Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A CHARADA DE RONCALLI PROMOVIDO NÚNCIO EM PARIS

Arai Daniele

Monsenhor Roncalli na sua estadia na Turquia fez uma sua pública «profissão de fé na fraternidade universal» dizendo na catedral de Istambul: «Nós somos todos irmãos sem distinção de religião, de lei, de tradições e de classe» (P. Tanzella, «Papa Giovanni», ed. Dehoniane, 1973, p. 140) Estas tiradas do adido diplomático enviado pelo Vaticano à Turquia eram conhecidas. Passavam porque se tratava apenas de um simples adido, não de um núncio que representa plenamente o Papa.

Eis um grande enigma dessa carreira. Como foi possível que um adido diplomático sem relevo, esquecido entre os poucos católicos da Turquia fosse escolhido “pessoalmente” por Pio XII para uma missão muito difícil numa das primeiras sedes da diplomacia vaticana? Não foi de certo pela qualidade do trabalho apresentado, que já há tempo suscitara dúvidas sobre a fé de tal clérigo espertalhão de aparência bonachona. Um dia talvez se saberá da influência de Montini junto a Pio XII. Por enquanto a hipótese mais plausível sobre essa escolha, que seria cômica, não fosse trágica para a Igreja, parece a de um monsenhor enfronhado na política clerical com seu livro «Via col vento in Vaticano», publicado pela Editora Kaos (“Via col vento in Vaticano”, I Millenari, Ed. Kaos, Milano, 1999, pp. 69-73).

O envio de Roncalli a Paris seria a resposta indireta de Pio XII a De Gaulle que, antes mesmo da entrada dos aliados em Paris (25 de Agosto de 1944), no dia 30 de Junho, pedira uma audiência a Pio XII. Tratava-se de obter do Papa a remoção do núncio, prelados e sacerdotes que na França haviam aceitado o governo colaboracionista de Vichy do marechal Pétain. O Papa Pacelli não cedeu à pretensão do general, nem reconheceu logo o seu novo governo. Mas a questão era enfrentada pela prudência vaticana consistente em contemporizar o mais possível. Eis a função adaptada, no bem e no mal, para Roncalli que como personagem de baixo perfil, teria redimensionado as pretensões do general.

Há que lembrar que junto a Pio XII estava o amigo de Roncalli, Montini, que deve ter sugerido seu nome. A versão ao nosso parecer mais plausível da escolha, que não exclui nem a intenção de redimensionar a pressão do general, nem a sugestão de Montini, é do acaso, no livro que vamos citar vem enunciada assim: «Na época, todos sabiam que monsenhor Roncalli não tinha a menor possibilidade de grande carreira, entre os que realmente contavam; só por puro acaso o haviam designado delegado apostólico para os quarenta mil católicos da Bulgária. Na secção para os negócios com os Estados da Secretaria de Estado do Vaticano, o seu proceder foi considerado um desastre e ele controlado, porque agia de modo que Roma se encontrasse diante de fatos consumados que indicavam um agir bisonho em inteiro contraste com os severos procedimentos das relações diplomáticas. Amiúde tiveram que adverti-lo porque como delegado apostólico, tanto na Bulgária como na Turquia, não estava acreditado a pleno título junto a tais governos, mas era só um representante pontifício junto aos bispos e às igrejas católicas locais. Apesar disso, frequentemente com suas iniciativas, Roncalli envolvia a Santa Sé em situações com as quais a secretaria de Estado de modo algum podia concordar. Naquele tempo, por exemplo, era inconcebível que um representante do Papa procurasse relações de intimidade com chefes das igrejas ortodoxas fora do estreito protocolo, a fim de evitar fáceis instrumentalizações e mal entendidos.

«Na secretaria de Estado esperavam a ocasião para retirá-lo do encargo diplomático, antecipando-lhe a aposentadoria não merecida, e reenviando-o ao seu lugarejo natal de ‘Sotto il Monte’. Aconteceu, porém, que em Paris, Charles De Gaulle naquele tempo andava às turras com o núncio apostólico monsenhor Valerio Valeri sobre o fato dos trinta bispos franceses que – afirmava o general – teriam colaborado com o governo Pétain e que ele queria por isto que fossem demitidos. Obviamente o Vaticano não aderiu a tal insano propósito, e instruía o núncio a opor-se decididamente a isto. As relações com a Santa Sé estavam a tal ponto de ruptura que De Gaulle havia pedido e obtido o afastamento de monsenhor Valeri ao qual, chamado a Roma, o Papa antecipou a púrpura cardinalícia. Ao Vaticano desagradou o mau comportamento de De Gaulle, e por isto tardava na difícil designação do novo núncio. A arrogância do presidente francês tornava tal designação um real quebra-cabeça. Na Secretaria se perguntavam: qual representante pontifício teria podido aceitar? Como resolver o dilema? Não havia ninguém indicado, então e para De Gaulle o longo atraso na nomeação era uma amarga retorsão diplomática que não conseguia engolir. Um dia o presidente francês recebendo as credenciais do embaixador da Turquia, depois do protocolo oficial, em colóquio privado, falou das dificuldades diplomáticas que um chefe de Estado encontra quando no mesmo território com os mesmos cidadãos há interesses concernentes a duas diversas potências, como por exemplo a Santa Sé. […] De Gaulle pergunta interessado: “Então como procedeis?”. O diplomático turco: “O meu governo procede de vez em vez segundo as personagens que representam a Santa Sé que, mesmo como delegação e não nunciatura reveste, todavia a importância de uma das mais influentes potências internacionais. Por exemplo, o Delegado Apostólico que temos agora é dos melhores que já tivemos, monsenhor Giuseppe Roncalli, bom e humano, disponível e espertalhão como todos os padres”. De Gaulle toma nota e depois de outras anedotas sobre ele, como a dos trezentos meninos que Roncalli declarou batizados para liberar a partida deles [para Israel], termina a audiência. Duas horas depois, parte uma mensagem cifrada de Paris para o Vaticano indicando que seria bem-vinda ao governo francês a nomeação para núncio em Paris do Delegado Apostólico da Turquia, caso o Vaticano o fizesse. Tal sugestão de designação para o chefe da Secção de relações exteriores, Domenico Tardini, que de tal delegado, enrolado e tagarela tinha péssima impressão, o surpreendeu mas ficou decidida diante da proposta de Paris. Visto a relação tensa com a França, monsenhor Roncalli não estava à altura de tão delicada e complexa situação do momento, onde teriam fracassado diplomatas bem experientes. Ainda outra estranheza a acrescentar à lista proveniente do Eliseu. Depois da sugestão aceita decidiram atrasar a resposta de confirmação. Eram os primeiros dias de Dezembro de 1952 e faltava pouco para o Natal, quando De Gaulle recebia os augúrios do Corpo diplomático que, segundo o acordo de Viena, era encabeçado pelo Núncio apostólico (decano, ainda não designado!).

