Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A INTRANSIGÊNCIA OBJECTIVA E A DOCILIDADE PESSOAL

gustavo-corcao

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Leão XIII,  em excertos da sua encíclica  “Exeunte Jam Anno”, promulgada em 25 de Dezembro de 1888:

«Do Alto do Ministério Apostólico, em que nos pôs a bondade de Deus, tomamos muitas vezes o patrocínio da Verdade, e nos esforçamos por expor principalmente aqueles pontos de Doutrina que nos pareciam mais adaptados às necessidades e mais proveitosos para o bem público, para que, conhecida a verdade, cada um, vigiando-se e acautelando-se, fugisse do sopro nefasto dos erros. Portanto, como pai amantíssimo dos seus filhos, queremos falar a todos os cristãos, e com discurso familiar, exortar a cada um deles a empreender um teor de vida cristã. Com efeito, para bem merecer o Nome cristão, além da Profissão de Fé, é preciso o exercício das virtudes cristãs, das quais depende, não apenas a salvação Eterna da alma, mas também a prosperidade social e a tranquilidade da convivência civil.

Se examinarmos o desenvolvimento da vida, não há quem não veja quanto os costumes públicos e privados sejam discrepantes dos preceitos evangélicos. Adapta-se  muito bem ao nosso tempo aquela sentença do Apóstolo João: “Porque tudo o que há no mundo – a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, e o orgulho da riqueza – não vem do Pai, mas do mundo” (I Jo 2,16).  Com efeito, a maioria, esquecendo o princípio pelo qual nasceu, e o fim a que é chamada, dirige todos os seus pensamentos e solicitudes  aos bens vãos e caducos da Terra; violentando a natureza, e subvertendo a ordem estabelecida, torna-se voluntàriamente escrava daquelas coisas de que o homem, segundo a razão, deveria dominar.

É natural, portanto, que marche junto ao amor das comodidades e dos prazeres, a cupidez das coisas idóneas para obtê-los. Daqui aquela desenfreada avidez do dinheiro que cega todos aqueles que invade e anda solta, sem freios a satisfazer-se, sem distinguir, muitas vezes, o justo do injusto, e não raramente com repelente insulto à miséria alheia. Assim, muitíssimos, cuja vida nada no ouro, gabam em palavras uma irmandade com o povo, que no íntimo do coração desprezam com soberba. Do mesmo modo, o ânimo tomado pela soberba tenta sacudir o jugo de toda a Lei, pisoteia toda a autoridade, e chama liberdade ao egoísmo. “O homem, com modos de asno selvagem, julga ter nascido livre”(Job 11,12).

Os incentivos ao vício e os aliciamentos fatais ao pecado avançam: Queremos falar das ímpias e licenciosas representações teatrais; dos livros e jornais escritos para apresentar como honesto o vício e desprestigiar a virtude; das próprias artes, inventadas para a comodidade da vida e o honesto alívio do ânimo, e que são utilizadas como iscas para inflamar as paixões humanas. E não podemos dirigir o olhar para o futuro sem tremer ao ver os novos germes dos males que são contìnuamente depostos e acumulados no seio da geração adolescente. É-vos conhecida a maneira de se portar das escolas públicas: Nelas não se dá lugar à Autoridade Eclesiástica, e justamente no tempo em que seria sumamente necessário formar com o mais solícito cuidado os ânimos ainda jovens na prática dos deveres cristãos, e calam, o mais das vezes, os ensinamentos da Religião. Os adolescentes correm um perigo maior, com a existência de uma doutrina viciada; a qual muitas vezes é tal, que mais do que instruir com a noção de verdadeiro, serve para enfatuar a juventude com os sofismas do erro.

Com a perversão das ideias, infiltra-se até nas veias e no miolo dos ossos A CORRUPÇÃO DOS COSTUMES, que neste tipo de gente, só com grandíssima dificuldade pode ser sarado: POIS, POR UM LADO OS FALSOS PRINCÍPIOS ALTERAM O JÚIZO DA HONESTIDADE, E POR OUTRO, FALTA A LUZ DA FÉ CRISTÃ, QUE É PRINCÍPIO E FUNDAMENTO DE TODA A JUSTIÇA.

Por essas razões, todos os dias, vemos com os nossos olhos, de alguma forma, por quantos males é atingida a sociedade humana. O veneno das doutrinas invadiu ràpidamente a vida pública e privada: O racionalismo, o materialismo, e o ateísmo, geraram o socialismo, o comunismo, o niilismo: Obscuras e funestas pestilências, que lógica e inevitàvelmente, haviam de surtir aqueles princípios.»

 

Desgraçadamente, a enorme massa dos seres humanos, individual e domheldercolectivamente, pautam a sua vida, ùnicamente, em função dos interesses pessoais, subjectivos, E NESSA DEFESA SÃO IMPLACÁVEIS, e jamais na apologia e no combate em prol de Princípios, Absolutos, Eternos e Imutáveis, à Luz dos quais toda a realidade, quer se queira, quer não, está essencialmente submetida. Como referi, isso acontece em todos os planos da vida, inclusive na sociedade internacional, cuja falta de elevação e nobreza foi muito frequentemente assinalada pelos Papas, ao longo de toda a História da Igreja. A massa encontra-se sempre extremamente insatisfeita consigo mesma no plano material, MAS NUNCA NO PLANO MORAL E RELIGIOSO; e isto mesmo nas pessoas conhecidas como piedosas. Por isso as pessoas “dizem mal” umas das outras, isto é: Atacam-se recìprocamente na base dos seus interesses e pontos de vista mesquinhos, numa detracção permanente; daí as guerras, familiares, civis e internacionais, incluindo as totais, produto de mentes satânicas, na grande maioria dos casos. O bom Católico não diz mal de ninguém, confronta objectivamente a Lei Eterna com o comportamento concreto do seu irmão, fazendo sentir, no patamar adequado, a discrepância.     

Quando Nosso Senhor Jesus Cristo nos mandou “dar a outra face”: NÃO NOS ORDENAVA, EM CASO ALGUM, QUE CEDÊSSEMOS NOS PRINCÍPIOS DE DIREITO NATURAL E DE DIREITO DIVINO SOBRENATURAL. Quando Nosso Senhor Jesus Cristo nos mandou “amarmos os nossos inimigos”: INDICOU SÒMENTE QUE DEVEMOS QUERER O BEM DE TODOS; ORA O CUMPRIMENTO DA LEI ETERNA CONSTITUI O FUNDAMENTO DE TODO O BEM; MAS A CONSECUÇÃO DO BEM EXIGE FREQUENTEMENTE A APLICAÇÃO CONCRETA DE CASTIGOS, QUER ESPIRITUAIS, QUER TEMPORAIS, E ATÉ MESMO DA PENA MÁXIMA.

Os inimigos históricos da Santa Madre Igreja, sobretudo nos últimos trezentos anos, sempre insistiram na necessidade de cedência nos princípios, a nível individual, familiar, social e político, IDENTIFICANDO ESSA CEDÊNCIA COM A CARIDADE. Todavia essa Caridade constitui-se sobremaneira NA DOCILIDADE PESSOAL POR MOTIVOS SOBRENATURAIS; pois apenas nesta resplandece a mansidão de Nosso Senhor perante os Seus algozes. Mas é precisamente isso que a grande massa não pratica.

A docilidade pessoal, operada por todos os santos em alto grau, submete a nossa comodidade pessoal, dentro de certos limites racionais, aos interesses, mesmo ilegítimos, do nosso próximo. Perdoa também ofensas puramente pessoais, suportando pacientemente as fraquezas morais e físicas daqueles que nos rodeiam. Além disso, essa mesma docilidade, modera as queixas na doença e nas fatalidades da vida, oferecendo, sobrenaturalmente, os sofrimentos físicos e morais Àquele que por nós padeceu e morreu.

Essa docilidade não impede, bem pelo contrário, que nos defendamos, e ao nosso próximo, quer fìsicamente, quer por via judicial. Tal acontece, em virtude de todos nós constituirmos, na hierarquia Teológica e Metafísica da realidade, uma objectividade em sentido próprio, ainda que submetidos a objectividades de ordem necessàriamente superior; por exemplo: A segurança concreta, mesmo puramente material, dos membros de uma sociedade política, constitui uma objectividade de ordem muito superior à dos interesses justiceiros, mesmo atendíveis em abstracto, de um cidadão particular.

A Santa Madre Igreja sempre operou, cuidadosamente, todas estas distinções, na sua Teologia Moral e na Teologia Ascética e Mística. A leitura das vidas dos santos possuem também copiosos exemplos do que acabamos de referir.

Em meados do século XIX, quando o Papa Pio IX possuía ainda o seu domínio temporal, numa família judia que conservava uma empregada doméstica católica, esta baptizou, canònicamente, uma criança enferma, filha dos seus patrões. O caso chegou ao conhecimento do Santo Ofício, que perante a impossibilidade de ministrar uma educação católica à criança, ordenou que esta fosse retirada aos pais biológicos e entregue a uma instituição católica; a criança foi também pessoalmente adoptada pelo Papa Pio IX; chamava-se Edgardo Mortara (1851-1940), e como se calcula, este caso serviu de tema incendiário a todos os anti-clericais da época. Pois esta criança, educada catòlicamente, na adolescência foi autorizada a regressar aos seus pais biológicos, entrando, todavia, em conflito com eles, foi admitido no Seminário, acabando por ser ordenado sacerdote. Manifestou sempre a maior veneração pelo Papa Pio IX.  

