Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

VERDADE LÓGICA E VERDADE ONTOLÓGICA

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Leão XIII, em excertos da sua encíclica “Aeterni Patris”, promulgada em 4 de Agosto de 1879:

«Mas é louvor máximo e todo próprio de Tomás, nunca concedido a nenhum outro doutor Católico, o terem querido os Padres do Concílio de Trento, que no centro da aula das reuniões,junto com os Códices da Sagrada Escritura e os Decretos dos Pontífices Romanos, estivesse aberta sobre o Altar, também a Suma de São Tomás de Aquino, para dela extrair conselhos, motivos e sentenças.

E, finalmente, pareceu reservada a homem tão incomparável também a primazia, arrancando obséquios, elogios e admiração, ATÉ DOS INIMIGOS DO NOME CATÓLICO. Com efeito, sabe-se que entre os chefes das facções heréticas não faltaram os que confessaram pùblicamente, que uma vez afastada a Doutrina de São Tomás, eles poderiam fàcilmente “enfrentar e vencer todos os doutores católicos”, e aniquilar a Igreja. Infundada esperança, mas não infundado testemunho.

Por esses factos e motivos, veneráveis irmãos, todas as vezes que dirigimos o olhar para a bondade, a força, e as grandes vantagens daquele ensinamento filosófico, para o qual todos os que nos precederam tiveram amor particular, julgamos tenha acontecido inconsideradamente, que nem sempre, nem em todo o lugar, lhe tenha sido tributada a honra devida; tanto mais que se sabia perfeitamente, por longa experiência, que o julgamento de homens sábios, e o que mais conta, o sufrágio da Santa Igreja, tivessem favorecido a Filosofia Escolástica. Aconteceu então, que aqui e acolá, se favoreceu um novo tipo de filosofia no lugar daquela antiga doutrina. E não se colheram, aqueles frutos preciosos e salutares que a Santa Igreja, e mesmo a sociedade civil teriam esperado. Com efeito, sob o estímulo dos inovadores do século XVI, exigida e concedida mùtuamente a licença de excogitar tudo o que agradasse ou se quisesse, surgiu o prazer de filosofar sem o mínimo respeito à Fé. E como era natural, as várias maneiras de filosofar multiplicaram-se mais do que era justo, e surgiram teses diversas e contraditórias, até naquelas coisas que são fundamentais no saber humano. E da multiplicidade das teses, passou-se bem depressa para as incertezas e as dúvidas: E não há quem não veja o quanto seja fácil para o homem, da dúvida, cair no erro.

E como os homens se deixam atrair pelo exemplo, também as mentes dos filósofos Católicos pareceram tomadas pelo espírito de novidade, por causa da qual, desvalorizado o Património da Filosofia antiga, E CERTAMENTE SEM SAGÁCIA, NEM SEM PREJUÍZO PARA AS CIÊNCIAS, QUISERAM ANTES TENTAR COISAS NOVAS, DO QUE AUMENTAR E APERFEIÇOAR AS ANTIGAS COM AS NOVAS. Com efeito, esta forma variada de Doutrina, apoiando-se na autoridade ou no arbítrio de algum mestre, TEM FUNDAMENTO INSTÁVEL, e por isso não é a verdadeira Filosofia, firme e robusta como a antiga, mas é leve e instável. E se por acaso lhe acontecer, sentir-se alguma vez pouco adaptada a sustentar o ímpeto dos inimigos, terá de procurar a causa e a culpa em si mesma.»

 

No texto Leonino aqui transcrito, não são apenas condenados os sistemas filosóficos, que a partir do século XVI, pretenderam implantar o protestantismo na filosofia, tais como o de Descartes e Leibnitz, não; o grande Papa restaurador do Tomismo quis atingir igualmente o Escotismo (séc XIV) e o Molinismo (séc XVI), porque ainda que não os considerando como heréticos, certamente lhes reconhece notável debilidade intelectual, incapacitando-os de opugnar eficazmente contra os inimigos da Fé Católica, e isto tanto na Ordem Filosófica, como na Ordem Teológica e Moral. Em última análise, esses sistemas enlanguescem a Ordem Sobrenatural, particularmente a União Hipostática e o Sacerdócio de Nosso Senhor Jesus Cristo; e tal acontece em virtude do seu anti-intelectualismo: Colocando a verdade das essências, não na sua conformidade, absolutamente essencial, com a Natureza e Inteligência Divina e Incriada, mas subordinadas a numa Vontade Divina, assim diminuída, porque tendencialmente arbitrária, os Escotistas comprometem, de alguma forma, a Teologia e a Moral.

Por sua vez, o Molinismo apresenta dificuldades, pois oblitera a realidade Sobrenatural da Predestinação como constitutivamente dependente de Deus Nosso Senhor.

O problema da verdade e intelectualidade das essências é sempre o primeiro a sofrer quando nos distanciamos do Tomismo.  NÃO É DEUS QUEM CONSTITUI A VERDADE, NEM TÃO POUCO É CONSTITUÍDO POR ELA; SIMPLESMENTE – DEUS É A VERDADE! CONSEQUENTEMENTE, A VERDADE DAS ESSÊNCIAS É PARTE DA VERDADE DE DEUS.

A verdade ontológica é precisamente a Verdade de Deus enquanto mede, transcendentalmente, as realidades criadas, que mais não são do que a manifestação, extrínseca, finita e contingente das Perfeições Infinitas de Deus. Deus É, não existe, É, por Si mesmo, porque Deus É o Seu Ser; as criaturas existem porque não são o seu ser, porque nelas se dá a composição metafísica ESSE-ESSÊNCIA. É a essência que multiplica e particulariza a criatura, enquanto criatura. Deus possui a UNICIDADE, as criaturas possuem a unidade, ou seja, Deus é absolutamente único, porque não tem, nem pode ter, Género e Espécie; nenhuma criatura pode compor conceito unívoco com Deus. Mas as criaturas possuem Género e Espécie; mesmo os Anjos constituem um Género puramente espiritual, sendo cada Anjo uma espécie, não um indivíduo. Sócrates é homem, como Platão é homem, ambos participam da única espécie humana, convêm no conceito unívoco de homem, porque são ambos homens, e nesse aspecto são iguais; mas Deus é só Deus, não tem, nem pode ter, igual, pois é   infinitamente acima de qualquer criatura, criada ou possível.

