Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

LIÇÃO A TIRAR DO  SURTO DE NACIONALISMO AMERICANO

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Arai Daniele

Hoje todos sabem que a eleição do republicano Trump, para ocupar o lugar do popular Barack Obama na Casa Branca, foi contra quase tudo e quase todos, até contra os republicanos. Mas tiveram que aceitá-lo, embora uma campanha cerrada anti Trump continue a ser ativada, embora a sua popularidade, dito agora «populismo», tenha crescido depois da posse.

Visto o pesado fiasco das previsões e mesmo pressões da grande comunicação contra esse candidato de ninguém, anda-se à procura do que fez vencer Trump sobre a poderosa e lobby multimilionária representada pela Fundação Clinton, que na aposta da vitória da Killary jogou e perdeu centenas de milhões, contra um décimo gasto pelo milionário adversário. Mas não será que ela se demonstrou devida, não só a alguns fatos contingentes, mas ao retorno de algo de há muito reprimido na cultura liberal-revolucionária: o nacionalismo-patriótico?

Entre as várias hipóteses apresenta-se a da eficiência da publicidade eleitoral efetuada de modo mais acurado e científico pelo pequeno grupo da «Cambridge Analytica», arma de persuasão de massa atualizado em pesquisas de opinião. Seu administrador delegado é o inglês Oakes do «Behavioural Dynamics Institute», que agora orgulha-se que seus métodos tiveram um papel decisivo na vitória de Trump (Nigel Oakes is a British pioneer in the field of Influence and Soft Power). Ali trabalham também italianos e da entrevista de uma dessas pesquisadoras depois das eleições fiquei conhecendo alguns detalhes. Por exemplo que o grupo contratado passou a ter uma sede no Texas para recolher e distribuir informações pessoais dos eleitores selecionados, a fim de seguir e responder à corrente das aspirações comuns comunicadas aos conselheiros de Trump.

Por outro lado, o ativista radical de esquerda Michael Moore, que vendo as últimas sondagens percebeu que Trump ia ganhar, mas por razões práticas, pois havia um eleitorado de eleitores revoltados e desempregados contra os tratados NAFTA que tornava a mão de obra americana menos interessante. Mas os motivos dele eram outros quatro, nos quais havia o sentimento profundo dos americanos nos estados em que certas visões da vida e da «moral moderna» eram detestadas e das quais a Hillary Clinton seria a infeliz continuadora.

Tudo isto foi pesado e venceu Trump, talvez também guiado pelo «Cambridge Analytica» em suas pesquisas, independentes de profundos juízos «existenciais». Mas aqui são estes que interessam, porque dois são os modos de enfrentar a vida pessoal: viver como se pensa e pensar como se crê, ou ao invés, crer como se quer pensar e viver; e as ideias contingentes guiariam a mentalidade geral. Hoje temos Bergoglio que visa conformar os cristãos ao mundo, e não este a Nosso Senhor a “bondade” de Rahner. Um exemplo de sondagens aplicadas a essa linha dominante se há nas telenovelas onde, apenas um dos personagens demonstra antipatia no papel representado, é substituído ou morre para que o espetáculo se mantenha atraente à massa dos tele-espectadores e renda em audiência pública: o curso da vida submetida às sondagens!

Aqui interessam as razões profundas do viver segundo a natureza raciocinante do ser humano, pois pode tratar-se de uma decidida reação eleitoral a um modo artificial de viver, ou seja, contrário ao que se crê. Tudo indica que foi este o tema sobre o qual Trump insistiu, inspirado pelo seu instinto e pelas possíveis indicações que o confirmavam. Do que se trata afinal senão do patriotismo americano? Não é este o tema vital reprimido pelas esquerdas revolucionárias que apostaram no progressismo contra o tradicionalismo radical de todos os povos ? Deve-se falar disso, pois se trata de um alvo preferencial do processo dominante da Revolução implicando perda para a identidade pessoal e social a favor da massificação «democrática». Sim, porque estão ligados ao que se pode chamar de «patriotismo cristão», ligado a tantas outras questões essenciais porque atinentes ao amor que se deve ao que representa não só a pátria, mas a família, a religião e a própria identidade neste mundo.

Neste sentido vamos tratar em seguida das raízes do «derrotismo católico» descrito por Rafael Gambra como mal presente do mundo católico após a revolução conciliar do Vaticano 2. Mas antes, vamos voltar ao tema do que ensinam a eleição e os festejos no dia de Trump presidente.

O fator patriótico na eleição de Trump

20 de janeiro, a mesma data de todas as posses presidenciais há 80 anos. Dia em Washington, consagrado pelos protocolos a tradições indispensáveis para efetivar a nova Presidência, como é praxe no processo eleitoral dos Estados Unidos. Há shows, desfiles e bailes. A cerimônia deve custar entre 175 e 200 milhões de dólares. Segundo o jornal Washington Post, cerca de 70 milhões são pagos através de doações privadas – o resto, sai do bolso da população e deve-se dizer que é um bom investimento, pois ocasiona, apesar de toda e qualquer contestação, um momento de união em sentimentos de continuidade no amor pela nação. O discurso de Trump foi neste sentido e em continuação com a campanha eleitoral do lema «America first»! Não terá sido este sentimento, irrelevante para a campanha da Clinton, que a tal pesquisa detectou indicando a Trump já a ele instintivamente inclinado, pois é também oposto ao sentimento de esquerda do Moore, que percebeu ter sido tocada a nota profunda para a derrota da Clinton: o retorno em força dos velhos sentimentos nacionais.

O que isto pode significar para valorizar o patriotismo natural em oposição ao antinatural plano da Revolução? Uma virada a favor da ideia de identidade nacional, que só vai desagradar os revolucionários que de há muito operam para desmantelar a força que provém da própria identidade natural. Hoje se suscitou nos homens até a vergonha de serem do sexo masculino. E sem falar dos valores cristãos, que o autêntico patriotismo de qualquer nação da Cristandade de outrora, confirmava e enobrecia na tradição universal de sua particularidade. Neste sentido o «derrotismo católico» significou o derrotismo de valores e princípios universais.

Eis que estas eleições americanas interessam a todos. Aliás, são confirmadas pelo sentimentos que estão avançando na Europa com o Brexit, a Le Pen, a Liga Norte, e que vão na direção das mesmas ideias de Orban na Hungria e do governo polonês. Só pode temê-la o governo do povo que deixou de lado sua identidade nacional a favor da inexistente identidade europeia.

A nova Europa nasce como inimiga do nacionalismo em que as nações eram vistas como entidades que mantinham para si e protegiam suas riquezas culturais, como parte de sua identidade, que devia ser defendida e preservada em face à de outros povos.  Quis compensar esse «nacionalismo indesejável» com toda e qualquer abertura, embora se apele a um  conjeturado nacionalismo europeu, de Carlos Magno.

Ora, a utopia progressista é reconhecida pela invenção de bases para as ideias propostas, enquanto o pensamento tradicional se baseia em ideias derivadas de sentimentos naturais. No caso da política nacional, no sentimento geral de amor pátrio.

O então Presidente De Gaulle, líder do nacionalismo francês mais enraizado, diante da nova Europa unida, propunha uma Europa das pátrias. Era a ideia natural, mas contrária às intenções dos instigadores da “nova Europa”, que eram apátridas atlantistas, que miravam a uma Europa pacífica onde intervir comercialmente e para um plano globalista.

Com esse esquema surgiu a Europa de hoje, com suas referências à necessidade de laços na comunidade social, para o qual seria bom confecionar um novo conceito de “raízes”, no sentido de banir os mais profundos sentimentos cristãos, de raízes históricas e alterando o legado de Carlos Magno. E o engano tornou-se letra constitucional para orientar as decisões das «cimeiras», ou seja do nascente aparato “super-estatal” europeu, que só tinha em mente as “raízes iluministas”, portanto tanto antinaturais como anticristãs. Eis a nova ordem europeia que contraria a ordem natural das coisas: as raízes, a história do laços sociais, que vêm antes dos interesses econômicos e ideologias emergentes que desafiam as sociedades a “abrirem-se” a tudo e a todos para uma desejável mistura de mundialismo e igualitarismo. O preço a pagar seria o de abdicar da própria identidade nacional e até da própria independência.

A influência desse humanismo sobre o catolicismo

É uma realidade histórica que o humanismo renascentista alterou até a mentalidade comum da Cristandade, e de Roma. A abertura para as velhas culturas, mesmo pagãs, fez parecer que a Europa estava por demais fechada em si mesma, no seu limitado medievalismo católico e tudo o que vinha de fora era ar fresco e puro; a Igreja devia abrir-se ao mundo, libertar as consciências!