Na falta deste, teria sido o vice decano a fazê-lo e – por acaso – era o embaixador russo, comunista cem por cento, mal aceitado por De Gaulle, qual expoente de certa direita. Naquela época as formas eram essenciais. O desafio a De Gaulle era notório àquele Corpo diplomático. De Gaulle avisou disso o Vaticano, a fim de que providenciassem. Não havia tempo a perder. Tardini, pressionado, manda um cifrado a Roncalli em Istambul, pedindo que apressasse sua vinda a Roma para depois seguir para a nunciatura apostólica de Paris, qual núncio em França. Roncalli, ao qual chegavam insistentes vozes de sua demissão da diplomacia, pensa logo em uma brincadeira de mau gosto da parte de algum brincalhão; Tardini desta vez teve que ser mais explícito, apressando-se em confirmar que a coisa era mais que séria e que urgia transferir-se antes do Natal. Transferiu-se assim logo e em Roma o Papa Pacelli recomendou-lhe de ser muito atento ao que devia dizer no discurso do princípio do ano; aliás, sugeriu-lhe de fazê-lo rever pela secretaria de Estado, antes de lê-lo. Roncalli prometeu de fazer do seu melhor, mas não teve tempo de coordenar as idéias nem para um rascunho. Chegando em Paris, entre as primeiras preocupações de Roncalli estava a de visitar o embaixador russo, o vice decano, que o convidou para jantar”.

“Entre um prato e outro, entre um copo e outro, as relações se tornaram amigáveis e fraternas. Monsenhor Roncalli então aproveitou para perguntar de chofre ao novo amigo russo: ‘Senhor embaixador, o que teria dito para estes augúrios, se eu não tivesse chegado a tempo?’. Bingo! O vice decano embaixador passou o seu texto às mãos do neo-decano Roncalli; este depois o copiou e reintegrou, e com a ênfase do neófito o declamou diante de De Gaulle e de todos os em embaixadores do Corpo diplomático francês, admirados pelos pontos mais salientes por ele tocados com fina sensibilidade de consumado diplomata. Só o russo ria à socapa. As congratulações foram também do presidente De Gaulle, que assim se salvava dos adversários romanos.

Satisfeito disso, os trinta bispos não foram expulsos. E as relações com a França gaulista tornaram-se normais. O núncio Roncalli passou a ser intermediário em toda circunstância delicada entre a Santa Sé, a França e todos os outros Países além da cortina de ferro, cujos problemas políticos desapareciam com a intervenção do núncio bonachão e sempre sorridente, estimado além da cortina de ferro”.

Roncalli o papa bom, homenageado pelos maçons.

Roncalli o papa bom, homenageado pelos maçons.

Roncalli na nova veste encontrou em Paris o centro para desenvolver uma roda de novas influentes amizades, que podem bem refletir as suas escolhas. O novo núncio, conhecido glutão, sabia como atrair amizades com a boa mesa. Parece brincadeira, mas a brilhante posição de Roncalli em Paris como solucionador de graves problemas se liga à sua idéia de «simplicidade genial»: contratar o melhor cozinheiro da cidade. Desse modo Roncalli era frequentado então por tantos amigos famosos, como Léon Blum, o socialista que, operando a união de esquerda da Frente Popular, havia chegado ao poder em 1936.

Eram então seus especiais amigos, Edouard Herriot, presidente do Partido Radical-Socialista, presidente do Conselho de 1924 a 1932. Famoso anticlerical, de cujo governo escreveu Léon de Poncins (Christianisme et F.M.): “A intrusão da Maçonaria nos assuntos do Parlamento e do seu domínio sobre a maioria… ficou mais forte do que nunca durante o ministério Herriot de 1924. Seu governo [publicamente saudado pelos maçons], decretou uma série de leis de socialização, prenunciando as leis da Frente Popular de Léon Blum, leis elaboradas nas lojas maçônicas («Forces Secrètes», pp. 63-64).

Um outro amigo, Vincent Auriol, ateu e socialista, também mação, ministro das Finanças no governo da Frente Popular e primeiro Presidente da 4ª República (1947-54). Ele quis usar um velho privilégio do governo francês para impor o barrete cardinalício ao Núncio em França, Roncalli, em seguida, eleito Cardeal e, portanto, «papabile».

Outro amigo era o diplomata suíço Carl Burckhardt, mação, professor de história, especializado em Voltaire e Goethe, comissário da Sociedade das Nações e presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Quando Roncalli foi eleito em 1958, Burckhardt escreveu ao seu amigo Max Richer uma carta descrevendo a vida de Roncalli, em Paris: «Ele girava como um jovem funcionário de embaixada, encontrava-se ele em toda parte»… E pelas suas longas conversas [no salão de Madame Abrami] revelava seu espírito alheio ao sobrenatural, o seu racionalismo e deísmo chegando à posição dos reformistas… seguindo os filósofos franceses… «Vai mudar muitas coisas. Depois dele, a Igreja nunca mais será a mesma».

O amigo mais íntimo, porém, foi o Barão Yves Marsaudon, neto do monsenhor Le Cam, colaborador de Rampolla, nomeado em 1946 Ministro da Ordem de Malta em Paris, irmão mação desde 1926 da Grande Loja da França, e enfim desde 1932 Mestre Venerável e 33° grau da Loja Republique. Quando, por pertencer a estas sociedades secretas, o que é proibido pela lei da Igreja, ele se aconselhou com Roncalli, foi aconselhado a permanecer sossegado na Maçonaria! Este programa exigia o conceito fraternal da tolerância, mesmo na doutrina: procurar em cada coisa mais o que une, do que aquilo que divide. Portanto, havia que deixar de lado os dogmas católicos, a necessidade de conversão, a autoridade do Vigário de Cristo, enfim, as palavras do próprio Cristo. Roncalli sistematicamente recusou-se a ajudar aqueles que queriam se aproximar da Igreja de Roma; sempre o fez com jovens ortodoxos. Era a rejeição da missão católica.

Yves Marsaudon

Yves Marsaudon

Que os modernistas simpatizem com os mações, ateus e comunistas, com quem compartilham idéias humanitaristas, é fato recorrente no passado e presente político deles, que hostilizam só a Tradição, visando o fim do «Syllabus» do Papa Pio IX através de um concílio pastoral. Esse foi o Vaticano 2; velada revolução religiosa nascida da utopia sobre a teoria da evolução da consciência humana que, uma vez madura (veja o «cristão adulto» de Karl Rahner), se livra da autoridade derivada da Revelação. Assim o mundo moderno passaria finalmente da fase do princípio de transcendência ao de imanência, professando a religião antropocêntrica, em vista de um humanitarismo global; ideal que irmana demo cristãos mações, socialistas, liberais e, apologistas do insuperável valor da praxe «pastoral» do Vaticano 2 (P. Cornelio Fabro, «La svolta antropologica di Karl Rahner», Rusconi, Milão, 1974). Todavia, justamente esta mentalidade relativista, condenada pelo magistério católico, dominava a mente desse infiltrado na Igreja para «aggiornare» a fé e a autoridade católica ao progresso do mundo moderno. Bastava aplicar a «caridade relativista» às mais diversas questões, como fez depois Bento 16 e agora Bergoglio, com a aplicação desta ao relativismo religioso ecumenista.

O grave desastre é que tudo isto foi inoculado no aparato da Igreja com o conclave que elegeu Roncalli e portanto fez aceitar essa mesma linha, do profetismo que evoca sinais dos tempos, não para referir-se à espiritualidade cristã, mas à utopia da nova ordem ecumenista.

No próximo artigo será relatado como, já em Paris, Roncalli era indicado pela maçonaria como o papa segundo os planos dessa seita. No entanto, sua eleição foi até agora aceita e ele foi até canonizado pela «outra igreja», que ele iniciara a edificar, atendendo à encomenda dos líderes da nova ordem global.  A meta é uma religião ecumenista globalizada unida à maçonaria.

