efeito, o que são os partidários do naturalismo e do racionalismo em Filosofia, os fautores do liberalismo o são na ordem moral e civil, pois que introduzem nos costumes e na prática da vida os princípios postos pelos partidários do naturalismo.

Ora, o princípio de todo o racionalismo é a supremacia da razão humana, QUE RECUSANDO A OBEDIÊNCIA DEVIDA À RAZÃO DIVINA E ETERNA, E PRETENDENDO NÃO DEPENDER SENÃO DE SI MESMA, SE ARVORA EM PRINCÍPIO SUPREMO, FONTE E JUIZ DA VERDADE. Tal é a pretensão dos sectários do liberalismo, de que falamos: NÃO HÁ, NA VIDA PRÁTICA, NENHUM PODER DIVINO AO QUAL SE TENHA DE OBEDECER, MAS CADA UM É PARA SI A SUA PRÓPRIA LEI. DAÍ PROCEDE UMA MORAL A QUE SE CHAMA INDEPENDENTE, E QUE SOB A APARÊNCIA DA LIBERDADE, AFASTANDO A VONTADE DE OBSERVÂNCIA AOS PRECEITOS DIVINOS, CONDUZ O HOMEM A UMA LICENÇA ILIMITADA.

E o que, finalmente, resulta disso, principalmente nas sociedades humanas, é fácil ver; porque uma vez fixada essa convicção no espírito, de que ninguém tem autoridade sobre o homem, a consequência é que a causa eficiente da comunidade civil e da sociedade deve ser procurada, NÃO NUM PRINCÍPIO EXTERIOR OU SUPERIOR AO HOMEM, MAS NA LIVRE VONTADE DE CADA UM, E QUE O PODER PÚBLICO DIMANA DA MULTIDÃO COMO DA SUA PRIMEIRA FONTE; ALÉM DISSO, O QUE A RAZÃO INDIVIDUAL É PARA CADA UM SINGULARMENTE, A RAZÃO COLECTIVA DEVE SÊ-LO PARA O CONJUNTO DA SOCIEDAD, NA ORDEM DOS NEGÓCIOS PÚBLICOS – DAÍ O PODER PERTENCER AO NÚMERO, E AS MAIORIAS CRIAREM O DIREITO E O DEVER.»

Deus Nosso Senhor é infinitamente Simples. A Simplicidade não é a mesma coisa que Eternidade e Imutabilidade; mas em Deus a Sua Eternidade é a Sua Simplicidade e a Sua Imutabilidade.  Simples diz-se do que não é composto de partes. Em Deus não há composição entre Essência e Atributos; todavia, metafìsicamente, a Essência (a Asseidade) constitui como que o Sol, sendo a irradição como que os Atributos; existe um fundamento objectivo, de ordem metafísica e Teológica, para a operação de distinção, efectuada pela nossa inteligência, entre Essência e Atributos, como entre todo o Atributo. Poder-se-ia pensar que o Anjo seria tão simples quanto Deus; mas não é assim, exactamente porque Deus É o Seu Ser (Asseidade), e o Anjo não; consequentemente, este possui alguma potencialidade, mesmo na Ordem Natural, no que concerne ao governo do Universo e à guarda dos homens e das instituições; possui o Anjo sobretudo potencialidade para a Ordem Sobrenatural. A simplicidade é uma aspecto da perfeição, mas não é um transcendental porque não se relaciona fundamentalmente com a inteligência, como acontece com a Verdade. No entanto, quanto mais verdadeiro é um ente mais uno e simples é. Mesmo os engenhos medidos e construídos pelo homem, serão tanto mais eficazes quanto mais simples forem. Os organismos vivos, incluindo o corpo humano, são  falíveis pela sua composição, a qual é também constitutiva de uma menor unidade, de uma maior tendência à desagregação, a qual é precisamente a morte.

Nosso Senhor Jesus Cristo veio ao mundo para nos ensinar e comunicar a santidade, a qual sendo constitutiva de uma participação maior ou menor na natureza Divina, será também, necessàriamente, uma peregrinação pelos caminhos de uma maior simplicidade, de uma maior unidade, de uma maior estabilidade. Nosso Senhor garantiu-nos que se não fôssemos como as crianças não entraríamos no Reino dos Céus, quer dizer, se não sublimarmos as nossas anfractuosidades, as descontinuidades do nosso ser, as asperezas complexas do nosso existir – JAMAIS VEREMOS A DEUS NOSSO SENHOR! E isto é tanto mais verdade, quanto a acção da Graça Santificante, das Virtudes Teologais e Morais, bem como dos Dons do Espírito Santo, tende a simplificar e a unificar toda a nossa vida intelectual, afectiva e moral; em particular, no Dom do Espírito Santo da Sapiência, Deus produz em nós conceitos, ou mesmo um só conceito, que abrange todos os Mistérios Divinos e toda a realidade da Fé Revelada, conceito esse estritamente Sobrenatural, perfeitíssimo, de máxima extensão e enorme definição do particular, simultaneamente especulativo e prático, logo absolutamente simples, uno e consequentemente infinitamente fecundo. Não devemos estranhar o emprego do advérbio “infinitamente”; visto que os Dons do Espírito Santo não são produzidos pelas nossas faculdades finitas – É DEUS QUEM OS COLOCA NESSAS MESMAS FACULDADES, COMPETINDO A NÓS RECEBÊ-LOS, OU NÃO.