Ora. A Igreja é a sua Fé imutável e essa ideia de «atualizá-la» ao mundo, que apareceu então no fim da Idade Média é contraditória com a sua natureza; embora nunca pudesse ser aplicada à Tradição, despontou violenta com a revolta de Lutero. Livrar as consciências dos laços postos pela formação católica. Dai passou a ser inoculada aos poucos como tentação de liberdade e progresso na mentalidade do clero, até obter o «papado» com o lamentável João 23. Vicejou então com o Vaticano 2 e hoje pode-se falar de geral «derrotismo católico», consistente numa certa vergonha de ser crente demais nas verdades de sempre de uma Fé única que não muda.

Crer que a Igreja seja Sede da Verdade, embora seja uma sociedade também terrena, passou a ser conceito discutível do qual muitos pensam que ela deve abdicar com seus princípios rígidos e sua consistência divina para melhor conviver com as outras deste mundo. Pensam que deve-se considerar a sua liberdade como caso particular da liberdade do mundo (Lamenais) e igualmente a sua autoridade pontifícia. Dai a discussão interminável de teólogos sobre o seu destino com um papa herege. Todavia, o poder do Vigário de Cristo só sendo concedido por Deus, diretamente, não pela Igreja, não iria jamais para quem entendesse alterar a sua Fé. O contrário é crer que Deus o permita para conformar-se ao conclave, ou que ignore as íntimas intenções de um herege. Esta impossível blasfêmia está excluída no direito da Igreja, mas não na cabeça de uma multidão de clérigos.

A função do Papa, Vigário de Cristo, é por definição de representar o Chefe da Igreja segundo a Sua vontade de confirmar todos na Sua Fé. Este é o seu princípio constitutivo. E como já se disse, “o exercício concreto e habitual de uma função não pode ser contraditório com a definição do princípio constitutivo dessa mesma função. Esta é tese lógica, universalmente  aceite pelo direito constitucional e pelo direito civil. Antes de ser princípio de direito – é princípio lógico; perfeitamente redutível ao princípio de identidade e não contradição, trave mestra de todo o pensamento, humano, metafisicamente constitutivo do pensamento divino.

A Igreja com um papa herege seria contraditória

Sim, estaria em contradição com a Vontade divina, porque como já se lembrou à saciedade, o poder do Papa é concedido imediatamente por Deus. Por isto, não se pode dizer que Deus o permite. A situação presente é permitida por Deus, mas só no sentido que Deus permite que muitos creiam nisto, como que acreditem em mil outras estultícias e absurdos, embora fora de toda realidade lógica e teológica. Tanto assim que quando os teólogos do tempo de São Roberto Belarmino discutiram o tema, foi logo posto o conceito geral que se o herege não pertence ao corpo da Igreja tanto menos pode ser sua cabeça, conceito lógico e até biológico que dispensa confirmações teológicas. Mas não bastou.

A discussão de então foi re discutida no livro do Dr. Arnaldo Xavier da Silveira sobre a hipótese teológica de um papa cair em heresia, na qual se apresentam cinco hipóteses expostas por São Roberto. Agora a questão volta lembrando a posição de outros teólogos, ou seja Domingos Bañez e Charles Billuart. Ambos confirmam que se o papa caísse em heresia se separaria do corpo e da alma da Igreja, mas, para Bañez, mantem a jurisdição porque essa concerte o governo da Igreja sociedade visível. Para Billuard, o corpo físico da Igreja fica sem cabeça, mas resta um corpo «moral» que a conserva. Também o teólogo Garrigou-Lagrange concordaria com Bañez sobre o o governo que resta ao papa herege separado do Corpo da Igreja. Seria o caso de perguntar: governo para que fim? É claro que se trata de opiniões que não encontram unanimidade entre os teólogos, pela simples razão que ferem o princípio pelo qual tudo na Igreja é ordenado à Fé. Aqui a não se vai entrar neste vespeiro teologal, para o católico deve bastar a Bula do Papa Paulo IV pela qual a eleição de um herege é nula. A questão é colocada só para entender porque clérigos chegam a conclusões tão duvidosas, tomadas como certas.

No caso do articulista do sì sì no no, entende-se já pelo título: “O problema do «una cum»” do qual ele se faz conselheiro. Aliás, ali mesmo, na 1ª página desse periódico alguém, e pode-se imaginar que seja o mesmo, dissertou para explicar sobre a existência na hora presente de «uma Igreja – duas doutrinas»! Apela-se para os argumentos mais impossíveis para «provar» o absurdo de uma igreja contra si mesma, ensinando o anti-modernismo e o modernismo! Agora chega-se à: «conclusão pacífica» porque “para a sadia e mais alta teologia da 1ª, 2ª e 3ª escolástica (Santo Tomás, Gaetano, Bañez e Garrigou-Lagrange), admitindo sem conceder que o papa caia em heresia, ele manteria igualmente a jurisdição e restaria Chefe da Igreja, mesmo cessando de ser seu membro.” Assim o artigo «resolve» a admissão sem restrições das Missas «una cum papa nostro… ». Note-se que, por cúmulo, isto valeria para o herege público.

Vamos agora ver a questão do «derrotismo católico» que se demonstra o pai dessas ideias e desde o tempo de Lutero, dando um salto de insídia com o iluminismo perseguidor da Igreja. No meu velho artigo sobre o tempo em que «Roma arriscou de acordar protestante» falo dos dois Papas que a Providência enviou para sustar esse perigo: Paulo IV, com a Bula Cum ex, que declara nulo o conclave eleitor de um herege; e São Pio V, que o confirmou e codificou o Santo Sacrifício da Missa para sempre. Ora, esse exemplo não foi seguido no caso de honrar a importância do conteúdo da Bula do santo Papa Paulo IV, pois continuou na Igreja até hoje a discussão sobre o «papa herege», e pasmem, até quando se reconhece a presença destes como canonicamente eleitos! É claro que, em vista de tudo quanto já foi codificado na Lei da Igreja, e é ditado pela mais elementar princípio lógico sobre a autoridade apostólica do Papa, sobre a razão do cargo de Vigário de Cristo; perfeitamente redutível ao princípio de identidade e não contradição, essa obstinação de discutir a sacralidade da função é devida a algum outro sentimento compulsivo; e isto já referido aos tempos sucessivos à Bula citada.

No plano psicológico este sentimento parece moldado pela ideia racionalista de, no plano terreno, reduzir toda ideia de absoluto e divino ao relativo humano, de sorte a não parecer exagerado. Por vergonha, prefere-se entender mais o aspeto humano e terreno da Igreja e do Papa, do que a natureza divina em causa. E uma Bula essencial para enfrentar as calamidades clericais presentes é posta de lado para não escandalizar quem? As outras religiosidades ou a maçonaria? Eis o entrave atual dos filhos da Igreja, vítimas do derrotismo católico suscitado pelo inimigo. Só se sai dele voltando ao sentimento de amor pela identidade divina e única da Igreja de Deus, que começa com um sentimento afim ao «patriotismo católico», minado pela Revolução iluminista e arrasado pelo espírito do Vaticano 2. Eis o inimigo de todos os homens a enfrentar com o amor pelos valores de nossa natureza criada por Deus e da Igreja como a instituiu, mesmo sem Trump ou mesmo contra os teólogos equilibristas.

O MAGISTÉRIO PAPAL AUTÊNTICO NÃO PODE SER HERÉTICO

Fé e Magistero

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Leão XIII em passagens da sua encíclica “Satis Cognitum”, promulgada em 29 de Junho de 1896:

«E qual seja esse poder, ao qual todos os cristãos devem obedecer, não se pode determinar de outra forma, senão depois de ter examinada e conhecida a vontade de Cristo. Certamente, Jesus Cristo é Rei Eternamente, e perpètuamente; ainda que invisível, tutela e governa do Céu o Seu Reino; mas como quis que esse fosse visível, teve que designar quem, após a Sua Ascensão ao Céu, tivesse a incumbência de substituí-l’O na Terra. “Seja quem for que afirmasse – diz São Tomás – que sòmente o chefe e único Pastor da Santa Igreja é Cristo, que é o único Esposo da única Igreja, não se exprimiria com precisão. É evidente, com efeito, que é Ele Quem opera os Sacramentos da Igreja, Quem baptiza, Quem perdoa os pecados, e que, verdadeiro Sacerdote, Se imolou sobre o Altar da Cruz, e pelo poder do Qual se consagra quotidianamente o Seu Corpo sobre o Altar; contudo, visto que Se encontraria corporal e pessoalmente presente a todos os fiéis no porvir, elegeu ministros, por meio dos quais pudesse dispensar o que foi indicado, como já foi dito acima. Pelo mesmo motivo, antes de privar a Santa Igreja da sua Presença Corporal, foi-Lhe necessário destinar alguém que cuidasse dela em Seu lugar. Portanto, disse a Pedro, antes da Ascensão: Apascenta as Minhas ovelhas” (S.Tomás, Suma Contra Gentiles, libr 4, cap.76). Portanto, Jesus Cristo deu à Santa Igreja, como regedor maior, Pedro, e ao mesmo tempo estabeleceu que esse principado, instituído em perpétuo para a salvação comum, se transmitisse por herança aos sucessores, nos quais o mesmo Pedro, com Autoridade perene, sobrevive. E de facto, fez aquela promessa insigne a Pedro, E A NENHUM OUTRO: “TU ÉS PEDRO, E SOBRE ESTA PEDRA EU EDIFICAREI A MINHA IGREJA”(Mt 16,18).