Na Verdade Ontológica, as criaturas recebem a sua medida de Verdade directamente de Deus, que as hierarquiza na maravilhosa pluralidade integrante do mundo. Fundamentalmente, o conjunto orgânico das criaturas, na sua opulência, nas suas múltiplas relações e implicações, exprime com fulgor singular a uberdade da analogia do ser, em que tudo se harmoniza com tudo, porque tudo promana da Verdade e da Beleza Incriada.

Esta imarcescível verdade da Criação, pode ser apreciada por via Filosófica Natural Tomista, e por via Sobrenatural; efectivamente, a via Sobrenatural sobrepuja infinitamente a Ordem Natural, todavia, esta última é extremamente profícua, não apenas porque pode constituir condição extrínseca, Providencial, da Graça de Deus; mas também porque, mesmo na Ordem Natural, edifica uma infrangível barreira contra a heresia e contra a imoralidade. A maior maravilha da Criação consubstancia-se no feixe excepcionalmente rico de relações que os entes dos três Reinos da Natureza estabelecem uns com os outros e com o homem. A relação acrescenta ser relativo entre o sujeito e o termo dessa mesma relação; tal sucede, precisamente, porque o ente, criado ou possível, qualquer que ele seja, é TRANSCENDENTALMENTE relativo a todos os outros entes, reais ou possíveis, existentes ou não. É na base dessa relação transcendental que se edificam depois as variegadas relações predicamentais, das quais e pelas quais vive o resplendor da Natureza.

Todavia, o anúncio formal da Glória de Deus é absolutamente indissociável do conhecimento e amor de Deus por parte da criatura espiritual. Mas enquanto o Anjo conhece a Deus, na Ordem Natural, por intuição pura da sua transparente natureza espiritual – não há Anjos ateus, embora haja Anjos que odeiam a Deus – o homem só pode conhecer a Deus, também na Ordem Natural, mediante a consideração reflectida das realidades criadas, não apenas dos três Reinos da Natureza, mas igualmente do Género Humano. Dizemos na Ordem Natural, porque a elevação ao estado Sobrenatural facilita o conhecimento de Deus mediante a consideração dos motivos de credibilidade, e com o auxílio da Graça, a consequente produção do acto de Fé Teologal, o qual já incluirá a certeza Sobrenatural do ser de Deus Nosso Senhor. São Tomás de Aquino não deixa de invocar a realidade de que a inteligência humana, embora, de Direito, física e moralmente seja capaz de conhecer a Deus; sem o concurso Sobrenatural da Revelação, e no estado de natureza ferida, de facto, muito poucos homens o conseguiriam, e após uma vida de estudo. A Constituição “Dei Filius” do Sagrado Concílio Vaticano I, faz suas as palavras de São Tomás. E na realidade, convenhamos que se mesmo com a Luz fulgurante da Revelação e da Santa Madre Igreja, ao longo dos séculos, houve tão poucos homens verdadeira e Sobrenaturalmente bons, o que seria sem a Revelação, e sem a Graça de Nosso Senhor? Decerto, todos os homens se condenariam, embora alguns fossem capazes de conhecer toscamente a Deus, mas não de O amar. E mesmo numa Ordem puramente natural, que jamais existiu, a corporalidade da Natureza humana suscitaria sempre, no plano moral, graves dificuldades ao conhecimento de Deus na maioria dos homens.

Seja como for, a criatura espiritual corporal necessita de conhecer, sensível e intelectualmente, a realidade do mundo criado por Deus; isto é: TEM QUE ASSIMILAR, LÒGICAMENTE, AS ESSÊNCIAS INTELIGÍVEIS DESSA MESMA REALIDADE. No Reino mineral, as formas exaurem-se totalmente ao constituírem o acto qualitativo da matéria; não lhes resta pois potencialidade para assimilarem formas exteriores. No Reino vegetal, embora já existam as funções de nutrição, crescimento e reprodução, não há potencialidade ainda para o conhecimento. Já o Reino animal possui – gradativamente, segundo a perfeição de cada espécie – a capacidade de assimilar formas exteriores, MAS NUM PLANO ESTRITAMENTE SENSÍVEL, AO SERVIÇO DO INSTINTO, O QUAL É, CONTUDO, UM PRINCÍPIO DE ORDEM.

Mas sòmente a espécie humana, como animal racional, pode assimilar não apenas as formas sensíveis, MAS DELAS ABSTRAIR A ESSÊNCIA INTELIGÍVEL EM ESPÉCIES, CONCEITOS OU FORMAS LÓGICAS. As espécies lógicas, sensíveis e inteligíveis, constituem formas acidentais, EM RELAÇÃO TRANSCENDENTAL REPRESENTATIVA COM AS FORMAS ONTOLÓGICAS DAS COISAS EM SI MESMAS, sendo nelas e por meio delas que o espírito conhece, mas não advertindo directamente a sua presença, só mediante reflexão filosófica. São Tomás ensina, resolutamente, a tese segundo a qual os singulares são directamente conhecidos no plano sensível, e só indirectamente conhecidos pelo espírito humano, mediante a reflexão, mesmo não consciente, sobre as próprias condições de conhecimento. Os Anjos, puros espíritos, de grande poder intelectual, possuindo espécies inteligíveis representativas do mundo imensamente mais extensas e definidoras do particular, conhecem directamente o singular sensível na sua razão de ser genérica, específica e individual, mas não possuindo corpo, NÃO SENTEM A CARNE DA REALIDADE CONCRETA E SENSÍVEL.

Concluindo: Enquanto que na Verdade Ontológica, é a realidade mesma dos entes criados que tem que se conformar, metafísica e transcendentalmente, com a Inteligência Divina; na Verdade lógica, é a inteligência contingente, humana e angélica, que É MEDIDA pela realidade exterior e objectiva. Evidentemente, o fundamento último do conhecimento reside na perfeita proporcionalidade ontológica e metafísica entre todas as realidades criadas, sejam inteligíveis sòmente, sejam inteligíveis e inteligentes.

E tode este maravilhoso universo manifesta, como dissemos, contingentemente, extrìnsecamente, as infinitas perfeições Divinas – CONSTITUI ESTA A RAZÃO MAIS PROFUNDA PARA A SIMPATIA TRANSCENDENTAL ENTRE O INTELIGÍVEL E O INTELIGENTE; PORQUE AMBOS SÃO SER, O ÚNICO SER, FORA DO QUAL NÃO HÁ NADA!

