Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

13 DE JULHO EM FÁTIMA: 1917 – 2017, 100 ANOS DA MENSAGEM PROFÉTICA DADA POR NOSSA SENHORA SOBRE O PAPA E A IGREJA ABATIDOS POR LONGO TEMPO e o sinal do GRANDE MILAGRE DO SOL virá para sua confirmação divina.

Pro Roma Mariana

Vulcão

O óbvio vulcão bélico conseqüente ao desvario e à usura mundial

  • Na Profecia de Fátima há o aviso “do grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados.”

*   *   *

Arai Daniele

Neste tempo de informação total, as maiores desordens militares e financeiras globais das grandes potências, começam a revelar uma sua obviedade ao alcance da vista de qualquer cidadão alfabetizado do mundo, pelo menos no amargar das contas familiares.

Como havia notado porém a seu tempo o arguto compositor de aforismos George Orwell; “chegamos a um nível tão baixo que, restabelecer os valores da obviedade é o primeiro dever dos homens inteligentes.”

Hoje o «pensamento coletivo»…

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CARIDADE SOBRENATURAL E FILANTROPIA MAÇÓNICA

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa São Pio X, em passagens da sua Epístola Apostólica “Notre Charge Apostolique”, promulgada em 25 de Agosto de 1910:

«E agora, penetrado da mais viva tristeza, perguntamo-nos, Veneráveis Irmãos, aonde foi parar o catolicismo do Sillon? Ah! Ele, que dava outrora tão belas esperanças, esta corrente límpida e impetuosa foi captada em sua marcha pelos inimigos modernos da Igreja, e agora já não é mais do que um miserável afluente do grande movimento de apostasia organizada, em todos os países, para o estabelecimento de uma Igreja Universal,  QUE NÃO TERÁ, NEM DOGMAS, NEM HIERARQUIA, NEM REGRA PARA O ESPÍRITO, NEM FREIO PARA AS PAIXÕES, E QUE SOB O PRETEXTO DE LIBERDADE E DE DIGNIDADE HUMANA, RESTAURARIA NO MUNDO, SE PUDESSE TRIUNFAR, O REINO LEGAL DA FRAUDE E DA VIOLÊNCIA, A OPRESSÃO DOS FRACOS, DAQUELES QUE SOFREM E TRABALHAM.

Conhecemos demasiadamente bem os sombrios laboratórios em que se elaboram estas doutrinas deletérias, que não deveriam seduzir espíritos clarividentes. Os chefes do Sillon não souberam evitá-las: A exaltação dos seus sentimentos, a cega bondade do seu coração, seu misticismo filosófico misturado com um tanto de iluminismo, IMPELIRAM-NOS PARA UM NOVO EVANGELHO, no qual julgaram ver o verdadeiro Evangelho do Salvador, a tal ponto, que ousam tratar Nosso Senhor Jesus Cristo com uma familiaridade soberanamente desrespeitosa; e que sendo o seu ideal aparentado com o da revolução, não temem fazer entre o Evangelho e a revolução aproximações blasfematórias.

Queremos chamar vossa atenção, Veneráveis Irmãos, sobre esta deformação do Evangelho, e do carácter Sagrado de Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus e Homem, praticada no Sillon e algures. Desde que se aborda a questão social, está na moda em certos meios AFASTAR PRIMEIRO A DIVINDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, e depois só falar da Sua Soberana Mansidão, da Sua compaixão por todas as misérias humanas, de Suas instantes exortações ao amor do próximo e à fraternidade. Certamente, Jesus nos amou com um amor imenso, infinito, e veio à Terra sofrer e morrer, a fim de que reunidos em redor d’Ele na  Justiça e no Amor, animados dos mesmos sentimentos de mútua Caridade, todos os homens vivam na Paz e na Felicidade. Mas para a realização desta felicidade temporal e Eterna, Ele impôs, COM AUTORIDADE SOBERANA, a condição de se fazer parte do Seu Rebanho, de se aceitar a Sua Doutrina, de se praticar a virtude, e de se deixar ensinar e guiar por Pedro e seus sucessores. Ademais, se Jesus Cristo foi bom para os transviados e os pecadores, ELE NÃO RESPEITOU AS SUAS CONVICÇÕES ERRÓNEAS, POR SINCERAS QUE PARECESSEM; AMOU-OS A TODOS, PARA OS INSTRUIR, CONVERTER E SALVAR. Se chamou a Si, para os consolar, os aflitos e os sofredores, NÃO FOI PARA LHES PREGAR O ANSEIO DE UMA IGUALDADE QUIMÉRICA. Se levantou os humildes, NÃO FOI PARA LHES INSPIRAR O SENTIMENTO DE UMA DIGNIDADE INDEPENDENTE E REBELDE À OBEDIÊNCIA. Se Seu Coração transbordava de mansidão pelas almas de boa vontade, SOUBE IGUALMENTE ARMAR-SE DE UMA SANTA INDIGNAÇÃO CONTRA OS PROFANADORES DA CASA DE DEUS, CONTRA OS MISERÁVEIS QUE ESCANDALIZAM OS PEQUENOS, CONTRA AS AUTORIDADES QUE ACABRUNHAM O POVO SOB A CARGA DE PESADOS FARDOS, SEM ALIVIÁ-LA SEQUER COM UM DEDO.  NOSSO SENHOR JESUS CRISTO FOI TÃO FORTE QUÃO DOCE. Repreendeu, ameaçou, castigou, sabendo e nos ensinando que, muitas vezes, o temor é o começo da Sabedoria, e que, muitas vezes, CONVÉM CORTAR UM MEMBRO PARA SALVAR O CORPO. Enfim, Nosso Senhor Jesus Cristo NÃO ANUNCIOU PARA A SOCIEDADE FUTURA O REINADO DE UMA FELICIDADE IDEAL,  DE ONDE O SOFRIMENTO FOSSE BANIDO; MAS POR LIÇÕES E EXEMPLOS, TRAÇOU O CAMINHO DA FELICIDADE POSSÍVEL NA TERRA, E DA FELICIDADE PERFEITA NO CÉU – A ESTRADA  REAL DA CRUZ. Estes são ensinamentos que seria errado aplicar sòmente à vida individual, em vista da Salvação Eterna; SÃO ENSINAMENTOS EMINENTEMENTE SOCIAIS , e nos mostram em Nosso Senhor Jesus Cristo algo de muito diferente de um humanitarismo sem consistência e sem autoridade.»