O DINAMISMO DOS ENTES E O RESPLENDOR DA LEI ETERNA

 

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XI, em excertos da sua encíclica “Caritate Christi”, promulgada em 3 de Maio de 1932:

«Se recordarmos, em espírito, a longa e dolorosa série de males que, triste herança do pecado, têm assinalado ao homem decaído as etapas da sua peregrinação terrestre, difìcilmente encontramos, desde o dilúvio, um mal estar espiritual e material, tão profundo e tão universal, como o que agora atravessamos; até os maiores flagelos, que todavia deixaram vestígios indeléveis na vida e na memória dos povos, se abatiam, ora sobre uma Nação, ora sobre outra. Agora, pelo contrário, é a humanidade inteira que se encontra a braços com a crise financeira e económica,  e tão tenazmente que, quanto mais se procura desembaraçar, tanto mais insolúveis parecem os laços: Não há povo, não há Estado, nem sociedade ou família, que de um modo ou de outro, directa ou indirectamente, mais ou menos, lhes não sinta a repercussão. Aquelas mesmas pessoas, aliás em número reduzido, que com suas imensas fortunas, parecem ter em suas mãos os destinos do mundo, aqueles mesmos homens de negócio, em número muito pequeno, que com suas especulações, foram e são, em grande parte, causa de tão grande mal, são não raro as primeiras e mais clamorosas vítimas, arrastando consigo para o abismo as fortunas de inúmeras vítimas.  Verifica-se assim, terrìvelmente, por todo o mundo, O QUE O ESPÍRITO SANTO JÁ HAVIA PROCLAMADO DE CADA PECADOR EM PARTICULAR: “CADA QUAL É PUNIDO COM O INSTRUMENTO DO SEU PRÓPRIO PECADO”  (Sab 11,17).

Deplorável condição de coisas, veneráveis irmãos, que faz gemer o nosso coração paterno, e nos faz sentir, cada vez mais intìmamente, a necessidade de imitar, na medida da  nossa insignificância, o sublime sentimento do Coração Santíssimo de Jesus: “Tenho compaixão desta multidão” (Mc 8,2). Todavia, mais lastimável ainda,  é a raiz donde brota esta condição de coisas; pois se é sempre verdade aquilo que o Espírito Santo afirma pela boca de São Paulo: “A RAIZ DE TODOS OS MALES É A COBIÇA” (I Tim 6,10), muito mais o é na hora presente. E não é, acaso, a cobiça dos bens terrenos, que o poeta pagão chamava já, com justo desdém: “Execranda fome do ouro”; não é, porventura, o sórdido egoísmo, que mais vezes preside às muitas relações individuais e sociais; não foi, em suma, a cobiça, seja qual for a sua espécie e forma, que arrastou o mundo ao extremo que todos vemos e todos deploramos? Da cobiça, na realidade, procede a desconfiança mútua, que paralisa todo o comércio humano; da cobiça, a odiosa inveja, que faz considerar como dano próprio toda a vantagem dos outros; da cobiça, o mesquinho individualismo, que tudo orderna e subordina ao interesse próprio, sem se importar com o dos outros, antes conculcando cruelmente todos os direitos alheios. Daqui a desordem e injusto desequilíbrio, pelo qual se vêem as fortunas das diversas nações acumuladas nas mãos de pouquíssimos particulares, que a seu talante regulam o mercado mundial, com imenso prejuízo das massas, como já expusemos, o ano passado, na nossa carta encíclica “Quadragesimo Anno”.

E se este mesmo egoísmo, abusando do legítimo amor da Pátria e exagerando o sentimento de justo nacionalismo – que a recta ordem da Caridade Cristã não só não desaprova, mas regulando-o, santifica e nobilita – se insinua nas relações de povo para povo, não há excesso que se não afigure injustificado, E AQUILO QUE ENTRE INDIVÍDUOS SERIA DE TODOS TIDO COMO REPROVÁVEL, VEM A SER CONSIDERADO COMO LÍCITO E DIGNO DE INCÓMIO, SE SE FAZ EM NOME DO TAL NACIONALISMO EXAGERADO. EM LUGAR DA GRANDE LEI DO AMOR E DA FRATERNIDADE HUMANA QUE ABRAÇA E ESTREITA TODAS AS RAÇAS E POVOS NUMA SÓ FAMÍLIA COM UM SÓ PAI QUE ESTÁ NOS CÉUS, INTRODUZ-SE O ÓDIO QUE A TODOS PRECIPITA NA RUÍNA COMUM. Na vida pública, calcam-se aos pés os sagrados princípios que regulavam todo o convívio social; subvertem-se os sólidos fundamentos do Direito e da fidelidade, sobre os quais se devia basear o Estado; são violadas e estancadas as fontes daquelas antigas tradições, que na Fé em Deus, e na Fidelidade à Sua Lei, VIAM OS ALICERCES MAIS SEGUROS DO VERDADEIRO PROGRESSO DOS POVOS.»
Quanto mais elevado é um ente menos multiplicidade e mais unidade apresenta na sua operação. Os Anjos, mereceram ou não, sobrenaturalmente, a Deus Nosso Senhor, num só acto efectuado no momento ontológico imediatamente posterior ao da sua Criação; e esse acto possui, para o Bem, ou para o mal, uma eficácia ontológica Eterna, pois a natureza específica, extremamente perfeita, do Anjo, não lhe permite retractar-se; consequentemente, após essa única prova, o Anjo recebeu logo o seu destino Eterno. E o que é interessantíssimo: Para os Anjos mais naturalmente perfeitos, e por isso mesmo mais elevados em Graça Santificante, a prova terá sido, objectiva, moral e Sobrenaturalmente mais complexa, mais dura; mas sabemos que caíram e foram condenados Anjos de todas as hierarquias. Então qual terá sido a razão última da Predestinação de uns e da queda de outros? Esse fundamento só pode residir na Graça, não na Graça Santificante, pròpriamente dita, mas numa Graça especialíssima recebida pelos Anjos no momento da prova, e em função da prova. De qualquer forma, aqueles Anjos que se condenaram, foram-no com uma profundidade e uma maldição inerente à sua perfeição específica, logo proporcional à Graça Santificante. Os que se salvaram, foram-no com uma elevação inerente a essa perfeição e a essa Graça.

Os Anjos, ao contrário dos homens, só podem comprometer todo o seu ser, por Deus, ou contra Deus.

Mas o que dizer do governo do Universo, do qual os Anjos estão incumbidos? Nele desenvolvem essas criaturas privilegiadas uma operação que Deus poderia realizar por Si mesmo; mas de acordo com a Hierarquia da Criação, Deus não exonera as suas criaturas daquilo que elas mesmas podem fazer. Os Anjos mais perfeitos – Tronos, Querubins e Serafins; constituem a corte celestial do Rei do Universo e de toda a Criação, porque sendo especìficamente mais perfeitos, possuem mais Graça, e tendo-se salvo, mais Glória; é através deles que as Potestades, Virtudes e Dominações (Anjos da segunda hierarquia), recebem instruções sobre o seu múnus de governo do Universo Físico, realizado fundamentalmente pelo seu domínio sobre a matéria, e aplicando-o a um Universo que, segundo os astrónomos e astrofísicos, é verdadeiramente colossal em magnitude e complexidade. Os Anjos, Arcanjos e Principados, possuem como missão a guarda dos Homens e das Instituições, exercendo esse ministério sobretudo pelo domínio que possuem sobre a matéria.