Assinale-se que a Santa Madre Igreja, Sociedade perfeita em sentido eminente, depositária da Revelação Sobrenatural, INFALÍVEL QUER NA PROMULGAÇÃO DO DIREITO DIVINO SOBRENATURAL, QUER NA INTERPRETAÇÃO DO DIREITO NATURAL; ASSIM COMO PODE DISSOLVER, A FAVOR DA FÉ, MATRIMÓNIOS CONTRAÍDOS NA ORDEM NATURAL; TAMBÉM PODE OBLITERAR, A FAVOR DA FÉ, VÍNCULOS DE FILIAÇÃO NATURAL. Neste particular, existia uma Lei nos Estados Pontifícios que proibia que crianças católicas fossem educadas em famílias não católicas. Aqui se apresenta um nítido exemplo de uma actuação perfeitamente objectiva subordinada a princípios estritamente Sobrenaturais. Pois a Santa Madre Igreja deve poder exigir do Estado a plena cobertura temporal para o seu Dogma e a sua Moral, QUE CORRESPONDEM À VERDADE REVELADA, E À SUA CONCRETA APLICAÇÃO. Mas no caso dos Estados Pontifícios era a própria Santa Sé que detinha o poder temporal directo.  

O que é verdadeiramente grave é que a grande massa das pessoas, hoje como ontem, considera “bem” aquilo que lhe agrada ou convém, e mal o oposto; tudo avaliado em termos caracterizadamente subjectivistas. Quando alguém lhes manifesta o vigor e a obrigatoriedade dos princípios objectivos – não querem saber, riem-se, mudam de assunto, censurando àsperamente e discriminando negativamente todos aqueles que procuram viver segundo as Santíssimas Leis Divinas.

O Vaticano 2, e a seita anti-Cristo que dele saiu, dissolveram integralmente, toda a objectividade, toda a transcendência, toda a realidade, toda a obrigatoriedade, de todo o Dogma, de toda a Moral, bem como de toda a sã filosofia. E assim procederam, aplicando uma forma liberal-democrática sobre a Doutrina Católica, a qual foi necessàriamente, metafìsicamente, dissolvida pela primeira. Os monstruosos desenvolvimentos últimos dessa tragédia encontram-se agora perante os nossos olhos; que tal é o aforismo bergogliano – “Vive e deixa viver!”

Uma das propriedades da Verdade e Santidade objectiva, Teológica e Metafísica, consiste precisamente em que uma vez esta corrompida, o processo só se detém no niilismo e anarquismo total, sem remissão! O Magistério da Santa Madre Igreja sempre o proclamou.

Mas eis que também aqui, como em tudo, o Sagrado Magistério foi plenamente confirmado pela amaríssima realidade.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 27 de Dezembro de 2016

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

LA DEVOTIO MODERNA NOMINALISTA VOLUNTARISTA Y SU ORIGEN GNÓSTICO

P. Basilio Méramo  mestre-eckhart

Es de suma importancia ver la relación entre la llamada Devotio Moderna, cuyo máximo exponente místico espiritual fue Tomás de Kempis (1380-1471), y la mística alemana (renana), cuyo maestro (y de ahí el nombre) es el dominico Eckhart (1260-1328), comúnmente conocido como el Maestro Eckhart. Dicho autor es un gran místico, pero lamentablemente su pensamiento es gnóstico cabalístico, a tal pun to que se lo puede considerar filosóficamente como el gran metafísico de la Gnosis.

La Devotio Moderna es una corriente espiritual de la baja Edad Media, nacida en los Países Bajos (Holanda), a finales del siglo XIV. Los orígenes vienen con la obra de Gerardo Groote (1340-1384) , quien fundó una organización femenina llamada Hermanas de la Vida Común; un seguidor y colaborador, Florencio Radewijns (1350-1400), que se hizo sacerdote a instancias del mismo Groote y continúa la obra de su maestro fundando una congregación masculina con el nombre de Hermanos de la Vida Común, en 1378 inaugura en Windeshein en Alemania, un monasterio formado por clérigos y laicos, dando nacimiento a la comunidad de canónicos regulares de San Agustín. La espiritualidad es voluntarista, antiespeculativa, nominalista y moralista.

Nadie puede desconocer que el fundador de la Devotio Moderna, Gerardo Groote tuvo la influencia del Maestro Eckhart; tampoco se puede además ignorar que el protestantismo tuvo su caldo de cultivo en la Devotio Moderna, pues personajes como Erasmo de Róterdam (1466-1536), Juan Calvino y Gabriel Biel (1410-1495), fueron influidos por este movimiento, y este último llegó a ser director de una de los centros de estudio de esta congregación y que tuvo gran influencia en Lutero.

Tampoco se puede ignorar que la Devotio Moderna, está íntimamente ligada al voluntarismo teológico de Duns Scoto (1265-1306) e incluso al nominalismo de Guillermo de Ockham (1295-1350). El daño que el nominalismo, surgido de la vieja disputa escolástica de los universales haciendo de las esencias puros nombres (de ahí el nombre de nominalismo), causó a la teología y al pensamiento filosófico que aún hoy sufrimos, no se puede ignorar.

El mismo concepto de Devotio Moderna, está señalando la impronta de Ockham,  que se contraponía a la Escolástica de la escuela antigua. Ockham, como es sabido, es la figura del nominalismo que se remonta a Roselino (1050-1121) y a Abelardo (1079-1142); y para que nos demos una idea de su funesto voluntarismo nominalista, basta recordar lo que decía “si Dios mandaba a adorar a una burra, ese acto sería bueno”, ya que todo el orden moral en su acendrado voluntarismo, dependía de la libérrima voluntad de Dios y lo que Dios decretara, voluntaria y libremente, es lo bueno, y lo contrario es lo malo, es decir, que el bien y el mal dependen no de la sabiduría, sino de la voluntad de Dios.

“Lo que Dios quiere es necesariamente justo y bueno, precisamente porque lo  quiere, de esta voluntad procede la ley y todo valor o calificación moral. (…) Dios puede cambiar el primer mandamiento y, por ejemplo, llevando las cosas al  extremo, ordenarle a un hombre a odiarlo, de suerte que tal acto vendría a ser bueno. (…) Igualmente el odio al prójimo, el robo, el adulterio serían meritorios si Dios lo manda”. (P. Servais Pinckaers O. P. , ed. du Cerf, Paris 1993. p. 256).

Habrase visto mayor estupidez y aberración conceptual- mental a la cual se pueda  llegar, y todo gracias al voluntarismo nominalista de un hijo de Albión, de un  anglosajón en todo su esplendor. Este voluntarismo atroz ya había sido refutado antecedentemente por Santo Tomás de Aquino, cuando tildaba de blasfemo el considerar que Dios al crear las cosas por un acto voluntario, no lo hacía considerando su inteligencia y sabiduría. Y así dice: “Dios obra voluntariamente por ordenación de su sabiduría”. (I-II, q. 79-3).

Y más aún, además de erróneo, es blasfemo: “Decir entonces que la justicia  depende de la simple voluntad, es decir que la divina voluntad no procede según  el orden de la sabiduría, lo cual es blasfemo”. (De Ver. q.23, a.6). Con esto tenemos la condenación del voluntarismo teológico, por Santo Tomás de Aquino.

El Padre Cornelio Fabro, del cual el Padre Meinvielle dijera: “¿Es posible, que  después de siete siglos de tomismo, tan sólo el P. Fabro haya vuelto a entender el  acto de ser? ¿Es posible…?”. (Elvio Fontana, In Memoriam Cornelio Fabro, ed.  Verbo Encarnado San Rafael -Mendoza, Argentina- 1995, p.31); pues  lamentablemente la escuela tomista, a partir de Cayetano y Bañez, fue más  cayetanista y bañeciana, que tomista.

El P. Fabro después de referirse al  nominalismo protestante de inspiración agustiniana y tras catalogar al  nominalismo como la tragedia espiritual más grande en que ha caído la razón  humana y de fideísmo absoluto, que desvirtúa la fe verdadera, pretendiendo que el que cree no entiende nada, no razona, lo cual corresponde a una óptica nominalista de la cual nació el protestantismo, advirtiendo, a pesar suyo, sobre el nominalismo del autor de la Imitación de Jesucristo, Tomás de Kempis, pero dando una gran luz para ponernos en guardia: “El autor de la Imitación de Cristo -un autor desconocido sin duda muy profundo-pero nominalista: ‘¿Qué es lo que me importa a mi saber de la Trinidad? A mí me basta rezar a la Trinidad, qué me importa de hecho discutir sobre las personas de la Santísima Trinidad, cuando no tengo la rectitud mediante la cual agrado a la Trinidad?”. (La Crisi della Ragione nel Pensiero Moderno, Cornelio Fabro, ed. Forum, Udine, Italia 2007, p.43). Aquí vemos como el P. Fabro señala el nominalismo del famoso Kempis.

El P. Servais Pinckaers, O.P. muestra cómo el nominalismo afectó la teología moral diciendo: “Con el nominalismo, una fosa profunda se cavó entre los moralistas modernos y la tradición patrística”. (Ibídem, p.262), y además dice: “Dios es para Ockham la realización absoluta de la libertad, gracias a su omnipotencia. Dios no está luego sometido a ninguna ley, incluso moral; su voluntad libre es la única causa y origen de la moral”. (Ibídem, p.261). Y muestra la gran influencia que tuvo: “Las doctrinas de Ockham conocieron una muy larga difusión y dieron nacimiento al nominalismo que influenciará profundamente el pensamiento occidental en este tiempo final del medioevo”. (Ibídem, p.251).

El mismo autor al referirse al Kempis manifiesta: “También los espirituales, como por ejemplo Tomas de Kempis en la Imitación de Jesucristo, pondrán con  frecuencia a sus lectores en guardia contra la vanidad de las especulaciones teológicas”. (Ibídem, p.265).