 

Ao contrário do que muita gente pensa, a Caridade Sobrenatural com que amamos a Deus Nosso Senhor sobre todas as coisas e ao próximo por amor de Deus, não possui, em si, natureza sensível, embora não a exclua necessàriamente. Basta pensar nas consolações pròpriamente sensíveis que os santos receberam, e que se devem atribuir directamente aos Dons do Espírito Santo derramados em grau eminente, e assumidos em plena actualidade, pois que embora possuam a alma como sujeito adequado e proporcionado, pela união substancial desta com a sensibilidade corporal, nesta também se repercutem e fruem. Não olvidemos que a pessoa humana é tal, não apenas pela alma, mas pela unidade substancial corpo-alma. Uma coisa é certa: Devemos procurar sobrenaturalizar, com o auxílio de Deus, toda a nossa existência, todos os nossos afectos, todas as nossas operações. Porque só levaremos deste mundo para o Céu tudo o que for sobrenaturalizado, incluindo mesmo as nossas legítimas perfeições naturais, pois que estas integrarão na Eternidade o estatuto de beatitude acidental.           

Quando Nosso Senhor nos ordenou que amássemos os nossos inimigos e que fizéssemos bem a quem nos faz mal, jamais se referiu a um amor em sentido, terreno, natural, sensível, mas de amor de Caridade Sobrenatural, amor Teológico, que só pode querer a Verdade e o Bem, e em tudo glorifica a Deus seu Criador. Querer o Bem de alguém, é assim querer irradiar, concretamente, o Bem Teológico e Objectivo da Verdade Revelada, o que frequentemente poderá implicar o castigo, mesmo público, desse alguém.

A Caridade Católica situa-se assim nos antípodas da filantropia maçónica, a qual segue, fundamentalmente, os impulsos da sensiblidade natural e terrena, pois não possui qualquer conceito de Deus e da Ordem Sobrenatural. A Caridade Católica, além de perfeitamente objectiva, é Universal e necessária, não é egoísta, porque não age tendo em vista recompensas concebidas à maneira terrena, ou seja ontològicamente heterogéneas, e até díspares, com a acção que, em princípio, as mereceu. A única recompensa da Santidade É DEUS MESMO, POR AMOR DO QUAL OS SANTOS REALIZARAM AS SUAS OBRAS. E AS BOAS OBRAS PARTICIPAM SOBRENATURALMENTE DE UMA VERDADE E DE UM BEM MORAL CONSTITUTIVAMENTE INTRÍNSECO À VERDADE E AO BEM INCRIADO. O Tomismo é intelectualista: A VERDADE E O BEM, TRANSCENDENTALMENTE, SÃO DEUS; NÃO UMA ESCOLHA ARBITRÁRIA DESTE. Ontològicamente, a bondade de uma obra, de uma acção, também se mede pela sua substancialidade objectiva na hierarquia do ser, e jamais apenas só pela intenção, ou só pela materialidade, pois que existe uma proporção transcendental entre a forma intencional do agir humano e o seu conteúdo material.    

A filantropia maçónica integra-se, necessàriamente, no jogo egoísta das paixões humanas. Uma questão, contudo, se impõe: Poderá a maçonaria realizar obras naturalmente boas? A maçonaria, enquanto instituição, não o pode fazer em caso algum, visto que o fundamento e a finalidade positiva de toda a sua acção É O MAL. Sabemos que a Humanidade nunca existiu segundo uma ordem puramente natural. Adão e Eva foram constituídos adultos, já na posse dos Bens Sobrenaturais e Preternaturais. A sua perda pelo pecado original seria definitiva se não fossem os Méritos Infinitos da Redenção operada por Nosso Senhor Jesus Cristo. Mesmo enriquecida com os Bens da Redenção, a Humanidade permanece com uma grave ferida na natureza, que a Graça Medicinal e a Graça Elevante não logram sarar integralmente. Consequentemente, QUANDO SE DESTRÓI POSITIVAMENTE A ORDEM SOBRENATURAL, COMO É O CASO DA MAÇONARIA INSTITUIÇÃO, NÃO SE FICA SEQUER COM O NATURAL – MAS, SIM, COM O ANTI-NATURAL.

Tal não invalida, que a título puramente pessoal, os maçons, ou simpatizantes da maçonaria, possam praticar obras naturalmente boas. Quem escreve estas linhas conheceu um seu tio avô, pelo menos simpatizante da maçonaria, mas que praticou obras naturalmente boas em grau elevado; E QUE ENVERGONHAM MUITOS CATÓLICOS NOMINAIS!

O grande drama das boas obras operadas na Ordem Natural é QUE NÃO MERECEM, NEM PODEM MERECER, A SALVAÇÃO ETERNA, PODENDO APENAS MERECER CERTOS BENEFÍCIOS PURAMENTE TEMPORAIS. Além disso, essas boas obras são circunstanciais na vida daqueles que as praticam, portanto, acompanhadas de múltiplos pecados mortais, não definindo nem promanando de uma estabilidade habitual na prática do Bem. A lógica dessas boas acções, praticadas na Ordem Natural, é, mesmo assim, A LÓGICA DO MUNDO, com as suas vicissitudes e com a extrema contingência dos seus propósitos.

Mas a Caridade Sobrenatural eleva a alma, essencialmente, acima do fluxo caduco das coisas deste mundo, quer no terreno da vida interior, quer no plano operativo. Participando acidental, mas realmente, nas coisas de Deus, a alma consagrada pela Graça Santificante e pela Caridade, PENSA E AGE, EM DEUS, E COM A FORÇA DE DEUS, DETERMINADA QUE É PELA VERDADE E PELO BEM, ASSUMIDOS COMO FUNDAMENTO E FIM SOBRENATURAL E ABSOLUTO.           