Cumpre assinalar, que os Anjos encontram-se já na Eternidade; todavia, até ao fim do mundo, possuem uma relação de comensurabilidade extrínseca com o tempo e o espaço terrenos e corruptíveis. O governo e a guarda que acabamos de mencionar exigem contudo uma muito reduzida multiplicidade de actos, pois que uma multiplicidade de efeitos  – de um ponto de vista de quem já se encontra na Eternidade, e na visão de Deus – reconduz-se sempre a uma determinada unidade, mais ou menos perfeita. Mesmo de um ponto de vista estritamente natural, situando-se os Anjos essencialmente acima do espaço e do tempo, aquilo que nos parece ser multiplicidade constitui para eles, na realidade, uma unidade.

Em Deus Uno e Trino, EM SI MESMO E PARA SI MESMO, sabemos que há apenas dois Actos Essenciais, Eternos e Imutáveis: Inteligência, mediante a qual Deus Se conhece a Si mesmo, e a tudo o que é cognoscível, sempre em Si mesmo, na Sua Essência; e Vontade, mediante a qual Deus Se quer e ama a Si mesmo, e a tudo o mais que seja Bom, e na proporção em que é Bom. Consequentemente, em Deus, não há uma pluralidade de actos de Inteligência, nem uma pluralidade de actos de Vontade; MAS UM SÓ ACTO DE INTELIGÊNCIA QUE ABRANGE TUDO O QUE É COGNOSCÍVEL,E UM SÓ ACTO DE VONTADE, QUE ALCANÇA TUDO O QUE É BOM.

Em Deus Uno e Trino, PARA FORA DE SI MESMO, há um só Acto, EM SI MESMO ETERNO E IMUTÁVEL, AINDA QUE POSSUINDO EFEITOS EXTERIORES MÚLTIPLOS E CONTINGENTES, TAIS COMO: A CRIAÇÃO, A CONSERVAÇÃO DO MUNDO, O GOVERNO DO MUNDO, A IRRADIAÇÃO DOS BENS SOBRENATURAIS.

O homem, animal racional, é composto de um princípio de unidade – a alma; e de um princípio de multiplicidade – o corpo; constituindo a síntese de dois mundos, reunindo as perfeições e as limitações de ambos. Mas como, o mundo espiritual também possui limitações? Em certo sentido, sim, na exacta medida em que os Anjos não possuem a evidência sensível da singularidade material.

É nos homens que se revela mais flagrante a pluralidade diversificada de operações, quer no campo factível da realização técnica, que na ordem do agível moral e religioso. Porque o homem vive e evolui no tempo, devemos reconhecer que infelizmente naquilo em que deveria apresentar certa estabilidade – a vida religiosa e moral – é precisamente onde a História regista mais violentos terramotos e brutais mutações; mais ainda, essas revoluções afastam a Humanidade, em geral, e os indivíduos, em particular, sempre e cada vez mais da Verdade, Religiosa, Moral, Política e Social.

O dinamismo do ente contingente resulta do contraste entre as suas próprias limitações – cingido que se encontra pela finitude da definição da sua essência – e o SER SEM LIMITES. Efectivamente, a composição metafísica ESSE-ESSÊNCIA (essência-existência), é de necessidade também metafísica, NEM DEUS PODE FAZER QUE SEJA DIFERENTE, PORQUE ESSA NECESSIDADE É CONSTITUTIVA DA VERDADE DO PRÓPRIO DEUS. Os entes realmente existem, mas limitados e contingentes; eles devem com a sua operação religiosa e moral identificar-se cada vez mais com AQUELE SEU PRINCÍPIO, AQUELA LEI ETERNA, QUE DEVE SER TAMBÉM O SEU FIM – DEUS NOSSO SENHOR, CONHECIDO, AMADO E SERVIDO, SOBRENATURALMENTE.

Desgraçadamente, em consequência do pecado original, os homens desvirtuam totalmente o sinete da contingência neles gravado pelo acto criativo, desenvolvendo um dinamismo que dedica à criatura tudo o que devia consagrar a Deus Nosso Senhor, seu Criador, Redentor e Consumador. EIS A GRANDE INVERSÃO, EIS O GRANDE VAZIO, A GRANDE DEPRESSÃO DO HOMEM MODERNO, SOBRETUDO DESDE A REVOLUÇÃO DE 1789, POIS ESTA COINCIDIU COM A PRIMEIRA FASE INDUSTRIAL E COM A EDIFICAÇÃO DAS GRANDES CIDADES ANÓNIMAS E TOTALMENTE DESUMANIZADAS.

Porque todo o homem que procura servir sobrenaturalmente a Deus, quanto mais avança nos mistérios da Graça Santificante e dos Dons do Espírito Santo, MAIS UNIDADE CONFERE À SUA VIDA, MENOS SE DISPERSA, MESMO NA SUA VIDA MAIS MATERIALMENTE COMEZINHA; DE MUITO MENOS ESTÍMULOS EXTERIORES NECESSITA PARA MANTER A SUA LUCIDEZ PSICOLÓGICA. Jamais duvidemos, as “depressões”- que parecem constituir a maior de todas as epidemias civilizacionais – MAIS NÃO SÃO DO QUE A AUSÊNCIA TOTAL E ABSOLUTA DE DEUS, E ATÉ MESMO SÒMENTE DO SEU CONCEITO!

Que Maria Santíssima nos auxilie, neste centenário de Fátima, a congregar todos os nossos santos dinamismos na denúncia da maçonaria internacional e dos seus papas do diabo, papas do Inferno, papas da morte de Deus, que estão produzindo, também, a morte da Humanidade.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 15 de Março de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

QUE IGREJA É ESSA QUE CANONIZA O «QUISLING» ATENTADOR DA VERDADE?

 

Arai Daniele

Aqui vamos repetir brevemente o descalabro desencadeado na sociedade humana por um impostor religioso, que foi canonizado pela nova igreja moldada sobre os erros por ele avançados. Mas não poderá nunca dispersar a Acies ordinata que vigia em defesa da verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

João 23 fingiu inspiração divina para convocar um concílio que tentaria mudar a Igreja imutável, atualizando-a e adaptando-a aos tempos, etc., idéia condenada por todos os papas anteriores, mas perseguida há tempo pela maçonaria. Para esse fim tratou com declarados inimigos de Deus, os ateus perseguidores de Sua Igreja, e negociou com o poder soviétivo para a presença de prelados ortodoxos russos em seu Concílio. Foi ele que desestabilizou a Missa e arrumou o Colégio dos Cardeais para promover a eleição de seu sucessor, Montini, que continuou o seu concílio e promulgou decretos heréticos, os  mesmos que de há muito tempo estavam no plano maçônico para mudar a Igreja.

Aqui vamos falar da mentalidade incutida nas consciências a partir da eleição para a Sé de Pedro do «bom» modernista João 23, adepto de uma «nova ordem mundial». Diante do novo curso iniciado com ele, que censurou o segredo de Fátima, pergunta-se: poderia este segredo – centrado sobre o Papa – ser alheio aos inauditos enganos introduzidos na Sé papal? Ou, ao contrário, ajudar a enfrentar a burla de «papas conciliares» ligados aos poderes do mundo, infectado pela liberdade do erro e da mentira?

Ora o «segredo profético» desarquivado mostrou a visão da eliminação do papa católico com o seu séquito fiel. E a cristandade semi-derruída foi «decapitada» de seu guia; visão profética confirmada na vida do mundo e da Igreja – cuja horrenda demolição é evidente. E depois disso, vige uma enorme desordem e perversão; vivemos entre escombros morais e religiosos.