O Senhor falou a Pedro, E SÓMENTE A ELE, PORQUE SÒMENTE UM FUNDOU A UNIDADE. Jesus chama a ele e a seu pai pelo nome (Bem-Aventurado és tu Simão, filho de Jonas), mas depois não suporta que se chame ainda Simão, reclamando-o desde já como seu para Seus fins; e com uma comparação significativa quis que se chamasse Pedro (de pedra), porque sobre ela teria fundado a Sua Igreja. Da mencionada profecia de Cristo é evidente que, por vontade e mandato de Deus, a Igreja seria fundada sobre Pedro como um edifício sobre o seu fundamento. Ora a natureza e a força do fundamento consiste em fazer com que as diversas partes do edifício se mantenham ligadas entre si, e que à obra seja necessário aquele vínculo de estabilidade e firmeza, SEM O QUAL TODO O EDIFÍCIO CAI EM RUÍNA.»       

 

A maior monstruosidade propagada pelos chefes da Fraternidade, QUE FOI DE SÃO PIO X, consiste precisamente na asserção de que os “papas” do concílio são verdadeiros, porque ainda não comprometeram a sua infalibilidade com qualquer heresia.

Ora isto é completamente absurdo, na exacta medida em que toda a actividade funcional do Romano Pontífice constitui uma PERFEITA UNIDADE, TEOLÓGICA E TRANSCENDENTAL, COM A DIVINA CABEÇA DO CORPO MÍSTICO. A prerrogativa da Infalibilidade da Cátedra de São Pedro, preenche, e como que exaure, toda a função de Direito Divino, e não sòmente a mais elevada expressão dessa mesma infalibilidade, que actua nas Definições. Ora, analisando a doutrina dos chefes da dita Fraternidade, fica-se a saber, que para eles, a Infalibilidade só actuaria nas Definições. Esta constitui uma terrível heresia e que compromete e mesmo arruína todo o Magistério Papal.

Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu o Seu Vigário como UM VERDADEIRO OPERADOR DE SANTIDADE, COM MAGISTÉRIO UNIVERSAL E QUOTIDIANO, PARA CONFIRMAR OS SEUS IRMÃOS NA FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE. NOSSO SENHOR NÃO INSTITUIU O SEU VIGÁRIO PARA ASSEGURAR OS MÍNIMOS, MAS PARA, COM ASSISTÊNCIA DIVINA, CONDUZIR À PERFEIÇÃO.

A Santa Madre Igreja sempre ensinou que o Magistério Universal e Ordinário do Romano Pontífice é Infalível, embora este tenha de ser concebido orgânicamente, e em mútua e intrínseca coordenação. Já a Definição solene opera por si mesma, com significado próprio, e a relação que mantém com o restante Magistério é sòmente extrínseca. O Papa Pio XII, na encíclica “Humani Generis”,deixou bem claro que o Magistério das encíclicas É INFALÍVEL.

E não se argumente com o vício lógico do dialelo; na exacta medida em que embora, LÒGICAMENTE, nós apreendamos a realidade da Fé e da Santa Madre Igreja, através do próprio Magistério da Igreja; ontològicamente, objectivamente, a Fé Católica nos é dada como essencialmente transcendente ao próprio Magistério terreno da mesma Santa Igreja, E COMO TAL INFALÍVEL, COM A INFALIBILIDADE DE DEUS NOSSO SENHOR. Neste quadro conceptual, a Infalibilidade da Santa Madre Igreja não é algo que, ONTOLÒGICAMENTE, nós depreendamos da actividade do Magistério, É ALGO QUE A FÉ TEOLOGAL, SOBRENATURAL, NOS ENSINA, EM SI MESMA, E POR SI MESMA. Assim como Deus Nosso Senhor É, não existe, É, por Si mesmo; assim a Fé Católica, e portanto a Santa Madre Igreja, é Infalível por si mesma, objectiva e ontològicamente.

Mesmo antes da proclamação do Dogma da Infalibilidade Pontifícia, por Sua Santidade o Papa Pio IX, durante os trabalhos do Sagrado Concílio Vaticano I, o bom Católico já sabia que a Santa Igreja era Infalível; a definição de Pio IX, apenas centralizou(1)nos atributos da função suprema do Romano Pontífice a expressão máxima dessa Infalibilidade, sem qualquer espécie de dialelo ou petição de princípio, PORQUE O PRÓPRIO PRINCÍPIO DA INFALIBILIDADE RESIDE OBJECTIVAMENTE EM DEUS NOSSO SENHOR, E É A FÉ CATÓLICA QUE O RECONHECE COMO ENCARNADO NA SANTA MADRE IGREJA, CORPO MÍSTICO DO VERBO DIVINO.

Mesmo antes do Papa Pio XII haver recordado, na encíclica “Humani Generis” que as encíclicas dos Papas são organicamente infalíveis; A PRÓPRIA FÉ NO-LO DEMONSTRAVA NA INFALIBILIDADE DA IGREJA E NAS PRERROGATIVAS SUPREMAS QUE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO FACULTOU A SÃO PEDRO.

Neste quadro conceptual devemos pois asseverar: Sendo o Magistério Ordinário do Romano Pontífice organicamente Infalível; infere-se que o seu Magistério Autêntico, EMBORA NÃO INFALÍVEL EM SENTIDO ESTRITO, TAMBÉM, EM CASO ALGUM, PODE SER TEOLÒGICAMENTE HERÉTICO, OU FILOSÒFICAMENTE ERRADO. O magistério autêntico está consignado sobretudo nas audiências gerais, e conforme a qualidade e o contexto, também nalgumas audiências particulares; nas epístolas menos importantes dirigidas aos Bispos etc. Todavia as Radiomensagens já se filiam no Magistério Ordinário Infalível, assim como as cartas-encíclicas. Consequentemente, O MAGISTÉRIO AUTÊNTICO TAMBÉM ACOLHE O INFLUXO DA PRERROGATIVA DA INFALIBILIDADE, NÃO EM SENTIDO POSITIVO, MAS EM SENTIDO NEGATIVO, POIS IMPEDE AS HERESIAS TEOLÓGICAS E OS ERROS FILOSÓFICOS. O PRINCÍPIO ATEU DA LIBERDADE RELIGIOSA NÃO PODE POIS APARECER, NEM POR HIPÓTESE REMOTA, NO MAGISTÉRIO AUTÊNTICO.

Efectivamente Nosso Senhor afirmou: “Simão, Simão, satanás vos busca para vos joeirar como trigo, mas Eu roguei por ti para que a tua Fé não desfaleça – E TU, UMA VEZ CONVERTIDO, FORTALECE OS TEUS IRMÃOS.” (Lc 22, 31-32)

O Sagrado Concílio Vaticano I invocou esta passagem Bíblica e Evangélica, na sua proclamação da Infalibilidade Pontifícia.

Não se deve interpretar a “conversão” de Pedro como uma apostasia seguida de conversão, mas apenas como uma quebra momentanea de Caridade e de energia moral na qual Pedro nega o seu Mestre, para logo, com a Graça Divina, se arrepender.

O fortalecimento dos irmãos só pode ser interpretado como um socorro quotidiano, providencial, ao Corpo Místico, constitutivo de um apelo Sobrenatural permanente à Santidade, operado pelo Romano Pontífice, para maior Glória de Deus e salvação das almas. Nunca olvidar que a Santa Madre Igreja sempre ensinou que no Corpo Místico, Nosso Senhor Jesus Cristo e o Seu Vigário – CONSTITUEM UMA SÓ CABEÇA!   

Cumpre assinalar, que a prerrogativa da Infalibilidade é considerada como possuindo um carácter negativo, ou seja, constitui uma assistência especial, funcional, Sobrenatural, não milagrosa, que visa sobretudo evitar erros e impedir a corrupção moral do raciocínio funcional. Nessa base, é necessário que o Romano Pontífice, na sua alma, possua o Hábito Teologal da Fé, para que haja proporcionalidade e equilíbrio na  operação funcional, bem como no acolhimento das inspirações do Altíssimo. Neste quadro conceptual, uma Definição Dogmática não pode ser considerada uma nova Revelação, como erradamente pensaram alguns teólogos, mas sòmente uma consagração hierarquizante, suprema e definitiva, fundamentada num Património Sagrado já objectivamente e transcendentalmente revelado.