Nunca se deixe de advertir que a própria profissão da Fé Católica, mormente quando formada pela Graça Santificante e pela Caridade, refracta, egrégia e qualificadamente, a visão que se tem do mundo e do homem – É UMA VISÃO CRISTÃ, PARTICIPA, SOBRENATURALMENTE, DA INTELIGÊNCIA E DA CARIDADE DIVINA. Só desta forma possuiremos o recto conceito do estatuto do nosso próximo, da sua dignidade, bem como dos seus verdadeiros méritos. Porque nós sómente somos o que formos aos olhos de Deus; logo participar, sobrenaturalmente, dessa suprema e infinita objectividade, é nutrir as nossa faculdades com a seiva Incriada da Verdade e do Bem, na ordem dos seres e na ordem dos fins.

A filantropia maçónica, irremediàvelmente, apenas julgará e agirá segundo modelos que excluem a Deus Nosso Senhor, mesmo na Ordem Natural. Logo, mesmo a referida bondade natural que alguns indivíduos da seita possam apresentar, encontra-se severamente amputada por aquela, já citada, ferida na natureza; o que não acontece com os juízos e as acções Sobrenaturais. Porque a Graça Medicinal Preternatural só obtém todo o seu fruto EM MEIO SOBRENATURAL.

Ao longo de quase vinte séculos, as obras de Caridade da Santa Madre Igreja irradiam a Verdade e o Bem com preciosíssimo resplendor; e tal acontece porque a fonte infinitamente rica de onde promanam é a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, porque sòmente o Sangue da Redenção pode fecundar sobrenaturalmente a operação dos homens, conferindo-lhe AQUELE LUME CELESTIAL QUE, PARA MAIOR GLÓRIA DE DEUS, RESPLANDECERÁ ETERNAMENTE.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 1 de Julho de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

II – FÁTIMA: REVELAÇÃO PRIVADA OU PROFECIA PARA NOSSOS TEMPOS?

Pro Roma Mariana

A verdade sobre a Mediação universal de Maria, ligada em modo especial ao Evento de Fátima, é sistematicamente lembrada neste sito. O temos feito recorrendo à alguns abalizados testemunhos pelos quais à idéia de enquadrar Fátima simplesmente como «revelação privada» é alheia a toda a realidade. Neste sentido temos o breve texto de Dom Antônio de Castro Mayer apresentando meu livro de 1987 «Entre Fátima e o Abismo». S. Excia. sempre deixou clara essa relação estreita de Fátima com a verdade da «Mediação universal de Nossa Senhora, da qual se ocupou.

E há diversos outros estudos sobre essa verdade, que já podia ter sido proclamada dogmática depois de tantas intervenções de Maria Santíssima na história recente para o bem das almas. Citamos o de mons. Rudolph Graber, bispo de Regensburg, autor de «Atanásio e a Igreja do Nosso Tempo», que disse em 1965: “Deve fazer-se uma distinção cuidadosa entre a revelação pessoal e aquelas cuja mensagem se declara ser para toda a humanidade. A primeira pode ser ignorada com equanimidade. As outras, porém, devem ser tomadas a sério. A Mensagem de Fátima pertence a esta categoria.”

Portanto, Fátima não pode ser vista apenas como uma revelação privada opcional; mas situa-se numa categoria mais elevada, a definir, de revelação pública e profética, que impõe uma obrigação à Igreja e a todos os Católicos por muitas razões. Em primeiro lugar a Mensagem de Fátima é pública e dirige-se a toda a humanidade, contendo avisos de consequências muito graves se não for escutada. Em seguida lembremos que a Mensagem foi ratificada por Deus por meio do grande Milagre do Sol, testemunhado por pelo menos 70 mil pessoas, Ainda, essa Mensagem foi profética – portadora de profecias que se realizaram.

A Igreja pronunciou-se sobre a Aparição que trouxe a Mensagem de Fátima, considerando-a verdadeira. O eminente teólogo, Padre Joseph de Sainte Marie, Carmelita e, escreveu: Em primeiro lugar a Mensagem de Fátima é pública e dirige-se a toda a humanidade, contendo avisos de consequências muito graves se não for escutada. Em seguida lembremos que a Mensagem foi ratificada por Deus por meio do grande Milagre do Sol, testemunhado por 70 mil pessoas, Ainda, essa Mensagem foi profética – portadora de profecias que se realizaram. A Igreja pronunciou-se sobre a Aparição que trouxe a Mensagem de Fátima.

O Padre Joseph de Sainte Marie, Carmelita e eminente teólogo (falecido na década de 1980), escreveu: “Uma vez que o Papa tenha julgado e reconhecido que uma profecia procede, na verdade, de Deus, então ele tem de lhe obedecer – não como quem obedece ao profeta, mas como quem obedece a Deus.” E Nossa Senhora prometeu e cumpriu: “Farei um milagre que todos hão de ver, para crer”, do Pontífice aos mais humildes fiéis.

A Verdade essencial da Mensagem de Fátima é a da Mediação universal de Maria!

Sob o título acima, publicamos o texto do padre Messias Coelho, conhecido teólogo de Fátima, e aqui publicamos aqui um resumo da Homilia no Santuário de Fátima em 13 de maio de 1987, do Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro, nomeado em 1971, Patriarca de Lisboa, sucedendo a cerca de quatro décadas de pontificado de D. Manuel Gonçalves Cerejeira, prosseguindo a obra, nos termos novos, em Portugal de antes e depois do 25 de Abril.

A CONTEMPLAÇÃO E O AMOR NA MENSAGEM DE FÁTIMA

Acção de graças nelas aparições

1 – Há setenta anos, num dia treze de Maio como o de hoje, a Senhora que veio do Céu; apareceu pela primeira vez aos pastorinhos da Cova da Iria.

