Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

HERESIA PÚBLICA DO MAGISTÉRIO E CONTAMINAÇÃO DA SANTA IGREJA

garrigou-lagrange

 

 

 

 

 

Uma Igreja com cabeça moral herética?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

El problema de la Misa “Una Cum”

SÍ SÍ NO NO

1º SEGÚN LA SANA TEOLOGÍA DE LA PRIMERA, SEGUNDA Y TERCERA ESCOLÁSTICA

Padre Domingo Báñez

El eminente teólogo dominico Domingo Báñez[i], comentando la Suma Teológica del Aquinate (In IIam-IIae, q. 1, a. 10) y retomando la hipótesis de su hermano de orden el cardenal Tommaso de Vio, llamado Cayetano[ii] (De comparatione auctoritatis Papae et Concilii, Roma, Angelicum, 1936, ed. a cargo de Vincent Pollet, cc. 18-19), explica que el Papa, si, por pura hipótesis investigativa, cayese en herejía, seguiría siendo Papa. En efecto, la falta de la gracia santificante lo separaría del Alma de la Iglesia y la falta de fe de Su Cuerpo, pero la jurisdicción visible del Pontífice romano no sería herida ya que ella se refiere al gobierno visible de la Iglesia, que es una sociedad visible y no puede ser privada de la Primera Autoridad visible que la gobierna a causa de la falta en esta última de la gracia o de fe, las cuales son hábitos sobrenaturales invisibles[iii].

Por lo tanto, según Báñez (y Cayetano en la escuela de Santo Tomás[iv]), el Papa hipotéticamente hereje no sería miembro vivo de la Iglesia por falta de la gracia, no haría parte ya del Cuerpo de la Iglesia por error contra la fe, pero sería su Cabeza visible en acto en cuanto al gobierno o a la jurisdicción: “El Papa no es Cabeza de la Iglesia en razón de la santidad o de la fe porque no es por ello que puede gobernar a los miembros de la Iglesia, sino que es Cabeza suya en razón del oficio ministerial, que lo hace apto para dirigir y gobernar la Iglesia mediante el gobierno externo y visible y a través de la jerarquía eclesiástica, que es visible y palpable. Por lo tanto, según el influjo espiritual de la gracia y de la fe, no es miembro de la Iglesia de Cristo, si no las tiene; por el contrario, según el poder de gobernar y dirigir la Iglesia, es su Cabeza visible en acto” (In IIam-IIae, q. 1, a. 10, Venezia, 1587, coll.194-196)[v].  …

Charles-René Billuart …

Padre Réginald Garrigou-Lagrange

«Recientemente también uno de los mayores teólogos del siglo XX, el padre Réginald Garrigou-Lagrange[vii], en su tratado De Christo Salvatore (Torino, Marietti, 1946, p. 232), comentando a Santo Tomás (S. Th., III, pp. 1-90) y retomando la doctrina de los dos Doctores dominicos contrarreformistas arriba citados, precisa que un Papa hipotéticamente herético oculto permanecería siendo miembro de la Iglesia en potencia, pero no en acto, y mantendría la jurisdicción a través de la cual gobierna visiblemente la Iglesia. El hereje público, por el contrario, no sería ya miembro de la Iglesia ni siquiera en potencia, como enseña Báñez, pero mantendría el gobierno visible de la Iglesia.

Es pacífico, por lo tanto, para la sana y la más alta teología de la primera, segunda y tercera escolástica (Santo Tomás, Cayetano, Báñez y Garrigou-Lagrange) que, admitido y no concedido que el Papa caiga en herejía, mantendría igualmente la jurisdicción y permanecería siendo la Cabeza de la Iglesia, aun cesando de ser miembro de ella.

Si se tratase de una cabeza física, explica el padre Garrigou-Lagrange, esto sería imposible, pero es posible si se trata de una Cabeza moral y además “vice gerens”, o sea, se trata del Vicario visible de Cristo invisible ascendido al Cielo y Cabeza principal de la Iglesia.

???

 

HERESIA PÚBLICA DO MAGISTÉRIO E CONTAMINAÇÃO DA SANTA IGREJA

 

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Em primeiro lugar, que se afirme muito claramente que o grande teólogo, filósofo, e até místico, Reginaldo Garrigou – Lagrange, jamais escreveu que um papa caído PÙBLICAMENTE em heresia, conservaria a sua Jurisdição. Garrigou-Lagrange não ia comprometer uma vida inteira de brilhante magistério Tomista com uma contradição lógica aberrante. Ele não disse “pùblicamente”, mas privadamente – é totalmente diferente. Os anti-sedevacantistas que insistem em propagar essa falsidade [Publicação do sìsìnono dezembro, reproduzido pelo Carlos Noudué, para aceitar a «missa una cum»]terão de dar severíssimas contas a Deus Nosso Senhor.

Efectivamente, a missão do Romano Pontífice, Vigário de Cristo, sendo Universal e eminentemente pública, qualquer deslize, mesmo não herético, cometido até no seu Magistério autêntico, por exemplo numa audiência geral, possui repercussões tão graves, tão inimagináveis, que no que concerne ao Sucessor de Pedro, e também em grande medida no que aos Bispos se refere, a distinção entre heresia pública e contaminação da Santa Madre Igreja NÃO SE PODE REALIZAR, NA EXACTA MEDIDA EM QUE A PRIMEIRA ACARRETARÁ NECESSÀRIAMENTE A SEGUNDA. Não olvidemos que o povo cristão foi ensinado, E MUITO BEM, a considerar as palavras do Papa, enquanto Vigário de Cristo, como provenientes de Deus Nosso Senhor.  

A maçonaria internacional, em meados do século XIX, aquando do seu afã de destruir a Santa Igreja, apenas solicitou UM PAPA AO SEU SERVIÇO, pois conhecia muito bem a tremenda magnitude  moral, para crentes e descrentes, da Cátedra de São Pedro.

Quem escreve estas linhas, desde 1981 que abraçou definitivamente o Sedevacantismo; e a gota de água que lhe fez transbordar o copo, já de si muito cheio, foi precisamente o referendo sobre o aborto, em Itália, cujo demoníaco princípio democrático o Vaticano não só não condenou, como ardentemente defendeu. Todavia, nessa época eu pensava que os pontificados se podiam perder depois de constituídos. Posteriormente, processou-se alguma alteração no meu pensamento, tendo em atenção, sobretudo, as promessas solenes de Nosso Senhor Jesus Cristo a Pedro: “SIMÃO, SIMÃO, OLHA QUE SATANÁS VOS RECLAMOU PARA VOS JOEIRAR COMO AO TRIGO. MAS EU ROGUEI POR TI PARA QUE A TUA FÉ NÃO DESFALEÇA, E TU, UMA VEZ CONVERTIDO, FORTALECE OS TEUS IRMÃOS” (Lc 22, 31-33). A Fé de Pedro não desfalece, devido, fundamentalmente, à prerrogativa sustentadora da Infalibilidade: CONSEQUENTEMENTE, SE a OU b NÃO SÃO PAPAS, ENTÃO NUNCA FORAM PAPAS.

Garrigou-Lagrange, embora conhecesse bem as manobras dos modernistas, e tendo falecido em 1964, jamais sonhou com uma destruição da face humana do Corpo Místico, TÃO RÁPIDA, TÃO PROFUNDA, E TÃO EXTENSA.