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 10 de Setembro de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

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LIBRO `TABÙ O SITUAZIONE ECCLESIALE CHE SI VOLGEVA AL MOSTRUOSO?

LIBRO `TABÙ O SITUAZIONE ECCLESIALE CHE SI VOLGEVA AL MOSTRUOSO?

Arai Daniele

Episodio poco ricordato de 1969, ma che rappresenta un momento speciale nella vita della Chiesa, fu la presa in atto dei preti, in maggioranza francesi e preparati. Arrivati a quell’anno capivano che la situazione ecclesiale sotto Paolo 6 si svolgeva al mostruoso; cioè dell’eresia che dilaga contro la liturgia e la dottrina, per mano di una presunta autorità.

Si riunirono presso l’abbé Georges de Nantes. Erano il Gesuita Saenz y Arriaga, l’abbé Coacche. Le Père Guérard des Lauriers, P. Barbara e pochi altri che volevano fare un fronte comune per denunciare la situazione al mondo. Si pensi a quanti altri studi andavano più o meno in questo senso con più coraggio o prudenza, come l’ipotesi del papa eretico, legata a mgr Castro Mayer.

Ma il caporione de Nantes cella CRC aveva la sue idee di come «elaborare» la questione. Di modo che in piena notte li ha messi quasi tutti alla porta perché «scismatici»! È stata la doccia fredda su un iniziativa buona che poteva aprire gli occhi a molti. Invece. iniziò il periodo delle tesi personali con le trovate per giustificare la «legittimità`dell’occupante.

Il PRIMO “ LIBER ACCUSATIONIS ” CONTRO PAOLO VI

Il 10 Aprile 1973 l’abbé de Nantes venne a Roma con 10 fratelli della sua Comunità e sessanta delegati della Lega della C.R.C., a consegnare al Papa Paolo Sesto un “ Liber Accusationis ”, accusandolo davanti ai suoi propri Tribunali Ecclesiastici di eteroprassi (con la proc1amazione della Libertà re1igiosa, come diritto fondamentale dell’uomo, al quale nessuno puo impedire di propagare la sua re1igione o irre1igione) e di eterodossia (con la pratica del cu1to dell’uomo).

L’accusa era di eresia in atto, articolandosi in tre fasi complementari : l’Umanità messa al posto della Chiesa, la Carta dei diritti dell’uomo messa al posto de1 Vangelo, la costruzione della democrazia universa1e al posto del Regno di Dio. Il coro1lario di tutto questo è che la Re1ïgione è ridotta ad essere l’Animazione Spirituale della Democrazia Universale ed il c1ero ad essere al servizio di quest’utopia mortale per le nazioni.

Paolo VI invio la polizia italiana per impedire di varcare la porta del suo Palazzo, e più tardi quella del Palazzo del Sant’Uffizio, mettendo l’abbé de Nantes ed il suo gruppo di amici nell’impossibilità fisica di consegnare quel libro a qualsiasi funzionario della Curia e facendo cosi, Lui, il Giudice supreme e l’accusato in questa causa, ostruzione alla Giustizia cattolica romana.  Se la polizia italiana gli aveva impedito di consegnare questo « libello » che, giuridicamente, avrebbe dovuto aprire un processo di eresia, se fosse stato ricevuto ufficialmente, questo primo Libro di accusa è stato tuttavia pubblicato succesivamente a migliaia di copie in francese, ma anche in inglese, in tedesco, in italiano, in spagnolo….

LA TESI?

Paolo6 è l’unico (eretico) che ha il potere legittimo di giudicarsi sé stesso… papa!

Lagnanze più particolari : Paolo VI, per questo, aveva scelto il campo riformista contra il campo tradizionalista nella Chiesa, e il campo comunista nel mondo contra gli esponenti della destra autoritaria, cattolici e anticomunisti. Finalmente, a motiva di cio, Paolo VI si era rifiutato di ubbidire alle richieste della Vergine a Fatima e di pubblicare il suo “ Segreto ”.

IL “ LIBER ACCUSATIONIS SECUNDUS ”  CONTRO GIOVANNI PAOLO II

Il secondo Libro di accusa dell’Abbé Georges de Nantes contro Giovanni Paolo II, indirizzato sempre allo Papa regnante, considerato solo e supremo giudice della propria causa, prosegue sullo stesso registro. Egli inizia duramente con un’accusa capitale, fondata su un testo scelto tra “ cinquecento ”…. : Giovanni Paolo II spoglia Gesù Cristo, Figlio di Dio e Re del mondo, dei suai attributi divini, “ trascendenza ” o “ santità ” – e dei suoi attributi di Principe e Salvatore deI genere umano – la sua “ regalità ”, il suo “ profetismo ”, il suo “ sacerdozio ”– per rivestirne l’Uomo, ogni uomo, come proprietà inalienabili della sua sola essenza universale ed immutabile : l’uomo, in quanto Uomo, è trascendente e re !

L’abbé de Nantes oppone a questo “ umanesimo ” blasfemo un documento del magistero ecclesiastico tra cento altri, l’enciclica Quas primas di Ppio XI, che ricorda l’impero universale e l’autorità sovrana di Cristo Re su ogni realtà temporale o spirituale (11 dicembre 1925). E, fondandosi su una celebre Lettera di Sant’Ilario, dottore della Chiesa, egli ritiene che ogni sincero cattolico debba porsi, di fronte ad un Pastore della Chiesa che proferisce blasfeme, in un atteggiamento di “ legittimo sospetto ” e, conseguentemente, di “ ritiro di obbedienza ”.

*

Ecco, tanta valentia a parole, ma rimasta a vuoto, senza alcuna risposta. A quale giudice si tivolgeva? All’eretico e scismatico? Ciò non segue alcuna legge della Chiesa, né testimonia la verità, senon la tesi balorda in testa all’abbé de Nantes. Eppure, i suoi argomenti religiosi erano quelli saldi. Buona dottrina a servizio di una campagna anti MASDU; ultima conseguenza, questa Nuova Chiesa, che fa suo questo Nuovo Umanesimo, lavora alla trasformazione politico-sociale radicale della società attuale in vista di un Nuovo Mondo.

IL TERZO “ LIBER ACCUSATIONIS” CONTRO L’AUTORE DEL

CCC (CATECHISMO DELLA CHIESA CATTOLICA)

Il 13 maggio 1993, è stato consegnato in Vaticano dall’abbé Georges de Nantes e da duocentoquarantasette rappresentanti della Controriforma Cattolica nel XXmo Secolo, un « Libro d’accusa per eresia, nei confronti dell’Autore del sedicente Catechismo della Chiesa Cattolica, catechismo d’orgoglio, catechesi di impostori ».