Foi aqui, neste lugar desde então particularmente abençoado, que a Virgem Maria, Mãe de Deus, dada também por Mãe aos homens no alto do Calvário, fez ouvir a sua mensagem de salvação e de paz, de contemplação e de amor, destinada à humanidade do nosso tempo. Aqui, no planalto da Serra de Aire, onde a terra se aproxima do céu, foi concedido às gerações do século XX o grande sinal da misericórdia e da benevolência divinas. Manifestou-se aqui, através das aparições de Nossa Senhora, a voz potente de Deus compassivo e cheio de bondade a chamar os homens ao arrependimento e à conversão, à indispensável dimensão contemplativa da existência cristã e à prática essencial do amor de Deus e do amor fraterno, sempre solidário com as necessidades espirituais e materiais das pessoas e das comunidades humanas. Ao longo dos últimos setenta anos, o nome glorioso de Fátima percorreu os cinco continentes…

Por isso, ao iniciarmos as comemorações do septuagésimo aniversário das aparições, a nossa primeira e fundamental ati¬tude deverá exprimir uma fervorosa acção de graças pelo dom extraordinário que o Senhor nos concedeu, enviando-nos a sua e nossa Mãe para nos incitar à autenticidade da vida cristã, para nos mover à observância fiel do Evangelho, para nos sacudir da letargia e da rotina dos comportamentos mesquinhos ou desviados, para nos propor a ventura entusiasmante do percurso dos caminhos do Reino de Deus, que importa fazer crescer em nós e à nossa volta.

Quem algum dia conheceu a sério a mensagem de Fátima, esse viu, como João no Livro do Apocalipse, os horizontes largos do “novo céu e da nova terra”, que Deus quer oferecer à humanidade, vislumbrou a nova “cidade santa”, na qual o mesmo Deus se propõe morar entre os homens, de modo que estes sejam de facto o seu Povo e Ele o seu Deus.

Certo é, todavia, que a mensagem de Fátima, após setenta anos das aparições, ainda não é suficientemente conhecida e, muito menos, tem sido adequadamente posta em prática. Nós próprios, os que hoje nos fizemos peregrinos, sentimos necessidade de a aprofundar de forma mais perfeita e não nos escapa a urgência de a levarmos à vida quotidiana, pessoal e colectiva. Meditemos, pois, durante alguns momentos, em dois aspectos fundamentais da mensagem, que neste lugar se fez ouvir. São as exigências da contemplação e do amor.

Proposta e apelo de contemplacão

2 – Antes de mais, Fátima constitui uma clara afirmação da primazia do sobrenatural e um premente apelo à contempla¬ção amorosa das realidades espirituais, que representam a essência do Evangelho de Jesus Cristo. Numa pedagogia verdadei¬ramente admirável, as aparições de Fátima vão inculcando, na alma dos pastorinhos, o sentido profundo dos mistérios fundamentais da fé católica. Fala-se aqui, sem quaisquer ambiguidades, de Deus e de Jesus Cristo e da Igreja; do céu e do inferno e do purgatório; dos anjos e dos santos; da graça e do pe¬cado; do valor salvifico do sofrimento e da reparação; da ne¬cessidade vital da oràção e do esplendor da santidade, a que todos somos chamados.

Já se disse que Fátima pode considerar-se um resumo do Evangelho para o nosso tempo. Dai lhe vem a melhor credencial de autenticidade e a mais sólida exigência de aceitação. Jamais acreditará em Fátima quem não acreditar no Evangelho. Não é possível crer na mensagem aqui trazida pela Virgem Santíssima, sem adesão plena à Boa Nova de seu Divino Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Os homens e as mulheres do nosso tempo mostram-se, por vezes, insensíveis, se não hostis, às verdades eternas do cristianismo. Prisioneiros de ideologias materialistas e ateias, enredadas nas malhas de uma civilização de consumo, seduzidos pelo fascínio de um admirável progresso científico e técnico, tendem a pôr a sua confiança e a sua esperança unicamente nas realidades temporais e nas capacidades humanas. Esquecem facilmente tudo o que transcende a experiência imediata. E alguns, mesmo quando aceitam o Evangelho de Cristo, reduzem-no apenas ao que lhes é agradável, ao que não interfere com a vida em profundidade, ao que não exige sacrifício nem mudança de comportamentos pecaminosos.

Da mensagem de Fátima, ressalta, todavia, uma proposta integral do Evangelho. Afirma-se ali, em primeiro plano, a infinita misericórdia do Pai que quer salvar todos os homens, conduzindo-os à posse da verdade plena. Mas, do mesmo passo, não se cala, nem se esconde, a suma justiça de Deus ofendido pelos pecados e pelas ingratidões humanas. Dá-se a conhecer aos pastorinhos a inefável experiência beatificante do contacto com as realidades do céu. Mas também se lhes não poupa, apesar da tenra idade, a visão assustadora do inferno e dos tormentos que padecem as almas condenadas ao suplício eterno…

Há que aceitar a mensagem evangélica na integridade do seu todo, salva embora a hierarquia interna do conjunto das verdades que a compõem. Há que aceitar e contemplar, saboreando, na oração meditativa, a inesgotável riqueza dos mistérios de Deus e do homem.

Disto deixaram-nos exemplo significativo os pastorinhos de Fátima, e particularmente o Francisco. Dele escreve um seu biógrafo: “0 Francisco afigura-se-nos uma dessas almas interiores, muito sensíveis, de feição contemplativa, que não gostam do bulício, mais amigas de pensar do que de falar, mais propensas a ouvir do que a manifestar-se, mais inclinadas a estar quietas do que a mexer-se” (F. Leite). Seria assim por natureza, mas foi certamente assim por colaboração com a graça de Deus. Gostava de pensar, de reflectir, de meditar, de contemplar. Por isso, frequentemente isolava-se nos montes para rezar em sossego e, não raro, fugia para a igreja a fim de estar sozinho com Jesus. Após uma das aparições, o Francisco declara abertamente: “Do que gostei mais foi de ver a Nosso Senhor, naquela luz que Nossa Senhora nos meteu no peito. Gosto tanto de Deus”.

0 nosso mundo contemporâneo precisa de almas contemplativas, como a do Francisco. Na azáfama dos dias de hoje, requerem- -se, mais do que nunca, contemplativos no deserto e na cidade, pessoas que gostem de Deus, que vivam apaixonadamente a experi¬ência da fé e a saibam testemunhar, numa autêntica doação de amor. Em resumo: o mundo actual precisa de contemplativos na acção.