É necessário sublinhar, que neste quadro conceptual, um herético, e pior ainda um apóstata, empenhado em destruir a Santa Igreja a partir de dentro, NÃO PODE SER INVESTIDO POR NOSSO SENHOR NO SUPREMO PONTIFICADO, AINDA QUE VÀLIDAMENTE ELEITO, EM TERMOS PURAMENTE HUMANOS. Roncalli, mancomunado com a seita maçónica para destruir a Santa Madre Igreja, mediante um falso concílio, era portanto um apóstata e tal conspiração configurava uma situação PÚBLICA DE DIREITO, A PRINCÍPIO NÃO NOTÓRIA, MAS TENDENDO PROGRESSIVAMENTE A TORNAR-SE NOTÓRIA. Consequentemente, os heresiarcas que tomaram o poder na Igreja após a morte de Pio XII, NÃO ERAM HEREGES PARTICULARES, MAS CONJURADOS PÙBLICAMENTE INSPIRADOS PELO DEMÓNIO. Inclusivamente, antes do Concílio, tais homens, de acordo com o canon 188 do Código Pio-Beneditino, ENCONTRAVAM-SE DECAÍDOS DOS SEUS CARGOS, CELEBRAVAM E ORDENAVAM INVÀLIDAMENTE, INCLUSIVAMENTE O BAPTISMO CONFERIDO POR ESSES HERESIARCAS ERA INVÁLIDO. É que existe uma profunda diferença entre heresia formal e apostasia; a primeira erra culpàvelmente num artigo de Fé; mas a segunda, ABANDONA COM HOSTILIDADE, COM ÓDIO, A GLOBALIDADE DA FÉ CATÓLICA, NUTRINDO DESEJOS DE DESTRUIR A SANTA IGREJA. RONCALLI, MONTINI, WOJTYLA, RATZINGER E BERGOGLIO, SÃO APÓSTATAS E NÃO SIMPLESMENTE HERÉTICOS. Quanto a Albino Luciani (João Paulo I) pode bem ter sido assassinado pela maçonaria quando pretendia reagir contra o Concílio.

Cumpre assinalar que o canon 188, art.4, cujo fundamento é a bula “Cum ex apostolatus” de Paulo IV, constitui como que a ponte mediante a qual o Direito Divino Sobrenatural passa à frente do Direito Canónico, quando os supremos interesses da Santa Madre Igreja estão em causa. Efectivamente o cânon 2264 invalida os actos de jurisdição de um excomungado apenas depois de sentença condenatória ou declaratória. Mas imaginemos um bispo que começa a vomitar heresias, e por qualquer motivo é impossível o recurso a Roma. Aplicando à letra o cânon 2264, um tal bispo poderia continuar a blasfemar e a assassinar almas em estrita legalidade canónica, vàlidamente,impunemente, intocàvelmente, o que é absurdo. O cânon 188 coloca de imediato, nessas situações, o Direito Divino Sobrenatural à frente do Direito Canónico, como se referiu.    

De acordo com o modo suave da actuação da Divina Providência, muitos teólogos pensam que a Fé Teologal é necessária ao Papa, mesmo como Hábito Sobrenatural puramente interno; porque só o Hábito da Fé pode sustentar a prerrogativa da Infalibilidade; é também esta a posição do autor destas linhas. Mas não se pense que o grande Garrigou-Lagrange quis de alguma forma dogmatizar este ponto assaz escorredio de Doutrina Teológica e Canónica. Mas perante o assalto da maçonaria internacional à face humana do Corpo Místico, todos os teólogos do passado, se vivessem, erguer-se-iam, em uníssono, com uma só alma católica, e sem hesitar anatematizariam, com todas as suas forças, esta deicida seita conciliar; mas igualmente amaldiçoariam estes anti-sedevacantistas de má fé, que usam os seus aberrantes argumentos e as suas mentiras para liquidar a verdadeira resistência à seita anti-Cristo, utilizando hoje o anti-sedevacantismo, tal como há cinquenta anos os modernistas utilizaram o ominoso princípio da liberdade religiosa.   

Alguém pode sonhar que, por exemplo, São Tomás de Aquino, defendesse que era lícito permitir que os inimigos maiores da Santa Madre Igreja, a pudessem destruir, friamente, legalmente, canònicamente, e pior ainda, com os crentes proclamando a legitimidade de tal destruição? Não disse São Paulo:”Ainda que nós, ou um Anjo do Céu, viesse anunciar um evangelho diverso daquele que recebestes – SEJA ANÁTEMA!  (Gal 1,8)

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 4 de Março de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

A PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO E A PAIXÃO DA SUA IGREJA

Getsemani

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XI, em excertos da sua encíclica “Caritate Christi,” ,promulgada em 3 de Maio de 1932:

«Mas, ante este ódio satânico contra a Religião, que faz lembrar o Mistério da Iniquidade, de que nos fala São Paulo, não bastam por si só os meios humanos e as providências dos homens, e nós julgaríamos faltar ao nosso múnus apostólico, se não quiséssemos mostrar à Humanidade os maravilhosos Mistérios da Luz, os únicos que em si encerram a força de subjugar o desenfreado poder das trevas. Quando o Senhor, descendo dos esplendores do Tabor, curou o jovem atormentado pelo demónio, que os discípulos não tinham podido curar, à humilde pergunta destes: “Porque que é que o não pudemos curar nós?” Respondeu com aquelas memoráveis palavras: “Esta espécie não se expulsa senão com a oração e o jejum”. Parece-nos, Veneráveis irmãos, que estas Divinas Palavras se devem precisamente aplicar aos males dos nossos tempos, que só com a oração e a penitência podem ser debelados. (…)

Que espectáculo não é, para o Céu e para a Terra, a Igreja que ora? De há séculos, ininterruptamente, repete-se na Terra, de dia e de noite, a Divina Salmodia dos cantos inspirados; não há hora do dia que não seja santificada pela sua Liturgia especial. Não há período algum, longo ou curto, da vida, que não tenha um lugar na acção de Graças, no louvor, na impetração, e na reparação da prece comum do Corpo Místico de Cristo, que é a Santa Igreja. Desta forma, a oração assegura a presença de Deus entre os homens, como prometeu o Divino Redentor: “Onde dois ou três estão reunidos em Meu Nome, estou Eu no meio deles” (Mt 18,20). (…)

A Penitência é pois como uma arma salutar posta nas mãos dos aguerridos soldados de Cristo, desejosos de lutar pela defesa e pelo restabelecimento da Ordem Moral no Universo. É uma arma que atinge a própria raiz de todos os males, isto é, a cobiça das riquezas materiais e a concupiscência dos prazeres dissolutos da vida. Com sacrifícios voluntários, com renúncias práticas, embora dolorosas, por meio de várias obras de penitência, o cristão generoso refreia as baixas paixões, que tendem a arrastá-lo à violação da Ordem Moral. (…)

Até para os indivíduos, A PENITÊNCIA É FUNDAMENTO E FONTE DE VERDADEIRA PAZ, desprendendo-os dos bens terrenos e caducos, e ELEVANDO-OS AOS BENS ETERNOS, proporcionando-lhes até no meio das privações e adversidades da vida, UMA PAZ, QUE O MUNDO, COM AS SUAS RIQUEZAS E PRAZERES, NÃO PODE DAR. (…)

Nada mais nos resta, Veneráveis irmãos, do que convidar este pobre mundo, que derramou tanto sangue, que abriu tantos túmulos, que destruiu tantas obras, que privou de pão e trabalho a tantos homens, nada mais nos resta, repetimos, do que convidar com as meigas palavras da santa Liturgia: CONVERTE-TE AO SENHOR TEU DEUS.»