Evidentemente, que não é a estes conceitos que Bergoglio se refere quando faz a apologia de uma vida mais simples. Porque essa simplicidade É RADICALMENTE IMPOSSÍVEL SEM NOSSO SENHOR JESUS CRISTO E A SUA GRAÇA. Porque só a Graça Sobrenatural nos permite sublimar a realidade à Luz Incriada de Deus, outorgando a este pobre mundo uma tonalidade ontológica e moral que infinitamente o supera e concomitantemente lhe confere essa essencial unidade e simplicidade, especulativa e prática, exemplar e teleológica, que Bergoglio e toda a seita conciliar inteiramente desconhecem.

A seita conciliar é expedita em proclamar, materialmente, elevados padrões doutrinais e morais, para em seguida sonegar, formalmente, premeditadamente, maldosamente, os meios Sobrenaturais absolutamente necessários à consecução desses ideais. Porque a seita conciliar, que é a própria maçonaria internacional, sabe perfeitamente que este constitui o meio mais hábil e mais eficaz para fazer penetrar, subreptìciamente, nas consciências elementos subliminais, que como autênticos vírus letais, destroem a Fé, quase sem a alma se aperceber. Na seita conciliar, os elementos materialmente bons, só estão lá PARA FAZER PASSAR FORMALMENTE O MAL. Karol Wojtyla (João Paulo II) foi um verdadeiro campeão no uso destes métodos, que são menos visíveis em Bergoglio, menos perigoso, portanto, que o primeiro.

A verdadeira simplicidade de vida é, portanto, constitutiva de uma existência santa, traduzindo operativamente a progressiva simplificação de pensamentos, afectos e volições da alma, já na via unitiva. Porque neste estádio a alma já se encontra no caminho da contemplação infusa, consectária da acção dos Dons do Espírito Santo, sobretudo dos Dons da Sapiência, do Entendimento e da Ciência. O desenvolvimento desta simplicidade e desta unidade é paralelo à conquista de uma acentuada imutabilidade psicológica, frutos da total, ou quase total, sobrenaturalização de todos os nossos pensamentos, palavras e obras. Quanto mais a alma se abisma em Deus Nosso Senhor, lògicamente, também mais participará da Unidade, da Santidade, da Simplicidade e da Imutabilidade Divina.

Por sua vez, quanto mais a alma se afasta de Deus, mais tombará no caos psicológico, na perda de unidade, na cada vez maior multiplicidade desintegrativa de pensamentos, palavras e obras, bem como na crescente necessidade de diversificar e intensificar o fluxo de estímulos exteriores – É O ESPECTÁCULO QUE O MUNDO OFERECE!

Ora, Bergoglio sintetiza bem toda a “CARNE DO MUNDO”, TODO O LIBERTINISMO, TODOS OS DESEJOS IMODERADOS, TODA A BUSCA DESORDENADÍSSIMA DE ESTÍMULOS DE TODA A ORDEM, TUDO O QUE FOR NECESSÁRIO PARA TENTAR LOCUPLETAR O TREMENDO VAZIO ESPIRITUAL DOS ÍMPIOS.  BERGOGLIO É UM ATEU, UM PALADINO DO ATEÍSMO COMUNISTA, APOSTADO NA EDIFICAÇÃO DO PANTEÃO DE TODOS OS ÍDOLOS, DE TODAS AS MISÉRIAS, DE TODAS AS CHAGAS MAIS DOLOROSAS DA IMENSA HEDIONDEZ DA HUMANA CONDIÇÃO.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 29 de Dezembro de 2018 Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

A REALIDADE TEOLÓGICA E ONTOLÓGICA DOS MILAGRES E APARIÇÕES SOBRENATURAIS

Escutemos o Papa Pio XII, em excertos da radiomensagem dirigida aos Portugueses, em 31 de Outubro de 1942, por ocasião do encerramento das comemorações do vigésimo quinto aniversário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima:

«Nós, que como pai comum dos fiéis, fazemos nossas tanto as tristezas como as alegrias dos nossos filhos, com todo o afecto da nossa alma nos unimos convosco para louvar e engrandecer o Senhor, dador de todos os bens, para engrandecer-Lhe as Graças de Aquele por Cujas Mãos a Munificência Divina vos comunica essas torrentes de Graças. E tanto mais gostosamente o fazemos, porque vós, com delicadeza filial, quisestes associar, nas mesmas solenidades eucarísticas impetratórias, o Jubileu de Nossa Senhora de Fátima, e o vigésimo quinto aniversário da nossa consagração episcopal: a Virgem Santa Maria e o Vigário de Cristo na Terra, duas devoções profundamente portuguesas, e sempre unidas no afecto de Portugal Fidelíssimo desde os primeiros alvores da nacionalidade, desde quando as primeiras terras reconquistadas, núcleos da futura Nação, foram consagradas à Mãe de Deus, como Terra de Santa Maria, e o Reino, apenas constituído, foi colocado sob a égide de São Pedro. (…)

(…) Hoje, que o quarto ano de guerra amanheceu mais sombrio, ainda no sinistro alastrar do conflito, hoje, mais do que nunca, só nos resta a confiança em Deus, e como Medianeira perante o Trono Divino, Aquela que um nosso predecessor, no primeiro conflito mundial, mandou invocar como a Rainha da Paz! Invoquemo-la mais uma vez, que só Ela nos pode valer. Ela, cujo coração materno se comoveu perante as ruínas que se acumulavam na vossa pátria, e tão maravilhosamente a socorreu. Ela, que condoída da previsão desta imensa desventura com que a Justiça de Deus penitencia o mundo, já de antemão apontava na oração e na penitência o caminho da salvação. Ela não nos há-de negar a sua ternura materna e a eficácia do seu Patrocínio». 