Conviene también decirlo y recordarlo, que toda la filosofía moderna tiene una gran impronta nominalista, además de gnóstico- cabalística. El Maestro Eckhart, no hay que olvidarlo, fue condenado poco después de morir, por sus proposiciones  heréticas y aun así goza de gran fama como autor espiritual y místico, siendo él, junto con sus dos discípulos Susón y Taulero, el triduo de la mística alemano-renana y al cual habría que asociar a Ruysbroeck (Rusbroquio 1293-1381) considerado por Groote y Tomás de Kempis como su maestro, y sobre el cual influye el Maestro Eckhart.

En su libro De la Cábala al Progresismo, el P. Meinvielle dice: “Abellio en La Structure Absolue nos dice repitiendo la tesis de la Cábala, que ‘el problema de lo Indeterminado, llamado Supremo Brahma por los hindúes, Tem (el que no existe en forma) por los egipcios, Ain-Sof por los judíos, deidad de Dios por el Maestro Eckhart y Undgrund por Jacobo Boehme, se confunde con el de la infinidad de los posibles, y la suprema contingencia aparece allí como resultado de una determinación absoluta… La deidad nos aparece como la equivalencia de un lleno absoluto y de un vacío absoluto’. Por aquí aparece que las gnosis, tanto antiguas como modernas, son una mezcla de los misterios de todas las religiones y tradiciones con un barniz de elementos también cristianos, todas tienen una misma y única estructura, calcada sobre el hinduismo, parsismo, religiones caldeas y egipcias, hermetismo, e infaltablemente, el molde fundamental de la gnosis cabalista”. (De la Cábala al Progresismo, ed. Calchaquí, Salta 1970, p.294).

El Padre Fabro, sin entrar en la cuestión de la gnosis ni de la cábala, refuta al Maestro Eckhart, por su concepción filosófica y metafísica y que por ende  contamina su teología: “La tesis correspondiente de Eckhart es dada por la  doctrina aviceniana bien conocida: ‘ab uno non procedit nisi uno’. De Dios,  intelligere puro, todo lo múltiple creado procede necesariamente y de manera  unitaria. Eckhart es consciente de que se aleja de Santo Tomás, y lo dice: ‘Primo,  dato quod Deus agat necessitate naturae tunc dico: Deus agit et producit res per  naturam suam, scilicet Dei. Sed natura Dei est intellectus, et sibi esse est  intelligere, igitur producet res in esse per intellectum’. Como Hegel, Eckhart  ignora en Dios el momento de la libertad de elección con respecto a lo finito”.

(Participación y Causalidad según Santo Tomás de Aquino, ed. Eunsa, Pamplona 2009, p.522). (Primeramente, dado que Dios obra necesariamente por su naturaleza, digo entonces: Dios obra y produce las cosas por su naturaleza, a  saber, la de Dios. Pero la naturaleza de Dios es intelectual, y su ser es inteligir,  por consiguiente, produce las cosas en el ser por el intelecto). Por esto Dios crea  por su naturaleza intelectual tan necesariamente como piensa. Por lo cual Dios crea necesariamente (y no libremente), pues lo hace tan necesariamente como piensa, dada su naturaleza intelectual.

Y más adelante expresa: “… para Eckhart (y para Avicena), el esse es el flujo de  Dios y no entra en composición con la esencia según la manera del acto y la  potencia”. (Ibídem, p. 523). El esse que constituye y hace ser al hombre es un flujo divino, es lo que hay de la divinidad en el hombre, la chispa divina como profesa la cábala y la gnosis. Puesto que: “El esse en la criatura es alio con respecto a la esencia, pero no con respecto al esse divino, y la esencia es nihil con respecto al esse”. (Ibídem, p.524).

Se tiene así que: “En la concepción de Eckhart (Avicena), el esse es la formalidad suprema, poseída totalmente por Dios, y que abarca las cosas como un flujo, una luz, el éter. (…) Así, el esse, que es Dios, es completamente igual en todas las cosas.

(…) Es evidente que esta concepción no tiene nada en común con la distinción  tomista de esse y esencia ni con la doctrina de causalidad que sigue de ella”.  (Ibídem, p.524, 525).

Según lo expuesto por el P. Fabro, para Eckhart el ser (esse) es un flujo divino en el hombre, es lo que el hombre tiene de divino y esto es lo mismo, que por otra parte, enseña la gnosis y la cábala; luego metafísicamente hablando no se puede dar un mayor soporte filosófico a la gnosis cabalista que hace del hombre un ser divino, y es justamente esto lo que caracteriza a la gnosis cabalista, como lo hace ver muy bien el Padre Julio Meinvielle.

Por esto mismo Jean Borella que es quizás el gnóstico más grande de todos los tiempos, superando incluso a René Guenón que terminó sufita, es decir gnosis musulmana, mientras que él  permanece aparentemente católico, trinitario, pues compagina la patrística y el misterio de la Santísima Trinidad con la Gnosis; tiene una gran admiración por el Maestro Eckhart.

El hecho de relacionar el nominalismo con el Kempis, como hace el Padre Fabro, es de gran importancia para comprender la influencia del nominalismo en la espiritualidad de la Devotio Moderna, de la cual el Kempis es el máximo exponente o su quintaesencia.

Otro gran gnóstico y considerado padre de la Filosofía Alemana es Nicolás de Cusa (1401-1464) que llegó a ser Cardenal, fue un gran gnóstico cabalista y uno de los discípulos de la Devotio Moderna educado por los Hermanos de la Vida Común.

El P. Julio Meinvielle dice de él: “Nicolás de Cusa recibió la influencia de la cábala, al menos indirecta, en varias corrientes”. (De la Cábala al Progresismo, p. 230). Y prosigue diciendo: “Para Nicolás de Cusa, en la esencia divina coinciden, se confunden, armonizan e identifican todos los contrarios: el todo y la nada, el ser y el no ser, el existir y el no existir, lo creado y por crear. (…) No sin razón el teólogo Juan Wenck, aristotélico de Heidelberg, reprochó a Cusa esta y otras frases de sabor panteístas parecidas a algunas que se hayan en Eckhart”. (Ibídem, p.231). Por esto el P. Fabro afirma: “Eckhart nos conduce directamente hasta Nicolás de Cusa”. (Ibídem, p.507).

Luego, si Nicolás de Cusa es considerado el padre de la filosofía alemana, la cual culmina en Hegel como fruto, el Maestro Eckhart vendría a ser el abuelo.  Otro personaje de la Devotio Moderna, el sacerdote Gabriel Biel, que llegó a ser de los Hermanos de la Vida Común y forma parte de ellos, llegando a ser uno de sus superiores; fue además discípulo de Guillermo de Ockham y seguidor de Duns Scoto, teniendo gran influencia sobre Lutero, aprendiendo los textos casi de memoria.

El famoso humanista Erasmo de Rótterdam y que podríamos considerar precursor de Lutero, fue alumno en Deventer, de los Hermanos de Vida la Común y entra a los dieciocho años en el monasterio de Emaús de Steyn (cerca de Gouda) de los canónicos regulares de San Agustín, que participaban igualmente de la  espiritualidad de la Devotio Moderna; los escritos de Erasmo ayudaron tal como Lutero lo pregonaba a los cuatro vientos.

En medio de todo este ambiente nominalista, voluntarista y gnóstico, surge la figura del Kempis con su Imitación de Jesucristo que tras un fondo espiritual y piadoso responde a estos lineamientos, dada la impronta tan marcada que tiene  sobre la Devotio Moderna y el Kempis, del voluntarismo nominalista y la mística  gnóstica del Maestro Eckhart.

El nominalismo de Guillermo de Ockham, penetra en la Devotio Moderna de  manera innegable y reconocible, como podemos ver aquí: “La Devotio moderna.  Sobre este fondo, con más sombras que luces de la vida consagrada durante los  siglos XIV y XV, destaca un movimiento singular que iba a tener notable influencia: el movimiento de la Devotio moderna.

Devotio moderna es el nombre que se utiliza para designar el movimiento espiritual que partió a fines del siglo XIV de los países bajos (Holanda) y, en el curso del siglo XV, se propagó por toda Europa, señaladamente en Alemania. Moderna es esta piedad en la importancia que da a la experiencia, en la activación de las fuerzas afectivas y en la formación del propio dominio. Esta piedad prefiere ‘sentir la compunción, que no saber su definición’ (Im. Chr. I, 1, 9) Por este rasgo empírico sitúa la Devotio moderna en la línea de la vía moderna del nominalismo de la escolástica tardía…”. (Alfredo López Amat, S.J. El Seguimiento Radical de Cristo, Vol. I, ed. Encuentro, Madrid 1987, p.261).

Ya decía el P. Pinckaers en su obra que hemos citado y que fue galardonada con el Premio del Principe de Liechthenstein en 1985 atribuido por la Universidad de  Friburgo: “El pensamiento de Ockham difundido por el nominalismo constituye  una etapa de importancia capital en la historia de la teología moral. (…) La moral de Ockham es la primera moral de obligación, decimos nosotros. Hasta entonces, tanto de parte de los filósofos como de los Padres y de los teólogos, la cuestión moral era aquella de la felicidad, la búsqueda de la verdadera felicidad. (…) Con el nominalismo, un abismo profundo se cava entre los moralistas modernos y la tradición patrística. (…)

Con el nominalismo asistimos a una verdadera revolución en el universo moral, en las estructuras mentales que sirven al pensamiento. (…) Se puede hacer comenzar el periodo moderno en teología moral con Ockham, a partir del siglo XIV. El nominalismo, como nosotros lo hemos visto, ha provocado una ruptura profunda con las ideas morales de la tradición anterior y ha puesto las bases de las concepciones y sistematizaciones de los siglos venideros, concentrando la moral sobre la idea y el sentimiento de la obligación”. (Les Sources … , p. 260, 262, 263, 264).