 

Coloca-se, por vezes, a questão da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo haver superado, em dor, o que era necessário, de Justiça, para a nossa salvação. Contudo, a Santa e superabundante Paixão do Senhor não é sòmente constitutiva da Ordem da Justiça e da Misericórdia, mas igualmente da ordem da Inefável Caridade com que Deus Nosso Senhor amou de tal modo o mundo que lhe deu o Seu Filho unigénito. Além disso a Paixão de Nosso Senhor, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, devia ser Causa Eficiente Principal (enquanto Deus) e Instrumental eminentíssima (enquanto Homem), Causa Meritória (enquanto satisfação Redentora que aplaca a Deus), mas também Causa Exemplar e Final do martírio cruento e incruento dos Seus santos; consequentemente, os sofrimentos do Senhor foram de ordem física e de ordem moral, embora, lamentàvelmente, haja uma tendência para olvidar a Agonia do Senhor do Horto, provocada pela visão apavorante dos pecados, das ingratidões, e das apostasias, dos homens através dos séculos; mas uma agonia, oriunda também do abandono, da solidão, e das traições dos homens, que Nosso Senhor, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, dotado de uma sensibilidade perfeitíssima, sentiu mais e melhor do que todos os santos juntos.

Há quem suscite contradição entre a Visão Beatífica gozada pelo Verbo Encarnado, e as dores da Paixão. A União Hipostática foi concebida pela Santíssima Trindade de modo a que Nosso Senhor fosse simultaneamente Compreensor e Viador, ou seja: Por um lado Nosso Senhor, enquanto Homem, contemplava, na Eternidade, a Essência Divina; por outro, sendo mortal, peregrinava na Terra, vivendo no tempo. Neste quadro conceptual, a Visão Beatífica não se repercutia quantitativa e fìsicamente, através da essência da alma, de modo a anular ou atenuar as dores da paixão; podemos inferir que em Jesus Cristo, antes da Ressurreição, possuía a Visão Beatífica com carácter Metafísico e não físico. Mesmo a alma Santíssima do Senhor, no seu todo, e através da sua essência, repercutia as dores da Paixão, na exacta medida em que constituía a forma espiritual e racional do Corpo do Senhor – o mesmo aconteceria com qualquer homem. Todavia, nas suas especificidades intelectivas e espirituais superiores, E SÓ NESSAS, a alma de Jesus não podia sofrer, porque se encontrava ilustrada com o Lume Beatífico e Incriado.

Na Sua Paixão, Nosso Senhor sofreu mais do que qualquer homem pode sofrer, física e moralmente, precisamente pela Sua Dignidade Infinita e absoluta sujeição da sensibilidade à Razão. Nosso Senhor, como aliás também Nossa Senhora, jamais puderam sofrer algo que proviesse, física ou moralmente, de si próprios, na realidade, de si mesmos não estavam sujeitos à doença e à morte. TUDO O QUE PADECERAM, OU PODIAM PADECER, FOI EXTRÍNSECO.

Sabemos que Nosso Senhor Jesus Cristo possui uma relação Transcendental com o Seu Corpo Místico, que é a Santa Madre Igreja, Pessoa Moral de Direito Divino Sobrenatural. Essa relação consubstancia-se, essencialmente, na união transcendental de Nosso Senhor com a Cátedra de São Pedro, mediante a qual, Nosso Senhor e o Seu Vigário constituem UMA SÓ CABEÇA DO CORPO MÍSTICO. A Santa Igreja constitui como que um prolongamento da Personalidade de Nosso Senhor, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem; um prolongamento, através dos séculos, da benfazeja irradiação Sobrenatural, que foi a de Nosso Senhor quando peregrinou pela Terra. Porque a Graça Sobrenatural possui em Nosso Senhor toda a sua causalidade: Como Deus, e segundo um poder de Autoridade, Nosso Senhor é a Causa Principal da Graça; como Homem, e segundo um poder de excelência, Nosso Senhor é a Causa Instrumental, Primária e Eminente, da mesma Graça. Evidentemente, sem olvidar a já citada Causalidade Meritória.

Quando Nosso Senhor morreu na Cruz, apenas a Sua Alma Se separou do Corpo; porque a Pessoa do Verbo continuou Hipostàticamente unida ao Corpo e à Alma, isto é, à Natureza Humana. Cumpre assinalar que, na morte, a separação (em qualquer pessoa) do corpo e da alma é apenas ONTOLÓGICA, porque TRANSCENDENTALMENTE, a alma continua em relação com o seu corpo. Na Ressurreição, compete à alma reconstituir a realidade substancial e pessoal com a unidade orgânica que transcendentalmente lhe corresponde; o que sòmente se pode processar por acção de Deus Criador, enquanto Deus Criador. É contraditório pretender que qualquer Ressurreição possa ser operada pela natureza em si mesma, por qualquer natureza, criada ou possível.

Sabemos que o golpe maçónico conciliar destruiu a face humana do Corpo Místico. Todavia, logo vem à mente uma dúvida? Mas essa face humana é, ou não é, parte integrante da Santa Madre Igreja, tal como foi fundada por Nosso Senhor? E se é, como pode ter desaparecido?

A Natureza Humana do Senhor, evidentemente que também é parte integrante de Jesus Cristo; e todavia, como já vimos, a Alma do Senhor separou-se temporàriamente do Corpo, na morte. Mas não olvidemos que o Verbo continuou Hipostàticamente unido ao Corpo e Alma Santíssimos.

Mas estará a insinuar que a Igreja conciliar continua unida a Deus? Não, de modo nenhum, o que se afirma é que a Pessoa Moral da Santa Madre Igreja, na sua unidade, na sua indefectibilidade, na sua infalibilidade, e até na sua intangibilidade, continua transcendentalmente unida a Cristo Senhor, porque não pode sofrer com as vicissitudes do processo histórico, sejam elas quais forem.

A face humana da Santa Igreja, aquela que foi usurpada pelas forças anti-Cristo, usurpada na sua nomenclatura, nas suas funções, nas suas raízes histórico-materiais, essa continua a existir, MAS JAMAIS NAS PESSOAS DOS USURPADORES DEICIDAS ANTI-CRISTO – QUE MERECEM A PENA DE MORTE; continua a existir organicamente, nas almas dos verdadeiros crentes que sempre existirão, dos verdadeiros sacerdotes e bispos que também sempre existirão, e evidentemente, nas estruturas materiais que estes criarem, em concreto, e que tenderão sempre a criar no futuro. Peço ao leitor para me seguir numa analogia: Já citei a Ressurreição como a reconstituição da realidade do composto da alma com a unidade orgânica que transcendentalmente lhe corresponde. Ora uma tal unidade não implica uma IDENTIDADE DE ÁTOMOS E MOLÉCULAS COM AQUELAS QUE POSSUIU EM VIDA, PORQUE ESTAS SÃO CONTÌNUAMENTE SUBSTITUÍDAS AO LONGO DA MESMA VIDA, IMPLICA APENAS UMA IDENTIDADE FORMAL E ORGÂNICA E NÃO MATERIAL. Anàlogamente, a face humana do Corpo Místico, ao longo dos séculos, vai substituindo os indivíduos e as gerações, como é natural, mas sempre animadas da mesma Fé, Esperança e Caridade, da mesma Doutrina, da mesma Cátedra de São Pedro, do mesmo Magistério Sagrado, do mesmo Santo Sacrifício da Missa, dos mesmos Sacramentos, como membros vivos do mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo, logo em perfeitíssima e sublime IDENTIDADE ORGÂNICA, a qual é indefectível, porque, como dissemos, a face humana do Corpo Místico está unida a Jesus Cristo, como que num prolongamento da Sua Natureza Humana e das Suas Acções Teândricas.  