Incentivo ao amor de Deus e dos homens

  1. Se Fátima é uma vigorosa proposta e um forte apelo à contemplação, não é menos um poderoso incentivo ao amor de Deus e dos homens.

Não é seguramente sem motivo que, no âmago da mensagem da Cova da Iria, sobressaem o Coração Divino de Nosso Senhor Jesus Cristo e o Imaculado Coração da Virgem Santa Maria.

No Coração de Cristo, revela-se o amor infinito de Deus que “tanto amou o mundo a ponto de lhe dar o seu Filho unigénito”. E, ao mesmo tempo, põe-se a descoberto a ingratidão dos homens que não correspondem àquele amor. Logo na primeira aparição, perguntava a Senhora aos pastorinhos: “Quereis oferecer- -vos a Nosso Senhor para aceitardes de boa vontade todos os sofrimentos que ele vos quizer enviar, em reparação de tantos pecados com que se ofende a divina Magestade, em desagravo das blasfémias e ultrages feitos ao Imaculado Coração de Maria e para obter a conversão dos pecadores, que tantos caem no inferno?”. E na última aparição, a de 13 de Outubro, de novo a Senhora do Rosário dizia com voz de súplica: “É preciso que (os homens) se emendem, que peçam perdão de seus pecados!… Não ofendam mais a Nosso Senhor, que já está muito ofendido!”.

0 Coração de Maria, cuja devoção importa difundir sobre a terra, é o Coração da Mãe solícita pela sorte dos seus filhos, para os quais permanece sempre disponível como refúgio seguro e sempre aberto como caminho direito, que os conduzirá até Deus.

De uma ponta à outra, a mensagem de Fátima constitui urna gigantesca manifestação do Amor que não é suficientemente amado. Por isso, representa também uma extraordinária; mobilização para o amor: é necessário amar, numa doação de vida, que expie os pecados próprios e os alheios; é necessário amar, numa entrega sacrifical, que ofereça reparação pelas ofensas cometidas; é necessário amar, numa frequente oração de louvor e de súplica, que implora o perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não amam o Senhor.

Os pastorinhos de Fátima compreenderam esta admirável lição de caridade. Assimilou-a, de modo especial, a pequenina Jacinta que tão intensamente soube amar. Pouco antes de ir para o hospital, onde viria a morrer, assim dizia: “Se   eu pudesse meter no coração de toda a gente o lume que tenho cá dentro do peito a queimar-me e a fazer-me gostar tanto do Coração de Jesus e do Coração de Maria!”. Na verdade, ela amou o Coração de Jesus, o Coração de        Maria e o coração da Igreja, particularmente na pessoa do Santo Padre de Roma. E amou também o coração dos homens: dos homens pecadores necessitados de salvação, oferecendo por eles contínuas orações e sacrifícios; dos homens atribulados pela doença ou pelas contrariedades da vida, recomendando as suas intenções ao Céu e pedindo para todos as graças divinas; dos homens carecidos de ajuda material, repartindo generosamente com os pobres o escasso pão do seu farnel de pastora.

Contemplar e amar

4 – A nossa civilização contemporânea, designadamente a chamada civilização ocidental, que aliás tende a tornar-se planetária, orgulha-se com razão do seu notável progresso, em tantos campos da actividade humana. Mas os espíritos mais lúcidos vão-se dando conta de que ela corre o risco de enlouquecer, escravizando o próprio homem, que pretende libertar e servir.

E enlouquecerá certamente, se lhe faltar a contemplação e o amor. Sem contemplação e sem amor, o mundo, embora desenvolvido e próspero, será sempre um cárcere de egoísmo e uma arena de luta dó homem contra o homem.

Aqui, neste Santuário de Fátima, ouviu-se há 70 anos, trazida do Céu pela Mãe de Deus, a lição evangélica da contemplação e do amor. Aprendamos, pois, a lição do Evangelho de Cristo, que “a Senhora mais brilhante do que o sol” nos veio lembrar: aprendamos a contemplar como o Francisco e a amar como a Jacinta.»

COMO A ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA SUBSTITUIU A ASSISTÊNCIA RELIGIOSA

  • Saiba mais sobre as certezas da psicóloga da PUC lendo os artigos satíricos do observador Nelson Rodrigues

 

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus:

«Vós sois o sal da Terra! Ora se o sal se corromper, como se há-de ele salgar? Não serve para mais nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem se acende a candeia para a colocar debaixo de um alqueire, mas sim em cima do velador, e assim alumia a todos os que estão em casa. ASSIM HÁ-DE BRILHAR A VOSSA LUZ DIANTE DOS HOMENS, DE MODO QUE VENDO AS VOSSAS BOAS OBRAS, GLORIFIQUEM O VOSSO PAI QUE ESTÁ NOS CÉUS.»                   Mat 5, 13-16

Escutemos o Papa São Pio X, num excerto da sua encíclica “Jamdudum in Lusitania”, condenando a lei de separação da República Portuguesa – 24 de Maio de 1911.

«É quase impossível acreditar quais sejam os vínculos com os quais a lei portuguesa constrinje a aprisiona a liberdade da Igreja: Quanto contradiga as instituições da nossa época, e também as proclamações públicas de todas as liberdades; quanto seja indigna para qualquer ser humano e povo civil. É também proibido, com graves penas, entregar à Imprensa qualquer acto dos bispos, e por nenhum motivo, nem mesmo dentro dos muros da igreja, é lícito expô-los ao povo, senão com autorização do Estado. Também é proibido, fora dos lugares sagrados, celebrar qualquer cerimónia sem autorização do governo republicano, realizar qualquer procissão, utilizar ornamentos sagrados, e nem mesmo a veste talar. Igualmente é vetado, não apenas nos edifícios públicos, mas também nas casas particulares, expor alguma coisa que lembre a Religião Católica – ENQUANTO NÃO HÁ VETOS ÀQUILO QUE OFENDE OS CATÓLICOS.