La impronta gnóstica de la mística alemana del Maestro Eckhart, sobre la Devotio Moderna y su fundador Groote, es innegable, tal como lo podemos ver en los siguientes textos: “Casi todas las obras que recorren la historia dela literatura  devocional de la Edad Moderna, comienzan su relato en un pequeño rincón de  Europa, situado en las orillas del Bajo Rhin a finales de la Edad Media surgieron  dos corrientes espirituales fundamentales de las que, con el correr del tiempo,  nacerían las tendencias devocionales de mayor difusión durante los siglos XVI y XVII.

Estas dos corrientes fueron: la conocida como tradición mística renano- flamenca y, por otro lado la Devotio moderna, que, hasta cierto punto, se derivó de la corriente anterior, aunque también estaba enraizada en las enseñanzas de los Hermanos de la vida común y los canónigos de Windesheim. Esta eclosión  espiritual dejó como legado un gran número de obras, ninguna de ellas tan  importante como la Imitación de Cristo, atribuida actualmente a Tomás de  Kempis (1380-1471), si bien durante mucho tiempo se pensó que había sido escrita por Jean Gerson (1363-1429).

El núcleo de dicha obra –que acabaría convirtiéndose en un clásico de la literatura devocional más editados y traducidos– está centrado en lograr el desarrollo de una vida interior para el espíritu y en fomentar el desapego hacia el mundo, un hondo conocimiento de los propios estados de conciencia y una inmersión completa del creyente en Jesucristo”. (La Traducción Cultural en la Europa Moderna, Peter Burke y R. Po- Chia Hsia, ediciones Akal, 2010, Madrid, p.101).

Y en la página siguiente veremos la impronta gnóstica del Maestro Eckhart y con  l, de la mística renano-flamenca: “Las obras de los discípulos del Maestro Eckhart  (1260-1327) -Johanes Tauler (1300-1361), Heinrich Suso (1295-1366) y Jan van  Ruysbroeck (1293-1381)- también gozaron de una presencia importante durante  las primeras décadas de existencia de la imprenta; todas ellas compartían un  mismo rango: la convicción de que en lo más hondo de cada persona residía la  chispa divina, un pequeño espacio de unidad ontológica con Dios que solo podría ser reconocido y experimentado a través del alejamiento del mundo.

Posteriormente, las enseñanzas de los tres discípulos del maestro Eckhart fueron  popularizadas por Hendrik Herp o Harphius (m. 1477), un divulgador de gran  talento cuyas obras alcanzaron enorme éxito al ser publicadas tanto en latín como en varias lenguas vernáculas europeas. Otra buena parte del mérdestilación y transmisión de dichas obras le corresponde a Denis Rijckel (1394-1471) –más conocido como Dionisio el Cartujo–, un autor de textos devocionales muy popular y prolífico, que llegó a contar no menos de siete tratados fundamentales en su haber. (…)

En torno a la fecha de la muerte de Harphius y de Dionisio el Cartujo, los estudios bíblicos comenzaron a renacer, por lo que no resulta sorprendente que un estudiante perteneciente a los Hermanos de la vida común profundamente influido por la Devotio moderna, se convirtiese tiempo después, en el principal estudioso de la Biblia de su época: Erasmo de Rotterdam (1469-1536)”. (Ibídem, p.102). Con esto, ya se ve la conexión con Lutero, pues entre el uno y el otro no hay más que un paso.

Otro autor dice: “Las regiones renanas de Alemania occidental y de los países  bajos, constituyen el foco principal de esta corriente de misticismo, cuya primera  figura fue el maestro Eckhart (1260-1327). Fue un gran místico especulativo y  formuló una doctrina oscura y profunda sobre las relaciones de Dios con el alma,  en la que existen proposiciones de indudable sabor panteísta, una de las cuales  fueron condenadas después de su muerte”. (José Orlandis, Historia de la Iglesia,  ed. Palabra, Madrid 2012, p.312).

Y más adelante continúa exponiendo: “Por la misma época en que florecía la  mística alemana, surgió en los países bajos otra corriente espiritual, fruto  también de aquel clima propicio a una religiosidad más interior y personal, que  fue típico del final de la Edad Media: la Devotio moderna. La mística y la Devotio  tuvieron entre sí evidentes relaciones y puede considerarse a Ruysbroeck el  Admirable (12936-1381), muy influido por el maestro Eckhart e inspirador a su  vez de Gerardo Groote, como el eslabón intermedio entre la una y la otra”.  (Ibídem, p.312).

Hay que recordar lo que dice otro autor sobre la influencia mística de Eckhart en  la posterior Devotio Moderna: “A la espiritualidad del Maestro se le ha dado  indistintamente los nombres de dominicana y alemana. Dominicana, porque  dominico fue él, domínicos sus primeros y más influyentes discípulos, y  dominicanas la filosofía, la teología y religiosidad institucional que contribuyeron  a la inspiración y construcción del edificio doctrinal eckhartiano. Y alemana,  porque en Alemania especialmente se propagó y desde Alemania pasó a otras  naciones de Europa, señaladamente a los países bajos, donde fue divulgada  incansablementepor el beato Juan Ruysbroeck, religioso agustino, a través del cual se trasvasaron a la Devotio moderna notables influencias eckhartianas.

Aunque actualmente se dice y escribe con bastante frecuencia que la Devotio moderna nació del resultado de una actitud contestataria a la mística alemana, parece suficientemente probado que no fue así”. (Estampas de Místicos, Familia Dominícana, Vol III, ed. OPE, Caleruega, Burgos-España, 1986, p.71).

Con todo esto queda claro todo lo que afirmamos acerca de la influencia mística del Maestro Eckhart que era gnóstico-cabalística y sobre la Devotio Moderna.

P. Basilio Méramo

Bogotá, 4 de Enero de 2017

A OBLAÇÃO SOBRENATURAL DOS NOSSOS SOFRIMENTOS

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XII, em excertos da sua Carta encíclica “Optatissima Pax”, promulgada em 18 de Dezembro de 1947:

A Paz mais desejada, que deve ser “a tranquilidade da ordem” (S. Agostinho, A cidade de Deus, 1, 19, cap.13)  e a “tranquila liberdade”(S. Tomás, Suma Teol., II-II, q.29, a. 1 ad 1.) depois dos cruéis acontecimentos de uma longa guerra de resultados ainda incertos, como todos observam com tristeza e trepidação, e mantém como que suspensas em angustiante ânsia as almas dos povos, enquanto, por outro lado, em não poucas Nações – já devastadas pelo conflito mundial, pelas ruínas e pelas misérias que lhe foram a consequência  dolorosa – as classes sociais , visceralmente agitadas por um ódio amargo, ameaçam, como todos vêem, com inúmeros tumultos e turbulências solapar e subverter os próprios fundamentos dos Estados. Diante desse funesto e miserável espectáculo, nosso ânimo sente-se oprimido de profunda amargura e nos parece que o paterno e universal mandato, de Deus recebido, não sòmente nos impulsiona a exortar todas as gentes a remover os ódios secretos, e a renovar alegremente a concórdia, mas igualmente a admoestar todos quantos são nossos filhos em Cristo, para que queiram elevar ao Céu mais fervorosas súplicas e se compenetrem, verdadeiramente, de que TUDO QUANTO SE FAÇA SEM A DIVINA PROPICIAÇÃO RESULTA IMPERFEITO E ESTÉRIL, segundo a sentença do Salmista: “SE NÃO É O SENHOR QUE EDIFICA A CASA, TRABALHAM INÙTILMENTE AQUELES QUE A CONSTROEM”(Sl 126,1).

(…) Recordem-se todos de que aquela série de males, que tivemos que suportar nos anos decorridos, caiu sobre a Humanidade, PRINCIPALMENTE PORQUE A DIVINA RELIGIÃO DE JESUS CRISTO, PROMOTORA DA MÚTUA CARIDADE ENTRE OS CIDADÃOS, OS POVOS E AS GENTES, NÃO REGULAVA, COMO SERIA NECESSÁRIO, A VIDA PARTICULAR, DOMÉSTICA E PÚBLICA. Se portanto, por este afastamento de Cristo, houve extravio do caminho recto, é necessário retornar a ele, tanto na vida privada, como na pública; se o erro entenebreceu as mentes, é necessário retornar àquela verdade, que tendo sido Divinamente revelada, INDICA O CAMINHO QUE CONDUZ AO CÉU; se, finalmente, o ódio trouxe frutos mortíferos, impende reacender aquele amor cristão, QUE SÓ ELE PODE CURAR TANTAS CHAGAS MORTAIS, SUPERAR TANTOS PERIGOS PAVOROSOS, DULCIFICAR TANTOS SOFRIMENTOS ANGUSTIOSOS.

E porque já se avizinham as suaves solenidades do Natal, que nos conduzem à contemplação do Menino Jesus, dos coros angélicos implorando a Paz para os homens, julgamos oportuno endereçar uma viva exortação a todos os cristãos, e especialmente àqueles que se acham na flor da idade, a fim de que visitem em grande número o Santo Presépio, e daí elevem as suas preces para obter do Divino Infante que queira benignamente extinguir e afastar os fachos que o ódio, ameaçadoramente, agita nas sedições e tumultos. Que Ele ilumine, com Sua Celeste Luz, as mentes daqueles que os mais das vezes, mais do que movidos por pertinaz maldade, são arrastados ao engano de erros dissimulados sob especiosa aparência de verdades. (…) Que ele, com o Seu exemplo, e a Seu auxílio, lhes leve espirituais consolações, e lhes faça desejar, SOBRETUDO, BENS CELESTIAIS, QUE SÃO OS MELHORES BENS, E QUE JAMAIS TERÃO FIM.»