Poder-se-á argumentar: Mas esta é uma época horrorosa, A Santa Igreja desapareceu totalmente, nunca poderá voltar a ser como foi? Isso é verdade, mas apenas quantitativamente; a máquina diabólica de trituração maçónico-conciliar actuou de forma, tão rápida, tão profunda, e tão extensa, que os tempos serão de catacumbas; mesmo após a restauração da linhagem dos Papas, os tempos serão sempre amargos e de intensíssima perseguição, cruenta e incruenta; mas assim foi nos primeiros três séculos da História da Santa Madre Igreja.

É completamente falsa e herética a tese de uma conversão universal do mundo à Fé Católica e à Igreja, antes da Parúsia Final. Tal se opõe radicalmente ao Dogma, formalmente revelado por Nosso Senhor, de que o mundo, no plano moral e religioso, é essencialmente mau e inimigo da alma dos que querem seguir fielmente a Cristo. Não olvidemos que segundo os misteriosos desígnios da Providência, o mal existe para o maior resplendor da Verdade e do Bem, para maior Glória de Deus, na provação ascética e mística dos eleitos.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 16 de Fevereiro de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

UM DESATINADO «DEBATE« DE CARLOS NOUGUÉ «PROFESSOR DE PAPAS HEREGES»

nougue

Arai Daniele

Devo iniciar narrando o meu contacto de amizade com o Carlos Nougué, personagem especial, interessante e agradável, que tinha bastante cultura pra bem ensinar filosofia e gramática. Mas religião? … Nossos leitores encontram desde há tempo na coluna ao lado dos artigos deste blog uma profissão de Fé militante em várias línguas: «DELENDA VATICANO 2 – «Não só não devemos ao magistério conciliar, em quanto tal, obediência alguma em nenhum ponto, mas devemos manter frente a ele contínua e intransigente oposição católica.»

Associamo-nos a esse testemunho subscrito pelo Nougué no seu sito de defesa da Fé ligado ao Mosteiro de Santa Cruz de Nova Friburgo de dom Tomás, em vista de una maior unidade na resistência à Igreja do Vaticano 2. E fomos justamente criticados por essa otimista iniciativa. Tive depois que reconhecer que havia nesse sodalício passageiro um equívoco. De fato, como se pode ler, para nós o repúdio do «magistério conciliar, como tal» era no sentido do «delenda vaticano 2» e portanto de tudo quanto lhe é ligado, como contrário e inimigo da Fé católica. O católico tem direito e deve acusar o que deturpa a Fé. Por isto aqui falo de livro desastrado que, propõe-se acusar um magistério anti-católico, sem recusar a autoridade de seus autores!

Pelo teor de nossos artigos resta evidente que esse repúdio inclui evidentemente os autores de tal falso magistério de engano e perdição. Testemunhamos aqui que este «magistério» do erro é o sinal mais visível que nos faz reconhecer todo o resto concernente à falsa autoridade. E, diga-se, era esperança que a esta evidência cedo chegassem esses amigos, pois não há filosofia que resista à evidência que a heresia  tem autores, no caso.em vestes papais!  Mas assim não foi e não é, pois Nougué, e através dele dom Tomás, professam ser mister acusar um «papa» de heresia sistemática, por causa de um seu «magistério» de cunho herético, mas continuar a reconhecer e ensinar o cabimento de sua legitimidade! Tudo, segundo o conceito alienado de toda lei e de toda lógica, que é melhor ter um «papa herético» do que nenhum!

Carlos Nougué (CN) decidiu então gravar um vídeo, que vi só por acaso, para ensinar sobre essa «descoberta», o que me deixou consternado. Sim porque até aí era questão sobre a qual ele mantinha reserva e julgamento suspenso. Poderia vir a ser harmônico ao da Sede  vacante? Eu reconhecia então a boa fé de quem procura, mas seguindo o que a Igreja ensina e qualquer católico fiel almeja reconhecer: o Papa que tem o poder de Vigário de Jesus Cristo.

ramalheteVejamos o caso presente do professor que ensina a possibilidade, debatida, do papa herético. Assim, lemos na «formalização final do debate entre Carlos Ramalhete e Carlos Nougué via hangouts em torno do tema “Concílio Vaticano II – continuidade ou ruptura?”; versará sobre duas questões: a) Se há continuidade no Magistério da Igreja de S. Pedro aos dias de hoje, sem interrupção no Concílio Vaticano II e dele em diante. b) Se se pode resistir sistematicamente à potestade e autoridade de jurisdição do Papa e dos Bispos por ele designados, bem como à legislação canônica por ele promulgada, etc., em alguma situação ou condição…

Mas como? CN vai recomeçar sobre o que ele já reconheceu como inaceitável?

No primeiro dia, Carlos Nougué defenderá o NÃO com respeito à primeira questão… no segundo dia, Carlos Ramalhete defenderá o SIM com respeito à primeira questão durante o mesmo tempo que usou Carlos Nougué no primeiro dia… Nougué terá direito a uma tréplica de meia hora.

«No terceiro dia, Carlos Ramalhete defenderá o NÃO com respeito à segunda questão… No quarto dia, Carlos Nougué defenderá o SIM com respeito à segunda questão durante o mesmo tempo que usou Carlos Ramalhete no terceiro dia, e Ramalhete terá direito a uma tréplica.

É patético! Questões inerentes à Fé, que já deve ser professada, mas é posta em discussão. Para quê? Para convencer uns e outros a se converter a uma nova posição, ainda indefinível com respeito, à Fé? Nessa iniciativa para estes tempos, que pretende usar método escolástico – a disputatio oral – de alcançar a verdade para maior glória de Deus? O fato é que a glória do método escolástico não está tanto na sua forma aparente, quanto na clareza de premissas a fim de, para tratar do justo conteúdo e chegar à Verdade, expor argumentos convincentes .

