Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

FÁTIMA: MAIOR EVENTO PROFÉTICO DA HISTÓRIA CRISTÃ E DAS PIORES GUERRAS

Pro Roma Mariana

Parlamento Europeu

Arai Daniele

Não há necessidade de estar familiarizado com os planos da CIA ou do Pentágono ou de qualquer nação para saber que os poderes reais não deixam que seja um governo em vias de substituição a decidir uma grande guerra, do tamanho que vai ser a próxima, de há muito preparada contra a Rússia, que terá apoio da China.
Logo, a campanha eleitoral para a eleição do próximo presidente americano, sucessor de Obama, é estreitamente ligada a essa guerra.
Claro que, no meio do impressionante descrédito irreversível para o poder americano que esta sucessão vai desvelando, esta já por si só revela o fim desse poder hegemônico mundial. Uma guerra poderia servir para fechar essa vergonha, mas então o preço a pagar seria o de, numa crucial conjuntura militar, ter que manter a inepta meia figura do Obama, partner desse fiasco. Já se viu quem era na guerra na…

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A GUERRA COMO OSTENTAÇÃO DO PECADO DA HUMANIDADE

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa São Pio X,  num trecho da sua Epístola Apostólica “Notre Charge Apostolique”, promulgada em 25 de Agosto de 1910:

«Enfim, na base de todas as falsificações das noções sociais fundamentais, o Sillon coloca uma falsa ideia de dignidade humana. Segundo ela, o homem só será verdadeiramente homem, digno desse nome, quando adquirir uma consciência esclarecida, forte, independente, autónoma, PODENDO DISPENSAR OS MESTRES, SÓ OBEDECENDO A SI PRÓPRIA,  e capaz de assumir, sem falhar, as mais graves responsabilidades. Eis algumas destas grandes palavras com as quais se exalta o sentimento do orgulho humano; tal como um sonho, que arrasta o homem, SEM LUZ, SEM GUIA, E SEM AUXÍLIO, PELO CAMINHO DA ILUSÃO, EM QUE ESPERANDO O GRANDE DIA DA PLENA CONSCIÊNCIA, SERÁ DEVORADO PELO ERRO E PELAS PAIXÕES. E este grande dia, quando virá? A menos que se mude a natureza humana, (o que não está no poder do Sillon) virá ele alguma vez? SERÁ QUE OS SANTOS, QUE LEVARAM AO APOGEU A DIGNIDADE HUMANA, TIVERAM ESSA DIGNIDADE?

E os humildes da Terra, que não podem subir tão alto,  e se contentam em traçar modestamente o seu sulco, na classe social que lhes designou a Providência, cumprindo enèrgicamente os seus deveres, na humildade, na obediência, e na paciência cristãs, não seriam eles dignos do nome de homens? Homens, aos quais o Senhor há-de tirar um dia da sua condição obscura para os colocar no Céu, entre os príncipes do Seu povo. (…)

Nestes hábitos democráticos, e nas doutrinas sobre a cidade ideal que os inspiram, reconhecereis, Veneráveis irmãos, a causa secreta das faltas disciplinares que, tantas vezes, tivestes que recriminar ao Sillon. Não é de espantar, que não tenhais encontrado nos chefes e nos seus companheiros assim formados, fossem seminaristas ou padres, o respeito, a docilidade e a obediência, que são devidos às vossas pessoas e à vossa autoridade; que tenhais experimentado da parte deles uma surda oposição, e que tenhais tido o pesar de os ver subtrair-se totalmente, ou quando a isso forçados pela obediência, entregar-se com desgosto às obras não-sillonistas. Vós sois o passado, eles são os pioneiros da civilização futura. Vós representais a hierarquia, as desigualdades sociais, a autoridade e a obediência: Instituições envelhecidas, ante as quais, suas almas, embevecidas por um outro ideal, não mais se podem dobrar. Temos sobre este estado de espírito o testemunho de factos dolorosos, capazes de arrancar lágrimas, e não podemos, apesar da nossa longanimidade, reprimir um justo sentimento de indignação. Pois há quem inspire à vossa juventude católica a desconfiança para com a Santa Igreja, sua Mãe: Ensina-se-lhe que decorridos dezanove séculos, ela ainda não conseguiu, no mundo, constituir a sociedade sobre suas verdadeiras bases; que ela não compreendeu as noções sociais, da autoridade, da liberdade, da igualdade, da fraternidade, e da dignidade humana; que os grandes bispos e os grandes monarcas, que criaram e tão gloriosamente governaram a França, não souberam dar ao seu povo nem a verdadeira justiça, nem a verdadeira felicidade, porque eles não tinham o ideal do Sillon.