A Revelação constitui a intervenção positiva de Deus na História humana ilustrando-a Sobrenaturalmente com o Lume da Sua Verdade Providencial. Por sua vez a Providência é o plano do Mundo Eternamente presente na Inteligência Divina. A Revelação, enquanto tal, consubstancia um Património Essencial, Substancial, Sobrenatural, outorgado por Deus Nosso Senhor à Humanidade, integrando um título constitutivo da própria Glória de Deus, bem como da Salvação das almas.

Todavia a Revelação, enquanto tal, não exaure os planos da Divina Providência; extrìnsecamente, podem existir e de facto existem desenvolvimentos, também Sobrenaturais, mas acidentais à própria substância da Revelação, os quais comportam intervenções Divinas, de carácter salvífico, no quotidiano dos homens, que nada adicionando ao Depósito da Fé Católica, consignam e incorporam, todavia, Actos de verdadeira Misericórdia Divina.

Podemos considerar, primeiramente, os milagres, como excepções à aplicação universal das leis da natureza, operadas pelo seu Autor e Criador, NÃO COMO VIOLAÇÕES DAS LEIS DA NATUREZA. Em sentido mais estrito não constituem milagres as intervenções dos Anjos, enquanto ministros do Senhor no governo do Universo, eles podem, por exemplo, sob ordens Divinas, desviar o curso de uma bala, corrigir a rota desastrosa de um veículo, curar uma doença, tais factos surgem como milagres porque não têm explicação no campo das forças intramundanas presentes, mas não excedem, de si, as leis da natureza, visto o Anjo possuir domínio natural, limitado, mas muito maior do que o nosso, sobre a matéria. Muito diferente é uma ressurreição, aí o Anjo só pode actuar como causa instrumental, constituindo Deus Nosso Senhor a Causa principal. Certas doenças também só podem ser curadas por Deus.

Os milagres morais constituem excepções às Leis Universais da economia da Graça Divina; formalmente, só podem ser realizados por Deus, único Dispositor dos Bens Sobrenaturais.

Quando nós, nas nossas orações, solicitamos alguma Graça, algum favor, devemos enquadrar esse pedido na esfera de acção da PROVIDÊNCIA ORDINÁRIA, não devemos, pelo menos habitualmente, implorar milagres físicos ou morais (PROVIDÊNCIA EXTRAORDINÁRIA), POIS DEUS NOSSO SENHOR NÃO GOVERNA O MUNDO ATRAVÉS DE MILAGRES, o que seria contra a própria definição de Providência. Deus Nosso Senhor criou a natureza, material e espiritual, esta deve pois desenvolver-se em coerência com as leis que definem a sua essência. Ora a economia Sobrenatural da Graça possui igualmente as suas leis, as quais relevam do grande Mistério da participação na Natureza Divina e da Predestinação.

As Aparições manifestam a Misericórdia de Deus, ao facultarem-nos pensamentos Divinos, necessários ao governo das almas e por vezes ilustrando as próprias vicissitudes da História.

Porque é que há menos Aparições de Nosso Senhor do que de Nossa Senhora?

Porque Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, Causa eficiente principal; Causa eficiente, instrumental, eminente; Causa meritória; Causa final de todas as Graças; ESTÁ JÁ PRESENTE, ENTRE NÓS, VERDADEIRAMENTE, REALMENTE, SOBRENATURALMENTE, NO SEU SANTO SACRIFÍCIO, E NA SAGRADA COMUNHÃO DAS ALMAS FIÉIS.

Quem acredita, não com uma fé humana, vã, MAS COM A FÉ TEOLOGAL, FORMADA NA CARIDADE, NO AMOR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS, E AMOR AO PRÓXIMO POR AMOR DE DEUS, quem acredita, SOBRENATURALMENTE, na presença Eucarística de Nosso Senhor, não sente “necessidade” de nenhuma Aparição sensível, por mais excelsa, mais celeste, que ela seja. Muitos santos afirmaram-no, acrescentando que nem sentiam necessidade de visitar os Lugares Santos, pois que o Santo dos Santos, o próprio Redentor, residia ali pertinho deles, no Sacrário.

Neste quadro conceptual, Nossa Senhora, a Bem-Aventurada sempre Virgem Maria, Corredentora e Medianeira de todas as Graças, subindo aos Céus em Corpo e Alma, não podia permanecer sempre longe de nós, não disse Ela à Lúcia: «E tu sofres muito? Não te preocupes, eu nunca te deixarei, o meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o Caminho que te conduzirá até Deus». Portanto, e ao contrário do que afirmam certos teólogos, mesmo clássicos, NÓS ACREDITAMOS QUE NOSSA SENHORA, PELA OMNIPOTÊNCIA DIVINA, VEIO REALMENTE A FÁTIMA, A LURDES, A LA SALETTE, VEIO EM CORPO E ALMA, CONTINUANDO EVIDENTEMENTE NO CÉU NO PLANO ESPIRITUAL, SOBRENATURAL. Há teólogos que pensam que seria apenas uma forma sensível, objectiva, milagrosa, Sobrenatural, que representando transcendentalmente a Virgem Maria teria verdadeiramente aparecido; NÃO, pelo menos nas Aparições Marianas mais importantes, de maneira nenhuma.