Se Nougué professa a descontinuidade no Magistério da Igreja de S. Pedro aos dias de hoje, em ruptura do Vaticano 2 em diante, a questão real é bem outra: está em classificar os autores desse «magistério» de ruptura com o anterior, porque disso decorre a questão da liceidade católica de resistir sistematicamente, não «à potestade e autoridade de jurisdição do Papa e dos Bispos por ele designados, bem como à legislação canônica promulgada… », mas o reconhecimento da «marca» de tal «potestade» é indispensável premissa. Já está claramente na Revelação, da necessidade de anatematizar os falsos profetas, ainda que venham em vestes de anjos ou de apóstolos. A questão depende da precedente, se com o V2 se passou a outro Evangelho. Esta questão foi solenemente ignorada na sua importância, razão porque só há que constatar consternados a confusão que disso resulta. De fato, se essa potestade é legítima, como crêem ambos os professores, então o «não» de Nougué é de veia cismática, diante do correto «sim» de Ramalhete: o  magistério da autoridade legítima deve ser respeitado, mesmo se não se proclama infalível, mas é isento de propor erro. Veja-se Pio XII na «Humani generis»:

  • Esse modo de falar pode parecer eloqüente, mas não carece de falácia. Pois é verdade que os romanos pontífices em geral concedem liberdade aos teólogos nas questões controvertidas entre os mais acreditados doutores; porém, a história ensina que muitas questões que antes eram objeto de livre discussão já não podem ser discutidas. 20. Nem se deve crer que os ensinamentos das encíclicas não exijam, por si, assentimento, sob alegação de que os sumos pontífices não exercem nelas o supremo poder de seu magistério. Entretanto, tais ensinamentos provêm do magistério ordinário, para o qual valem também aquelas palavras: “Quem vos ouve a mim ouve” (Lc 10, 16); e, na maioria das vezes, o que é proposto e inculcado nas encíclicas, já por outras razões pertence ao patrimônio da doutrina católica. E, se os romanos pontífices em suas constituições pronunciam de caso pensado uma sentença em matéria controvertida, é evidente que, segundo a intenção e vontade dos mesmos pontífices, essa questão já não pode ser tida como objeto de livre discussão entre os teólogos.
  1. N. terá direito a uma tréplica – sem confusão – diante desse documento magisterial? Eis que no terceiro dia, Carlos Ramalhete defenderá com o verdadeiro Magistério o não católico com respeito à segunda questão. E no quarto dia, C. N., com um «sim» transgressivo, contesta a potestade que para ele é legítima, só pode cair em sí diante da palavra final que será aquela tréplica apoiada no verdadeiro Magistério a que Ramalhete terá direito. Ora, não foi por falta de avisos amigos. A Igreja tem a sua lei e seu Magistério e estes devem ser a referência para o fiel católico, que mira realmente a glória de Deus. Tudo levava a pensar que CN pelo menos estava no mesmo trem dos que sabem que há anticristos na cúpula do Vaticano. Um trem que custa a arrancar mas é consistente na fidelidade à Igreja. Mas de repente, percebeu-se que o nosso havia noturnamente saltado do trem para agarrar-se ao outro que ia na direção oposta; trem que tem por papa um herege para não ficar sem nenhum, e assim corre para a perdição.

Ora, um meio papa, um meio magistério, representa apenas apego desordenado às próprias elucubrações ; idéias que não se apóiam em nenhuma verdade, em nenhum campo do real, em nenhum domínio do ser ; que parecem cabíveis somente no domínio de uma meia filosofia mal digerida, moldada sobre falsas realidades sem sentido. De fato, toda a devoção católica ao verdadeiro Papa consiste no fato certo de ter ele recebido poder de modo direto e imediato de Deus mesmo; não da Igreja que através dos cardeais não podem dar algum poder papal ao eleito do conclave. Este voto só serve a indicar o personagem que a Igreja – assistida pelo Espírito Santo – tem por mais indicado para a função. Mas isto não impede que o eleito papa seja herege oculto capaz de enganar a todos pelo fato de não ser elegível porque não católico mas modernista; intenção desviada, ignorada pelos homens, mas conhecida de Deus.

Portanto, a eleição papal de um herege engana os homens, mas não pode enganar a Deus que lê nos corações e vê o resultado de um desviado a pontificar em Seu Nome. Este resultado os fiéis em breve reconhecerão nas obras ímpias do desviado. No caso de Roncalli, João 23, já nem havia muito disfarce nas suas intenções de abrir a Igreja ao mundo e à maçonaria, atos condenados pelo Magistério. Mas assim foi feito, João 23 eleito, alterou com malícia a vida da Igreja nesse sentido e isso continua de mal a pior com seus sucessores desde 1958.

O mal é para a vida das almas na Igreja e no mundo incomensurável, como todo católico pode ver com olhos da fé e caridade. Qual erudição livresca pode negar a origem dessa realidade? Aqui se coloca então a essencial questão da Fé, que todos, professores ou ignorantes, devem reconhecer; que o poder da Igreja da qual Nosso Senhor é a Cabeça, vem de Deus mesmo. Isto define essa Sociedade sobrenatural nascida do Sacrifício de Jesus Cristo. Então, nem é preciso nenhum livro para saber que Deus só dá poder para o bem, embora tolere o mal, enganos, erros  e heresias, produtos da liberdade humana, mas para a final exaltação do Bem. Deus permite o mal humano, mas é blasfemo pensar que o queira e autorize por engano.

Sobre isto há documentos infalíveis da Igreja, que decretam nulo o conclave que elegeu um herege, em qualquer tempo e circunstância, mesmo se descoberto só muito depois. Vejamos isto na Bula «Cum ex apostolatus»: do Papa Paulo IV que, definindo a matéria, declara nula a eleição de um herege oculto, que os eleitores ignorando a verdade sobre ele, elegeram.

  • «6. Nulidade de todas as promoções ou elevações dos desviados na Fé. «Agregamos que se em algum tempo acontecesse que um Bispo, incluso na função de Arcebispo, ou de Patriarca, ou Primado; ou um Cardeal, incluso na função de Legado, ou eleito Pontífice Romano que antes de sua promoção ao Cardinalato ou assunção ao Pontificado, se houvesse desviado da Fé Católica, ou houvesse caído em heresia, ou incorrido em cisma, ou o houvesse suscitado ou cometido, a promoção ou a assunção, incluso se esta houvera ocorrido com o voto unânime de todos os Cardeais, é nula, inválida e sem nenhum efeito; e de nenhum modo pode considerar-se  que tal assunção tenha adquirido validez, por aceitação do cargo e por sua consagração, ou pela subseqüente possessão ou quase possessão de governo e administração, ou pela mesma entronização ou adoração do Pontífice Romano, ou pela obediência que todos lhe haviam prestado, qualquer seja o tempo transcorrido depois dos supostos ante ditos. ..não outorgam nenhuma validez, e nenhum direito a ninguém.
  • Os fiéis não devem obedecer senão evitar aos desviados na Fé. E em conseqüência, os que assim houvessem sido promovidos e houvessem assumido suas funções, por essa mesma razão e sem necessidade de haver nenhuma declaração ulterior, estão privados de toda dignidade, lugar, honra, título, autoridade, função e poder; e seja-lhes lícito em conseqüência a todas e cada uma das pessoas subordinadas aos assim promovidos e assumidos… tanto aos clérigos seculares e regulares, o mesmo que aos leigos… seja-lhes lícito subtrair-se em qualquer momento e impunemente da obediência e devoção daqueles que foram assim promovidos ou entraram em funções, e evitar-lhes como se fossem feiticeiros, pagãos, publicanos ou heresiarcas, o que não obsta que estas mesmas pessoas tenham de prestar sem embargo estrita fidelidade e obediência os futuros bispos, arcebispos, patriarcas, primados, cardeais ou ao Romano Pontífice, canonicamente eleito.»

Como supor então que esses «papas conciliares» possam ter recebido diretamente o poder de Deus para deturpar a vida da Igreja e prejudicar mortalmente as almas? Vai nessa idéia uma verdadeira blasfêmia, constante no seguinte paradoxo ateu sobre a onipotência e onisciência de Deus, expressa pelo silogismo; – Se Deus desconhecia as más intenções que iam na alma do eleito, então não era onisciente. Se Deus o conhecia, mas seu poder divino não podia evitar o desviado, portanto impedir o mal na Igreja, então não era onipotente. Se o era, então não foi benevolente. Tudo para concluir sobre uma «outra Igreja» que recebeu poder para desviar.