O SOPRO DA REVOLUÇÃO PASSOU POR AÍ; e podemos concluir que as doutrinas sociais do Sillon estão erradas, o seu espírito é perigoso e a sua educação funesta.»

 

Ao perderem a integridade original, Adão e Eva davam início a um mundo horrendo, um mundo odioso e odiento, um mundo sem a Graça de Deus, sem a Vida Sobrenatural, que deveria unir todas as inteligências na verdade e todos os corações na Caridade.

A privação de ser, que radica nos homens pelo pecado, é em primeiro lugar de ordem moral, mas com graves consequências físicas, que tais são o sofrimento e a morte.

A Santa Madre Igreja sempre dividiu as guerras entre justas, ao menos para um dos lados, e injustas; mas sendo maus a grande maioria dos homens, como a Doutrina Católica ensina, a História demonstra, e a experiência quotidiana confirma, é mais do que evidente, que mesmo nas guerras em que a Justiça pende mais para um lado, a grande maioria dos intervenientes sucumbe ao peso esmagador do pecado. Tomemos como exemplo a Guerra de Espanha: O lado nacionalista, que combatia pelo Catolicismo, contra o comunismo e contra o liberalismo, era, em si, formalmente justo. Todavia, assinalaram-se grandes crimes praticados pelos nacionalistas, além do que os seus chefes e combatentes, enquanto pessoas, não se distinguiam, de modo algum, pela sua virtude Sobrenatural – bem pelo contrário!

Já o grande historiador português Fortunato de Almeida, falecido em 1933, considera que nas lutas liberais, ou guerra civil portuguesa (1828-1834), a qualidade moral dos combatentes era igualmente medíocre de ambos os lados. O mesmo sucedeu na Guerra dos Trinta anos (1618-1648) em que ambas as partes cometeram enormes barbaridades. Os exemplos poderiam multiplicar-se: Na primeira Guerra mundial, esta foi totalmente injusta de ambos os lados, pois foi ditada pelos interesses comerciais, torpemente materialistas, e pela rivalidade nacionalista das potências laicizadas e paganizadas. Que o nacionalismo está globalmente condenado pela Santa Madre Igreja, repetidas vezes tem sido afirmado. A segunda Guerra mundial foi como que uma continuação da primeira, mas houve muito mais crimes de guerra, inclusivamente os cometidos pelos anglo-americanos no bombardeamento estratégico da Alemanha. Situando-se de um lado, os nazis, e do outro, os estalinistas mais os anglo-americanos, venha o diabo e escolha. Todavia, a determinação permanente de Churchill em aniquilar os nazis possuía um fundamento de moral natural respeitável. Exactamente por isto, O Papa Pio XII, ao manter-se numa linha de escrupulosa neutralidade – sem com isso deixar de condenar os crimes de guerra, os genocídios, os bombardeamentos indiscriminados, procurando auxiliar as vítimas –  foi perfeitamente coerente com o Direito Público da Santa Madre Igreja.

Houve filósofos que colocaram a questão se seria possível uma guerra absolutamente justa para ambos os lados? A resposta é sim; e a razão profunda para isso radica precisamente nas consequências do pecado original, na ferida na natureza, a qual produz um ruído ontológico, uma opacidade no relacionamento humano, uma assemia social, que não elidia a boa fé, a sinceridade, e até a rectidão, de ambos os beligerantes, os quais eram, contudo, obrigados a entrar em guerra pelo próprio encadeamento lógico da grande miséria da condição humana.

Dada a imutabilidade essencial dessa mesma condição humana, é óbvio que a guerra – tal como o sofrimento e a morte – jamais será erradicada da vida da humanidade. Pelo contrário: A guerra intensificou-se no século XX, em frequência, em magnitude, e em crueldade, atingindo mesmo as mulheres e as crianças, o que constitui sinal infalível do satanismo dos tempos modernos.