As Aparições de Nosso Senhor, fundamentadas no Santíssimo Sacramento da Eucaristia, no Qual Ele está verdadeiramente presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, ainda que imediatamente pela própria substância, e não pela comensurabilidade circunscritiva da quantidade acidental do Seu Corpo com as dimensões do espaço, e constituindo assim uma presença não sensível, mas não menos real, essas Aparições, enquanto sensíveis, é que terão sido apoiadas numa forma representativa objectiva, Sobrenatural, milagrosa, fundamentada na omnipotência Divina.

Tendo o século XV sido perturbado com controvérsias entre Dominicanos e Franciscanos acerca do preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo derramado na Sua Paixão e Morte e que teria, ou não, sido recolhido de novo pelo Senhor aquando da Sua Ressurreição; os Dominicanos afirmando que o Sangue derramado continuava hipostàticamente unido à Pessoa do Verbo, sendo portanto gloriosamente reassumido, os Franciscanos negando – o Papa Pio II (1458-1464) proibiu toda a controvérsia, ainda que validando, em princípio, a tese Dominicana.

Portanto é próximo da heresia (que sòmente a ignorância pode desculpar) sustentar que existem “relíquias” do Senhor, ainda que sejam apenas um pouco do Seu Sangue. Contudo o Papa Pio II não excluiu aparições de Sangue do Senhor nas Hóstias Consagradas, por efeito sensível da própria transcendência da presença Eucarística. Neste enquadramento, e visto a presença de Nosso Senhor na Hóstia e no Cálice não possuir efeitos sensíveis, é necessária uma forma sensível, milagrosa, objectiva, Sobrenatural, que transcendentalmente referida à própria presença Eucarística, represente a corporalidade de Nosso Senhor aos olhos dos videntes; uma tal corporalidade pode incluir qualquer aspecto do Corpo do Senhor, incluindo o Coração, neste caso a forma sensível, sempre referida à presença Eucarística, apresentará todos os acidentes que lhe são próprios, incluindo a consistência. Donde se conclui que no santo sudário não pode estar o verdadeiro Sangue do Senhor, que foi integralmente reassumido na Ressurreição, encontrando-se apenas vestígios químicos resultantes da acção do Corpo do Senhor.

Uma Hóstia ou um Cálice invàlidamente consagrado, pior ainda, satânicamente manipulado, evidentemente que não pode constituir o vínculo de Presença Real que deve qualificar Sobrenaturalmente a referida forma sensível, objectiva, Sobrenatural e miraculosa, transcendentalmente representativa do Corpo e Sangue do Senhor.

As Aparições verdadeiras, milagrosas, Sobrenaturais, NÃO PODEM SER FOTOGRAFADAS, NEM GRAVADAS, todavia os prodígios do demónio podem-no; efectivamente ninguém conseguiu registar o milagre do Sol, em 13 de Outubro de 1917; evidentemente que a estrutura planetária e solar não foi abalada; tratou-se de uma forma sensível, objectiva, Sobrenatural, miraculosamente produzida por Deus, como Graça natural, para que constituísse condição extrínseca providencial da Graça Sobrenatural, concedida para maior Glória de Deus e Salvação das almas.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 10 de Junho de 2014

  Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

O MODERNISMO COMO INCORPORAÇÃO NO ESPÍRITO DIABÓLICO DO MUNDO

Escutemos São Pio X, em passagens da sua encíclica “Pascendi Dominici Gregis”, promulgada em 8 de Setembro de 1907:

«Assim também nas Sagradas Escrituras – afirmam os modernistas – ocorrem muitos erros em matéria científica e histórica. Mas aqueles livros – acrescentam – não tratam de Ciência ou de História, mas sim de Religião e de Moral. A Ciência e a História ali são meros invólucros que contornam as experiências religiosas e morais. (…) De resto- continuam os modernistas – os livros Sagrados, porque religiosos na sua natureza, têm necessàriamente a sua vida; e a vida também, por sua vez, tem a sua verdade e a sua lógica, certamente diversa da verdade e da lógica racional, e até mesmo de ordem assaz diversa, a saber: É verdade de comparação e de proporção, quer com o ambiente em que se vive, quer para com o fim para que se vive. Chegam enfim a tal extremo, que se abalançam a afirmar, sem a menor restrição, QUE TUDO O QUE SE EXPLICA PELA VIDA É VERDADEIRO E LEGÍTIMO. – Nós, Veneráveis irmãos, para quem a Verdade é única e una, e consideramos os livros sacros como escritos por inspiração do Espírito Santo e tendo Deus por Autor, afirmamos que isso equivale a atribuir a Deus a mentira de utilidade ou oficiosa; e com as palavras de Santo Agostinho protestamos que, UMA VEZ ADMITIDA EM EXCELSA AUTORIDADE QUALQUER MENTIRA OFICIOSA, NÃO HAVERÁ NEM UMA PEQUENA PARTE DAQUELES LIVROS QUE, PARECENDO A ALGUÉM DIFÍCIL DE PRATICAR, OU INCRÍVEL DE CRER, COM A MESMA PERNICIOSÍSSIMA REGRA NÃO SEJA ATRIBUÍDO A CONSELHO OU UTILIDADE DO MENDAZ AUTOR. E daí resultará o que o Santo Doutor acrescenta: NELES, ISTO É, NOS LIVROS SACROS, CADA UM DARÁ CRÉDITO AO QUE QUISER, E REJEITARÁ O QUE NÃO LHE AGRADAR. – Mas os modernistas apologistas não se preocupam com isso. Concedem ainda que nos livros sacros, para sustentar uma qualquer Doutrina, se acham, por vezes, razões que se não apoiam em nenhum fundamento razoável, a esses géneros pertencem as que se fundam nas profecias. Contudo, os modernistas também as defendem como artifícios da pregação que são legitimados pela vida. Que mais? Concedem, pior ainda, SUSTENTAM QUE O PRÓPRIO JESUS CRISTO ERROU MANIFESTAMENTE, INDICANDO O TEMPO DA VINDA DO REINO DE DEUS; E NEM É PARA ADMIRAR – DIZEM – PORQUE TAMBÉM ELE ESTAVA SUJEITO ÀS LEIS DA VIDA! Posto isto, que será dos Dogmas da Santa Igreja? (…) Enfim, os modernistas tanto aprovam e defendem essa teorias, que não põem em dúvida declarar que se não pode render ao infinito maior preito de homenagem do que que afirmando dele coisas contraditórias! – E admitindo-se a contradição, o que é que se não admitirá?