Conclusão: sem a Fé não há poder divino: é condição para ser candidato à eleição papal ser um lúcido católico. Se demonstrar-se desviado da Fé, visto que o poder de um Papa é dado para a sua fé, cujo poder provem imediatamente de Deus, compreende-se a preocupação católica do Papa Paulo IV de não permitir jamais se possa crer num desviado, que tendo recebido de um conclave de cardeais enganados tal poder, apresente-se como enviado por Deus, e portanto blasfemamente visto Deus como causa primeira de más obras contra a Sua Igreja. Não. De Roncalli a Bergoglio todos devem ser considerados heresiarcas produto de um conclave nulo. Os desviados podiam enganar aos homens, jamais a Deus.

Só quando o pequeno Resto estará finalmente unido neste testemunho, a eleição de um Papa, querido por Deus, tornar-se-á possível. Eis o fervente voto para este ano centenário. Atenção, porém, ao aviso de São Paulo (2Tm, 2,23-26): «Evita questões loucas e não educativas que provocam brigas. Um servo do Senhor não deve ser inaccessível, mas manso para com todos, competente no ensino, paciente nas ofensas sofridas. É com suavidade que deves educar os opositores, esperando que Deus lhes dará não só a conversão, para conhecerem a verdade, mas também o retorno ao bom senso, libertando-os do laço do diabo, que os conservava presos para lhe fazerem a vontade.»

LA LIBERTAD RELIGIOSA CONCILIAR PRETENDÍA LA ABOLICIÓN DE LA CRISTIANDAD

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  • Introducción del libro de Rafael Gambra: «Unidad religiosa y derrotismo católico» 1965. Aquí se explica el desastre del Vaticano2, antes mismo que se completase esa nefasta obra de apostasía, a la luz del pensamiento católico. ?No lo sabían o era todo planeado? 
  • El autor no reproduce en su totalidad la cuestión española de entonces, se trataba de un “papa” (Paulo 6) que imponia a un jefe de Estado católico (Francisco Franco), de no ser más católico. «El caso español como tributo o como esperanza…» hoy sin esperanza!

 

Cada tiempo trae su asombro, y el nuestro nos ha traído una corriente en pro de la laicización de la sociedad y del Estado, no a impulsos de racionalistas o de agnósticos, ni siquiera de protestantes, sino de católicos. Y no de católicos en países de formación reciente y religiosamente heterogénea, sino de católicos de viejas y asentadas cristiandades, como Maritain en su ideal de la nueva cristiandad de su «Humanismo Integral».

Admite esta teoría que el viejo orden cristiano del Pontificado y del Imperio fue eliminado por la paz de Westfalia primero y por las guerras napoleónicas más tarde; como consecuencia de ello debe imponerse hoy una nueva realización de la Cristiandad que se base en una coexistencia religiosamente neutra, cuya religiosidad emane de la fe de sus miembros en la medida en que esta exista, y no de ningún género de estructuras políticas ni comunitarias.

Sin embargo, nuestro presente más inmediato ha dejado atrás a ese ideal secularizador de Maritain para propugnar una sociedad que ni siquiera sea cristiana por la acción individual de sus miembros, sino que se presente exactamente igual a otra puramente laica, dado que la conducta política y social de un cristiano debe progresivamente asimilarse a la de un no-cristiano en el seno de una objetividad funcional o tecnocrática. Ejemplos de tal actitud se prodigan aún en nuestra misma patria, que nunca anduvo a la saga en especímenes extremosos. Sirva de ejemplo —muy actual— la actitud religioso-política subyacente en la obra del Profesor Lopez Aranguren, que puede considerarse como posició-limite en este sorprendente fenómeno.

Cabe otorgarle este carácter culminatorio por que, en primer lugar, va teóricamente más lejos que Maritain: el orden político y social está para este autor regido por leyes propias que no se oponen a las religiosas como en el maquiavelismo, pero que son independientes de ellas. Y (en el mundo futuro del neopositivismo y de la secularización) católicos y no católicos nos iremos pareciendo cada vez más en nuestros comportamientos culturales, políticos y sociales. Porque —se pregunta— ?no estará llamada la religión a ser considerada socialmente, en un futuro próximo como el bridge (un juego serio)?

Cabe también otorgar a esta posición el carácter limite por el aquí y el ahora en que se expresa: esto es, un país no solo primitiva y homogéneamente católico sino cuyo presente político nació de una victoriosa rebelión de la conciencia religiosa contra las medidas secularizadoras y laicistas y contra el desorden moral y social que éstas engendraron no hace muchos años. Extrayendo una consecuencia —también llevada a su límite— de esta doctrina (que no es privativa de este autor) diríamos que un católico podría lícitamente formar parte de las comisiones para la laicización de la enseñanza y para la secularización de cementerios, que serán lógicamente las primeras que funcionen en la futura sociedad neutra, pero católicamente deseable, que se constituya.

Posiciones como ésta, muy frecuentes hoy en el catolicismo europeo, constituyen el límite ideológico de una onda histórica que viene muy de atrás. Ya en la crisis de la Escolástica medieval, en el remoto siglo XIV que precedió al Renacimiento, se afirmó la inasequibilidad por la razón del orden religioso, incluso de la existencia de Dios. Las consecuencias primeras de tal afirmación fueron ya sugeridas por el nominalismo occamista de la época: rota la relación del saber natural con el sobrenatural, se afirmaba la libertad del pensamiento científico y filosófico, y también la independencia del orden político respecto del eclesiástico, que quedaría así reducido a la administración de los sacramentos. Más tarde, y por este mismo camino, el protestantismo confinará la fe y el orden religioso a la intimidad personal y, a través de las doctrinas de la predestinación y del libre examen, negará la propia razón de ser de la Iglesia como poder humano interpuesto entre el alma y la palabra divina. Pero en el seno de la misma Iglesia, las llamadas democracias cristianas primero, la teoría mariteniana de la cristiandad laica más tarde, y las posiciones extremas como la aludida, en fin, han prolongado esa tendencia secularizadora o laicista respecto de la sociedad y el Estado que los sustrae a cualquier forma de re-ligación trascendente. Tales posiciones han llegado hoy, como se sabe, hasta el Concilio Vaticano II en el proyecto de una declaración conciliar de libertad religiosa, no meramente táctica, local o circunstancial, sino esencial y definitiva. Admisión que acarrearía, caso de imponerse, la anulación de la unidad católica de aquellos pueblos que, como el nuestro, la han conservado hasta hoy en la confesionalidad del Estado y en los aspectos mixtos de su legislación.

Tal situación nos lleva a plantear la cuestión de la libertad o de la unidad religiosa en sus adecuados términos, términos que envuelven la más universal y básica de las cuestiones de filosofía política: el gran tema de la re-ligación o de la autonomía del orden político respecto del orden sobrenatural, divino. No se trata de averiguar si el Estado puede prohibir a sus ciudadanos la profesión privada de su religión, ni tampoco si tiene derecho a obligarles a profesar la fe verdadera. Los términos del problema se reducen a estos dos puntos: 1°) Si una religión falsa tiene derecho a ser profesada con el mismo carácter público que la religión verdadera, y si lo tiene al libre proselitismo. 2°) Si el Estado o poder público debe mantenerse indiferente en materia religiosa o debe profesar la religión verdadera e inspirar en ella sus leyes y fines de acción.