A morte e Ressurreição de Nosso Senhor foi revelada por Deus, tal como também foi revelado que São Paulo esqueceu-se de uma capa em Tróade, em casa de Carpo (II Tim 4,13); ambos os factos são infalìvelmente certos, mas só o primeiro, pela sua infinita magnitude, merece ser definido; por isso o primeiro é de Fé Divina e Católica definida, e o segundo, denominado um “obiter dicta”é sòmente de Fé Divina.

 

(1) Esta centralização não é constitutiva, porque a Infalibilidade Papal sempre existiu na História da Igreja, mas é solenemente definitória, porque passa a incorporar o Depósito da Fé Divina e Católica, no qual é necessário crer, positivamente, sob pena de condenação Eterna. Mesmo as verdades só de Fé Divina não podem ser positivamente rejeitadas, sob pena de condenação.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 15 de Janeiro de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

La VOLUNTAD DE DIOS EN EL CÓNCLAVE CATÓLICO, NO EN «OTRO»

De Pro Roma Mariana traduzido por AMOR DE LA VERDAD.

http://remnantnewspaper.com/web/index.php/remnant-television/item/2933-papal-elections-gods-will-vs-human-error

  • ¿Quién tenga la paciencia de escuchar esa nota en Inglés por Matt Editor de “The Remnant ” tenga cuidado de darse cuenta del error básico de aquellos que confunden los “malos Papas”con los “falsos papas”. Todo está , como él bien dice en la Voluntad de Dios. Ahora bien,  él dice que nada puede garantizar que Dios quiso el Vaticano 2. Justamente porque el problema real es que Dios conociendo las intenciones de los hombres no quiere un Papa con la Fe desviada del V2 que iba a apartar a millones de almas y corromper al  mundo. Aquí se manifiesta con certeza  la voluntad positiva de Dios, no la  permisiva: dar el poder directamente al Papa en su elección; el poder que no viene de la Iglesia ni de los cardenales.
  • La verdadera pregunta es, entonces, ¿quién puede creer que Dios ha dado el poder a los “papas conciliares? Estos, desde Juan  23 a Bergoglio están demoliendo la Iglesia y contra de la voluntad de Dios nunca serían la Papas enviados por Dios.

Arai Daniele

Desde la muerte de Pío XII, se hicieron más espesas las tinieblas espirituales en las que actualmente vivimos, pero que pocos se dan cuenta de ellas, porque la mayoría cada vez más están inmersos en ellas. Para comprender este tiempo, dado que nos referimos a la Iglesia de Dios, sólo nos puede valer el comprobar cuando se desapareció el cumplimiento de su Santa Voluntad, que en Ella se manifiesta de manera especial

Así que vamos a ver paso a paso cómo esto puede haber ocurrido con explicaciones reconocibles, hoy como ayer, en la misma vida de su Santa Iglesia. Porque algo devastador sucedió después de la muerte de Pío XII, que sería “más claro en 1960”, como se dijo en el “Tercer Secreto”, sobre la muerte del papado con su séquito.

El papa Pacelli murió en octubre de 1958, dejando a la iglesia, según él mismo confesó a la vista del nivel de gran parte  de su clero, al borde del diluvio. El filósofo panteísta y bergsoniano  Jean Guitton, que asistió al Vaticano como amigo de G. B. Montini  afirmó  que Pío XII conocía bien la situación y decía que al  final él  sería el “último Papa,” el último anillo de una cadena bimilenaria. Esto, a pesar de que la iglesia a finales de los años  50 parecía floreciente.

Consideremos, por ejemplo, que en  el país de las estadísticas, en USA,  en 1959 había 39,505,475 católicos, 3.481.498 más que  en 1958, y 12.787.132 más que en 1949. Esto significa un aumento de casi el 50% en diez años. Son cifras  de la Enc. Britannica (1960), en fuerte contraste con las que da monseñor George Kelly en  La Batalla por la Iglesia americana, Doubleday, Nueva York, 1981: “Después del Concilio cerca de 10 millones de católicos (30%) dejaron de ir a la misa dominical; aproximadamente 2 millones menos de matriculados en las escuelas católicas; hubo medio millón menos de bautismos,  y 50. 000 conversiones menos. “. Siguen  las estadísticas de la pérdida de la fe entre los fieles: en cuanto a  los religiosos, 50.000 monjas abandonaron los conventos entre 1966-1976; 10.000 sacerdotes abandonaron su ministerio  y la entrada en los seminarios se redujo de 50.000 a 17.000. En cuanto a la fe de estos es mejor no hablar.

Pío XII debía saber que estaba avanzando  una crisis sin precedentes en la Fe  “en el mismo seno  y en el interior de la Iglesia”, como ya lo había visto  San Pío X a principios de siglo. De hecho, una corriente revolucionaria liberal había penetrado a través del cuerpo de la Iglesia Católica que quería abrirla al mundo; El modernismo se caracteriza por la sensación de libertad de la conciencia al emanciparse de los mandamientos; por la igualdad de  las creencias, abandonando la exclusividad de la religión católica para la salvación; y por la fraternidad, no por  un padre común, sino  basada en la bondad natural y en la igualdad de la dignidad de los hombres. Sería el bautismo del iluminismo dominante. Pero para ello era necesario rebajar el Magisterio de los Papas con una “nueva teología” que diese toda la autoridad a las fuentes patrísticas estudiadas  por los eruditos  exégetas y por los lingüistas modernos.

Pero volvamos al cónclave de finales de octubre de 1958 para la la elección del sucesor papal. Sabemos que los principales vigilantes para preservar  la Fe, que entonces eran el cardenal Alfredo Ottaviani y el cardenal Domenico Tardini, coincidían en que se tenía que elegir un papa de transición, evitando de esta manera que se eligiese al demasiado joven cardenal Siri, que para  Pío XII sería el más razonable y firme en la doctrina en medio de un buen  un número de mediocres de doctrina incierta.

Pues bien, en este clima de incertidumbre los dos cardenales más influyentes citados decidieron apoyar a un candidato que aunque caía dentro de esa mediocre mayoría, parecía el más dócil por su bonhomía optimista, para establecer acuerdos con él, como consta en las memorias de  Ottaviani, “Il carabiniere  della fede “, cosa confiada a mi amigo el periodista Emilio Cavaterra. Estos son  casi todos los datos conocidos, así como la condición de que fueran mantenidos en sus cargos. Así pues consta  el cardenal Ottaviani utilizó su autoridad para hacer confluir los votos de los miembros de la “Curia” y el del cardenal  Masella, en Roncalli.

Sucedió así como las tendencias reformistas que iban avanzando, según las previsiones y denuncias de los papas hasta Pío XI, habían obtenido su representante “papal” con  objeto de “desmitificarlas,  como si fuesen  problemas de otros tiempos,  como ” profecías de desgracias” ante un futuro brillante! Así, esta corriente que se había mantenido casi clandestina  bajo la figura autoritaria de Pío XII, estaba madura para salir a  la luz del día. Sólo era una cuestión de aprovechar el momento oportuno de la elevación del  “papa bueno”, abierto, finalmente,  al mundo moderno..

El momento adecuado llegó con el cónclave que eligió al cardenal Roncalli, que tomó el nombre del  antipapa Juan XXIII, el célebre Baldassarre Cossa – Giovanni XXIII, que había convocado el concilio de Constanza, que lo había depuesto. El 28 de octubre de 1958, los principales electores de Juan XXIII eran  como hemos visto anteriormente, los cardenales Ottaviani y Tardini. Por cierto, además de aquél ñacuerdo consta, y no sé si está en el libro, pero me fue dicho respondiendo a mi pregunta a Cavaterra sobre el dossier de  Roncalli que se lo mostraron.Se trataba de lo que  se sabía  de sus precedentes modernistas en la enseñanza de la historia de la Iglesia en los seminario de Bérgamo y Roma. A la vista del expediente, Roncalli no dudó, y escribió acerca de él: ¡No soy modernista! Esto fue suficiente para que los dos cardenales, más crédulos que vigilantes si dieron  por satisfechos. Ahora alguien dirá, entonces ese dossier está  en el ex Santo Oficio! No, Juan XXIII lo retiró, junto con el de su amigo Montini. Este hecho se dio a conocer públicamente por sus mismas  palabras alardendo del poder de un Papa, incluso para suprimir dossieres la .