 

São Domingos Sávio (1842-1857), o santo confessor mais jovem, glória do instituto Salesiano, advertido de que devia oferecer a Deus os seus sacrifícios, a começar pelas doenças, retorquiu: “Mas isso sofre-se por necessidade”.

“- O que se sofre por necessidade, oferecido sinceramente a Deus com espírito verdadeiramente Sobrenatural, é fonte de grandes méritos para a Eternidade”- foi-lhe respondido.

A nossa vida mortal neste pobre mundo constituirá sempre uma fonte de sofrimentos, físicos, mas sobretudo de ordem moral, sem que os avanços da ciência e da técnica sejam susceptíveis de alterar essencialmente essa condição. Devemos aproveitar as inevitáveis vicissitudes dolorosas da nossa existência, para as oferecer ao Senhor, em união ascética e mística com o Santo Sacrifício da Missa, que constituindo a renovação incruenta do Sacrifício da Cruz, assume sublimadamente também as nossas dores, físicas e morais, facultando-lhes objectivamente, transcendentalmente, pleno sentido Sobrenatural, e mérito  proporcionado ao grau de Caridade e Graça Santificante com que são efectuadas.

Na realidade, Nosso Senhor Jesus Cristo, em toda a Sua vida mortal, e sobretudo no Calvário, nobilitou Sobrenaturalmente as nossas dores, justificou-as, iluminou-as, transcendeu-as.

Já São Paulo dizia que completava na sua carne o que faltava à Paixão de Cristo. A conformidade transcendente dos membros do Corpo Místico com a sua Cabeça necessita de passar pelo Calvário para alcançar o Tabor. Ninguém se pode santificar sem graves sofrimentos , sobretudo de ordem moral. E todos esses sofrimentos, Sobrenaturalmente assumidos, nos conformam com Nosso Senhor Jesus Cristo, Crucificado, mas também glorioso. O sofrimento, tal como a morte, em si mesmos, quer filosófica, quer Teològicamente, não são ser, mas privação de ser; a sua causa reside no pecado original e pecados actuais; cuja razão suficiente assenta, em última análise, na contingência metafísica das criaturas. Quanto mais perfeito é um ente, menos tendência possuirá para o pecado. Os Anjos só puderam pecar porque foram elevados à Ordem Sobrenatural.

São Tomás explica que a desordem intrínseca da natureza criada, sendo mínima no Reino inorgânico, no Reino Vegetal, e no Reino Animal, torna-se maior na Ordem espiritual natural, e é máxima na elevação à Ordem Sobrenatural. Consequentemente, segundo o Tomismo, a grande maioria dos homens condena-se; mas uma maioria dos Anjos salvou-se, porque se é verdade que foram elevados à Ordem Sobrenatural, são também entes puramente espirituais, o que não acontece com os homens.

São Tomás ensina também como a Virtude da Fortaleza se exerce mais na resistência a males árduos supremos do que no ataque. O mártir, durante o seu martírio, está submetido a uma tensão superior à que muitos soldados experimentam nas suas ofensivas no campo de batalha. Todavia, a simples morte natural do bom Católico, realidade absolutamente necessária, deve ser, não apenas plenamente aceite, mas oferecida a Deus Nosso Senhor com todo o fervor Sobrenatural; pois nela somos tributários da natureza corrompida pelo pecado original e pecados actuais.

A aceitação Católica, Sobrenatural, da morte, com todos os seus sofrimentos físicos e morais, constitui, ou deve constituir, o coroamento e a consagração de toda uma vida dedicada à exaltação da Glória de Deus. Neste enquadramento, A VIDA DEVE SER A MESTRA DA MORTE, A VIDA, NA GRAÇA DE DEUS, DEVE ENSINAR A MORRER.

Os mundanos, na sua inconsciência, na sua displicência, não se apercebem que mesmo num plano estritamente filosòfico e natural, É A MORTE QUE CONFERE SENTIDO À VIDA. Efectivamente, uma eternidade vivida no tempo, constitui uma verdadeira e própria contradição de termos. O tempo, na sua sucessão, na sua numerabilidade, na sua dispersão, só pode ser finito, limitado, apontando para um fim, quer a nível pessoal, quer a nível universal. A escatologia católica faculta-nos as referências absolutas: Morte, Juízo, Céu, Inferno; QUE NENHUMA IMPIEDADE, NENHUM PECADO, NENHUM MODERNISMO, PODERÃO JAMAIS ULTRAPASSAR.

Os sofrimentos vividos e oferecidos a Nosso Senhor no seio da Sacrossanta Fé Católica são entretecidos de uma inefável Paz, que não é deste mundo, porque é constitutiva daquela profundíssima e imorredoura certeza de se combater pela Verdade e pela Santidade, na intemerata submissão à Lei Eterna, e consequentemente numa identificação cada vez mais sublime com os Mistérios da Santíssima Trindade e da Encarnação.

São Domingos Sávio era um menino humilde e enfermiço; em muito poucos anos, sob a direcção do grande São João Bosco,  percorreu a riquíssima estrada da santidade, não com obras materialmente extraordinárias, mas cumprindo os seus deveres ordinários COM UM AMOR SOBRENATURAL A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO POR AMOR DE DEUS, QUE É UMA DAS GRANDES PROVAS DA FECUNDIDADE DIVINA DA FÉ CATÓLICA – OS SANTOS COMO OBRAS PRIMAS DA GRAÇA DIVINA.

Santa Bernadette (1845-1879), foi grande, não por si mesma, mas porque foi fiel depositária dos mais celestiais segredos Divinos, em geral sempre confiados aos mais humildes deste mundo. Bernadette sofreu muito, física e moralmente; quando lhe anunciaram a morte da mãe, ela levantou os olhos aos Céus, e de imediato procedeu à oblação Sobrenatural do grande sofrimento causado por essa perda.

O segredo ascético e místico dos santos reside naquela profunda harmonia entre os seus grandes sofrimentos, sobretudo morais, e a uberdade da sua felicidade Sobrenatural. Na nossa vida interior verificamos como frequentemente sucumbimos à caverna escura da penosidade e das tristezas da vida, mas se somos verdadeiramente católicos, se possuimos a Graça Santificante, também nós podemos, com a ajuda de Deus, orientar-nos para o Sol Sobrenatural do Tabor, fonte inexaurível de refrigério, bem como das mais puras e límpidas alegrias espirituais. Neste quadro conceptual, assinalamos no movimento interior da nossa alma e na Graça de Deus, em particular nos Dons do Espírito Santo, a razão explicativa da compatibilidade entre o sofrimento moral, nomeadamente o abandono, e os mais suaves gozos, na alma dos santos. E o fundamento de todas estas maravilhas radica-se na santa liberdade dos filhos, ou seja, na sua faculdade de se moverem na Verdade e no Bem.        

A oferta a Deus Nosso Senhor dos nossos sacrifícios e sofrimentos, É ESSENCIALMENTE UM ACTO DE RELIGIÃO, IMPOSSÍVEL NUM MODERNISTA.

Acaso imaginamos Bergoglio, ou mesmo Roncalli ou Montini, procedendo à oblação Sobrenatural dos seus sofrimentos?

Jamais! Porquanto eles não apenas renegaram a Ordem Sobrenatural, como obliteraram a própria noção natural de Deus Pessoal – consequentemente, nem mesmo podem rezar.

Acaso o leitor não reparou bem no rosto de Bergoglio quando se voltou para a imagem de Nossa Senhora, a nossa querida Mãe do Céu, em determinada cerimónia pseudo-religiosa? Crentes e descrentes, desde que honestos, não puderam duvidar que para este anti-Cristo, Maria Santísima, como o seu Divino Filho, NÃO REPRESENTAM NADA, NÃO SÃO NADA, NÃO SERVEM PARA NADA!

Quando aquele que se apresenta como Papa arrasta na lama e envia para a sentina da História, O NOSSO CRIADOR, REDENTOR E CONSUMADOR, BEM COM A SUA SANTÍSSIMA MÃE; ENTÃO ESTAMOS OBRIGADOS A OFERECER A DEUS, A MAIOR PROVAÇÃO, A MAIOR ORFANDADE, A MAIOR SEPULTURA EM VIDA, DA HISTÓRIA UNIVERSAL.

Como dizia Monsenhor Lefebvre: “Felizes aqueles que viveram e morreram, sem se verem obrigados a colocarem perante si mesmos, os problemas Teológicos que a nós nos atormentam.”

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 24 de Novembro de 2016

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

NA PROFECIA DI FÁTIMA … OS MISTÉRIOS DE UM TERRÍVEL CENTENÁRIO

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Arai Daniele 

Quem fica unido a Mim, e Eu a ele, dará muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer.  Quem não fica unido a Mim será lançado fora como um ramo, e secará… Se ficardes unidos a Mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e ser-vos-á concedido. A glória de meu Pai manifesta-se quando dais muitos frutos e vos tornais meus discípulos“. (Jo 15, 5-8)

Palavras implícitas na Profecia transmitida por Nossa Senhora em Fátima quando diz e repete: “Se fizerdes o que eu vos pedir… se não… “

Sabemos que esta Profecia era uma resposta à súplica universal da Igreja ao Céu no desespero da guerra, sendo em seguida confirmada sobrenaturalmente pelo grande Milagre do sol, “para que todos pudessem crer”.  Já havia nela todo o necessário, a fim de se que pudesse entender tratar-se de uma ajuda milagrosa e extrema para a Igreja a para o mundo.

Talvez no plano natural podia haver alguma dificuldade para saber das crianças tudo o que a Mãe do Céu transmitira então. Mas era oportuno e possível fazê-lo. Todavia faltou a graça e, pelo contrário, permitiu-se que a escuta da Profecia fosse mesmo hostilizada.