Voy a ocuparme en este trabajo del segundo de estos puntos, prescindiendo del primero. En rigor, uno y otro son aspectos o planteamientos diversos de una sola cuestión, pero el primero de esos planteamientos es difícilmente comprensible y aceptable para el hombre de hoy, cuya mentalidad es, desde hace cuatro siglos, profundamente subjetivista. La objeción a ese primer planteamiento surge siempre inmediata: en el orden de los hechos, i como podemos —como puede un gobernante dado— distinguir la religión verdadera de la falsa? Si, por otra parte, el hombre está obligado a buscar la verdad, y si en esta búsqueda que constituye la vida moral debe seguir el dictado de la conciencia recta y de la invenciblemente errónea. I como se va a negar el derecho practico de su cumplimiento, con las implicaciones proselitistas que ese deber acarrea? Los derechos del que busca —del que yerra y del que encuentra— interfieren con la evidente negación de todo derecho al error objetivo, y hacen este planteamiento difícilmente inteligible, y, desde luego, ininteligible para el hombre actual.

En cambio, el segundo planteamiento que entraña la cuestión de si una colectividad Humana concreta que posee una fe común tiene o no derecho a vivirla colectivamente, a constituirse y legislarse según su espíritu y principios; si, en fin, tiene, no solo el derecho, sino también el deber de hacerlo así.

Para dilucidar esta cuestión a la luz de la razón, de la fe misma y de la autoridad, dividiré este trabajo en varios capítulos o temas sucesivos y confluyentes. Ante todo, dedicare un capitulo al tema previo de que sea la sociedad en si misma considerada. No han faltado teorías (Locke, Hobbes, Rousseau, los universalismos o totalitarismos de Estado) que han concebido a la sociedad como un algo esencialmente ajeno a cualquier forma de re-ligación trascendente, limitando esta al ámbito de las conciencias individuaste. Titulare este apartado: La sociedad humana y sus raíces naturales.

Si resolvemos que la sociedad Humana no es una realidad por si misma ajena a una significación religiosa, dedicare un segundo capítulo a investigar de que naturaleza y en qué grado puede hablarse de esa significación religiosa del Estado y del Derecho, desde el Angulo ya de una concepción cristiana de fines y valores. Daré a este apartado el titulo de: Significación religiosa del Estado y del Derecho.

Resuelta la índole de esa significación religiosa del orden politico-juridico después de examinarla desde ambas caras —la sociedad y la religión—, tratare de investigar la naturaleza de esa sociedad inspirada por un sentido de re-ligación, esa forma especial de vivir los hombres en Ciudad Humana bajo una inspiración religiosa, a la cual llamare «Comunidad». Este término lo opondré al de Sociedad, tomando este ultimo en el sentido de mera coexistencia práctica o funcional, según la distinción Comunidad-Sociedad que divulgó Tonnies y es común en la sociología contemporánea. Titulare esta parte: La noción de Comunidad.

En un cuarto capítulo analizare en su naturaleza comunitaria esta realidad histórica que a lo largo de los siglos hemos formado los españoles, apreciando su significación religiosa-cristiana y el grado de inspiración que la fe ha tenido en su génesis y en la conformación de su mentalidad, costumbres, estructuras y hechos.

Pasando en un quinto capítulo al enjuiciamiento critico de doctrinas v actitudes diversas u opuestas, analizare en su génesis la teoría para la cual la sociedad es —o debe ser— una nueva coexistencia religiosamente neutra de individuos o de grupos que viven reunidos, y aludiré a la doctrina católica y pontificia sobre este enjuiciamiento. Titulare este tema: El ideal de la coexistencia y la doctrina pontificia.

Contrayendo dicha teoría de la coexistencia neutra a su impacto dentro del catolicismo actual, trataré en un sexto apartado del tema: Raíz histórica del progresismo católico. En una última perspectiva trataré de interpretar el caso español, cara al futuro, en su sentido y en su posible valor. Titularé este séptimo capitulo: El caso español como tributo o como esperanza.

Por fin, y a modo de Conclusión, trataré de que todos estos temas y análisis diversos confluyan en una visión coherente y constructiva del tema inicialmente planteado.

A CEGUEIRA DA DEMOCRACIA

cegueira-democratica

 

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Leão XIII, em excertos da sua encíclica “Diuturnum Illud”, promulgada em 29 de Junho de 1881:

«Depois que os Estados tiveram príncipes cristãos, a Santa Igreja insistiu ainda mais em afirmar e pregar o quanto era inviolável a autoridade dos governantes: Disso devia depreender-se, que quando os povos pensavam no Principado, lhes vinha à mente UMA ESPÉCIE DE MAJESTADE SAGRADA, PELA QUAL ERAM LEVADOS A TER REVERÊNCIA E AMOR MAIOR PARA COM OS PRINCIPES ; POR ISSO, COM SABEDORIA, A SANTA IGREJA PROVIDENCIOU QUE OS REIS FOSSEM SOLENEMENTE CONSAGRADOS, COMO, POR ORDEM DE DEUS, ESTAVA ESTABELECIDO NO ANTIGO TESTAMENTO.

Quando a sociedade civil, como que suscitada pelas ruínas do Império Romano, reviveu na esperança da grandeza cristã, os Pontífices Romanos, instituído o Império Sagrado, consagraram de maneira singular o poder político. Acrescentou-se ainda uma nobreza grandíssima ao Principado; e não se deve duvidar que esta maneira de agir teria sempre beneficiado a sociedade religiosa e civil, se os príncipes e os povos tivessem tido sempre finalidades uniformes às da Santa Igreja.

De facto, as coisas foram sempre tranquilas e prósperas enquanto durou uma amizade concorde entre os dois poderes. Se os povos pecavam tumultuando, a Santa Igreja era a conciliadora pronta de tranquilidade que chamava todos ao dever e freava as violentas ambições, parte com doçura, parte com autoridade. Da mesma forma, se no governo pecavam os príncipes, então ela mesma ia adiante deles, e lembrando-lhes os direitos, as necessidades, os justos desejos dos povos, convencia-os à equidade, à clemência e à benignidade. Assim foi possível, muitas vezes, afastar os perigos de tumultos ou de guerras civis.

Ao contrário, as Doutrinas inventadas pelos modernos sobre o poder político CAUSAM AOS HOMENS GRANDES CALAMIDADES, e é de se temer que tragam para o futuro os males extremos; pois, não querer derivar da Autoridade de Deus o direito de mandar, outra coisa não é SENÃO ARRANCAR DA POLÍTICA O SEU ESPLENDOR MAIS BELO E TIRAR-LHE AS SUAS FORÇAS MAIORES. E quando  fizerem depender a autoridade DO ARBÍTRIO DA MULTIDÃO, primeiramente afirmam uma opinião enganadora, e em segundo lugar, apoiam o Principado num fundamento demasiado fraco e instável. Com efeito, as ambições populares como que estimuladas por aquelas opiniões, insurgir-se-ão com maior audácia e fàcilmente decairão EM TUMULTOS CEGOS E SEDIÇÕES ABERTAS, COM GRANDE RUÍNA DA COISA PÚBLICA. De facto, depois daquela a que chamam “Reforma”, cujos promotores e chefes combateram, com doutrinas novas, o Poder Sagrado e o poder civil, surgiram tumultos repentinos e rebeliões ousadas, especialmente na Alemanha, e isto com tanto incêndio de guerra doméstica, e com tanta carnificina, que parecia não haver lugar livre de tumultos e não manchado se sangue.