Como ignorar que as ideias dos «papas conciliares», a partir de João 23, cara oculta da nossa era, inverteram com os seus pactos os princípios teológicos e a fé com que 260 Papas e 20 Concílios precedentes guiaram a Igreja católica? Alteraram a vida na Fé seguindo a própria consciência» segundo os novos tempos, para mudar nada menos que a «consciência da Igreja»! E se queriam mudar a Religião, porque não iriam também adaptar Fátima em nome do «Modernismo», que relativiza ao presente os princípios que Deus imprime nas almas?

Já serão 4 os «papas conciliares» que vieram a Fátima, sendo que 2 vieram como cardeais. Mas quem pode dizer que vieram para edificar o culto no lugar escolhido pela Mãe de Deus? Ficaram reforços de outros cultos, pessoal, comercial, conciliar.

Depois que o chamado «Papa bom» assumiu poder papal, passou a dominar a mentalidade conciliar, que denotava origem «iluminista». E esta é confirmada na linha dos seus sucessores no Vaticano, bastou ouvir Bento 16, cujo «apostolado ecumenista» vai sempre na realização do plano «pan-ecumenista» condenado pela encíclica Mortalium animos do Papa Pio XI. Assim, iniciou o tal «aggiornamento» da «consciência da Igreja», com a desculpa que ela vivia fechada nos seus muros e em milenárias «profecias de desgraças». Segundo os inovadores, a Igreja devia superar o contraste com o novo milênio de luzes e de galharda tecnologia, indo ao encontro de uma nova fé ecumenista no progresso humano sem limites!

Tal delírio de novidades ocorreu desde então à revelia dos frutos podres que deu na vida espiritual da Igreja e da desordem social que propiciou ao mundo, que passou a ter em mira, não mais o amor pela verdade, mas a sublimação da utopia de uma «nova ordem», para a qual a verdade não é uma nem conta!

Seus frutos, derivados de idéias já condenadas, são nefastos. Donde então a alcunha de «papa bom» atribuída ao inventor de «novas Pentecostes» ? Só se a burla dessa «bondade» fosse parte do plano secreto para inverter a Tradição e a vida da Igreja católica e apostólica depois de dois mil anos de história.

O utopismo ecumenista, que é suma contrafação religiosa, mas também mental, devia ser enfrentada não só pelos católicos, mas por quem estima a verdade, Sim porque vem do Modernismo, aberto à liberdade religiosa, e à nova ordem gnóstica e maçônica para substituir a ordem cristã nas consciências; não só obter o Estado separado da Igreja, mas o corpo humano de sua alma espiritual, cuja existência é admitida pelo iluminismo só como produto de idéia no «processo evolutivo»!

Foi o curso intelectual que em pouco tempo causou a inaudita «autodemolição», de aspeto irreversível na Igreja e também no mundo, onde sinais «liberatórios» da imaginação no poder, a partir dos anos 60, produziram reivindicações de direitos e depravações e sem fim na vida social, em nome de confusões ideológicas ateias e ecumenistas, com imprimatur conciliar! Era o direito à dignidade das aberturas, que no fundo significa dialogar e contestar a mesma Verdade.

Isto estava nas entrelinhas da encíclica «Pacem in terris», na qual João 23 proclamou que «… pode e deve haver cooperação entre os católicos e os regimes comunistas no campo social e político». Assim, nas eleições italianas de Abril de 1963, os comunistas, num só golpe de sorte ganharam um milhão de votos em relação às eleições políticas de cinco anos antes; sorte de ter João 23 de seu lado. O clamoroso sucesso do PCI foi unanimemente atribuído à nova linha de João 23, logo denominada de «sinistrismo eclesiástico».

A «mentalidade de abertura», continuada por Paulo 6, foi a «abertura conciliar ao mundo», que no caso da política comunista levou a Itália a ser o país mais desgovernado da Europa, pois tal ideologia, se não toma o poder, reivindica tudo, na ordem social e também existencial através dos movimentos sindicais e greves contínuas. E tal política passou a dominar com a mentalidade modernista, aberta ao socialismo, como disse São Pio X na Notre Charge Apostolique»,  condenando o «Sillon» de Sangnier, uma quimera social com o olho posto no socialismo.

Assim, o povo comunista italiano, sob vários nomes e a complacência do partido democrata-cristão é o maior do mundo «democrático». Para o seu ideólogo, Gramsci, “o socialismo é justamente a religião que abaterá o cristianismo” (2). “A filosofia da práxis – é o nome que Gramsci dá ao materialismo dialéctico e histórico – pressupõe todo este passado cultural, o Renascimento e a Reforma, a filosofia alemã e a Revolução francesa, o Calvinismo e a economia clássica inglesa, o liberalismo laico e o historicismo na base de toda concepção modernista da vida. A filosofia da praxis é a coroação de todo este movimento de reforma moral e intelectual… corresponde ao nexo: reforma protestante + revolução francesa”.

(2) – Gramsci, António, Avanti!, e Sotto la Mole, 1916-20, Einaudi, Turim 1960, p. 148.

Para este «profeta comunista»: “O catolicismo democrático faz o que o socialismo não poderia fazer: amalgama, ordena, vivifica e suicida-se”. Incrível como isto aconteceu com a política clerical do companheiro e sucessor de Roncalli, João Batista Montini, futuro Paulo 6, sobre o qual veremos o que foi publicado do «Pacto Montini – Stalin». Famosa foi sua homilia de «protesto» a Deus na Missa de exéquias de Aldo Moro, por não ter evitado o assassínio pelas Brigadas Vermelhas comunistas desse seu poderoso amigo demo-cristão.

Voltando, porém, ao tempo de João 23, a questão que o marcou para sempre foi a incrível censura ao Terceiro Segredo de Fátima, cuja mensagem indicava os “erros esparsos pela Rússia”. Esta frase, detestável para quem via com otimismo o avanço socialista, para o qual abriu as portas do Vaticano, representa a realidade de um mundo cada vez mais ateu e materialista.

Apenas concluído o Vaticano 2, as mini-revoluções que reivindicam em todas as direções já eclodiam no Ocidente sem poupar nenhuma ordem social. Enquanto isto a contestação global, especialmente na América Latina e África, era cavalgada pelo comunismo animado por novos apóstolos da «abertura» conciliar. Estas haviam liberado as consciências para reivindicar os direitos que fazem esquecer os deveres para com a verdade de Deus.

Já escrevi sobre o comunismo da teologia da libertação TL, que infestou o Brasil e a América do Sul. Admirava-me então como líderes anti-comunistas ativos como Olavo de Carvalho e o seu amigo P. Paulo Ricardo, não rastreiem a origem e apoio a isto tudo justamente no ambiente clerical; do card. Arns e arredores, subindo até o Vaticano conciliar. Essa origem nesse vértice se confirma agora com a ação de Bergoglio. Mas o P. Paulo Ricardo quer estar dos dois lados quando Roma está envolvida. A primeira vez que eu o ouvi foi defendo a «liberdade religiosa e de consciência» do V2; tentativa deveras lamentável pelas suas incongruências!

Não há pois que negar a velada relação de causa-efeito entre as aberturas de Roncalli e sucessores e a profunda revolução que demoliu a fé da Igreja nas consciências. João 23 apelava à misericórdia para desculpar erros, mas abriu às «ideologias» de guerrilheiros padres, como Camilo Torres, que celebrava a missa ao lado da metralhadora dizendo: “João 23 me autoriza a marchar com os comunistas”; morreu lutando para aniquilar a Ordem cristã! De onde procede a maior culpa, ainda ignorada?