Passaram-se anos antes que aquelas palavras pudessem dar frutos. Até hoje, pende sobre ela um véu de silêncio e confusão. Foi o início de um centenário funesto para o mundo e para a Igreja.

É sempre  tempo de voltar à lição histórica que nos vem dessa Profecia, e que ainda não se quer entender, nem ligar às palavras de Jesus, como se pudesse haver profecia que não tivesse origem no Senhor do tempo e da História.

Neste Centenário de Fátima e no tenebroso momento histórico que se vive, pode-se continuar a não querer entende-la, e com isto continuar sob as conseqüências cruciais no horizonte? Vamos, pois, rever os eventos a partir de 1917, que ainda marcam, e de modo indelével, e eventos atuais.

– A chegada dos americanos na Europa para derrotar os alemães e o Império Austro-Húngaro; e a Europa começou a ser americanizada também na religião pelo americanismo-ecumenista hoje lamentavelmente dominante.

– A revolução comunista na Rússia, de onde espalhou seus erros pelo mundo; eram falsidades contra o Cristianismo que, mesmo após a queda do império soviético, estão espalhados por outros poderes maléficos.

– O sinal verde da coroa Inglesa ao sionismo, através de Lord Balfour, que não escondia o propósito de acelerar a profecia sobre o fim dos tempos das nações  (Lc 21, 24) [1]

– O  vergonhoso tratado de paz que deixava inevitavelmente engrenada a 2ª GG. Na verdade, para lidar com os animais da República Francesa, as hienas da City e os chacais de Wall Street, os alemães finalmente desencadearam a fera da casa, e Hitler tinha apetite para devorar o mundo.
– A profetizada guerra pior, que fez ainda mais vítima que a primeira e terminou com os pérfidos pactos de Yalta para divisão de influência no mundo, que deram um inesperado poder acrescido ao feroz Stalim.

– O degrado do Papado, que não tendo consolidado a obra luminosa de S. Pio X, nem prestado atenção à Profecia de Fátima, incidiu em contínuas contradições no modo de enfrentar os problemas humanos, até a débâcle que sucedeu Pio XII.

Tornou então realidade o que São Gregório Magno previra:

  • A Igreja nos últimos tempos, será despojada de sua força. O espírito profético vai esconder-se dela, que perderá a graça da influência na execução do público encargo, terá diminuída a graça da abstinência, terá esvaído seu poder do ensino, mesmo se não totalmente, e o poder dos milagres e prodígios. Para o Anticristo está preparando um exército de padres apóstatas. No fim dos tempos haverá uma união perfeita entre os maus, enquanto que entre os justos haverá divisões e cisões “(Livro XXXIV sobre Job c. 1. Epístolas 1 v, 1, XVIII). Mas Vejamos:

O papa Bento XV, que invocou a intervenção da Mediadora e depois não A reconheceu, terminou o seu tempo, sem dizer uma palavra sobre Fátima e o comunismo, os dois eventos que marcaram a história de seu tempo.

Pio XI, empreendeu o desafio de tantas concordatas, também tentada com a URSS, mas o pedido Fátima foi esquecido e a encíclica condenando o comunismo, intrinsecamente perverso, esperou quinze anos para ser publicada.

Pio XII, o Papa de Fátima, tentou atender o seu pedido, mas pela metade, e também permitiu que as palavras de Maria Santíssima fossem alteradas para fins políticos. Ele promoveu o futuros demolidores da Igreja.

Porque a punição se atua onde se falhou, e foram estes três Papas de Fátima a terem deixado eventualmente o Lugar Santo aberto a um ” papado modernista», ordenado à construção de uma outra ordem para substituir a Ordem Cristã com essa nova ordem mundial, maçônica e sionista, onde a Palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo seria alterada e deixada sem efeito entre tantas outras, o Papado sofreu um colapso depois de Pio XII.

Assim, os políticos e os clérigos, que têm reduzido o cristianismo a nada, não dão sinais de estar cientes de que a atual situação desastrosa vai em direção a um colapso total, num beco sem saída. De fato, o Bem e a Ordem dependiam do espírito do Cristianismo, que eles criminosamente atacaram ou abandonaram.

A QUESTÃO CHAVE: A PERFÍDIA DE UM FALSO PAPADO

É claro que a mãe de todos os problemas é a ausência do papado Católico no qual se apoia o cristianismo. Mas também a falta de consciência da centralidade deste fato, que se tornou rara, se não totalmente negada por um mundo clerical que vive feliz em sua acefalia letal. Tecem hipóteses oblíquas e teses sobre uma impossível solução humana, inventando beociamente a palavra conclavismo, como se todo o problema não fosse a presença dos falsos pastores eleitos por conclaves a anular, mas o testemunhar dessa desastrosa vacância, que pede o retorno de um Papa.

Uma vez que se exige o retorno de um verdadeiro papa, a menos que não se queira inventar uma igreja sem a autoridade de um Vigário de Jesus Cristo para a fé, a legítima aspiração de todos os católicos, e até mesmo dever para o clero, é fazer de tudo para obter um «conclave» para eleger um Papa legítimo. Esta é e permanece a forma normal de eleger um papa. Por isso, o católico que reza para o retorno de um verdadeiro, o quer. É verdade que, em seguida, deve-se resguardar do perigo de que alguns empreendam o caminho de um selvagem “conclavismo”, como seja a pretensão ridícula de um grupo de determinar e criar uma autoridade religiosa universal do nada. Porém deve ser lembrado que o “conclavismo” mais fatal nega o princípio da verdadeiro do conclave Católico, que se aplica apenas para eleger um católico de fé provada que recebe poder papal diretamente de Deus e não do conclave, ao qual seria atribuído valor absoluto, como para João 23!

Continua a ser o dilema aparente: onde e quando será possível eleger um papa com uma Igreja pulverizada? Dilema não é, mas no entanto, parece ser, até que se reconheça a invalidade dos conclaves que elegeram modernistas e maçons. Até lá tudo continua bloqueado devido à errada visão da verdadeira sucessão apostólica.

O resultado é que hoje a vida religiosa, sem a legitimidade de bispos, sacerdotes, sacramentos, etc. que estão sob a autoridade de Cristo através do Seu Vigário, faltando este, ficam enredados. E ainda mais em ideias que vêem o mal absoluto num ridículo “conclavismo selvagem”, Este deixa muitos engessados no que é muito pior; no “conclavismo absoluto” que através de teses irreais pretende impor a legitimidade da eleição de “anticristos matelialiter”, que por serem produto de «conclaves» de aparência canônica, não devem ter a  contestada sua autoridade, mesmo se professavam a «fé deviada» da bondade modernista e maçônica. Deste modo tais «conclaves» teriam poder absoluto, contra toda lei da Igreja.

Para apurar essa lei, segundo o Magistério sobre a matéria, diga-se que o eleito papa deve professar uma fé comprovada e além disso não incorrer nas condições do clérigo que não poderia ter sido eleito senão por engano, como define e ordena a Bula «Cum ex apostolatus», do conclave eleitor do desviado da fé, descoberto só a posteriori. Dir-se-a que era impossível conhecer tal intenção no falso «papanile» e portanto esta não impediu aos cardeais eleitores de eleger, no caso, Roncalli.

Na verdade ela podia ser conhecida pelos prelados vigilantes. Mas visto que o mesmo cardeal Ottaviani, que conhecia o dossier de Roncalli suspeito e afastado do ensino por modernismo, foi seu eleitor, ela revelou-se logo em suas obras. Nestas, nenhuma perversa ambiguidade bastava para cobrir.

Concentrar-se em Roncalli, que pode parecer o menos evidente entre os desviados modernistas «papas conciliares», é concentrar-se sobre o início do processo que tentou a protestantização e abertura da Igreja ao mundo, ao ponto di demonstra-se como a elaboração de uma outra que seria a «igreja ecumenista conciliare».

Sobre Roncalli recomenda-se a leitura do vasto estudo feito pelo padre Francesco Ricossa. Para dar uma ideia da abundância de erudita documentação produzida, aqui traduzimos do italiano a última parte do trabalho publicado pela revista nº 42 de «Sodalitium» 42, 19o episódio: GIOVANNI XXIII E LA MASSONERIA.