Com efeito, como ensina egrègiamente São Tomás, o temor “é fundamento fraco, porque os que estão submetidos pelo temor, se se apresentar uma ocasião em QUE POSSAM ESPERAR A IMPUNIDADE, insurgem-se contra os que presidem, tanto mais ardentemente quanto mais, contra sua vontade, eram refreados sòmente pelo temor”.  Por isso, é necessário encontrar um motivo mais alto e eficaz para a obediência, E ESTABELECER COM FIRMEZA QUE A PRÓPRIA SEVERIDADE DAS LEIS NÃO PODE SER FRUTUOSA SE OS HOMENS NÃO SÃO LEVADOS PELO DEVER E MOVIDOS PELO SALUTAR TEMOR DE DEUS.»        

 

A democracia tem de ser condenada, em primeiro lugar, pelo seu ateísmo; pois veio tentar preencher, polìticamente, o tremendo vazio deixado pela ausência de Deus Nosso Senhor, de Deus Uno e Trino, conhecido pela recta razão e revelado, Històricamente, Sobrenaturalmente, por Ele Mesmo. Essa ausência começou a esboçar-se nos séculos XIV e XV, revigorou-se extremamente com a dita “Reforma” do século XVI, e consumou-se definitivamente com a revolução de 1789 e revoluções suas derivadas. Hodiernamente, vivemos já noutra dimensão: A da civilização pós-Cristã.

Porque o “deus” da rua, o “deus” que anda, imoderadamente, caòticamente, na boca do comum dos homens – NÃO É O VERDADEIRO DEUS! E não se argumente com a denominada “fé do carvoeiro”, porque esta pode até ser, com a Graça de Deus, a Fé de um Santo. Como tenho repetido, porque a Santa Madre Igreja sempre o ensinou: A inteligência puramente natural, bem como a cultura humana e terrena, SÃO INCOMENSURÁVEIS COM A GRAÇA SANTIFICANTE E AS VIRTUDES TEOLOGAIS E MORAIS. Para Nosso Senhor e para a vida Eterna o que conta são OS BENS SOBRENATURAIS. O carvoeiro, analfabeto das coisas do mundo, pode constituir um repositório inauferível da ciência sublime de Nosso Senhor Jesus Cristo. Santo Tomás de Aquino afirmava ter aprendido mais nos seus solitários colóquios com Jesus Sacramentado do que nos livros.

Depois de terem cometido o seu deicídio, os homens políticos foram coagidos a inventar um método puramente humano de selecção e legitimação dos governantes, com o objectivo, segundo diziam e dizem, de evitar as guerras civis. Todavia, como a História bem demonstra, essas guerras não só não foram evitadas como se tornaram mais frequentes. E a razão profunda para tal radica-se no facto de que a mesma supressão de um Princípio Transcendente, Absoluto, Eterno e Imutável, abriu as portas à razão brutal da força, pois a Força Sobrenatural da Razão Divina era ignorada ou negada. Quando o destino do Homem é abandonado ao próprio Homem, TUDO PERDE IMEDIATAMENTE TODO O SENTIDO!

A soberania da vontade da maioria aritmética, relativizada legalmente na própria assembleia política, bem como na comunicação social, exaure a substância de todos os valores, oblitera a obrigatoriedade de todas as leis, precisamente porque tudo surge então como um produto contingente da caduca razão e vontade humana, QUE DISSOCIADAS DA RAZÃO E DA VONTADE DIVINA – NADA SÃO!

Todavia há uma outra faceta do problema, também muito grave:

O corpo eleitoral dos diversos países, mesmo daqueles mais culturalmente desenvolvidos, é, em grande parte, constituído por pessoas sem um pensamento coerente com uma vontade própria, porque tais pessoas se apresentam desprovidas da necessária objectividade na formulação dos problemas e procura de possíveis soluções. O VOTO DA GRANDE MAIORIA DAS PESSOAS É UM TIRO NA COMPLETA ESCURIDÃO. Mesmo pessoas cultas, que tinham severa obrigação de emancipar-se do mimetismo social reinante e dos vícios mentais e morais da rua, mesmo esses, NAUFRAGAM MISERÀVELMENTE NAS APARÊNCIAS DO MEIO SOCIAL.

Outros, mais cautelosos, esforçam-se por cogitar mais profundamente na responsabilidade do voto, mas são incapazes de funcionalizar objectivamente o seu raciocínio; o que conta acima de tudo são os seus interesses subjectivos, eliminada que é a sua necessária projecção social e política.

O resultado das eleições é assim duplamente falseado: Em primeiro lugar o seu pecado mortal de prescindir completamente da Lei Divina e do Magistério da Santa Madre Igreja; e ulteriormente, a realidade deprimente de um pensamento e de uma vontade humana, INDIGNOS DE TAL SEREM DENOMINADOS, na exacta medida em que o seu voto não constitui FORMALMENTE nada, exprimindo sòmente um gravíssimo sincretismo, religiosa e moralmente imputável ao homem e ao cidadão.

Neste quadro conceptual, num contexto onde exista pleno e irrevogável cumprimento da Lei de Deus e obediência à Santa Madre Igreja, e concomitantemente se verifique adequada objectivação e funcionalização da inteligência e da vontade, então nesse caso, as eleições podem ser boas e até necessárias; as Ordens Religiosas constituem um bom exemplo, e mais ainda, o Conclave para a eleição Papal. Aqui será válido o princípio de que várias cabeças, religiosamente rectas e objectivamente funcionalizadas, pensam melhor do que uma só. Tal princípio, contudo, não é Universal. Cumpre todavia assinalar, que as eleições, por definição, podendo designar alguém para determinado cargo, JAMAIS CONSTITUEM A FUNÇÃO; porque todas as funções terrenas, ainda as mais elevadas, necessitam fundamentar-se, essencialmente, na Suprema Função de Direito Divino Sobrenatural, ou seja, da Cátedra de São Pedro, fundamentação essa, MODERADA PELO ELEMENTO HISTÓRICO-NATURAL.     

Exactamente neste sentido, é que São Tomás considerava preferível uma monarquia orgânica, ou seja, convenientemente moderada, não apenas pela Família Real, mas por uma apurada fina-flor representativa da essência histórica – religiosa, moral, social e cultural – das Nações.

Por idêntico motivo, a Santa Madre Igreja condenou inapelàvelmente as denominadas monarquias absolutas, pois estas não apenas suprimiam a necessária, e de Direito Divino, Mediação da Santa Madre Igreja, Sociedade perfeita em sentido eminente, como igualmente desprezavam a função essencialista e moderadora da fina-flor das Nações, bem como a operatividade, extremamente rica e altamente benfazeja, do conceito de Família Real.

Deus Nosso Senhor criou o mundo em perfeita organicidade hierárquica; quanto mais os homens a respeitarem, mais ditosos e prósperos serão, mesmo neste mundo. É a perfeição e beatitude Sobrenatural que é susceptível de ilustrar o bem estar natural e terreno – E NÃO O CONTRÁRIO!

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 4 de Fevereiro de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral  

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que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

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