Como negar que quando o Vaticano 2 justificou o direito universal à escolha da própria religião ou irreligião, tal juízo incluía todo outro, da moral à política? Não era este o «compromisso histórico terminal» entre a falsa religião e o ímpio laicismo? À exposição dessa herança macabra no campo das idéias se aplicam estes artigos que aquilatam, por exemplo, o efeito da «encíclica Pacem in terris» (Ptr), tão apreciada em Moscou como nos ambientes socialistas e mações, porque visava a «atualização» da noção deles sobre a livre consciência.

Não estava claro isto no documento? Se não, foi porque devia evitar a reação católica; mas nem tão velado para perder a ovação da área iluminista que há séculos exigia que a Igreja declarasse a liberdade de consciência e de religião, para julgar sobre o bem e o mal. Sim, a liberdade dos intelectuais revolucionários para dizer qual deve ser o «bem e a «verdade» obrigatórios. Para quem preserva a liberdade das consciências – que é a verdadeira liberdade: paredão!

É a idéia que passou a ditar a vida no mundo até a «alienação apocalíptica» final da Palavra de Deus. São as Sagradas Escrituras a descrever essas «alienações»: a Original e a Judaica, que são as raízes da terceira alienação: a da grande e final apostasia do mundo «cristão». Alienação esta que ocorre hoje na «perfídia» de incubadores do «vírus» modernista, de que foi portador Roncalli, que a inoculou no tecido da Igreja. Como um inseto pode ser portador de uma doença que inocula nos homens, a transmissão de certas idéias é pior que doença do corpo: afeta as consciências. A comparação parece rude? Não foi assim, por exemplo, com as idéias de Lenin e de Hitler se impuseram? E para a ideologia de Lenin a «liberdade religiosa» é princípio ironicamente consagrado na constituição soviética.

Pois bem, sobre a periculosidade das iniciativas de João 23 aludiu um dos mais célebres vaticanistas, o conde romano Fabrizio Sarazani, que sobre esse pontificado e suas consequências disse: “… o sinal deixado por Roncalli na história da humanidade supera de muito o impresso pelos Lenins e Stalins. Se estes liquidaram alguns milhões de vidas, João 23 liquidou dois mil anos da Igreja católica” (Nichitaroncalli, p. 49).

Se a citação parece interna aos adidos do Vaticano, eis outra do eis outra do mundo literato mundano, do inglês Anthony Burgess, autor do tema da «Laranja Mecânica» que, retratando Roncalli no seu romance «The earthly powers» (3), explicou que ele, por causa de seu pelagianismo anticristão, foi mais perigoso do que Hitler. Trata-se de localizar «causas» do mal que reside em idéias mesmo de aspecto religioso, que levam à agonia do Cristianismo no nosso tempo. Esta é evidente, mas não a sua causa, ligada a algo que assume forma de profetismo evocando sinais dos tempos, alheios à espiritualidade humana, mas afins à utopia da evolução ilimitada do homem; porque o homem é bom e a Igreja não tem inimigos.

(3) – Entrevista ao «O Estado de São Paulo», 10.1.1982 e outros jornais da época.

Assim, a débâcle da Ideia cristã no mundo ocidental, no qual serpeia o new age ligado à nova ordem de reconciliação global ecumenista, é efeito da utopia religiosa modernista de marca gnóstica, usada pela Maçonaria para impor «liberdades» em vista de se substituir à Ordem cristã. Eis o programa desse profetismo ecumenista que corrói a Cristandade para satisfazer a ideologia de um mundo globalizado segundo o progresso iluminista. Neste, prevalece o «centro noaquita» planeador da religião humanitarista que aliena o Evangelho de Jesus Cristo! Trata-se de processo atual, em curso com Bergoglio!

E, visto que toda crise na terra reside na subtil diferença entre a íntima liberdade das consciências, criada por Deus, e a «outra» liberdade de consciência em foro externo, ideada pelo «centro» da revolução anticristã, mas sempre condenada pelos Papas católicos, havia que obter «papas» modernistas. É a razão porque falamos do vírus modernista que, em nome do amor, faz fenecer sua fonte, que promana da Verdade. João 23 agiu contra essa Verdade, favorecendo de sua «alta sede» a mentalidade, ou melhor, a delirante «ideologia» que continua com os seus sucessores, apoiados no nefasto Vaticano 2, fonte das piores liberalidades diante da moral, da qual a pedofilia é mero produto, e ainda não basta!

Enfim, enquanto não for desmascarada a aparência católica dessa tremenda operação do engano, iniciada na surdina e na ambigüidade por esse falso pastor, o nó da situação católica continuará a estreitar-se mortalmente: é produto de um conclave, anulado pela heresia do eleito, recusado por Deus, mas aceito por uma geração apóstata,

SÃO JOSÉ PROTETOR DE JESUS MENINO E DA IGREJA EM PERIGO

Arai Daniele

São José, digníssimo Esposo de Maria Virgem, Mãe de Deus, sendo protetor de Jesus e de Sua Igreja, é ligado à Acies ordinata, que nunca será dispersa e por fim triunfará!

Segundo um dos Apócrifos, José, descendente de Davi, teria sido convocado em Jerusalém pelo Sumo Sacerdote para, com outros da mesma descendência, saber qual dentre eles era digno de ser o pai do Messias prometido. Cada um deles tinha um cajado de madeira, e rezaram juntos a Deus para obter um Seu sinal, fazendo florir o cajado do escolhido. Este foi o de José, em cujo cajado despontou um lírio, sinal de pureza. É uma tradição, mas o fato é que São José foi escolhido como futuro pai adotivo de Jesus e marido da Virgem Maria que, por sua vez, era vista pela Sua beleza e formação como possível Mão do «Desejado das nações».

Sabemos pela Tradição Apostólica e pelos Evangelhos, que a registrou, que o genitor verdadeiro de Jesus é Deus Pai. Ora, Maria já tendo sido prometida em casamento a José, concebeu milagrosamente sem relações maritais, mas pelo poder do Espírito Santo. Para José, quando percebeu que a esposa estava grávida de um filho que não era seu, foi um momento dramático, pois pensou que devia romper com Maria, mas em segredo para não expô-la publicamente. No Evangelho de Mateus temos o relato desse episódio:

«Eis a origem de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, comprometida em casamento com José, antes que coabitassem, encontrou-se grávida por obra do Espírito Santo. José, seu esposo, sendo justo e não querendo denunciá-la publicamente, resolveu repudiá-la em segredo.»  (Mt 1:18-19).

«Eis que o Anjo do Senhor manifestou-se a ele em um sonho, dizendo: ‘José, filho de Davi, não temas receber Maria, como tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele será o Salvador de seu povo dos seus pecados’.  José, ao despertar do sono, agiu conforme o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu em sua casa sua mulher.» (Mt 1:21-24)

Foi quando, após o sonho com a visão mística do Anjo, reconheceu Menino legalmente, seria Jesus, seu legítimo filho diante dos homens, do qual assumiu a proteção paterna. São Lucas o relata:

«Ao iniciar Seu ministério, Jesus tinha mais ou menos trinta anos e era, conforme se supunha,  filho de José.» (Lc 3, 23)

São José era carpinteiro, de profissão, conforme menciona São Mateus evangelista (Mt 13, 55) e dai se deduz que Jesus, antes de iniciar Sua vida pública, aprendeu a profissão do pai, razão porque São Marcos refere-se a Jesus como “Carpinteiro”, assim chamado pelos compatriotas para ironizar ao vê-lo como pregador. As duas versões evangélicas sobre a genealogia de Jesus parecem divergir no que se refere a José, sendo salva a sua e a de Maria descendência de Davi.