  • «Maçonaria e ecumenismo
  • «A conexão entre os dois vou deduzir do livro de Marsaudon: “O ecumenismo visto por um Mação de Tradição”, o lema do amigo íntimo de João XXIII é (tirado do ritual maçônico) perfeitamente ecumênico: “Ad dissipata colligenda: reunir o que está disperso” (pag. 59). Pode.se dizer que o ecumenismo seja filho legítimo da Maçonaria, a qual une, numa superior tradiçãos ao serviço do homem, todas as confissões religiosas … «Pensamos, por exemplo – escreve Marsaudon – na famosa bula de excomunhão fulminada por Clemente XII contra os nossos predecessores (…). Hoje sabemos quais foram os verdadeiros motivos da sua promulgação. Clemente XII recusava, simplesmente, aos nossos predecessores a possibilidade de receber adeptos de confissões diversas. Nos nossos dias, o nosso Irmão Franklin Roosevelt pretendeu para todos os homens a possibilidade de adorar Deus segundo os próprios princípios e segundo as próprias convicções. Eis a tolerância e eis também o ecumenismo! Nós, Mações de tradição, nos permitimos de parafrasear e transpor esta palavra de um célebre homem de estado adaptando-a às circunstâncias católicos, ortodoxos, protestantes, israelitas, muçulmanos, induístas, budistas, livre pensadores e livres crentes, são, para nós, somente nomes; o sobrenome é: Mação (pag. 126). “Pio IX, Leão XIII mesmo são, não ousamos dizer condenados mas singularmente esquecidos. No início desse ensaio, citamos o R. P. Lépicier, morto Cardeal ferrenho perseguidor de hereges. Hoje, não se fala sé de uma reaproximação mas, esta é a revolução querida por João XXIII, da liberdade de consciência. Nós pensamos que um Mação digno desse nome, que empenhou-se antes dos demais a praticar a tolerância, não possa felicitar-se sem restrição nenhuma dos resultados, irreversíveis do Concílio, qualquer que sejam as momentâneas conclusões. Era evidente que também a Igreja mais dogmática deveria uma dia, desaparecer ou adaptar-se e para adaptar-se, voltar à Fontes. Com todos os cristãos verdadeiramente  sinceros, não podemos senão esperar: esperar que João XXIII não tenha vivido, não tenha operado, rezado, sofrido, que não tenha morrido em vão (pagg. 119-120).
  • Não foi por acaso então, talvez, que o primeiro gesto clamoroso de João XXIII em matéria de ecumenismo tenha se referido mesmo a um mação. O primaz anglicano Geoffrey F. Fisher, “arcebispo de Canterbury, recebido no Vaticano dia 2 de dezembro de 1960. Escreve o ex-Grão Mestre Gamberini: “Iniciado na Loja Old Reptonian N. 3725 da Gran Loja da Inglaterra em 1916”, Fisher “em 1939 nesta Gran Loja Madre do mundo teve o cargo de Grão Capelão, que nas Maçonarias latino-católicas é indicada com o termo de Grande Orador (78). Pergunta-se o P. Esposito: “Exercitou um papel no início do diálogo Roma-Londres, que partiu mesmo de Fisher, o fato que este tenha militado, e talvez militasse ainda ativamente na Loja?”. Certo que surpreende o encontro, usando as palavras de Esposito, de “dois Papas e dois hierarcas iniciados. (João XXIII e Fisher, Paulo VI e Atenagoras; aos quais se deveria juntar o super-iniciado Jules Isaac!) (79). Ignorava João XXIII que Fisher era não sé um herege, mas também um mação? Difícil imaginá-lo pois a iniciação das hierarquias anglicanas na Maçonaria é praxe normal (80). O próximo episódio será portanto dedicado ao ecumenismo de João XXIII. Outro modo de falar do seu maçonismo…

NOTAS: 78) GIORDANO GAMBERINI, Mille volti di massoni, Roma, Erasmo, 1975, pag. 229, cit. da R. ESPOSITO, Santi e massoni…, op. cit., pag. 214. 79) R. ESPOSITO, Santi e massoni …, op. cit., pag. 213. 80) Esposito cita estudos segundo os quais em 1955 havia 17 “bispos” e 500 “prelados” anglicanos sé nos últimos e mais alto graus maçônicos! (op. cit., pag. 214).

A questão que resta a enfrentar é desse clérigo considerado papa apesar de sua obra maçônica ser evidente. Qual prova pode ser mais concreta e real para identificar a intenção maçônica num papabile» – depois da eleição realizada – se não a sua «obra» posta em ato, até mesmo com um imponente conciliábulo ecumenista querido pela Maçonaria? Pois bem, há um documento infalível da Igreja sobre esse caso do conclave eleitor de um desviado descoberto a posteriori. Trata-se da Bula «Cum ex apostolatus» do Papa Paulo IV que, definindo a matéria, declara nula a eleição~.

  • 6. Nulidade de todas as promoções ou elevações dos desviados na Fé.
  • Agregamos que se em algum tempo acontecesse que um Bispo, incluso na função de Arcebispo, ou de Patriarca, ou Primado; ou um Cardeal, incluso na função de Legado, ou eleito Pontífice Romano que antes de sua promoção ao Cardinalato ou assunção ao Pontificado, se houvesse desviado da Fé Católica, ou houvesse caído em heresia, ou incorrido em cisma, ou o houvesse suscitado ou cometido, a promoção ou a assunção, incluso se esta houvera ocorrido com o voto unânime de todos os Cardeais, é nula, inválida e sem nenhum efeito; e de nenhum  modo pode considerar-se  que tal assunção tenha adquirido validez, por aceitação do cargo e por sua consagração, ou pela subseqüente possessão ou quase possessão de governo e administração, ou pela mesma entronização ou adoração do Pontífice Romano, ou pela obediência que todos lhe haviam prestado, qualquer seja o tempo transcorrido depois dos supostos ante ditos. ..não outorgam nenhuma validez, e nenhum direito a ninguém.
  • 7. Os fiéis não devem obedecer senão evitar aos desviados na Fé.
  • E em conseqüência, os que assim houvessem sido promovidos e houvessem assumido suas funções, por essa mesma razão e sem necessidade de haver nenhuma declaração ulterior, estão privados de toda dignidade, lugar, honra, título, autoridade, função e poder; e seja-lhes lícito em conseqüência a todas e cada uma das pessoas subordinadas aos assim promovidos e assumidos… tanto aos clérigos seculares e regulares, o mesmo que aos leigos… seja-lhes lícito subtrair-se em qualquer momento e impunemente da obediência e devoção daqueles que foram assim promovidos ou entraram em funções, e evitar-lhes como se fossem feiticeiros, pagãos, publicanos ou heresiarcas, o que não obsta que estas mesmas pessoas tenham de prestar sem embargo estrita fidelidade e obediência os futuros bispos, arcebispos, patriarcas, primados, cardeais ou ao Romano Pontífice, canonicamente eleito.»

Conclusão: Visto que o poder de um Papa provem imediatamente de Deus, compreende-se a preocupação do Papa católico de não permitir jamais que se possa crer num desviado, que tendo recebido de um conclave humano de cardeais tal poder, apresente-se como enviado por Deus, e portanto blasfemamente visto como causa de más obras contra a Sua Igreja. Não. De Roncalli a Bergoglio todos devem ser considerados heresiarcas produto de um conclave nulo. Podiam enganar aos homens, jamais a Deus.

Só quando o pequeno Resto estará finalmente unido neste testemunho, a eleição de um Papa, querido por Deus, tornar-se-á possível. Eis um fervente voto para este ano centenário.

  • [1]Sir Oliver Locker-Sampson, alto esponente conservatore nel Parlamento di Lon­dra. Intervistato sui motivi della costante politica inglese a favore del Sionismo e dello Stato d’Israele, egli rispose: «Winston (Churchill), Lloyd George, Balfour e io siamo stati allevati come protestanti inte­grali, credenti nell’avvento di un nuovo Salvatore quando la Palestina ritornerà agli ebrei».

A ALTERAÇÃO ESSENCIAL DA CONDIÇÃO HUMANA COM O PECADO ORIGINAL

Mandamentos

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XII, em excertos da sua encíclica “Mystici Corporis”, promulgada em 29 de Junho de 1943:

«Cristo é Autor e operador de Santidade. Já que nenhum acto salutar pode haver que d’Ele não derive como Fonte Soberana. Sem Mim – diz Ele – nada podeis fazer (Jo 15,5).  

Se nos sentimos movidos à dor e contrição dos pecados cometidos, se com temor e confiança filial nos convertemos a Deus, é sempre a Sua Graça que nos comove. A Graça e a Glória brotam da Sua inexaurível plenitude. Sobretudo aos membros mais eminentes do Seu Corpo Místico, enriquece o Salvador, contìnuamente com os Dons do Conselho, Fortaleza, Temor e Piedade; para que todo o Corpo cresça cada dia mais em santidade e perfeição. E quando, com rito externo, se ministram os Sacramentos da Santa Igreja, é Ele Quem opera o efeito deles nas almas. É Ele também que nutrindo os fiéis com a Sua própria Carne e Sangue, serena os movimentos desordernados das paixões; é Ele que aumenta as Graças e prepara a futura Glória das almas e dos corpos. Todos esses tesouros da Sua Divina Bondade, reparte Ele aos membros do Seu Corpo Místico, não só enquanto os obtém do Eterno Pai, como Vítima Eucarística na Terra e como Vítima glorificada no Céu,  mostrando as Suas Chagas e apresentando as Suas Súplicas; mas também porque “segundo a medida do Dom de Cristo”(Ef 4,7)escolhe, determina, distribui, a cada um as Suas Graças. Donde se segue, que do Divino Redentor, como de Fonte manancial, “todo o corpo, bem organizado e unido, recebe por todas as articulações, segundo a medida de cada membro, o influxo e energia que o faz crescer e aperfeiçoar na Caridade (Ef 4,16 //Col 2,19).

O que até aqui expusemos, Veneráveis irmãos, explicando resumidamente o modo como Cristo Senhor Nosso, quer que da Sua Divina plenitude desça sobre a Igreja a abundância dos Seus Dons, para que ela se Lhe assemelhe o mais possível, serve para explicar a terceira razão que demonstra como o Corpo Social da Igreja é Corpo de Cristo, isto é, por ser nosso Salvador, Quem Divinamente sustenta a sociedade que fundou.

Observa  Bellarmino, com muita subtileza, que com esta denominação de Corpo, Jesus Cristo não quer dizer sòmente que Ele é a Cabeça do Seu Corpo Místico, senão também que sustenta a Igreja, de tal maneira QUE A IGREJA É COMO UMA SEGUNDA PERSONIFICAÇÃO DE CRISTO. Afirma-o também o doutor das gentes quando, na Epístola aos Coríntios, chama, sem mais, Cristo à Igreja (I Cor 12,12)imitando de certo modo o Divino Mestre que quando o mesmo Doutor das gentes perseguia a Igreja lhe bradou: “Saulo, Saulo, porque Me persegues?”(Act 9,4; 22,7; 26,14). Antes, São Gregório Nisseno, diz-nos que o Apóstolo, repetidamente, chama Cristo à Igreja; nem vós, Veneráveis irmãos, ignorais aquela sentença de Agostinho: “Cristo prega a Cristo”.