Todo esto y más cosas, serán narradas aquí en el fin de tener idea del carácter embustero  de Angelo Roncalli, Juan 23. “El proceso relativo a Roncalli, presente en los archivos del Vaticano, fue removido por él mismo. Un crimen perfecto,  si no fuese que Roncalli un fanfarrón que se enorgullecía de sus bravuconadas, incluso en el ámbito de las cuestiones más graves “. De hecho, él lo admitió públicamente. (Ver Nichitaroncali, p. 41). Si alguien lo pusiese en duda, que  demuestre que el conocido proceso completo todavía está  en los archivos del Vaticano. En cualquier caso, nadie niega que Roncalli hizo tanto el  juramento antimodernista como después el papal para enseguida obrar contra ellos, es decir, ser el iniciador de un proceso de cambio profundo en la Iglesia, precisamente en el sentido que ya había prometido bajo juramento no hacer ante el severo juicio de Dios. Fue así como el  conocido y renombrado exegeta, Mons. Spadafora  para calificar este vendaval en la Fe, citó la declaración de otro filósofo, amigo de  Montini, Jacques Maritain: “El modernismo en el tiempo de Pío X, en comparación con la fiebre neomodernista moderna, no fue un  modesta resfriado” ( ‘ Le Paysan de la Garonne ‘). Esto se debe a los engaños de Juan XXIII..

La cuestión de la “inspiración” del Concilio 

La mentira del concilio inspirado habría revelado esta hipocresía en sus mismas “memorias”: “Resumo las grandes gracias hechas a  quien tiene poca estima de sí mismo, pero recibe buenas inspiraciones y las aplica con humildad y confianza (…). Segunda gracia. Se me muestran como simples y de inmediata ejecución algunas ideas poco complicadas,  pero simples y de gran alcance y responsabilidad en los acontecimientos del  futuro cercano “. Observe cómo Roncalli por un lado habla en su diario de humildad, pero por otro lado muestra una inmensa estima por las propias ideas e inspiraciones, decisivas por el alcance que tendrían en el mundo.

Pero antes de exponer el alcance de su pensamiento, finge tener poca “estima de sí mismo”! Continúa: “sin haberlo jamás pensado antes, en la primera conversación con mi secretario de Estado, el 20 de enero de 1959, surgieron las palabras ” Concilio Ecuménico,” Sínodo diocesano “y” recomposición del Código de Derecho canónico  “contrariamente a cualquier suposición mía o a mi imaginación sobre eso. El primero en sorprenderme de esta propuesta mía era yo mismo , y nadie antes de mí lo había señalado.  Y digo que me pareció  muy natural en su desarrollo inmediato y continuo “(1).

El Padre Ricossa de “Sodalitium” resume la historia de esa inspiración (2). “La versión del protagonista, Juan XXIII, por lo tanto es clarA y concorde: 1) La decisión de hacer un concilio ecuménico fue  una” inspiración divina “(21). 2) Tuvo esa inspiración tan sólo cinco días antes de anunciar públicamente el Concilio, es decir, el 20 de enero hablando con el cardenal Tardini. 3) Nunca antes había pensado en el Concilio, por esto quedó sorprendido como él mismo dijo. 4) Nunca nadie antes había hablado con él de eso. Esta versión es conocida por todos y está oficialmente acreditada hasta el punto que Pablo VI el 29 de septiembre de 1963 dice, en elogio de Juan, que el concilio ecuménico había sido convocado  y se inauguró por “disposición divina”(3), y también Juan Pablo II añadirá: “…la convocatoria del Vaticano II, que él intuyó, fue como confesó, una inspiración misteriosa e irresistible del Espíritu Santo” (25.XI.1981) [discurso del 26 de noviembre de 1981 con motivo del centenario del nacimiento de Roncalli] (4). Así pues, se trata de la versión oficial y acreditada. Tiene sólo un fallo y es que es completamente FALSA”.

“Esta versión oficial, que fue acreditada como verdadera por los mismos Papas conciliares, es tan ignominiosamente falsa que debió ser negada incluso por los mismos historiadores  roncallianos como Hebblethwaite o progresistas  serios como el P. Martina SJ, que no estaban dispuestos  a apoyar acríticamente la mitología joanina  construída por los historiógrafos tipo Falconi, Balducci, Zizola y similares “. Continúa el P. Ricossa (5): “La falsedad de las afirmaciones  Roncalli-Montini-Wojtylianas al respecto está establecida, documentada y aceptada por todos los historiadores. Estos hacen equilibrios mortales para no llamar a Roncalli embustero. Avergonzado, Hebblethwaite escribe: “Es evidente que el Papa Juan no podría querer decir que nunca pronunció la palabra” Concilio ” antes del 20 enero del  59: sería simplemente falso.

La Iglesia conciliar nació y creció en la MENTIRA

Como se he basta  con profundizar simplemente un poco en la verdadera historia de esta falsa iglesia,  que pretende sustituir a la Iglesia de Dios, fundada  hace dos mil años por Jesucristo para nuestra salvación, para entender la gravedad de la adulteración de la voluntad de Dios. Desde el tiempo del nefasto Roncalli hasta el de Bergoglio que ahora ocupa la sede vaticana, algunos grupos y personajes hasta ahora “sedeplenistas” acérrimos , esto es que quieren ver que hay un “papa ” puesto por Voluntad de Dios, comienzan a buscar una salida” legal ” de este degradado “papado conciliar”, remontándose a un posible error radical en el último cónclave.

Antonio Socci ya había planteado esta cuestión, casi una certeza para él que otros, como el Rv. Paul Kramer la habían aceptado sin vacilar, porque Bergoglio es incluso un hereje comprobado.

Como ya he escrito en otro lugar, estuve con Kramer en una de sus visitas a Portugal, para demostrarle, con sus propios documentos (que había grabado en un iPhone) que las herejías que se imputan Bergoglio ya estaban en el Vaticano 2. No le fue posible negarlo, pero no sé si ha cambiado de opinión. El engaño está muy extendido, incluso entre los tradicionalistas porque serpentea un odio sin sentido en contra aquellos que se atreven a desafiar a los cónclaves desde el tiempo del apóstata Juan 23. Sin embargo, hoy como ayer, las razones de la legítima contestación sobre la base del derecho de la Iglesia son las mismas: son las desviaciones del “candidato papal” en la intención de cambiar la iglesia de acuerdo con las necesidades de los tiempos modernistas.

¿Los cardenales electores no lo sabían? Tal vez. Pero desde el momento en que el “elegido” asumió el poder papal, el sospechoso clérigo todo lo obró de acuerdo a sus principios desviados e introdujo  a sus cómplices, sospechosos de “actividades modernistas”, hechos que demuestran la desviación herética del electo, lo que hace su elección nula . Como se sabe, la condena de la herejía por la Iglesia, no se limita a la evidencia de documentos escritos, sino también de los hechos,  gestos y su complicidad con los herejes y las herejías que ya habian sido públicamente condenados..

Para nuestros lectores que sólo recientemente se han convertido a la Fe católica, estos hechos tan funestos y aparentemente inverosímiles deben ser leídos en el espíritu de la misma Revelación sobre el fin de los tiempos de las naciones cristianas. “Entonces aparecerán falsos pastores y falsos Cristos y engañarán a muchos” (Mt 24).

Los convertidos en esta última hora de la historia cristiana han recibido de nuestro Señor una gracia tan extraordinaria, que la deben cultivar con todas sus fuerzas buscando la santidad personal. No basta procurar la santidad de otros, sino responder a la llamada que han recibido, imitando a Cristo, nuestro Maestro y adorable Salvador.

Dios reveló Su Voluntad que se manifiesta a través de la Iglesia. Sus clérigos pueden mentir y degenerarse, pero está la Palabra, porque la voluntad de Dios no cambia. En el cónclave católico el poder del Papa electo viene directamente de Dios, no de los cardenales  o de la Iglesia. Es un hecho invisible hasta que el obrar de ese “Papa electo” no exprese quién es él en el cumplimiento de la Voluntad de Dios en la Iglesia. Si trae “otro evangelio” (Gálatas 1: 8), los fieles deben reaccionar porque, como ya está escrito y codificada por la Iglesia, ests cónclaves son nulos y condenables. En caso contrario equivaldría a atribuir  blasfemamente la culpa a Dios, que se cree que los han autorizado directamente en el cónclave, dándoles  el Poder de Su Voluntad! Una infame mentira! Y el combate en el testimonio de la Verdad es querida por nuestro Señor, toca a su Sagrado Corazón y al Inmaculado Corazón de María.

Este es el llamamiento de Fátima en defensa de la religión que convierte y sin la cual no somos nada. Que la Divina Misericordia se apiade  de  esta generación sin pastores, pero también del resto que mantiene la llama de la fe.

  • Notas:
  • 19 – JUAN XXIII. “Il Giornale dell’anima“, Edizioni di Storia e Letteratura. V. Ed. Roma 1967. pp. 359-360. texto parcialmente reproducido por Hebblethwaite, pp. 446-447. Con estas palabras termina el diario de Juan XXIII. [Pruebas del autor].
  • 20 – P. Francesco Ricossa, Iil  papa del Concilio” (capítulo 12), Sodalitium n. 34, 1993, p.12.
  • 21 – Véase Giornale dell’anima, op. cit., p. 359, nota 1, en donde Loris Capovilla repite las mismas palabras de Juan XXIII.
  • 22 – Enseñanzas de Paolo VI, Poliglotta Tipografía Vaticana, vol. I, 1963, p. 168. Citado por LORIS CAPOVILLA en: AA.VV., come si è Giunti al Vaticano II, Massimo, Milán, 1988, p. 38.