Enfim o Estado – coisa amarga e grave no máximo grau – não hesita em entrar no domínio específico da Autoridade da Santa Igreja, e a prescrever muitas coisas naquele âmbito em que, referindo-se ao ordenamento mesmo da Ordem Sacra, pretende para si as melhores atenções da Igreja – referimo-nos à educação e formação da juventude consagrada. Não isto sòmente – afinal constringe aos alunos do clero, para o estudo das ciências e das letras, que precedem a Teologia, a frequentar os liceus públicos, ONDE A INTEGRIDADE DA FÉ, PELO TIPO DE INSTRUÇÃO, ESTRANHO A DEUS E À IGREJA, É SEGURAMENTE EXPOSTO A PERIGOS EVIDENTES – mas o governo republicano introduz-se também na vida e na organização interna dos Seminários, arrogando-se o direito de designar os professores, de aprovar os livros, bem como de programar os estudos sagrados dos clérigos. São desse modo repostos em vigor os velhos decretos dos Regalistas; esses, do momento em que eram portadores de pesada arrogância, enquanto ainda havia concórdia entre o Estado e a Igreja, AGORA QUE O ESTADO NADA QUER TER EM COMUM COM A IGREJA, ACASO NÃO PARECERÃO CONTRADITÓRIOS E REPLETOS DE ESTULTÍCIA? O que se deve dizer, dado que essa lei, antes de tudo, FOI FEITA TAMBÉM PARA CORROMPER OS COSTUMES DO CLERO E PARA PROVOVAR A DEFECÇÃO DOS SEUS PROPÓSITOS. Assinala também, certa pensão a cargo do erário aos que, pela autoridade dos Bispos, receberam a ordem de se absterem dos Sacramentos, e plenifica de extraordinários benefícios OS SACERDOTES QUE MISERÀVELMENTE ESQUECEM AS SUAS FUNÇÕES, TENDO TIDO A DESFAÇATEZ DE SE CASAR, E COISA DESAGRADÁVEL DE SER REFERIDA, ESTENDE OS MESMOS BENEFÍCIOS À COMPANHEIRA E À PROLE DA SACRÍLEGA RELAÇÃO, ENQUANTO SOBREVIVEM.»

É conhecido como o pecado original, por haver sido premeditado e consumado numa situação ontológica de plenitude dos Bens Sobrenaturais e Preternaturais, possuiu uma gravidade tal, que se repercutiu por toda a História da Humanidade, transformando este mundo num lugar perpètuamente inimigo de Deus Nosso Senhor.

As pessoas na casa dos oitenta anos, se pensarem bem, poderão recordar a involução mediante a qual, nos últimos sessenta anos, nos países de antiga Tradição Católica, as funções desempenhadas pelos sacerdotes foram sendo gradualmente apropriadas pelos médicos, pelos psicólogos, e na pior das hipóteses – pelos bruxos. No caso português, quem escreve estas linhas, testemunhou um incremento brutal de toda a sorte de bruxaria nos últimos quarenta anos. Tal se deve, não a uma acção positiva dos poderes públicos, por muito ímpios que estes sejam, MAS AO PROGRESSIVO ESVANECIMENTO DAS INSTITUIÇÕES ECLESIÁSTICAS. Ninguém pode argumentar, considerando a desintegração dessas instituições, no sentido de uma acção positiva e violenta da força pública dos estados, mas sim de uma usurpação secreta, mas implacável, das corporações eclesiásticas, regulares e seculares, por parte da maçonaria internacional, segundo plano há muito arquitectado.  

Ao invés da política de expulsão das ordens religiosas, seguida pela maçonaria no séculos XIX, foi considerado muito mais eficaz e menos oneroso, INTRODUZIR, SOB A APARÊNCIA DE LEGÍTIMA AUTORIDADE, AS IDEIAS LIBERAIS, AS IDEIAS DO MUNDO, NOS CONVENTOS – ESPERANDO APENAS QUE OS MONGES SAÍSSEM PELO SEU PRÓPRIO PÉ, DEPOIS DE APOSTATAREM DA SUA VOCAÇÃO E DA PRÓPRIA FÉ CATÓLICA.

Anàlogamente, o fenómeno que serve de epígrafe a este artigo deve integrar-se noutro bem mais vasto que releva do terrível rebaixamento da face humana do Corpo Místico a uma mera função naturalística e humanitária de animação e socorro social. Para isso trabalhou a maçonaria, infatigàvelmente, durante estes sessenta anos.

É evidente que as almas vivem um drama descomunal, pois que necessitando de apoio religioso e Sacramental, MAS SÓ RECEBENDO PEDRAS E ESCORPIÕES DA PARTE DOS “PADRES” DA SEITA CONCILIAR, É, ATÉ CERTO PONTO, COMPREENSÍVEL QUE TAIS ALMAS PROCUREM MÉDICOS, PSIQUIATRAS E PSICÓLOGOS PARA COM ELES ABRIREM O SEU CORAÇÃO. Menos compreensível e moralmente muito condenável é que se refugiem na bruxaria. Mas de quem é a culpa mortal senão daqueles que apostataram do seu múnus solene de proclamação da Glória de Deus e busca corajosa do nutrimento e salvação das almas?

Porque não nos iludamos: UMA VEZ OBLITERADO E ESQUECIDO O CÉU, SÓ RESTA O QUE DE PIOR TEM A TERRA. E é bem conhecido que o denominado serviço de apoio psicológico que agora é moda o Estado oferecer às vítimas de catástrofes e de crimes, em mais não constitui senão numa versão inteiramente laicizada do apoio religioso e Sobrenatural outrora ministrado pelos párocos ao seu rebanho.

A psicologia moderna, não a psicologia Tomista, constitui uma síntese habilidosa de vários materialismos e agnosticismos, e embora admitindo a bondade natural com que esses psicólogos trabalham, não podem oferecer a pessoas gravemente lesadas nos seus interesses patrimoniais e morais, senão isso mesmo, UMA SOLIDARIEDADE PURAMENTE HUMANA E NATURAL. Mas o pároco de outros tempos AGIA FUNDAMENTALMENTE EM NOME DA IGREJA E COMO SACERDOTE E MINISTRO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO; possuía para isso a GRAÇA DE ESTADO na sua missão de levar às almas aquele consolo gravemente ungido de Luz Sobrenatural, de perspectiva de Eternidade, de elevação das faculdades da alma, de integração dos males temporais nos desígnios Incriados da Providência Divina. Nada disso pode realizar o psicólogo ou o psiquiatra, porque operam com dados imanentes ao mundo e à vida, que portanto a não explicam, nem podem explicar, que não a transcendem, nem lhe constituem finalidade ou valoração moral.