Todavia essa nobilíssima denominação, não deve entender-se, como se aquela inefável União, com que o Filho de Deus assumiu uma Natureza Humana determinada, se estenda a toda a Igreja; mas significa QUE O SALVADOR COMUNICA À SUA IGREJA OS SEUS PRÓPRIOS BENS, DE TAL FORMA, QUE ELA EM TODA A SUA VIDA VISÍVEL E INVISÍVEL É UM PERFEITÍSSIMO RETRATO DE CRISTO.(…)

Sem olvidar que NOSSO SENHOR JESUS CRISTO E O SEU VIGÁRIO FORMAM UMA SÓ CABEÇA, como ensinou solenemente nosso predecessor de imortal memória Bonifácio VIII, na Carta Apostólica “Unam Sanctam”; e os seus sucessores não cessaram jamais de o repetir.»

 

A grande tragédia da condição humana obriga-nos a sobre ela reflectir, quer no plano Histórico-Filosófico, quer no plano Teológico. Os homens serão individualmente maus? Ou a maldade do mundo decorre apenas da interacção entre eles? A Doutrina Católica ensina-nos que o pecado original atinge ontològicamente, em primeiro lugar, todos os seres humanos, mas o sexo masculino É QUE O TRANSMITE, razão pela qual é também aquele em que as consequências desse pecado se repercutem com muito maior violência. E não é necessário ser muito inteligente, ou muito culto, para verificar experimentalmente que a maior parte do mal que existe, e sempre existiu, no mundo é causado por varões. O que a vida social logra produzir, frequentemente, é atenuar aparentemente a maldade das pessoas, na exacta medida da resultante do equilíbrio entre todos os egoísmos individuais e colectivos. Neste quadro conceptual, a denominada “paz” deste mundo, quando exista, não é A PAZ DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, não é A TRANQUILIDADE NA ORDEM DIVINA, mas sòmente o sempre precário equilíbrio das paixões, a nível social, nacional e internacional.

Nenhum católico, mìnimamente digno desse nome, poderia jamais aceitar o cargo deicida e apóstata de Secretário Geral das Nações Unidas, organização arqui-inimiga da Fé Católica.

Numa Humanidade sem pecado original, elevada Sobrenatural e Preternaturalmente, todos as inteligências se uniriam na Verdade e todos os corações na Caridade – OS HOMENS NÃO SERIAM ESTRANHOS UNS AOS OUTROS. Este constitui, aliás, um ponto nevrálgico das consequências do pecado original: A DISSOCIAÇÃO MORAL DAS ALMAS UMAS DAS OUTRAS, MESMO ALMAS NA GRAÇA DE DEUS, A OPACIDADE NAS RELAÇÕES HUMANAS, A DIFICULDADE DE APROXIMAÇÃO ENTRE OS HOMENS. Jean-Paul Sartre, símbolo máximo do desespero e do ateísmo postulatório do século XX, explorou até à náusea aquela que é uma das feridas mais hiantes causadas pelo pecado original e pelos pecados actuais; ele próprio afirmava: “O Inferno são os outros”.

Aqui reside já uma transformação extremamente profunda da condição humana; efectivamente, a divisão hostil entre nações, línguas, costumes, e  grupos humanos, a própria emulação desordenada entre os homens, não existiria sem pecado original.

Os Dons Preternaturais, sempre concebidos ao serviço dos Dons Sobrenaturais, aperfeiçoam, extrìnsecamente, estes, na exacta medida em que o sofrimento e a morte constituem privação de ser, inaceitável no Paraíso Terrestre, onde vigorava uma pujança e uma fecundidade de vida Sobrenatural só inferior à do Reino dos Céus.

No Paraíso Terrestre, o progresso moral e religioso de cada geração seria integralmente recolhido pela geração posterior, pois que as gerações sucessivas não se iriam acumulando sobre a Terra, não morreriam é certo, mas ascenderiam ao Céu em corpo e alma, terminado o seu percurso terrestre. Se alguém pecasse, morreria, mas o seu pecado não se transmitiria ao conjunto dos homens, porque sòmente Adão fora constituído cabeça do Género Humano. Além disso, pelo facto de não existir pecado original, nem pecados actuais, não se poderia inferir a impossibilidade de crescimento em santidade dos indivíduos e das gerações; processar-se-ia sim, com a Graça superabundantíssima daquela privilegiada condição, um aprofundamento na santidade muito mais rápido, e muito mais copioso, do que jamais poderíamos sonhar neste nosso mundo infecto, neste oceano negro de pecados em que vivemos.

A grande tragédia deste nosso mundo é estar corroído pela privação de ser, no plano moral pelo pecado, e no plano físico pelas consequências do pecado: O sofrimento e a morte. Toda a Criação está impregnada dessa privação de ser, esmagada que se encontra sob o Jugo das consequências do pecado original.      

De certo modo, todo o ente criado, PELO FACTO DE SER CRIADO, sofre de determinada privação de ser, mas em sentido puramente negativo. Pois a criatura, ainda que o Anjo mais perfeito, encontra-se circunscrita pelos limites da sua essência, e a uma distância infinita do Criador.

Mas o pecado impõe UMA PRIVAÇÃO POSITIVA DE SER, porque embora a actividade das criaturas só possa ser norteada pelo mesmo ser, e não pelo nada, acontece que a operação moral dissociada da referência essencial à Lei Divina Natural e Sobrenatural, como que corrói essa mesma operação. A privação positiva de ser não possui assim, nem causa eficiente, nem causa exemplar, nem causa final – CONSTITUI SIMPLES RESULTADO.

Um mundo em que o mal é muito mais pesado e abundante do que o Bem – embora este último, por sua mesma natureza, tenda a não produzir qualquer ruído – exprime uma condição humana miserável, em que cada geração – precisamente porque o pecado original a impede de recolher a experiência moral da anterior – tende necessàriamente a repetir os erros passados, e frequentemente – agravando-os.

A seita conciliar, há que reconhecê-lo, conseguiu elaborar uma síntese dos mais monstruosos erros teológicos e filosóficos passados (compêndio de todas as heresias – dizia São Pio X), COM A AGRAVANTE EXTRAORDINÁRIA DE OS CONSEGUIR FAZER PASSAR POR CATÓLICOS PERANTE O MUNDO INTEIRO! Depreende-se assim que os pecados acumulados pelas gerações desde Adão, qual enxurrada do Inferno, como que desaguaram no ponto limite, pré-escatológico, que assinala històricamente a exaustão de todas as potencialidades sobrenaturais do Género Humano.

De certo modo, o pecado original foi o acto fundador de todas as guerras, e sobretudo da guerra dos homens contra Deus; foi satanás, que avassalando o seu poder sobre a Humanidade, inventou a guerra total, a guerra atómica, que só ainda se não concretizou, devido ao já citado equilíbrio dos egoísmos e da maldade humana, neste caso o equilíbrio do terror. É aliás muito possível que o próximo patamar do terrorismo seja precisamente o nível atómico.

Mas porque o cancro moral e religioso, o anti-Cristo, está instalado no lugar santo, constitui este o verdadeiro engenho termonuclear que ameaça, que já logrou, obliterar completamente qualquer noção mínima de decência, mesmo estritamente natural, arruinando a própria essência intelectual do Género Humano, separando-o profundamente de si mesmo, da sua raiz mais básica de animal racional.

E que ninguém diga que a derrota da Clinton constitui uma vitória moral dos bons. As esperanças que podemos ainda alimentar, seguindo piedosamente a Mensagem de Fátima, encontram-se na Rússia e não na América, nas forças espirituais e morais que sabemos que ainda lá existem; se é certo que a grande massa do povo é pagã (o aborto é usado como método contraceptivo), devemos fundamentalmente apelar para as elites, pois a conversão de uma Nação exige apenas a da sua fina-flor; insiste-se, conversão AO CATOLICISMO ETERNO E NÃO À ORTODOXIA.

A recordação do Paraíso Terrestre, das suas ubérrimas riquezas preternaturais e sobrenaturais, da sua total e intemerata consagração a Deus, deve constituir para nós um estímulo, uma consolação, e sobretudo um motivo de conpunção: É possível um mundo terreno melhor do que este; Deus, efectivamente, o preparou para nós; mas a maldade humana, a soberba humana, destruiu-o.

O limbo das crianças, é um Paraíso escatológico, Eterno, preternatural, MAS NÃO SOBRENATURAL. Tal não produzirá sofrimento algum aos seus habitantes, pois não tendo sido elevados à Ordem Sobrenatural, ontològicamente, não possuirão essa exigência.

Mas o Reino Eterno dos Céus superará, essencialmente, absolutamente, o próprio Paraíso Terrestre, pois neste o homem não via a Deus face a face, com a Essência Divina comunicando-Se directamente, sem mediação alguma objectiva, à inteligência dos eleitos. Mas como poderá Deus fazer-Se acidente na inteligência humana? É evidente que tal não significa que Deus Se faça, ONTOLÒGICAMENTE, acidente dos eleitos; apenas indica uma acidentalidade, LÓGICA, na inteligência dos mesmos eleitos. Anàlogamente, o conhecimento que nós temos do mundo não implica que esse mesmo mundo se constitua, ontològicamente, um acidente nosso; mas sòmente um acidente lógico na nossa inteligência. O facto de na Visão Beatífica a espécie inteligível ser a própria Essência Divina; e no conhecimento que temos do mundo as espécies inteligíveis na nossa inteligência, serem distintas das formas substanciais das coisas, MAS ORDENADAS TRANSCENDENTALMENTE A ESTAS; não infirma a relação e a função estritamente lógica da Essência Divina com a inteligência dos eleitos.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 19 de Dezembro de 2016

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral  

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que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

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