SERÁ A VERDADE UM PATRIMÓNIO DE EXCLUSIVIDADE PESSOAL?

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  • Quid est veritas?

 

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Leão XIII, em passagens da sua encíclica “Sapientiae Christianae”, promulgada em 10 de Janeiro de 1890:

«Restaurar os Princípios da Sabedoria Cristã e conformar plenamente com eles a vida, os costumes e as instituições dos povos, é uma necessidade que cada dia se torna mais evidente. Da desestima deles derivou tão caudalosa enchente de males, que nenhum homem de são juízo pode tolerar o estado sem ansioso cuidado.

Têm-se realizado, é verdade, não medíocre progresso nas comodidades corporais e extrínsecas; mas toda essa natureza sensível, a abundância de meios, as forças e as riquezas, se podem gerar comodidades e aumentar a serenidade da vida, não poderão nunca satisfazer a nossa alma, criada para coisas mais altas e com mais gloriosos destinos. Olhar a Deus e encaminhar-se para Ele, tal é a Lei Suprema da vida do homem, o qual, criado como foi à Sua Imagem e Semelhança, é impulsionado, com toda a força da sua natureza, A GOZAR DO SEU CRIADOR. Todavia, esse caminhar para Deus não é obra de movimentos ou esforços corporais, mas de actos próprios da alma, que são: Conhecimento e amor. DEUS É A PRIMEIRA E SUPREMA VERDADE, E DA VERDADE NÃO VIVE SENÃO A INTELIGÊNCIA. DEUS É A SANTIDADE PERFEITA E O SUMO BEM, E A ESTE SÓ A VONTADE PODE ASPIRAR E CHEGAR EFICAZMENTE POR MEIO DA VIRTUDE.

Ora, o que se diz dos indivíduos, também se aplica à sociedade doméstica e civil. Efectivamente, se a própria natureza instituiu a sociedade, não foi para que o homem a seguisse como último fim, mas para que nela e por ela achasse meios eficazes que o auxiliassem no aperfeiçoamento de si mesmo. Logo, se houver sociedade que não procure senão as vantagens externas, vida cómoda e delicada, se tiver por praxe pôr a Deus de lado na administração da coisa pública e descurar as Leis Morais, desvia-se pèrfidamente do seu fim e das prescrições da natureza, e mais do que sociedade e comunidade de homens, é uma imitação enganosa e um vão simulacro da verdadeira sociedade.

Ora, esses bens da alma, que acima dissemos, os quais não se encontram senão na verdadeira Religião, e na prática perseverante dos preceitos cristãos, vemos que se escurecem  cada vez mais entre os homens, ou de esquecidos, ou de enfastiados, e parece, em certo modo,  que quanto mais adianta o progresso no tocante ao corpo, MAIOR SE TORNA A DECADÊNCIA DOS BENS DA ALMA. E não são pequena prova da diminuição e enfraquecimento da Fé Cristã, as injúrias que com tanta frequência, à luz do dia e aos olhos do mundo inteiro, se estão fazendo à Religião, INJÚRIAS QUE UMA ÉPOCA ZELOSA DA RELIGIÃO DE FORMA ALGUMA TERIA TOLERADO.

Por isso, mal se pode calcular  quão grande multidão de homens se encontra em risco de perdição Eterna; e não só os homens, mas também as mesmas sociedades e Estados não poderão conservar-se largo tempo incólumes, porque com a ruína das instituições e dos costumes cristãos, ARRUINADOS FICAM SEM REMÉDIO OS MAIS SÓLIDOS FUNDAMENTOS DA SOCIEDADE HUMANA. Resta só a força material para manter a ordem  e a tranquilidade pública; mas essa força bem fraca é quando não se apoia na Religião, TORNANDO-SE MAIS APTA A CRIAR ESCRAVIDÃO DO QUE OBEDIÊNCIA; traz em si mesma os germes de grandes perturbações. Assaz catástrofes nos apresentou já o século em que vamos, e quem sabe as que estão ainda por vir!»

 

Por ocasião dos funerais de Estado do antigo Presidente da República Portuguesa, Dr Mário Soares (1924-2017), foi escutada, já no cemitério, a voz do falecido, discursando em campanha eleitoral e afirmando solenemente “que ninguém possui a exclusividade da verdade, pelo que a tolerância é a virtude suprema, e que foi este princípio fundamental que o norteou durante toda a vida”.

Há que reconhecer, e faço-o aliás sem qualquer constrangimento, que Mário Soares é um raríssimo exemplo de VIRTUDES MATERIAIS de sinceridade, coerência e coragem, física e moral – MAS SEM RECTIDÃO!  

São Tomás de Aquino e com ele o Magistério da Santa Madre Igreja sempre louvou a sinceridade, SEM A QUAL NÃO PODE HAVER RECTIDÃO, embora formalmente declarando QUE APENAS A RECTIDÃO OBJECTIVA NOS PODE CONDUZIR AO CÉU; E ESSA MESMA RECTIDÃO OBJECTIVA POSSUI CARÁCTER SUBSTANCIAL, CONSTITUINDO-SE NA PLENITUDE DAS VIRTUDES TEOLOGAIS E MORAIS E NA GRAÇA SANTIFICANTE. Onde estas não existem não pode haver virtudes formais, mas sòmente materiais.

Porque é Mário Soares um caso raríssimo? Porque em geral os homens não são nem sinceros nem rectos, pois mimetizam-se nominalmente da representação momentaneamente mais forte.

Mas o que Deus exige é que sejamos sinceros, coerentes e corajosos ao Seu serviço e não ao serviço objectivo do mal, por sinceros que sejamos subjectivamente.

A Verdade Objectiva não é nem pode ser um património exclusivo pessoal; exactamente porque a Verdade Objectiva transcende as subjectividades, quaisquer que elas sejam, transcende e subordina-as, ordenando-as e encaminhando-as para o seu fim objectivo, Deus Nosso Senhor, que constitui igualmente o seu Princípio. A Verdade não é uma produção nossa, não é uma projecção das nossas subjectividades; A VERDADE CONSTITUI UM PATRIMÓNIO, SIM, MAS EMINENTEMENTE OBJECTIVO.

Se não há valores Absolutos, Eternos e Imutáveis, ENTÃO A VIDA NÃO TEM SENTIDO, NÃO PODE TER SENTIDO – só resta o desespero, a droga e a eutanásia.

Argumentar-se-á: Mas Mário Soares jamais acreditou numa Verdade substantiva, objectiva e imutável, e contudo a sua vida não demonstra desespero, droga ou eutanásia? Mário Soares era um homem que se dedicou à propagação e à luta pelo  ideário da democracia liberal, O QUAL NEGA, PRECISAMENTE, UMA VERDADE, SUBSTANCIALMENTE, OBJECTIVA, ETERNA E IMUTÁVEL; mas procedeu assim, sem que a tal fosse mìnimamente obrigado, porque possuía uma estrutura caracteriológica muito acima do comum; e além disso, e isto é muito importante, possuía meios de produção, neste caso um colégio, que ele, como advogado, sabia muito bem que lhe não seria expropriado, quaisquer que fossem as suas actividades. Além disso tinha uma esposa excepcional e muitos amigos, o que também auxilia a enfrentar as dificuldades.

Seja como for, todo o pensamento e toda a operação humana, diga-se o que se quiser, ENCONTRAM-SE ESTRUTURADOS OBJECTIVAMENTE, EM SI MESMOS E POR SI MESMOS. Os entes inteligentes – e até “mutatis mutandis” os próprios animais – só podem operar na base de um fundamento e tendo em vista um objectivo. Isto acontece na ordem temporal e terrena, que tem de apelar para uma Ordem Transcendente e Incriada. Caso contrário, o homem constituiria o único aborto da Criação. Efectivamente, a Criação constitui, toda ela, uma hierarquia de finalidades que a todos os níveis se complementam; a beleza extraordinária, E O SINETE DIVINO, da Criação reside precisamente nesta teleologia em que até à mais humilde planta, ao mais humilde animal, se pode assinalar uma qualquer finalidade. Se não existisse uma finalidade Eterna e Transcendente para a operação humana, então, realmente, o homem constituiria o único aborto da Criação.

O concílio Vaticano 2 aboliu oficialmente, na Ordem Sobrenatural e na Ordem Natural, o próprio conceito de Verdade e Bem Objectivos. ISSO ACONTECEU, FUNDAMENTALMENTE, QUANDO PROCLAMOU O PRINCÍPIO DA LIBERDADE RELIGIOSA. Na realidade, todos os Papas sempre declararam que tal malfadado princípio EQUIVALE A ATEÍSMO!