Além dos argumentos objectivos – segundo os modernistas – o não crente pode também ser disposto à Fé pelos subjectivos. Para esse fim, os apologistas voltam-se de novo para a Doutrina da imanência. Empenham-se em convencer o homem de que nele mesmo e nos íntimos recantos da sua natureza e de sua vida, se oculta o desejo e a necessidade de uma religião, não de uma religião qualquer, mas da católica; porquanto esta – dizem – é vigorosamente requerida pelo perfeito desenvolvimento da vida. – E sobre esse ponto nos vemos de novo obrigados a lamentar que não faltam católicos que, CONQUANTO RECUSEM A DOUTRINA DA IMANÊNCIA COMO DOUTRINA, TODAVIA SE UTILIZAM DELA NA APOLOGÉTICA; e fazem-no tão incautamente, que parecem admitir não sòmente uma certa capacidade ou conveniência para a Ordem Sobrenatural  – o que os apologistas católicos, com as devidas restrições, sempre demonstram – mas também uma estrita e verdadeira exigência. Para sermos mais exactos, dizemos ainda que essa exigência da Religião Católica é sustentada pelo modernistas mais moderados. Pois aqueles que podem ser denominados integralistas, pretendem que se deve mostrar ao homem que ainda não crê, como se acha latente dentro dele mesmo o gérmen que esteve na consciência de Cristo, e que Cristo transmitiu aos homens. Eis aqui, veneráveis irmãos, sumàriamente descrito, o método apologético dos modernistas, em tudo conforme com as suas doutrinas; e tanto o método como as doutrinas estão repletos de erros, capazes só de destruir e não de edificar, não de formar católicos, mas de arrastar os católicos à heresia, à completa destruição de toda a religião.»

Maurice Blondel (1861-1949)é conhecido pelo seu denominado “semi-modernismo”; todavia, se analisarmos bem, verificaremos que no seu pensamento toda a Ordem Sobrenatural é destruída, pelo simples facto de ser eliminada a sua essencial e objectiva incomensurabilidade com a Ordem Natural. Efectivamente, na melhor das hipóteses, Blondel “naturaliza”a Teologia e a Revelação, colocando-as numa linha de exigência da própria Ordem Natural, que sem elas permaneceria como que amputada. Mas a Ordem Sobrenatural encontra-se infinitamente acima das exigências e das necessidades de qualquer natureza, criada ou possível.

Um ente espiritual, que jamais houvesse recebido Graça Sobrenatural alguma, seria física e absolutamente incapaz de conceber sequer a Ordem Sobrenatural. Poderia mesmo, com o auxílio da Graça Medicinal Preternatural, conhecer e  amar a Deus sobre todas as coisas, na Ordem Natural, mas permaneceria totalmente cego para os Dons Sobrenaturais. Hoje em dia, talvez nem seja difícil encontrar criaturas absolutamente virgens de qualquer toque Sobrenatural. O completo desaparecimento da Santa Madre Igreja como realidade social e cultural – TEM CONSEQUÊNCIAS! E uma delas é a rarefacção dos Bens da Graça.  E a razão profunda reside no facto da existência objectivamente plena da Santa Madre Igreja, como realidade social e cultural, com o seu Santo Sacrifício da Missa, os Sacramentos, o seu Magistério Eterno, constitui verdadeiro Instrumento Sacramental de salvação, irradiando Graças com causalidade física e moral “ex opere operato”, e “ex opere operantis” Ecclesiae.

O facto de jamais ter existido uma ordem de pura natureza não infirma que haja actualmente muitas almas absolutamente longe da Ordem Sobrenatural, ainda que possam receber Graças Medicinais. Por vezes os bons católicos surpreendem-se com a medular incapacidade de muitas almas entenderem os conceitos católicos. Tal incapacidade é real e física; note-se que algumas dessas almas podem possuir um DESEJO NATURAL DE DEUS, MAS PURAMENTE NATURAL, SEM QUALQUER IDEIA DA ORDEM SOBRENATURAL. MAS A ALMA ELEVADA PELA SEMENTE DA GRAÇA SANTIFICANTE ANELA VEEMENTEMENTE PELA POSSE DE DEUS, QUE É A SEMENTE TORNADA ÁRVORE PLENAMENTE DESENVOLVIDA.