L’abbé de Nantes scrive a Giovanni Paolo II : « Non posso pensare, nè credere che Sua Santità sia l’autore e il garante di questo Libro. La mia denuncia è sporta « contro X » , e ció da al mio cuore il sollievo necessario, in questa agonia nella quale mi trovo per sembrare ergermi ad accusatore dei miei fratelli e dello stesso Padre, persuaso di servire con questo Dio, la Chiesa e la salvezza delle anime. »

La denuncia in eresia, ripetuta e argomentata dodici volte contro l’autore di questo Catechismo, davanti al Tribunale Apostolico del Papa, insieme a tutte queste iniziative valenti, a che cosa portarono? A un testimonianza per alcuni. Per la Chiesa a niente.

Gesù: Chi non raccoglie con Me, disperde. Lc 11, 14-23

La TESI «MTERIALITER-FORMALITER»

Su tale stramba tesi, che i loro seguaci intendono seguire fino alla fine del mondo, non vale la pena dilungarsi. Qui serve solo segnalare questa debolezza umana alla sua origine. Si pensi alla riunione dei preti francesi del 1969, decisi a accusare l’eresia di Paolo 6 e la Sede vacante insieme. Il seguito?: divisioni e stupidità. Dopo quelle «romane» di de Nantes appena descritte, quella del Padre Des Lauriers. Si noti come tutti furono portati dalla loro «sienza» a soluzioni personali aliene o contrarie alla legge della Chiesa: De Nantes al «papa eretico che giudica sé stesso»!; De Lauriers al «papa materialiter», entrambe tesi nel senso di spiegare questa contraddizione mostruosa nella Chiesa, invece di ripudiarla, conviverci. Che cosa mancava? La nozione di MALE ASSOLUTO, applicabile  alla «chiesa di G23» in poi.

Passo a parlare del mio ultimo libro è già maturato da qualche anno, senza trovare editore, malgrado la presentazione prestigiosa del conte Franco Bellegrandi. Sarà forse per la sua visione sull’origine e la continuità della rivoluzione del V2, CHE È UN SOLO BLOCCO; DA G23 A BERGOGLIO? Non si può affrontarla senza riconoscere tale realtà e… legarla alla Profezia di Fatima, dove la Madre di Dio a fissato una data.

L’ importanza di questa data, 1960, è incalcolabile per la Storia della Chiesa e dell’umanità, poiché aiuta a capire il momento in cui il luogo del BENE Assoluto, la Chiesa, è stato occupato da quelli del bene relativo, cioè della chiesa eumenista, cioè della chiesa del MALE assoluto. Si resiste a ammettere che un ometto come, Roncalli, G23, possa rappresentare tale MALE. Ma il voler cambiare la Chiesa di Dio, il BENE ASSOLUTO, racchiude tutto il suo contrario.

Ciò rimase sempre più chiaro dal 1960, a partire dalla data messa dalla Madre di Dio. Scordare l’importanza profetica di quest’anno per quello che seguì, resta imperdonabile.

La situazione ecclesiale si è volta verso il mostruoso bergogliesco, ma per una Chiesa la cui Tradizione resta impagliata nelle teste, sono le semplici verità ricordate in libri come il mio che restano tabù. Esso rischia di non essere pubblicato in questi tempi.

 

HERESIA ARIANA E HERESIA CONCILIAR – SERÃO SEMELHANTES?

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XII, em passagens da sua encíclica “Haurietis Aquas”, promulgada em 15 de Maio de 1956:

«Mas sòmente pelo Evangelho chegamos a conhecer com perfeita clareza que a nova Aliança estipulada entre Deus e a Humanidade – Aliança, perante a qual, a pactuada com Moisés,  entre o povo e Deus, foi sòmente uma prefiguração simbólica – é aquela que o Verbo Encarnado estabeleceu e levou à prática, merecendo-nos a Graça Divina. Esta Aliança é incomparàvelmente mais nobre e mais sólida, porque, à diferença da precedente, não foi sancionada com sangue de cabritos e novilhos, MAS COM O SANGUE SACROSSANTO, DAQUELE, QUE ESSES ANIMAIS, PACÍFICOS E PRIVADOS DE RAZÃO, PREFIGURAVAM: O CORDEIRO DE DEUS QUE TIRA O PECADO DO MUNDO (Cf. Jo 1,29; Heb 9, 18-28/ 10, 1-7).

Porque a Aliança Cristã, ainda maior do que a antiga, manifesta-se claramente como um Pacto, não inspirado em sentimentos de servidão, não fundado no temor, mas apoiado na amizade que deve reinar nas relações entre pais e filhos, sendo ela alimentada e consolidada por uma mais generosa distribuição da Graça Divina e da Verdade, conforme a Sentença do Evangelho de São João: “Da Sua plenitude todos nós participamos, e recebemos uma Graça sobre Graça. Porque a Lei foi dada pela Lei de Moisés, mas a Graça foi trazida por Jesus Cristo” (Jo 1, 16-17).  (…)