Além dos evangelhos canônicos, reticentes em relação a José de Nazaré, os apócrifos oferecem detalhes, No Protoevangelho de Tiago, José era originário de Belém e, tendo sido casado, teve seis filhos: quatro homens, Judas, José, Tiago e Simão e duas mulheres, Lísia e Lídia, ficando em seguida viúvo com filhos para educar. A Igreja Ortodoxa acolhe esta versão. De fato, parece que a citação dos «irmãos de Jesus» em outras passagens, peça essa indicação.

Da infância de Jesus os Evangelhos só tratam quando, com 12 anos, José e maria O levaram juntamente em peregrinação a Jerusalém a Sua apresentação aos Doutores da Lei. Enquanto os Pais voltavam para casa, Jesus ficou no Templo, sem que José e Maria, separados na comitiva o percebessem. Depois de tê-lo procurado por três dias entre os peregrinos, foram finalmente encontrá-lo no Templo, discutindo e explicando as Escrituras com os doutores da Lei O evangelista São Lucas, relata o episódio:

«Ao vê-lo, ficaram surpresos, e sua mãe lhe disse: ‘Meu filho, por que agiste assim para conosco? Teu pai e eu, aflitos, te procurávamos’. Ele respondeu: ‘Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?» (Lc 2, 48-49)

Embora já soubesse que José não fosse seu genitor, Jesus adolescente comportava-se como um verdadeiro filho, respeitando-o e amando-o até o fim. O confirma o trecho de Lucas.

«Voltou [Jesus] então com eles para Nazaré e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, conservava a lembrança de todos esses fatos em seu coração.» (Ib. 51)

Ao iniciar Jesus Sua vida pública é muito provável que José já tenha falecido, pois não é mais mencionado e Jesus o teria poupado de sofrer ao ver Seu filho querido perseguido e morto. Já quando muito pequeno essa perseguição começou e José, avisado pelo Anjo em sonho, fez como este lhe havia avisado, tomou consigo sua esposa e a criança e fugiram para o Egito. Portanto invocamos hoje São José protetor incomparável da Igreja de Jesus Cristo.

Este ano, visto que a Festa do dia 19 para comemorar o Santo cai no domingo, celebra-se no dia 20, segunda-feira. Aqui desde já lembramos este nosso grande Santo Protetor, como o foi de Jesus e é sempre da Sua Igreja.

 

 

CONTRA A TIRANIA DA ESCOLA LAICA OBRIGATÓRIA

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XI, em passagens da sua encíclica “Mit Brennender Sorge”, promulgada em 14 de Março de 1937:

«É uma nefasta característica dos nossos tempos querer desligar não só a Doutrina Moral, mas também os fundamentos do Direito e sua aplicação, da verdadeira Fé em Deus, e das normas da Revelação Divina. Referimo-nos, de forma especial, ao que se chama Direito Natural, inscrito pela mão do Criador no coração humano, e de fácil leitura à razão, QUANDO NÃO O CEGA O PECADO OU AS PAIXÕES.

É segundo as normas deste Direito Natural que o Direito Positivo, obra do legislador, pode ser apreciado no seu conteúdo moral, e por isso no valor ou anterioridade de obrigar em consciência. Leis humanas em contradição com o Direito Natural têm marcado o ferrete do vício original, que pressão alguma, emprego exterior de força, ou de qualquer instrumento, podem apagar. É à luz deste princípio, que se deve julgar o axioma:”O Direito é o que é útil à Nação”.Podemos, certamente, dar a esta expressão um sentido correcto, interpretando-a assim: “Tudo o que é moralmente proibido não pode servir ao Bem Público”.

Até o paganismo antigo reconhecia já, que o axioma, para ser plenamente exacto, havia de ser transformado e formulado assim:”Uma coisa não pode ser útil, se não é, ao mesmo tempo, moralmente boa”. E não é por ser útil que é moralmente boa, mas é por ser moralmente boa que é útil. Liberto desta regra moral, o princípio significaria na vida internacional, estado de guerra perpétua entre as diferentes nações. Na vida nacional, desprezaria, pela confusão que faz entre Direito e utilidade, este facto fundamental: Que o homem, como pessoa, possui direitos recebidos de Deus, e que têm de permanecer íntegros, quando tentarem negá-los, aboli-los, ou desprezá-los. Desprezar esta verdade, é esquecer que o verdadeiro Bem comum é determinado e reconhecido, em última análise, pela natureza do homem, que equilibra harmoniosamente direitos pessoais e obrigações sociais, e pelo fim da sociedade, assinalado também na natureza humana. A sociedade é, por vontade do Criador, o meio de desenvolver plenamente as qualidades individuais e de colher as vantagens sociais que cada qual, dando e recebendo, valoriza para seu bem e bem dos outros. Até aqueles valores mais universais e mais elevados, que sòmente podem ser realizados pela sociedade, não pelo indivíduo, têm, por vontade do Criador, como fim último o Homem, ASSIM COMO O SEU DESENVOLVIMENTO E PERFEIÇÃO NATURAL E SOBRENATURAL. Abandonar esta ordem doutrinária é abalar as colunas sobre que assenta a sociedade, perturbar a tranquilidade, e comprometer-lhe a segurança e a existência.

O crente tem o inalienável direito de professar a sua Fé, e vivê-la como deve ser vivida. Leis que dificultam ou impossibilitam a profissão e prática dessa Fé, CONTRADIZEM O DIREITO NATURAL.

Pais sérios, conscientes do dever de educadores, têm direito originário de educar os filhos que Deus lhes deu na Fé Católica e nos princípios que professam. Leis ou outras medidas que eliminam das questões escolares esta livre vontade dos pais, ou a tornem ineficaz, com as ameaças ou com a violência, ESTÃO EM CONTRADIÇÃO COM O DIREITO NATURAL, E SÃO ÍNTIMA E ESSENCIALMENTE IMORAIS.»

 

Quer no plano Histórico, quer na sua realidade ontológica e Transcendental, A ESCOLA CATÓLICA NÃO PROMANA DO ESTADO, SEJA ELE QUAL FOR, MAS SIM DAS FAMÍLIAS CATÓLICAS EM ÍNTIMA COLABORAÇÃO COM A AUTORIDADE EPISCOPAL E RELIGIOSA DA SANTA MADRE IGREJA. Efectivamente, foi à sombra espiritual dos Conventos e dos Paços Episcopais que a escola nasceu, integralmente iluminada pelo Lume da Fé e da Caridade Sobrenatural. É perfeitamente lógico e justo que tal haja acontecido, na exacta medida em que todo o conhecimento humano, mesmo científico e técnico, tem que ser constituído e transmitido mediante a Luz ordenadora e Incriada de Deus Uno e Trino.

Mas o que terão as disciplinas científicas a ver com a Revelação? É certo que entre a Ordem Natural e a Ordem Sobrenatural existe uma incomensurabilidade intrínseca infinita; todavia ambas as ordens possuem o mesmo Autor, que é Deus Nosso Senhor, e sob esse fundamento, a Ordem Natural deve ser, e é efectivamente, extrìnsecamente, elevada e ilustrada pela Ordem Sobrenatural – É o que sucede com a nossa alma, quando ornamentada com a Graça Santificante.