Nosso Senhor Jesus Cristo, na Sua vida pública, legou-nos, como Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem, Aquela Sabedoria, aquela simplicidade, que tudo sabe sobrenaturalizar, que em tudo sabe contemplar o sinete Divino, a Finalidade Divina. Assim também deve ser o Magistério da Santa Madre Igreja, assim devem ser os Bispos e os mesmos sacerdotes.

Desgraçadamente, os denominados “padres” modernos, ligados que estão, umbilicalmente, a satanás, mesmo que seja só por ignorância, como acontece com os mais novos, que são mais vítimas do que protagonistas da apostasia conciliar; esses “padres” que nem sacerdotes são, por defeito essencial de ordenação, também, na sua grande maioria, não servem para assistir e consolar as almas, mesmo num contexto puramente humano, pois que essa vinculação umbilical a satanás inabilita-os, mesmo na Ordem Natural: QUEM RENEGA POSITIVAMENTE A ORDEM SOBRENATURAL, NÃO FICA SEQUER COM A ORDEM NATURAL – MAS COMO O ANTINATURAL!

Tal explica igualmente o fracasso matrimonial e paternal de muitíssimos desses homens, pois como dizia Santo Agostinho: “Nunca encontrei tão bons homens como os bons religiosos; mas também nunca encontrei tão maus homens como os maus religiosos”. Santo Agostinho quer significar que quem naufraga no plano religioso, se por acaso constituir família – soçobrará quase sempre numa imensa ruína, como esposo e como pai. Isto é válido para indivíduos que receberam vàlidamente o Sacramento da Ordem, ou para religiosos professos; mesmo que canònicamente hajam sido reduzidos ao estado laical com dispensa de celibato, ou recebido indulto de secularização, o que antes do maldito concílio era muito raro. Muito mais válido o será para simuladores e usurpadores das funções sacerdotais, como sucede actualmente.

Sòmente a Santa Madre Igreja conhece o homem, o homem todo, não apenas na Ordem Sobrenatural, mas igualmente na Ordem Filosófica; exactamente por isso, a Santa Igreja POSSUI RESPOSTA PARA TODAS AS INTERROGAÇÕES HUMANAS, PARA TODAS AS SUAS ANGÚSTIAS, PARA TODOS OS SEUS DRAMAS. Consequentemente, toda a assistência de ordem moral deve ser responsabilidade dos sacerdotes da verdadeira Santa Madre Igreja, podendo estes recorrer aos médicos sempre que se suscite alguma questão do foro clínico. Os inimigos da Santa Igreja sempre tiveram como ponto de honra subtrair-lhe a actividade, tanto docente como moral – entregando-a ao Estado. Mas os resultados estão à vista: Nem os estados ateus, nem a seita conciliar, não só ateia, como deicida, podem hoje ajudar moralmente as almas vítimas de catástrofes e de crimes. Frequentemente, o resultado será mesmo o oposto, como o demonstram não só as estatísticas de suicídio no mundo ocidental, como até a aberração de legalizar a eutanásia, ou suicídio assistido, como dizem alguns, fundamentada apenas em sofrimento psicológico, o que já constitui uma realidade na Bélgica e na Holanda, e se prepara em Portugal. Maior demonstração e confissão de derrota por parte da assistência psicológica e moral, quer dos estados, que da seita conciliar, não pode assim existir.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 28 de Junho de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral                      

         

CONSIDERAÇÕES SOBRE O 1960 DA PROFECIA DE FÁTIMA

 

Arai Daniele

 

Este artigo e seu relato de fatos pouco ventilados é para colocar a pergunta singela: Deus não sabia o que estava ocorrendo na Sua Igreja, já no tempo de Pio XII e a partir dos anos quarenta?

Seria tolo perguntar se não servisse para ter a cabal certeza de que isto determinou as datas de 1944 e 1960 reveladas à irmã Lúcia por Nossa Senhora de Fátima. Mas havia de aparecer o anti-profeta, de ideias modernistas e maçônicas, inimigo das «profecias de castigos e desgraças» e portanto de Fátima.

Que os modernistas simpatizem com os mações, ateus e comunistas, com quem compartilham ideias humanitaristas, é fato recorrente no passado e presente político deles, que hostilizam só a Tradição, visando o fim do «Syllabus» do Papa Pio IX através de um concílio pastoral.
Esse foi o Vaticano 2; velada revolução religiosa nascida da utopia
sobre a teoria da evolução da consciência humana que, uma vez madura (veja o «cristão adulto» de Karl Rahner), se livra da autoridade derivada da Revelação. Assim o mundo moderno passaria finalmente da fase do princípio de transcendência ao de imanência, professando a religião antropocêntrica, em vista de um humanitarismo global. Eis o ideal que irmana demo cristãos mações, socialistas, liberais e, apologistas do insuperável valor da praxe «pastoral» do Vaticano 2 (P. Cornelio Fabro, «La svolta antropologica di Karl Rahner», Rusconi, Milão, 1974.).

Todavia, justamente esta mentalidade relativista, condenada pelo magistério católico, dominava a mente dos infiltrados na Igreja para «aggiornare» a fé e a autoridade católica ao progresso do mundo moderno. Bastava aplicar a «caridade relativista» às mais diversas questões, como fez Bento 16, perseverando na aplicação desta ao relativismo religioso ecumenista.

A mesma linha de Roncalli, do profetismo que evoca sinais dos tempos, não para referir-se à espiritualidade cristã, mas à utopia da nova ordem ecumenista, era a tendência conciliadora modernista em questões religiosas: a operação ecumenista e até incrimina as palavras «proselitismo» e dispensa a conversão».

Isto se estendia à política, em sentido contrário ao das directrizes da Igreja. Para esta, também na política pode haver um aspecto político da doutrina, como foi o «Non expedit» de Pio IX e o anti-comunismo dos Papas recentes.