Blondel não possuía conceito algum de “potência obediencial”, ou seja, da capacidade da natureza para ser elevada à condição de instrumento da Ordem Sobrenatural; tal capacidade é puramente extrínseca. Encontramo-la, fundamentalmente, na Natureza Humana de Nosso Senhor Jesus Cristo, completa como natureza, mas que filosòficamente é uma substância incompleta. A Natureza Humana do Senhor constitui a Causa Instrumental, Primária e Eminente de todos os Sacramentos. Assim se contempla como é extremamente fecundo o conceito de “potência obediencial”. Contudo, Blondel considerava a Ordem Sobrenatural como complemento absolutamente necessário da Ordem Natural, dando para tal esta explicação absurda: Verificando-se que existe um fosso brutal entre a “vontade querente” e a “vontade querida” pois que as aspirações “infinitas” da primeira não se proporcionariam à exiguidade das realizações concretas dos entes espirituais, Blondel postula ilegìtimamente que só a Ordem Sobrenatural pode e deve comunicar à operação humana a grandeza infinita que almeja. Esquece, lamentàvelmente, Blondel que a alma só pode aspirar Sobrenaturalmente, à grandeza infinita, PORQUE JÁ RECEBEU, PELO MENOS, A GRAÇA ACTUAL SOBRENATURAL. A natureza, em si mesma, e por si mesma, jamais pode aspirar à Ordem Sobrenatural e nem mesmo dela ter conceito. Blondel confunde e oblitera, totalmente, os conceitos mais basilares da Fé Católica, e sem os quais esta se desmorona. O desejo natural de Deus, de que falam teólogos e filósofos, só pode ser Sobrenatural após uma iluminação desta Ordem. A própria correspondência à Graça, devemos e temos de a agradecer sempre e cada dia a Deus Nosso Senhor. TUDO O QUE NÓS SOMOS NA ORDEM NATURAL E NA ORDEM SOBRENATURAL, TUDO DEVEMOS A DEUS.  

Destas realidades se infere o magno desconhecimento que os ímpios possuem das coisas de Deus, desconhecimento em primeiro lugar conceptual, pois ATACAM O QUE INTEIRAMENTE DESCONHECEM.

Aquilo que mais descomunalmente distingue a Sacrossanta Igreja Católica de todas as seitas e de todos os paganismos, É QUE ELA É, CONSTITUTIVAMENTE, O LUGAR DO SOBRENATURAL.

Poder-se-á argumentar que haverá muito poucas pessoas em estado puramente natural, pois que a grande maioria já terá rejeitado o apelo Sobrenatural de Deus Nosso Senhor e portanto SOÇOBRADO NO ANTI-NATURAL; tem algum fundamento esta tese, porque num mundo elevado à Ordem Sobrenatural, mesmo sem o Santo Baptismo, a maioria das almas não permaneceria totalmente virgem da Graça de Deus; MAS ISSO SERIA PIOR PARA ESSAS ALMAS, PELA RAZÃO JÁ CITADA; todavia a já citada razão fundamental da rarefacção dos Bens da Graça, em consequência do eclipse da Santa Madre Igreja, permanece válida.

A Ordem Natural é, em si mesma e por si mesma, completa e perfeita, na sua contingência e finitude; não exige acabamentos que lhe sejam necessários; consequentemente, a Ordem Sobrenatural é absolutamente gratuita, MAS TAMBÉM INTEIRAMENTE OBRIGATÓRIA.

O que é ainda mais grave nisto tudo é que Blondel pretendia com esta sua teoria modernista captar os favores do mundo ateu, nomeadamente dos cientistas e homens de cultura, que vilipendiavam a Santa Madre Igreja pelo seu denominado “extrinsecismo”, ou seja pela sua total dependência e submissão a uma Ordem Dogmática que lhe seria imposta do exterior. Com esta teoria, em que se apresenta a Ordem Sobrenatural como complemento necessário à vida natural, Blondel esperava inaugurar uma apologética que fosse aceitável ao mundo inimigo de tudo o que possua qualquer recordação de Nosso Senhor Jesus Cristo – POBRE IGNORANTE!

Afirma-se frequentemente que Blondel obteve, no final da sua vida, a aprovação oficial da Santa Sé para as suas heréticas doutrinas – mas é rotundamente falso, embora tenha aparência de verdadeiro. O que se passou foi que esse documento aprobatório, com a chancela da Secretaria de Estado, FOI REDIGIDO PELO TRAIDOR MONTINI, NAS COSTAS DE PIO XII. Montini era nessa altura substituto na Secretaria de Estado, e mais uma vez apunhalou pèrfidamente o Papa reinante. Este acontecimento não compromete a Infalibilidade da Santa Igreja, na exacta medida em que se trata de uma usurpação e uma falsificação; precisamente, como A ACTUAL USURPAÇÃO E FALSIFICAÇÃO DA FACE HUMANA DO CORPO MÍSTICO NÃO COMPROMETE A INFALIBILIDADE, A INTANGIBILIDADE, A INDEFECTIBILIDADE, A SANTIDADE DA SANTA MADRE IGREJA, EMBORA PROCESSADA NUMA AMPLITUDE ASSUSTADORAMENTE SUPERIOR.

LOUVADO SEHJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 25 de Dezembro de 2018

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral        

ONDE ESTÁ O MENINO JESUS?