Mas jamais se pense que o Vaticano 2 e seus asseclas possuíam alguma dose de sinceridade. Porque todo o processo de destruição da Santa Madre Igreja, ou mais rigorosamente, da face humana do Corpo Místico, foi executado com maldade diabólica, com uma intenção de delito comum, parricida, genocida de almas e deicida. Ao obliterar o próprio conceito de Verdade objectiva, os heresiarcas do Vaticano 2 destruíram aquilo que consubstancia, a identidade, a especificidade, a seiva mais absolutamente vitalizadora da Fé Católica – liquidando-a como realidade social e cultural.

Quando existe delito comum, isto é, falta de sinceridade, como já se expendeu, não pode, de maneira nenhuma, haver virtudes de coragem e coerência, nem mesmo materialmente.

A Revelação constitui o supremo Património de Verdade e Santidade, UM PATRIMÓNIO CUJA POSSE NÃO DEPENDE DAS QUALIDADES

NATURAIS, SEJA DE QUEM FOR, E É UM TESOURO QUE NÃO ESCASSEIA, POR MAIS NUMEROSAS QUE SEJAM AS ALMAS QUE DELE SOBRENATURALMENTE PARTICIPEM.

Mas exactamente por isso, a Santa Madre Igreja, na sua unidade, mas também na sua unicidade, é por Direito Divino a depositária do Sagrado Tesouro da Revelação, Cuja riqueza é absolutamente Infinita.

Os heresiarcas do Vaticano 2, em lugar de procurarem aprofundar homogèneamente, segundo o único Princípio da Fé Católica, a preciosidade que custodiavam – RENEGARAM-NA! Não directamente, porque seria demasiado escandaloso, RENEGARAM-NA, PROSCREVENDO O CONCEITO DE VERDADE OBJECTIVA, E DESTE MODO ANIQUILARAM, FORMALMENTE, TODO O DOGMA, TODA A MORAL, E TODA A SÃ FILSOSOFIA.

Só agora Bergoglio se sente já à vontade para lançar, materialmente, explìcitamente, o tesouro da Revelação para a sentina da História.   

MAS O DEICÍDIO, A ALTA TRAIÇÃO À IGREJA E O GENOCÍDIO DE ALMAS TEM QUE SER FORMALMENTE IMPUTADO AO VATICANO 2.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 11 de Janeiro de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

CONVERSÃO MILAGROSA DO JUDEU ALFONSO RATISBONNE POR NOSSA SENHORA

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Arai Daniele

Dia 20 de janeiro é a festa do aniversário da milagrosa conversão em Roma do banqueiro de uma tradicional família judaica. Trata-se do famoso Alfonso Ratisbone que em 1842, na Igreja romana de Sant’Andrea delle Fratte a Roma, diante do quadro representando Nossa Senhora da Medalha Milagrosa em 1842, obteve essa sublime graça.

Neste ano, portanto, completam-se 175 anos do evento, testemunhado por este judeu importante personagem que narra: “A Virgem não pronunciava palavra nenhuma, todavia, compreendi perfeitamente … senti uma mudança tão completa que pensei ser outra pessoa, a alegria mais ardente eclodiu no fundo de minha alma; não conseguia falar … não saberia descrever as verdades das quais adquiri a fé e o conhecimento. Tudo o que posso dizer é que o véu caiu dos meus olhos; não só um céu, mas toda uma série deles, que me haviam envolvido, desapareceram … sai de um abismo de trevas, via no fundo do abismo as extremas misérias das quais fui tirado por obra de uma misericórdia infinita … tantos homens tranquilamente descem neste abismo com os olhos fechados pelo orgulho e pela indiferença … perguntam-me como foi que adquiri estas verdades, visto ser certo que eu não abri nunca um livro de religião, nem li nunca uma só página da Bíblia: tudo o que sei é que, entrando na igreja, ignorava tudo, e saindo, via tudo claro … não tinha nenhum conhecimento literal mas podia interpretar o senso e o espírito dos dogmas, tudo acontecera dentro de mim, e estas impressões, mil vezes mais rápidas do que o pensamento, não me tinham apenas comovido o ânimo, mas o tinham guiado a uma nova vida … os preconceitos contra o Cristianismo não mais subsistiam, o amor do meu Deus tinha ocupado o lugar de qualquer outro amor.”

Vamos ver agora a origem do banqueiro Ratisbone, narrada por outro convertido.

L’entrée des Israelites dans la Société Française  (E.Avalon, Paris,1997)

Com este título o Padre José Lémann (1936-1915), judeu convertido ao catolicismo que dedicou sua vida à conversão de seus correligionários, apresenta o resultado de 20 anos de pesquizas sobre a penetração dos israelitas como cidadãos na sociedade francesa, onde progrediram e tornaram-se influentes enquanto crescia a descristianização social.

Este livro de 1995 documenta como esse ingresso, prudentemente preparado por Luiz XVI, é tido como vitória dos direitos humanos da Revolução de 89, que “redimiu” os judeus e guilhotinou esse Rei cristão.

Depois de sua expulsão da Espanha em 1492, de Portugal em 1496 e dos Estados do Império alemão durante o século XV, muitos judeus se fixaram na França e prosperaram com a usura. Na Alsácia o governo real teve que intervir porque uma multidão de cristãos arruinados passaram a falsificar quitações em hebraico, para sobreviver. O Rei fez então justiça compensando muitos judeus com concessões civis. Mas as seculares restrições a esse Povo no que concerne a propriedade, o ensino, os casamentos o livre transito, que foi uma constante de diversos governos de diversas nações e épocas, só pode explicar-se como consequência da reação que suscitam pelo seu destacado comportamento face às populações locais ditado pela secreta formação talmúdica.

O Autor mostra como grandes inimigos da Igreja como Maomé, Lutero, Voltaire, e acrescentaríamos Hitler, foram encarniçados perseguidores dos Judeus, enquanto os Papas sempre ensinaram e deram exemplo dos cuidados que os governantes devem exercitar para faze-los respeitar. Assim foi com Luiz XVI no caso de “Estrasburgo assediada por um só judeu”, o banqueiro Cerfbeer: apelando-se ao Rei contra a cidade inteira obteve justiça. Era o avô dos irmãos Teodoro e Alfonso Ratisbone que, convertidos e ordenados, fundaram a obra de Nossa Senhora de Sion, para a conversão dos judeus.

A justiça sob os Reis católicos tinha por fundamento os Princípios cristãos que aperfeiçoaram o Decálogo. Estes deviam ser defendidos do ódio revolucionário e da subversão doutrinal, em especial no exercício do ensino e da justiça. Dai a exclusão dos Judeus dessas funções na política da emancipação controlada sob os Reis católicos e da aliança destes à subversão revolucionária que iria exaltar sua condição de perseguidos junto aos protestantes e aos filantropos do filosofismo. Era a união de forças para a substituição da ordem cristã tradicional pela “nova ordem” em que todas as religiões são iguais.

A descristianização, porém, abriria o caminho a futuros holocaustos. Era o advento da nova sociedade humanitária que congloba uma massa de cristãos religiosamente degenerados, traídos pelos seus “pensadores” pela frivolidade de seus ‘nobres’ pelo próprio egoísmo e sensualismo, pela adesão à Maçonaria de seus chefes, pelos interesses políticos dos governos vizinhos, tudo guiado por secretos centros de poder. Nos “Anchives israélites” de junho 1979, se diz: – se Voltaire nos foi funesto, o voltairismo nos foi eminententente útil -. Nosso Autor conclui: “Tudo vem da Maçonaria! Mas ela mesma como o Voltairismo e as outras traições, irá servir amplamente aos Judeus… Haverá um tempo em que ouviremos este grito: “o judaísmo governa o mundo e é preciso concluir que, ou a maçonaria tornou-se judia, ou o judaísmo tornou-se maçônico” (Revue des questions historiques, 62° liv. 1/4/1992).

Quais as ligações entre estes dois poderes e desde quando existem, é difícil saber. Sabe-se porém que têm referência comum na Cabala, não naquela que é santa tradição milenar, mas na sua deformação perversa onde a magia convive até com a necromancia. Isto evoca ao Autor o episódio do rei Saul (I° Reis) com a feiticeira de Endor que, invocando um morto, pode bem representar a Maçonaria: o povo judeu que lamentava a falta de direitos civis! Um pacto sombrio: “Como se um judaísmo pervertido dissesse às sociedades degradadas e infiéis a Deus: – amanhã estareis comigo. Meus planos serão os vossos! ”

Os principais guias “avançados” da ‘nova sociedade humanitária” indicados pelo Padre Lemann: Lessing, Mendelssohn, Dohm e Cerfbeer, apoiados na Franca especialmente pelo maçon Mirabeau. O livre pensador alemão Lessing era filho de um pastor luterano, mas cultor do panteísmo do judeu Spinoza e amigo do brilhante filósofo judeu Mendelssohn (o Sócrates alemão), propugnou um ceticismo tolerante com a parábola dos 3 anéis: Um pai que herdou um precioso anel de família que prometeu a cada um de seus 3 filhos, manda fazer duas cópias idênticas que não se distinguem do original. Quando morre cada filho, para estar certo de ter herdado o autêntico, recorre à justiça. O juiz exalta o “amor sem preconceitos” do pai porque os 3 anéis representam as “tres religiões monoteístas: judia, cristã e muçulmana”. É a apologia do indiferentismo religioso por amor à paz que hoje se procura introduzir até na Igreja.