Com efeito, o Mistério da Divina Redenção é, antes de tudo e pela sua própria natureza, um Mistério de Amor; isto é, um Mistério de Amor Justo da parte de Cristo para com Seu Pai Celeste, a Quem o Sacrifício da Cruz, oferecido com coração amante e obediente, apresenta uma satisfação superabundante e infinita pelos pecados do Género Humano: Cristo, sofrendo por Caridade e obediência, ofereceu a Deus alguma coisa de valor maior do que o exigia a compensação por todas as ofensas feitas a Deus pelo Género Humano. Além disso, o Mistério da Redenção é um Mistério de Amor Misericordioso da Augusta Trindade e do Divino Redentor para com a Humanidade inteira, visto que sendo esta totalmente incapaz de oferecer a Deus uma satisfação condigna pelos seus próprios delitos, mediante a imperscrutável riqueza de méritos que nos ganhou com a efusão do Seu precioso Sangue, Cristo pode restabelecer e aperfeiçoar aquele Pacto de amizade entre Deus e os homens, violado pela primeira vez no Paraíso Terrestre, por culpa de Adão, e depois, inúmeras vezes, pela infidelidade do povo escolhido. Portanto, havendo na Sua qualidade de nosso legítimo e perfeito Mediador, e sob o estímulo de uma Caridade irradiante para connosco, conciliado as obrigações e compromissos do Género Humano para com os Direitos de Deus, o Divino Redentor foi, sem dúvida, O AUTOR DAQUELA MARAVILHOSA RECONCILIAÇÃO ENTRE A DIVINA JUSTIÇA E A DIVINA MISERICÓRDIA, A QUAL JUSTAMENTE CONSTITUI A ABSOLUTA TRANSCENDÊNCIA DO MISTÉRIO DA NOSSA SALVAÇÃO, tão sàbiamente expresso pelo Doutor Angélico com estas palavras: ” Convém observar que a libertação do homem, mediante a Paixão de Cristo, foi conveniente tanto para a Justiça como para a Misericórdia do mesmo Cristo. Antes de tudo para a Justiça, porque com a Sua Paixão, Cristo satisfez pela culpa do Género Humano, e por conseguinte, pela Justiça de Cristo foi o homem libertado. E em segundo lugar, para a Misericórdia, porque não sendo possível ao homem satisfazer pelo pecado, que manchava toda a natureza humana, deu-lhe Deus UM REPARADOR NA PESSOA DO SEU FILHO. Ora, isto foi, da parte de Deus, um gesto de mais generosa Misericórdia do que se Ele houvesse perdoado os pecados sem exigir qualquer satisfação. Por isso está escrito:”Deus, que é rico em Misericórdia, movido pelo excessivo amor com que nos amou, quando estávamos mortos pelos pecados, DEU-NOS A VIDA JUNTAMENTE COM CRISTO (Ef 2,4). (Summa Theol, III q. 46 art 1-3).»

É conhecido como a denominada heresia ariana, na sua fórmula mais fanática, constituiu mais pròpriamente uma apostasia, porque negando a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, arruinava a Verdade Evangélica e o Mistério da Redenção, e portanto a globalidade da Fé Católica. Nisto foi mais grave que o Donatismo, pois que esta heresia situava-se como um prolongamento do rigorismo montanista, o qual negava a validade dos Sacramentos conferidos por ministros em pecado mortal, pretendendo uma Igreja que só seria verdadeira se fosse absolutamente pura.   

Aparentemente, o Arianismo possuía determinados matizes, sendo os “anhomeus” os mais radicais na definição como pura criatura do Verbo de Deus. Já os denominados “homeosianos” declaravam que o Verbo de Deus era em tudo semelhante ao Pai. Todavia existe aqui um dislate muito grave, porque o Pai não possui uma Natureza semelhante à do Filho, mas sim A MESMA E ÚNICA NATUREZA DIVINA. AS TRÊS PESSOAS DA SANTÍSSIMA TRINDADE NÃO POSSUEM UMA NATUREZA IGUAL, MAS UMA NATUREZA ÚNICA.

Sabemos que o grande campeão da luta anti-ariana foi Santo Atanásio de Alexandria (295-373). Dos Papas, devemos destacar São Silvestre e São Júlio I. Condenado o arianismo, solenemente, no Sagrado Concílio de Niceia, em 325; o Imperador Constantino havia ameaçado com o desterro para aqueles que não subscrevessem as decisões desse magno concílio, o que teve como corolário muitas dissimulações. O próprio Constantino agia sobretudo por motivos políticos. Santo Atanásio sempre afirmou claramente que o autor do termo “CONSUBSTANCIAL” havia sido o Bispo Ósio de Córdova, o qual mais tarde haveria de fraquejar quando em poder da tirania ariana.

O arianismo era muito cómodo para espíritos anti-Católicos, porque rebaixava a Religião à categoria das realidades e invenções humanas.

Infelizmente, o Imperador Constantino – que nem era baptizado, e que era, pessoalmente, um vulgar criminoso, pois assassinou o filho Crispo e a mulher Fausta – começou a dar ouvidos aos amigos dos arianos, sobretudo a Eusébio de Cesareia, tendo as sentenças de exílio dos mesmos sido revogadas, enquanto Atanásio era deposto nos sínodos de Tiro e Antioquia. O sucessor de Constantimo, Constante, Imperador do Ocidente, manifestou-se sempre ardente defensor da Fé Católica; a ele e ao Papa São Júlio I se deve a realização do Sínodo de Sárdica, em 343, o qual ratificou e renovou solenemente as decisões de Niceia. Os Sínodos de Antioquia, em 344, e Milão, em 345, representaram novos triunfos para a causa católica liderada por Santo Atanásio e Marcelo de Ancira.

A morte do Imperador Constante, em 350, constituiu assinalável recuo para os católicos, pois que este Imperador sempre se assinalara contra Santo Atanásio, e nos sínodos de Arles, em 353, e Milão, 354, este santo foi condenado, e os bispos que não subscrevessem tal condenação foram desterrados. Atanásio permaneceu desterrado seis anos, e nesse período compôs as suas melhores obras.

A dolorosa questão do Papa Libério insere-se neste momento. O Imperador Constâncio fez comparecer perante ele este Pontífice, como se de um criminoso se tratasse, e como este não acedesse aos desejos do Imperador, que exigia a condenação solene de Santo Atanásio como paladino do combate anti-ariano, foi Libério desterrado por alguns anos, após o que pôde regressar a Roma. Muitos acusam-no de ter caído em heresia para a obtenção da sua liberdade. Este foi um dos casos discutido no Sagrado Concílio Vaticano I, a propósito da definição da Infalibilidade Pontíficia. Numerosos historiadores do passado, como Barónio e Bossuet, pensaram que na realidade Libério abandonou a Fé de Niceia, condenando Atanásio. Todavia tal defecção teria sido a título puramente particular, não envolvendo a função papal. O que, acrescente-se, é difícil de compreender e aceitar, em virtude da repercussão e das vicissitudes eminentemente públicas deste tipo de problemas. Todavia, a maior parte dos críticos, historiadores e teólogos, sustentam que Libério teria, sim, assinado a denominada terceira fórmula de Sirmio, que era defendida pelos semi-arianos (homeousianos) e que admite um sentido ortodoxo. São Jerónimo e Santo Hilário de Poitiers (o Atanásio do ocidente) defendem Libério, afirmando que este, vencido pela opressão moral, pelas doenças e pelas misérias do desterro, terá fraquejado, assinando o que lhe propunham. E tanto é assim, que após a sua libertação, Libério jamais manifestou qualquer sinal de comunhão com os arianos. As promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo e as prerrogativas funcionais da Cátedra de São Pedro, NÃO SE OPÕEM A UM DESFALECIMENTO DOUTRINAL, OCASIONAL, DO ROMANO PONTÍFICE, CAUSADO PELOS SOFRIMENTOS, FÍSICOS E MORAIS, INFLIGIDOS, DESDE QUE TAL NÃO SEJA CORROBORADO PELA SUA ACTUAÇÃO POSTERIOR. O mesmo terá sucedido ao bispo Ósio de Córdoba.