ESCUTEMOS O PROFETA ISAÍAS:

«E sairá uma vara do trono de Jessé, e uma Flor brotará da sua raiz. E repousará sobre Ele o Espírito do Senhor, Espírito de Sabedoria e de Entendimento; Espírito de Conselho e de Fortaleza; Espírito de Ciência e de Piedade; e será cheio do Espírito de temor do Senhor. Não julgará pelo que se manifesta exteriormente à vista, nem condenará sòmente pelo que ouve dizer; mas julgará os pobres com justiça, e tomará com equidade a defesa dos humides da Terra, e ferirá a Terra com a vara da Sua boca, e matará o ímpio com o sopro dos Seus lábios. E a Justiça será o cinto dos Seus lombos, e a

Fé o talabarte dos Seus rins.

O lobo habitará com o Cordeiro; e o leopardo se deitará ao pé do cabrito; o novilho o leão e a ovelha viverão juntos, e um menino pequeno os conduzirá. O novilho e o urso irão comer às mesmas pastagens; as suas crias descansarão umas com as outras; e o leão comerá palha como o boi; e a criança de peito brincará sobre a toca da áspide; e na caverna do basilisco meterá a sua mão a que estiver já desquitada. Eles não farão dano algum, nem matarão em todo o Meu Santo Nome, PORQUE A TERRA ESTARÁ CHEIA DA CIÊNCIA DO Senhor, assim como as águas do mar que a cobrem.»

                         Is 11,1-9

O Paraíso terrestre constituía a Imagem temporal mais aproximada do Céu – MAS NÃO ERA O CÉU. Se não existisse pecado original, a vida na Terra consubstanciar-se-ia na fruição ordenada da Verdade e do Bem, no seio da mais profunda tranquilidade; ora essa é precisamente a definição da verdadeira Paz: A TRANQUILIDADE NA ORDEM.

Todavia, seria uma Paz Sobrenatural, sim, MAS TERRENA. Ora, o que é da Terra encerrar-se-á definitivamente com o Juízo Final. E ainda bem. A Encarnação do Filho de Deus, a Sua Obra de Redenção, no Calvário, renovada incruentamente no Altar, a Instituição da Santa Madre Igreja, por Direito Divino Sobrenatural, todas estas realidades, tornam um regresso dos justos à Terra, daquelas pobres almas que já gozam da Paz beatífica – UMA MONSTRUOSIDADE! Efectivamente, Nosso Senhor Jesus Cristo DESCEU À TERRA, PARA NOS LIBERTAR ETERNAMENTE DA TERRA.

Se na Antiguidade Cristã homens como Santo Ireneu acreditaram no milenarismo, FOI COM UMA CRENÇA HUMANA; e se nessa remota idade, tal crença humana, não obliterava o Hábito Sobrenatural da Fé, tal acontecia por disposição Divina, e porque os séculos de Magistério Eclesiástico AINDA NÃO HAVIAM EXPLICITADO TODA A IMENSA RIQUEZA DO CONTEÚDO ESSENCIALMENTE OBJECTIVO DA SACROSSANTA FÉ CATÓLICA. Mas, hodiernamente, crer no milenarismo, é aniquilar o Hábito Sobrenatural da Fé. Exactamente como na crença na reencarnação.

Neste pobre mundo, neste vale de lágrimas, só os Bens Sobrenaturais devem constituir a causa exemplar, a causa eficiente, a causa formal, a causa final, e a causa meritória, da nossa operação.

CAUSA EXEMPLAR: Porque só Deus Uno e Trino, conhecido e amado SOBRENATURALMENTE, sobre todas as coisas, pode constituir o fundamento último de toda a Verdade, PORQUE ELE PRÓPRIO É A VERDADE, Metafísica e Teológica, de todo o nosso ser, de toda a nossa inteligência, e de toda a nossa liberdade.

CAUSA EFICIENTE: Porque Deus Constitui, já desde a sabedoria imperfeita de Aristóteles, O PRIMEIRO MOTOR IMÓVEL, fonte imutável e eterna de toda a actividade contingente; Princípio sem princípio, e Causa incausada; na Ordem Natural e na Ordem Sobrenatural.

CAUSA FORMAL: Porque toda a santificação da criatura consiste numa participação, acidental, mas real, na Natureza Divina, na Inteligência Divina, na Caridade Divina. PELA GRAÇA SOMOS ACIDENTALMENTE AQUILO QUE DEUS É ESSENCIALMENTE. E essa participação consiste numa forma Sobrenatural, acidental, criada, absolutamente necessária para a salvação e totalmente gratuita, pela qual somos elevados infinitamente acima das nossas capacidades e exigências naturais. Anàlogamente, a visão beatífica produz-se através da Forma da própria Essência Divina na inteligência, eternizando-a e imobilizando-a na Verdade, no Bem, e na Santidade.

CAUSA FINAL: Porque sendo Deus o fundamento da nossa existência e do nosso ser, constitui igualmente o nosso único e Supremo Fim. Viemos de Deus Uno e Trino, para Ele devemos voltar, PORQUE, QUER QUEIRAMOS, QUER NÃO, TODO O NOSSO SER RESIDE VIRTUALMENTE EM DEUS, E SÓ CONQUISTARÁ A VERDADE E A PAZ NELE REPOUSANDO ETERNAMENTE.  