Mas o que importava para Roncalli (que visava antes ao que une) e até ao arcebispo de Paris Suhard, era actualizar a Igreja, conciliando-a com o progresso da democracia moderna, 80ª proposição condenada pelo Syllabus de Pio IX.

Nesse sentido Roncalli e Suhard apoiaram plenamente a iniciativa
dos padres operários, que passaram a trabalhar em fábricas para estar em contato com os trabalhadores e, se possível, aproximá-los com algumas palavras do Evangelho. O problema é que em vez de converter estes à religião, foram convertidos ao comunismo. Com tais resultados Roma reagiu e impôs uma intervenção de Suhard, que em Fevereiro de 1949 fez uma declaração sobre a questão julgada inadequada pelo Vaticano. Roncalli, porém, interveio em favor dessa iniciativa ruinosa para a fé, e fez publicar, ajudado por Montini,  no «l’Osservatore Romano», um elogio a tal iniciativa, em ato em Paris com o acordo de seu patrono episcopal Suhard.

Quando Pio XII, no dia 30 de Junho de 1949, decretou a excomunhão dos comunistas ateus e quantos em algum modo favoreciam o comunismo, Roncalli partiu de Paris para um longo tour na província, desvelando como queria evitar o problema, ausência que repetiu por ocasião da publicação da encíclica
«Humani Generis» (12.8.1950), que explica os erros e condena a «nova teologia». Com o Vaticano 2, compreende-se porque as doutrinas que os Papas católicos condenam, com seus autores, deviam ser promovidas segundo Roncalli e sucessores. Alguns nomes: Danielou, De Lubac, von Balthasar, Chenu, Congar.

É verdade que a reprovação da obra do inspirador destes «novos teólogos», Teilhard de Chardin, já falecido, mas real mentor da revolução do Vaticano 2 permaneceu sob João 23, que assinou o documento preparado pela Cúria em 1960, provavelmente para não escandalizar demais esses cardeais.

O prenúncio da eleição do Roncalli ao trono pontifício
A revolução para mudar o cristianismo vinha de longe e não recolhia só as ideias e planos de personagens conhecidos. Nela, tudo fora urdido em segredo; pairavam até as ideias de Steiner e da sua antroposofia. Rudolf Steiner, já em 1910, no tempo de São Pio X, preanunciava: “Precisamos de um Concílio e de um Papa que o convoque” (Arceb.R. Graber, «Athanasius», Civiltà, Brescia, p. 43).

O francês Jean-Gaston Bardet, que depois vai se saber que era um
conhecido mação, autor de livros com tendência «cristã esotérica»,
escreveu, em Agosto de 1954 a Roncalli, e depois o visitou em Veneza, para avisá-lo que ia se tornar Papa. Não é só isso, mas prevê que o seu pontificado será marcado por grandes reformas. Ele também diz que assumirá o nome de João.

Como tudo isso se tornou realidade e há ainda outras indicações de que Roncalli sabia que seria eleito, podemos deduzir que os poderes ocultos já o haviam apontado como candidato papal do próximo conclave, e portanto, avisado em tempo. Pode essa escolha não ser ligada ao seu currículo de clérigo de acordo com as necessidades da Maçonaria? E a convocação dum concílio em seguida à eleição,  seria alheia à decisão dos mesmos poderes estranhos à Igreja?

Outro episódio estranho foi mencionado no programa «enigma» da RAI 3 (2003). Trata-se do relatório do embaixador Francesco Giorgio Mameli de 1954 ao ministro Piccioni da República Italiana, em que Roncalli está indicado como o candidato ao pontificado a promover; seria o João Baptista, o precursor de Montini, pacto de ferro, como também da convocação do Concílio para a mutação da Igreja segundo as lojas.
Estas dominavam no Vaticano e decidiram sobre Roncalli papa, como testemunhou também Franco Bellegrandi (Nichitaroncalli, p. 62.11).

Entende-se, assim, que a obra ecumenista de Roncalli no Próximo
Oriente lhe havia aberto tantas portas e, em seguida como núncio em Paris, também de Patriarca e candidato à Sé, para ser o «papa bom» da nova liberdade de consciência, de acordo com a Maçonaria.

Depois de ter favorecido monsenhor Feltin, presidente da Pax Christi (pacifismo cristão), para a sucessão do Cardeal Suhard em Paris, Roncalli em 1953 retornou à Itália como Patriarca de Veneza. E dali partiria depois para Roma para ser eleito, como previsto, à Cátedra de São Pedro.

Foi a surpreendente carreira de um professor suspeito desde o início de um modernismo larvado que mirava à abertura da Igreja ao mundo, como conseguiu.

 

No dia 2 de janeiro de 1944 a Mãe do Céu havia aparecido à vegente de Fátima para autorizá-la a escrever a 3ª parte do Segredo; da visão do Papa católico «liquidado» com todo o seu completo séquito fiel, o que seria mais claro em 1960. Nesta data o Segredo podia ser conhecido, mas foi censurado. Por quem, senão pelo «papa mação», eleito para a demolição da Igreja.

Todavia deve-se constatar que a indignação diante de alguém que em veste papal manda sorrateiramente censurar a Mensagem profética de Quem é a Rainha dos profetas foi mínima.

E igualmente foi reduzida essa indignação a medida que João 23 e sucessores foram corrompendo aos poucos a Doutrina e a Liturgia católicas segundo a Tradição apostólica.

Não só, mas até hoje, quase sessenta anos após a eleição ilícita de um clérigo que pelas suas obras de abertura à liberdade iluminista de consciência e religião demonstra-se alheio ao Catolicismo, ainda não se contesta a sua eleição.

Paralelamente, contesta-se a visão do «Terceiro Segredo», que nos faz ver o massacre da Igreja Católica e da Cristandade nessa data. Inúmeras alegações e falsos segredos são pois produzidos para que essa data perca toda a sua importância profética.

Todavia é uma data que assinala o período histórico da débâcle de uma Cristandade que se perdeu na grande apostasia profetizada. Um dia vai se perceber a gravidade do engano, mas já será tarde para muitas almas.

No entanto se diga e testemunhe que o aviso divino não faltou. Faltou e faltam os homens de Sua Igreja devastada.

 

 

 

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