Ainda sob Constâncio, e por iniciativa deste, foi reunido o denominado concílio de Rimini-Seleucia, em 359, pois que estava dividido entre estas duas cidades. Os católicos pretenderam renovar os Dogmas de Niceia, mas foram ràpidamente sobrepujados pelos arianos moderados, que fizeram aprovar a chmada quarta fórmula de Sirmio, sob a qual Constâncio pretendia unificar o Império. Por essa época, constatava  

São Jerónimo o domínio ariano, embora moderado, sobre toda a Cristandade. Só após a morte de Constâncio, em 361, e a ascensão imperial de Juliano o apóstata, este ordenou o regresso e a restauração dos exilados anti-arianos, iniciando estes, com grande liberdade e proficiência, uma campanha de esclarecimento junto dos muitos bispos, que de boa-fé haviam sido ludibriados pelos arianos. E o verdadeiro catolicismo consolidou progressivamente as suas posições.

Questiona-se, os Bispos arianos possuíam Jurisdição? Sómente aqueles que mantinham a intenção formal de fazer o que faz a Santa Igreja, cumprindo concretamente tal intenção. Isso exclui logo os arianos fanáticos, mas inclui aqueles que de boa-fé foram enganados.

Mas quem rejeita a Divindade de Nosso Senhor como pode possuir jurisdição? Aqueles que formal e positivamente rejeitam hostilmente a Divindade de Cristo NÃO POSSUEM, NEM PODEM POSSUIR JURISDIÇÃO, NEM TRANSMITIR OU RECEBER O CARÁCTER DA ORDEM, PORQUE NÃO PODEM TER A INTENÇÃO DE FAZER O QUE FAZ A IGREJA. MAS AQUELES QUE PASSIVAMENTE SE ENCONTRAM NUM ESTADO DE CONFUSÃO, DE INCERTEZA, DE TORPOR, PODEM TER A INTENÇÃO DE FAZER O QUE FAZ A IGREJA, CUMPRINDO CONCRETAMENTE TAL INTENÇÃO, E PODEM POSSUIR JURISDIÇÃO, BEM COMO TRANSMITIR E RECEBER O CARÁCTER DA ORDEM.

A resposta à questão que serve de epígrafe a este artigo é -NÃO! Na tragédia conciliar, o que se passou foi a invasão hedionda, premeditada, estudada, da face humana do Corpo Místico, por uma seita organizada para esse objectivo já há perto de dois séculos. Imaginemos que num estado devidamente hierarquizado e organizado, legiões de espiões de outro estado inimigo, se apoderavam paulatinamente de todos os cargos de chefia, civis e militares, sob a inocente aparência do regular funcionamento das instituições. Pois foi isso mesmo que sucedeu com a face humana da Santa Madre Igreja, invadida pela maçonaria internacional. Consequentemente, as semelhanças com a crise ariana são poucas. Mesmo que Libério tenha de alguma maneira negado a Fé do Concílio de Niceia, como já se referiu, fê-lo sob a inflicção de grandes tormentos morais e talvez físicos. Ora os “papas” conciliares obedeceram sempre, positiva e formalmente, a um plano concebido, exactamente, para destruir a Santa Madre Igreja, transformando-a numa realidade de interesse puramente arqueológico. Boa parte dos Padres conciliares encontravam-se formalmente comprometidos com esse plano. Ora nada disto sucedeu com a crise ariana, que nasceu de um esforço para tornar os Mistérios Sobrenaturais comensuráveis com a inteligência criada. Além disso, jamais se olvide, que no século IV, ainda estavam por explicitar muitos Tesouros Doutrinais e desenvolvimentos da sã Filosofia, que auxiliam sobremaneira a pensar o Mistério da Santíssima Trindade o menos imperfeitamente possível. Santo Agostinho nasceria em 354; São Tomás, nasceria nove séculos depois. Mesmo nas realidades mais sagradas jamais podemos cair no vício do anacronismo. A Providência Divina permitiu, e em certa medida quis, a crise ariana, como sucedeu com a crise do monofisismo, ou do monotelismo, PARA A SANTA IGREJA MELHOR EXPLICITAR AS INFINITAS RIQUEZAS DA REVELAÇÃO SOBRENATURAL. Não assim a “crise” da seita anti-Cristo, que na verdade não é uma crise, MAS UM CASTIGO POSITIVO PRÉ-ESCATOLÓGICO, que liquidou històricamente a Santa Madre Igreja como realidade social e cultural. As crises já mencionadas constituíram crises de crescimento e fortalecimento doutrinal e espiritual; muito pelo contrário, a tragédia conciliar É MORTE, SÓ MORTE,  quer institucional, quer morte eterna das almas, em número absolutamente assustador; e até morte terrena daqueles sacerdotes e leigos que morreram de desgosto, ou se suicidaram.

Nos anos sessenta e setenta, congeminava-se que tudo se reduziria a uma crise passageira que o tempo haveria de sarar e remediar. Mesmo Monsenhor Lefebvre pensou assim. O que não se compreende é que hoje ainda existam pessoas, que de boa-fé e por ignorância, pensem assim; e não se compreende, porque A GRAÇA E OS DONS DO ESPÍRITO SANTO FACULTAM POR VIA SOBRENATURAL, AQUILO QUE A INTELIGÊNCIA NATURAL, MUITAS VEZES, NÃO PODE ATINGIR. Tais pessoas não estão na Graça de Deus.

A Santa Madre Igreja foi vítima, sim, de um complot mundial das forças do mal, essa é que é a verdade. Não invoquemos a crise ariana e outras crises, para justificar a nossa inacção.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 6 de Agosto de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral   

A CORRUPÇÃO DO ÓPTIMO É PÉSSIMA

 

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XI, num trecho da sua encíclica “Mortalium Animos”, promulgada em 6 de Janeiro de 1928:

«Acaso poderemos tolerar – o que seria bastante iníquo – que a Verdade, em especial a revelada, seja diminuída mediante pactuações? No caso presente, trata-se da verdade revelada que deve ser defendida.