CAUSA MERITÓRIA: Porque tendo os nossos primeiros pais falhado miseràvelmente na sua missão de chefes do Género Humano; Deus

Nosso Senhor, na Sua Infinita Justiça, bem como na Sua Infinita Misericórdia, suscitou-nos o Seu próprio Filho, O Qual tomando, Hipostàticamente, uma Natureza Humana, no Seu Sacrifício Redentor, DE VALOR NECESSÀRIAMENTE INFINITO, nos reabriu as portas da santidade e do Céu, perpetuando esse mesmo Sacrifício Redentor nos nossos altares, como nova e infinitamente fecunda árvore de vida Sobrenatural e sol permanente da salvação.

MAS EIS QUE SATANÁS E SEUS SERVOS HUMANOS TORPEDEARAM ESTA MAGNÍFICA ECONOMIA DE SALVAÇÃO: NO LUGAR DE DEUS COLOCARAM O HOMEM, E PORQUE NOS ALTARES FOI EXTINTO O SACRIFÍCIO REDENTOR,

FOI ESTE SUBSTITUÍDO POR UMA FESTIVA REFEIÇÃO HUMANA, E ONDE ESTAVA O ADORADO MENINO JESUS – APARECEU O PAI NATAL!

Eis que nas noturnas janelas da urbe, frequentemente iluminadas, um homem de vermelho e longas barbas brancas, suscita o pândego consumismo, na imoderada ganância de substituir a Verdade e o Bem Imutável, Absoluto, Eterno, pelo incessantemente mutável, pelo contingente, caduco, pelo veneno enganador, gerador de fastio e merecedor de inferno – que tais são os bens deste mundo, quando possuídos e fruídos desordenadamente.   

Foi a maldita seita conciliar, que ao reduzir premeditadamente a Doutrina Católica a um conto de fadas, a uma fantasia poética, para servir de ornamento ao culto do homem, propiciou vigorosamente a transformação do Santo Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo na comercial e colossal palhaçada do pai natal. Pois não é Bergoglio quem afirma, sem qualquer pudor, que: “a fé é uma espécie de MOTOR DE BUSCA DA INTERNET, POIS QUE TUDO SE RESOLVE NO HOMEM.”

Sempre foi erradíssimo dizer às crianças que o Menino Jesus descia pela chaminé para dar brinquedos; porque logo que as crianças superam a fase mágica, ao repelirem tal crença, abandonam, por inerência, também toda a Doutrina Católica.

Todavia, nos tempos actuais, já nem se fala do Menino Jesus, pelo que as gerações hodiernas mais cultas consideram a Dogmática e a Liturgia Católica como CONSTITUINDO  VALORES PURAMENTE ARQUEOLÓGICOS, e que como tal devem ser estudados.

A seita conciliar remete para a sentina da História os valores mais sagrados: a Família Católica, renegada pelos documentos conciliares que inverteram – conscientemente, seguindo o programa da maçonaria – as finalidades do casamento, e que proclamando a laicização da sociedade, pela liberdade religiosa, a qual integra necessàriamente o divórcio e o aborto, alcançaram fatalmente a promoção da tolerância, e mesmo a plena legalização, da desgraçada “família gay”. 

Inteligências avisadas, mesmo não católicas, já haviam previsto, desde os tempos do concílio, que: O processo desencadeado, pela sua própria natureza, conduzirá a uma indomável apostasia, que só se deterá, quando já não houver mais nada para renegar. A este ponto já chegámos.

Neste quadro conceptual, a seita anti-Cristo já não pode nem reivindicar o Natal como festa da família, como faziam os políticos republicanos portugueses de há 100 anos, e não pode, porque foi essa seita maldita que destruiu totalmente, e de Direito, a família católica.

É certo que desde a chamada Reforma, e depois com a revolução de 1789, e subsequente secularização civil do casamento, a instituição familiar sofrera golpes extremamente rudes, mas enquanto existiu a Santa Madre Igreja, como realidade social e cultural, o Sagrado baluarte familiar, no plano de Direito, MANTEVE-SE ABSOLUTAMENTE INTANGÍVEL.

Na realidade, se já não há família, que adoração se pode nutrir pelo Menino-Deus? Que veneração se pode acalentar por Nossa Senhora e São José? SEM FAMÍLIA O DOGMA E A MORAL CATÓLICA NÃO PODEM SUBSISTIR.

A SAGRADA FAMÍLIA DEVE CONSTITUIR A CAUSA EXEMPLAR, A CAUSA EFICIENTE E A CAUSA FINAL DE TODA A FAMÍLIA HUMANA, DE TODO O CORPO MÍSTICO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, POIS QUE CONSTITUI O REFLEXO VISÍVEL E TERRENO DA ADORADA FAMÍLIA DA SANTÍSSIMA TRINDADE, NA QUAL DEUS SE CONHECE E AMA COM FECUNDIDADE INFINITA.

O GRANDE SEGREDO DOS MISTÉRIOS SOBRENATURAIS, QUE CONSTITUI POR ISSO A SUA MAIS EXCELSA MARAVILHA, RESIDE PRECISAMENTE NAQUELE, QUE ESTANDO INFINITAMENTE LONGE DE NÓS, NO PLANO METAFÍSICO, SE FEZ MENINO ENTRE OS MAIS POBRES DOS HOMENS, PARA QUE COM A SUA GRAÇA, QUE POR NÓS MERECEU NA CRUZ, NOS LEVE COM ELE, ETERNAMENTE, PARA O CÉU.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 17 de Dezembro de 2014

      Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

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