Moisés Mendelssohn, inteligente e afável, casou-se com a filha do rico negociante de Hamburgo, Guggenheim, avô do homônimo musicista. Aplicou a sua iniciação nas obras de Maimonides à conciliação com o cristianismo pela interpretação do Judaísmo, irmão maior, segundo o espirito moderno, que vê as religiões como uma comum necessidade humana. Traduziu e divulgou o Pentateuco e os Salmos, mas seu filosofismo racionalista foi banido das sinagogas pelos rabinos alemães.

Guilherme Dohm ao serviço de Frederico II, rei da Prússia, ganhou prestigio com seu livro de 1791 “A Reforma Politica da situação dos Judeus”, programa prático da revolução pelo “Contrato social” de Rousseau, transferido às questão judia. O livro dirige-se aos soberanos expondo a teoria do Estado que deve colocar-se acima das diferentes religiões “para que não sejam prejudiciais à grande sociedade”. Com esse nivelamento do Cristianismo de Estado às religiões minoritárias o livro da Dohm “tornou-se o ponto de partida das reformas perseguidas e em parte realizadas” segundo os Arquivos israelitas (1867, p.466). Era o livro pedido pelos judeus da Alsácia, liderados por Cerfbeer, a Mendelssohn, mas que este pediu a Dohm, julgando mais convincente se fosse escrito por um não judeu. A tradução francesa é do mesmo ano, 1791, e teve grande repercussão apesar das dificuldades legais de difusão.

“Tal livro levou Mirabeau a publicar em Londres um escrito análogo.” O conde de Mirabeau que a Revolução francesa cedo tornará famoso, havia sido encarregado de fazer triunfar o iluminismo nas lojas de Paris a da França inteira.” Esse poderoso tribuno do Terceiro Estado era ligado à nobreza por nascimento, mas à Revolução pela rebeldia celerada de sua juventude. Entre prisões, fugas e contactos com os conspiradores maçons da Alemanha de Weishaupt, das lojas de Londres e do astuto Talleyrand, delineou seu projeto revolucionário de uma nova ordem humanitária de emancipação total, judeus em testa. Foi equívoco conselheiro para Luiz XVI proclamando na tribuna francesa: “A Revolução dará a volta ao mundo” (… de mãos dadas com o Judeu-errante).

O P. Lemann conclui ponderando sobre a prudência da Luiz XVI ao querer uma emancipação judia que controlasse a tendência social de destaque e ressentimento desse Povo para não prejudicar a sociedade cristã. Confiou seu estudo a Malesberbes, magistrado sério mas influenciado pelo filosofismo. E assim a Revolução encontrou os caminhos já abertos. Só havia que empunhar a bandeira da emancipação total do mundo moderno a Cristo, contando para isto com a cumplicidade judia.

As aparições de Nossa Senhora

Diante de tantos perigos e ameaças, Deus não havia dado algum sinal e ajuda à Sua Igreja. Esta é a questão que, embora seja extremamente importante, está incrivelmente esquecida. Na noite entre 18 e 19 de julho de 1830, onze dias antes do golpe de estado, Nossa Senhora apareceu em Paris, na capela da “rue du Bac” das Filhas da Caridade, à jovem religiosa Catarina Labouré. A humilde noviça, que depois se tornou santa, ouviu a Virgem Maria, que com os olhos em lágrimas, predizia as grandes desgraças que iam para abater-se sobre a humanidade. Em 27 de novembro, a Virgem Imaculada confiou a Catarina a missão de propagar a “Medalha Milagrosa” para sustentar os fiéis e a Igreja com a invocação: — Oh Maria concebida sem pecado rogai por nós que recorremos a Vós. Eis, portanto, a resposta a esta questão capital que nos deve orientar sobre a luminosa seqüência de aparições marianas que vieram prevenir sobre os grandes perigos revolucionários modernos que se sucedem em escalada vertiginosa.

A consideração fundamental é esta: a intervenção sobrenatural precede uma ameaça política à vida religiosa, mas a verdadeira ameaça, invisível, está no interior da Igreja, é relativa à defesa da fé, da doutrina, do culto, do clero, da hierarquia e do pontificado. Nossa Senhora veio à “rue du Bac”, como a La Salette e Fátima, avisar sobre erros políticos, mas para a defesa da Roma católica. A mensagem de ajuda é antes de tudo para que o pontífice romano tenha um novo apoio inestimável para preservar a fé íntegra e pura. Bastaria lembrar estas aparições de Maria Imaculada que em Lourdes, em 1858, diz “Eu sou a Imaculada Conceição”, confirmando assim a plena oportunidade do dogma proclamado pelo papa Pio IX em 1854.

A revolução liberal dentro da Igreja. À esta luz podemos entender que o verdadeiro perigo de 1830 não era tanto a revolução coroada que iria impor o erro no mundo pelas armas, mas a infiltração liberal que iria enfraquecer as defesas doutrinais da Igreja. Este termo tem-se prestado a muitas confusões, razão pela qual se impõe uma melhor elucidação deste mal, denunciado pelo papa.

Liberalismo é, essencialmente, atribuir à liberdade humana prioridade sobre a verdade revelada por Deus. Esta rebeldia à verdade começou a apoderar-se dos governos e das leis com a revolução francesa, mas era condenada e mantida fora da Igreja até que eclesiásticos, como o padre Lamennais, ocuparam-se de acolhê-la e “cristianizá-la”. Desde o século XIX o liberalismo religioso fez três grandes tentativas de dominar a Igreja. A primeira, de Lamennais, consistia em considerar o direito à liberdade um fato universal no qual se inseria o da liberdade da Igreja, como uma espécie diante do gênero. Esta posição quanto à liberdade religiosa tinha por conseqüência lógica a separação total da Igreja e do Estado, da lei de Deus e da lei dos homens. Depois da revolução de 1830, esta posição revolucionária agravou-se, por ser defendida também por “católicos liberais” à Lamennais, que se apresentavam à opinião pública como os verdadeiros defensores da liberdade da Igreja. Podia haver ilusão nisto?

Essa primeira tentativa com seus embustes e ilusões foi firme e prontamente repelida em 1832 pelo papa Gregório XVI com a encíclica Mirari vos, que reconhecendo a entidade do perigo usou palavras da profecia apocalíptica que estão no início deste livro.

A segunda tentativa de criar um “liberalismo católico” foi no sentido de aliar a Igreja à democracia, repelida porém com grande força e precisão doutrinal pelo papa Pio IX com a encíclica Syllabus e o Concílio Vaticano: não há maioria democrática que possa prevalecer sobre a infalibilidade da Igreja e do papa, Vigário de Cristo.

A terceira tentativa obteve no início um sucesso prático sob Leão XIII que, embora firme na doutrina, concedeu pelo “ralliement” uma aliança dos católicos franceses com o governo que operava com princípios liberais condenados pela Igreja. Mas com o novo papa, São Pio X, essa concessão cessou. As conseqüências foram dramáticas pela reação do governo, que despojou a Igreja na França de tudo quanto possuía. O mesmo aconteceria anos depois em Portugal, mas os princípios imutáveis da prioridade da lei de Deus sobre os votos democráticos e as preferências dos homens, afirmou-se pela ação de São Pio X de tudo instaurar em Cristo. Seriam desacreditadas pela encíclica Notre charge apostolique também as tentativas da “democracia cristã” do Sillon de Marc Sagnier, que aceitava uma vontade soberana do povo (até de ofender a Deus como acontece com a lei do aborto). Ficavam claras as palavras de Leão XIII, de que o Estado que se rege pelos princípios do liberalismo é na prática um Estado ateu. “Este — ateísmo social — baseado numa liberdade depravada não é menos contrário ao direito natural e cristão que o ateísmo individual.” (Enc. Libertas, de 1888)

Compreende-se como os milagres obtidos coma a Medalha Milagrosa, dos quais se sobressai este do P. Ratisbone, foi uma ajuda inestimável para refrear o liberalismo, que tinha por alvo principal a Doutrina Católica com seus Dogmas e mandamentos. Mas tanto fizeram que padres modernista e portanto liberais e também mações entraram no Vaticano para obter o ‘concílio’ para a mudança, que é o execrável Vaticano 2. Que Deus queira suscitar conversões, como as dos irmãos judeus Ratisbone, para fazer cair o véu do ódio e da escuridão para muitos.

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