Se Jesus Cristo enviou os Apóstolos a todo o mundo, a todos os povos, que deviam ser instruídos na Fé Evangélica, e para que não errassem em nada, quis que anteriormente lhes fosse ensinada toda a Verdade pelo Espírito Santo, acaso esta Doutrina dos Apóstolos faltou inteiramente, ou foi alguma vez perturbada na Santa Igreja, em que o próprio Deus está presente como Regente e Guardião? Se o nosso Redentor promulgou claramente o Seu Evangelho, não apenas para os tempos Apostólicos, mas também para pertencer às futuras épocas, O OBJECTO DA FÉ PODE TORNAR-SE DE TAL MODO OBSCURO E INCERTO QUE HOJE SEJA NECESSÁRIO TOLERAR OPINIÕES PELO MENOS CONTRÁRIAS ENTRE SI? SE ISTO FOSSE VERDADE, DEVER-SE-IA IGUALMENTE DIZER QUE O ESPÍRITO SANTO, QUE DESCEU SOBRE OS APÓSTOLOS, QUE A PERPÉTUA PERMANÊNCIA DELE NA IGREJA, E TAMBÉM QUE A PRÓPRIA PREGAÇÃO DE CRISTO, JÁ PERDERAM, DESDE MUITOS SÉCULOS, TODA A EFICÁCIA E UTILIDADE: AFIRMAR ISTO, É SEM DÚVIDA BLASFEMO.

Quando o Filho Unigénito de Deus ordenou a seus enviados que ensinassem a todos os povos, vinculou então todos os homens pelo dever de crer nas coisas que lhes fossem anunciadas pelas “Testemunhas pré-ordenadas por Deus” (At 10,41). Entretanto, um e outro preceito de Cristo, o de ensinar e o de crer na consecução da Salvação Eterna, que não podem deixar de ser cumpridos, não poderiam ser entendidos a não ser que a Igreja propusesse de modo íntegro e claro a Doutrina Evangélica, e que ao propô-la, fosse imune a qualquer perigo de errar. Afastam-se igualmente do caminho, os que julgam que o Depósito da Verdade existe realmente na Terra; mas que é necessário trabalho difícil, com tão longos estudos e disputas para encontrá-lo e possuí-lo, que a vida dos homens quase não seja suficiente para tal,  como se Deus benigníssimo tivesse falado pelos Profetas e pelo Seu Unigénito, para que apenas uns poucos, e esses mesmos já avançados em idade, aprendessem perfeitamente as coisas que por Eles revelou,  e não para que preceituasse uma Doutrina da Fé e de costumes pela qual, em todo o decurso da sua vida mortal, o homem fosse regido.

Esses pancristãos, que empenham o seu espírito na união das Igrejas, pareceriam seguir, por certo, o nobilíssimo conselho da Caridade que deve ser promovido entre os cristãos. Mas dado que a Caridade se desvia em detrimento da Fé, o que pode ser feito? Ninguém ignora por certo que o próprio João, o Apóstolo da Caridade, que em seu Evangelho parece ter manifestado os segredos do Coração Sacratíssimo de Jesus, e que permanentemente costumava inculcar à memória dos seus o Mandamento novo: “Amai-vos uns aos outros”; vetou inteiramente até mesmo manter relações com os que professavam de forma não íntegra e incorrupta a Doutrina de Cristo: “Se alguém vem a vós e não traz esta Doutrina, não o recebais em casa, nem digais a ele uma saudação”(IIJo 10). Pelo que, como a Caridade se apoia na Fé íntegra e sincera, como que em fundamento, então é necessário unir os discípulos de Cristo pela unidade de Fé, como no vínculo principal.»     

 

Existe um abismo transcendental e infinito entre a Verdade e Bondade Sobrenatural Revelada, e o erro e o mal. “Bonum ex integra causa”, isto é: A Verdade e o Bem, para o serem, só podem ser íntegros, puros, perfeitos.

Deus é o ser infinitamente perfeito, logo a Verdade, que é a Sua Verdade, só pode conduzir as criaturas ao seu Criador. A Verdade do Fim ilustra a Verdade dos meios e dos fins secundários; na alma muito elevada em Graça, a contemplação bem como a operação moral logra, de alguma forma, unificar e simplificar, mìsticamente, estas três realidades.

Por necessidade metafísica e transcendental, a Verdade e o Bem, conhecidos Sobrenaturalmente, não toleram ser maculados pela menor mancha. Porque, por diminuta, materialmente, que seja a nódoa, o contraste extremamente profundo com a absolutamente excelsa dignidade das coisas de Deus, conhecidas sobrenaturalmente, insiste-se, repercute-se formalmente com extraordinária ampliação e poder destruidor – TORNA-SE PÉSSIMO. Neste quadro conceptual, desencadeia-se um processo que termina sempre e invariàvelmente com a total apostasia do sujeito, em associação com um descomunal aviltamento moral, tanto a nível individual, como no plano colectivo.

Nas coisas de Deus, na vida Sobrenatural, o dique, cognitivo e moral, ou se coloca bem a montante, ou o colapso é certo.

Não vou apresentar o Vaticano 2 como exemplo, em si mesmo, do que acabo de descrever, porque o princípio da liberdade religiosa, então promulgado, não constitui uma pequena nódoa, MAS JÁ DE SI MESMO IDENTIFICA E COMPORTA A APOSTASIA. Mas para se chegar ao Vaticano 2, percorreu-se um caminho: Para uns, já membros da maçonaria, a questão nem se coloca, PORQUE JAMAIS FORAM CATÓLICOS, A NÃO SER, POSSÌVELMENTE, DE BAPTISMO, toda a sua carreira foi realizada ao serviço da maçonaria, com aparências cristãs, antes e depois do amaldiçoado concílio. Mas houve uma maioria de prelados, como tenho referido, que não opugnaram qualquer hostilidade à invasão modernista, exactamente, PORQUE ACHANDO-SE, HABITUALMENTE, EM PECADO MORTAL, NÃO DISPUSERAM DA FORÇA SOBRENATURAL PARA ISSO ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIA. Como é que essa maioria de bispos foi conduzida a tal situação? Deixando-se contaminar com o mal, cedência após cedência, leitura após leitura, sedução após sedução, permitindo que o Tesouro Sobrenatural da Graça, espelho fidelíssimo da Imagem de Deus, fosse impenitente e copiosamente deslustrado com o pecado venial plenamente deliberado. É certo que o pecado venial, mesmo deliberado, não elide o Hábito da Graça Santificante e da Caridade, dizemos DO HÁBITO, PORQUE O ACTO PRÒPRIAMENTE DITO DA CARIDADE TORNA-SE FREQUENTEMENTE IMPOSSÍVEL. Tal sucede, porque a alma fica moralmente enfraquecida, e tanto mais enfraquecida, quanto mais numerosos, graves e impenitentes forem os pecados veniais. O método da sedução e do envenenamento espiritual progressivo é sempre tanto mais eficaz quanto menos percebido.  