Quando Deus Nosso Senhor circunscreveu o conhecimento da natureza íntima das realidades visíveis à indústria humana e ao exercício da sua natural inteligência, também estabeleceu que essa actividade ficasse essencialmente submetida ao Direito Natural e ao Direito Divino Sobrenatural. Assim se explica que todo o Direito Matrimonial, à excepção de consequências puramente civis, bem como tudo o que se relaciona com o Ensino e a Educação, com a exclusão de temas intrìnsecamente técnicos, sejam objecto do Poder Temporal directo da Santa Madre Igreja.

E mesmo o ensino da Medicina? Quando se afirmou que as matérias técnicas estão sujeitas ao Poder Temporal da Santa Igreja, evidentemente, é sob o aspecto MORAL, não sob a formalidade estritamente técnica. NÃO HÁ COMPETÊNCIAS SOBRENATURAIS NA ESFERA INTRÌNSECAMENTE TÉCNICA OU CIENTÍFICA. E fundamentalmente, todo o universo humano, sem excepção, possui uma face eminentemente moral. O homem está na Terra, antes de tudo o mais, PARA ANUNCIAR A GLÓRIA EXTRÍNSECA DE DEUS, E ASSIM SALVAR A SUA ALMA; O SEU PRINCÍPIO É TAMBÉM O SEU FIM. A descoberta dos segredos íntimos da constituição do mundo visível, em si mesma, não aproveita à Glória de Deus e à salvação Eterna.

Esta excepcional ascendência da Religião e da Moral no governo na conduta humana, concorreu para que os edificadores da cidade sem Deus – primeiro os protestantes, e depois os maçons e comunistas – no seu afã de descristianização, determinassem a escola laica e obrigatória como uma das suas primeiras medidas. Nos últimos duzentos e cinquenta anos, POR IMPOSIÇÃO DO ESTADO, a escola laica, que é o mesmo que escola ateia, ou a escola neutra, a qual também é ateia, varreram toda a Europa de Antiga Tradição Católica, e toda a América Latina.

Poderá alguém estranhar que se afirme que a escola neutra também é ateia? Por vezes é pior o neutralismo do que o ataque directo; na realidade, o não falar de religião, calando tudo o que a ela se refere, tende a gerar uma sociedade que nem sequer possui o conceito de Deus; ao passo que o ataque positivo à Religião, por muito nefasto que seja, acaba por atribuir EXISTÊNCIA ao factor religioso, ainda que em negativo, o que pode suscitar os jovens a estudar o tema com maior profundidade, e com o auxílio de Deus, alcançarem a conversão.

Em Portugal, a esta distância, nota-se que a escola neutra do Estado Novo Português (1926-1974), neutralidade que se fazia sentir sobretudo no ensino secundário e superior, terá sido a longo prazo mais eficaz na descristianização da Nação do que a escola violentamente anti-Católica do tempo da República (1910-1926), e salvaguardada a alfabetização mínima da época, da escola maçónica da própria monarquia liberal (1820-1910). O placebo da aula de Religião e Moral do Estado Novo, aliás não obrigatória, e à qual os responsáveis atribuíam menos importância do que à aula de Educação Física, não conseguia mais do que FAZER RESSALTAR A NEUTRALIDADE GRITANTE DE TODO O ENSINO.

Mas então porque é que a Espanha está tão, ou mais, descristianizada do que Portugal? Em Espanha, houve uma intenção séria de tentar reconstituir um Estado Católico, o que jamais sucedeu em Portugal. Todavia as estruturas formais criadas, eram insuficientes, quer na convicção religiosa Católica, quer na força coactiva – ambas, sobretudo numa fase temporal mais adiantada do regime – para vencer as resistências reais do uma sociedade profundamente descristianizada, que o Cardeal Tedeschini, antigo Núncio em Madrid, tão bem escalpelizou; tanto mais, que uma das componentes fundamentais do regime, a Falange, era de raiz notòriamente pagã. Exactamente por isso, após a morte de Franco, em 20/11/1975, as instituições do regime pràticamente se suicidaram, desaparecendo completamente em 18 meses.

Em Espanha existiam determinações oficiais – em obediência à encíclica “Divini Illius Magistri” do Papa Pio XI –  para que em todas as aulas, de todas as disciplinas, em todos os graus de ensino, e em todas as escolas, todo o ensino fosse regido, substancialmente, pelos princípios da Fé e da Moral Católica. No entanto admitia-se que as famílias não católicas solicitassem a isenção da frequência das aulas de moral para os seus filhos; O que constituiu um erro manifesto, dada a força de que o regime dispunha inicialmente; pois que o Direito SOBRENATURAL da Santa Madre Igreja, exercido A FAVOR DA FÉ, através do seu braço secular, SOBREPUJA O DIREITO NATURAL DOS PAIS A EDUCAREM OS SEUS FILHOS.

Então o senhor classifica de tirania o ensino laico obrigatório, e pretende impor um ensino católico contra a vontade dos próprios pais? Este CONSTITUI UM SOFISMA TÌPICAMENTE LIBERAL. O ensino laico obrigatório viola os Direitos dos pais católicos, MAS VIOLA ACIMA DE TUDO OS DIREITOS DE DEUS NOSSO SENHOR SOBRE OS REDIMIDOS. PORQUE NÃO SÃO APENAS OS BAPTIZADOS QUE ESTÃO SUBMETIDOS À SOBERANIA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO – TODOS OS HOMENS O ESTÃO!

Então a Santa Madre Igreja pode obrigar os pais a baptizarem os filhos? Se dispuser de um braço secular com força moral e material suficiente, pode e deve; caso não disponha dessa força, não deve assim proceder, pois causaria um mal maior.

Os não baptizados estão sujeitos indirectamente à Santa Madre Igreja, pois o estão através do braço secular, ou seja, do Estado Católico. É necessário advertir que o nosso destino Sobrenatural é absolutamente gratuito da parte de Deus, mas extremamente obrigatório da parte do homem. Consequentemente, a Ordem Sobrenatural sobrepõe-se sempre à Ordem Natural, NÃO DESTRUINDO-A, MAS ELEVANDO-A, SUBLIMANDO-A.

A tirania da escola laica obrigatória infringe antes de tudo os direitos de Deus e da Santa Madre Igreja, mas atenta igualmente contra os direitos dos pais católicos, na exacta medida em que a família, na ordem Natural, e a Santa Igreja, na Ordem Sobrenatural, é que devem gerar os cidadãos do Céu, eleitos de Nosso Senhor Jesus Cristo, por toda a Eternidade.

Mas como é que o senhor pode afirmar isso, se nem sequer já existe a Santa Madre Igreja como realidade social e cultural?

O tema que pretendi desenvolver parcialmente, é genérico, no sentido em que se aplica às sociedades de antiga Tradição Católica, submetidas ao império maldito da maçonaria desde a revolução de 1789, e ao autêntico regime de escravidão espiritual imposto aos filhos adoptivos da Santíssima Trindade.

Nunca olvidemos que estamos neste mundo para conhecer, amar e servir a Deus Nosso Senhor, com todos os nossos anseios, todas as nossas forças, sustentadas pela Graça Divina, ESSA É QUE DEVE CONSTITUIR A NOSSA ÚNICA ESCOLA; no seio da família, na Catequese paroquial, numa boa Universidade verdadeiramente Católica, e em toda a nossa militância de soldados de Cristo, qualquer que seja o nosso estado civil, nós permaneceremos sempre incorporados no Corpo Místico, beneficiando do Seu influxo Sobrenatural, e produzindo frutos, inexauríveis, imarcescíveis, para a Vida Eterna.        

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 11 de Março de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

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que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

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