São Tomás explica que no pecado mortal a inconsideração da Lei de Deus suprime directamente o a Finalidade Sobrenatural da vida humana. No pecado venial, o Fim, enquanto tal, é conservado, EMBORA SE ALONGUEM DESNECESSÀRIAMENTE OS MEIOS A ELE CONDUCENTES. Assim se compreende como é fácil o trânsito do pecado venial ao pecado mortal.

É necessário que se afirme, que mesmo num bispo, E ATÉ NUM PAPA, as más leituras, realizadas com fins puramente lúdicos, SÃO PECADO MORTAL. Evidentemente, sabemos que os Bispos, integrando a Igreja docente, possuem a estrita obrigação de condenar os maus livros e deles defender os fiéis. Por isso eu referi “fins lúdicos”. No exercício das suas funções, os Bispos, e mesmo os fiéis munidos da necessária autorização do seu Bispo, podem ler tudo o que para tal for necessário. Estou evidentemente a falar de épocas de vida eclesiástica normal.

É conhecido como a encíclica “Pascendi”, e restantes medidas vigorosas de São Pio X, obliteraram a face mais ostensiva do aparelho exterior modernista; mas como a Santa Madre Igreja, não só não dispunha do apoio do braço secular, mas tinha todas as laicizadas potências civis contra ela, não logrou extirpar as raízes da heresia onde quer que esta se manifestasse externamente. Consequentemente, o modernismo continuou  vicejando nas almas, utilizando processos subliminais para caçar novos adeptos, entre almas em estado de Graça, mas sobretudo naqueles eclesiásticos e leigos cultos, que por viverem habitualmente em pecado mortal, poucas ou nenhumas defesas possuíam. E são precisamente esses desonestíssimos métodos subliminais, ignóbeis mesmo na vida civil, que permitiam colocar a primeira e discreta nódoa no maravilhoso e objectivamente infrangível edifício da Fé Católica; porque, como sabemos, as almas em estado de pecado mortal, e portanto moralmente enlanguescidas, possuem ainda a Fé informe, que os modernistas pretendem aniquilar, corrompendo-a num processo de degenerescência e abastardamento cognitivo e moral. Porque, PROCLAME-SE EM ALTOS BRADOS: TAL PROCESSO DE DEGENERESCÊNCIA E DE SEDUÇÃO, SÓ PODE ATINGIR A VERDADE E O BEM SOBRENATURAL. LÒGICAMENTE, O ERRO E O MAL, QUAISQUER QUE SEJAM AS SUAS MODALIDADES, JÁ ESTÃO PRIVADOS DE SER, JÁ ESTÃO, NO MÍNIMO, CHAMUSCADOS PELO DEMÓNIO. O ISLÃO, O PROTESTANTISMO, NÃO PODEM SOFRER PROCESSO ALGUM DE CORRUPÇÃO ESSENCIAL, POIS QUE ELES JÁ SÃO CONSECTÁRIOS DE PROCESSOS DE ADULTERAÇÃO AFINS.

Em síntese: Existiu toda uma operosidade pré-conciliar, que por discreta e subliminal, não foi menos real. Possuiu como objectivo semear, na esfera temporal, o Inferno no Céu, não directamente, mas suscitando uma certa relativização da Verdade e do Bem, ainda muito moderada, mas suficiente para eliminar a Graça Santificante e a Caridade, quando existiam, e desencadear um processo de apostasia, a várias velocidades, mas preparando activamente, sinèrgicamente, a fase final do Vaticano 2, em que, NO MAIOR CRIME DA HISTÓRIA, seria abertamente proclamado o direito dos homens a abraçar livremente a religião da sua preferência ou a não professar nenhuma, se nenhuma lhes agradar. Este, insiste-se, CONSTITUI UM PONTO DE CHEGADA, SÓ POSSÍVEL, PORQUE A CORRUPÇÃO DO ÓPTIMO FOI PÉSSIMA. Certamente que constituiu igualmente um ponto de partida: O DA INAUGURAÇÃO FORMAL DA IDADE PÓS-CRISTÃ, QUE SE SEGUE, IMEDIATAMENTE, À IDADE DO LAICISMO. Os recentes desenvolvimentos “bergoglianos”nada acrescentam de essencial, apenas explicitam formalmente todas as consequências dos nefandos princípios enunciados no Vaticano 2.

 

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 31 de Agosto de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral      

I – A VACÂNCIA APOCALÍPTICA NO SEGREDO DE MARIA SS. O 1º Sinal: o Milagre do sol com dia e hora marcada.

Pro Roma Mariana

 

 Um sinal profético como a Mensagem de Fátima, de evidência divina avalizada pelo Milagre do sol, é aviso sobre um evento de máxima gravidade para a vida da Igreja e dos homens que aconteceria «se»…

Sim, porque era aviso condicional para que todos os fiéis, especialmente clérigos, procurassem corrigir-se a fim de evitar esse mal extremo.

A verdade sobre  esse mal, revelando então a desgraça do inferno na outra vida, mas também neste mundo, com a demolição do Cristianismo no Ocidente e em Roma, foi censurada e invertida.

Quanto ao inferno ainda neste mundo, haveria que pensar nos muitos milhões de vítimas de angústias inenarráveis nas duas grandes guerras e no comunismo na Rússia.

E como se completaria na 3ª parte do Segredo essa série de desgraças profetizadas?

Viria em seguida ao 2º sinal.

Assim aconteceu com o Segredo da Profecia de Fátima, que não poderia ter sido…

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Blondet & Friends

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que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

Pro Roma Mariana

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"Por fim, meu Imaculado Coração triunfará"

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