Quando apareceu a besta os papas condenaram-na como instrumento de satanás, e proibiram-na na guerra entre cristãos. A existência, apenas a existência, de armas atómicas, só por si, constitui prova irrefragável da hegemonia do Inferno sobre a Terra. Muita gente argumenta que hodiernamente se verifica um muito maior respeito pela vida humana do que no passado. Tal asserção é francamente ilusória; o que existe, sim, é uma malha administrativa e policial muito mais densa do que no passado; e na medida em que a aparência de bem que existe no mundo resulta, precisamente, DO EQUILÍBRIO NEGATIVO ENTRE TODOS OS EGOÍSMOS INDIVIDUAIS E COLECTIVOS, o apertar da referida malha conduzirá, necessàriamente, a uma aparência mais sólida de bem; aparência, aliás, que qual verniz hipócrita, quando se fragmenta, dissemina repulsivamente toda a hediondez de que é composto.

A guerra constitui uma das formas, mediante a qual, o verniz de boas maneiras e de finezas estala, pondo a nu a verdadeira miséria da natureza e da condição humana. Tal acontece porque as almas NÃO AMAM, NEM CONHECEM REALMENTE A DEUS NOSSO SENHOR.

É suficiente observar o mundo da política e o mundo do futebol, para concluir que a esmagadora maioria dos homens concordam, ou não, com uma qualquer lei, consoante ela provenha, ou não, do seu próprio partido; e sustentam, ou não, que houve falta consoante a jogada pertença ou não à equipe adversária.  A própria sociedade, no seu todo, consubstancia um estado de guerra fria permanente. Tal como já referi, a solidariedade social constitui uma mera aparência; quem disso duvidar, considere atentamente as greves de médicos e enfermeiros; se o fermento, a seiva moral, da sociedade fosse positiva, certas classes, conquanto lutassem legìtimamente pelos seus direitos – JAMAIS RECORRERIAM À GREVE. A razão profunda da quase totalidade das guerras, identifica-se com o facto da inteligência humana ser corrompida pelo pecado, daí a radical ausência de objectividade da esmagadora maioria dos homens, realidade, que fàcilmente degenera em conflitos a diversos níveis, até à própria guerra, civil e internacional.

Não falo, evidentemente, só de Portugal, o alcance das minhas afirmações é universal e intemporal. A condição humana não muda, os homens de hoje não são piores nem melhores do que no passado, apenas se integram num enquadramento cultural diferente. No mundo ocidental, nenhum politico vai desafiar outro para um duelo, pois seria ridicularizado; no entanto, há cem anos isso ainda era comum, mesmo em Portugal, mesmo com as leis penais a proibirem os duelos. São os homens hoje melhores, ou piores? – Não! Apenas se movem noutro universo cultural em que a mediocridade é tão grande como em qualquer outra época ou lugar.

Todavia o pacifismo é uma doutrina absolutamente contra a Doutrina Católica. Na realidade, o facto dos homens serem, em geral, maus, implica que procedamos como Nosso Senhor Jesus Cristo, que se mandou dar a outra face, nem por isso destronou, antes confirmou, a Justiça objectiva, executada pela legítima autoridade, em Nome de Deus, individual ou colectivamente, constituindo neste último caso a declaração de guerra, mesmo ofensiva, se tal for necessário para salvaguardar a Glória de Deus, a salvação das almas, e a própria legítima existência da Nação.

Mas se não devemos ser pacifistas, também não podemos ser belicistas, porque nem todos os problemas se resolvem pela violência, e ainda existem, como sempre existirão, um resto de almas boas. O espírito belicista é constitutivamente pagão, incompatível com a Graça Santificante e a Caridade, opondo-se decisivamente à Paz de Cristo e à mansidão cristã.

A Paz Sobrenatural deva constituir a nossa mais veemente aspiração, neste mundo, como na Eternidade. Pelas Virtudes Teologais e Morais, nós já irradiamos essa Paz na nossa alma, mesmo que tenhamos de combater, mesmo de armas na mão, e jamais olvidaremos que a paz deste mundo, QUE É A PAZ DA SEITA CONCILIAR, A PAZ DA ONU, não é a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo, porque fundada em pensamentos, argumentos e paixões humanas; ESSA PAZ NÃO NOS SERVE, POR ESSA NÃO VALE A PENA LUTAR, PORQUE É CONTINGENTE E FRIÁVEL. ABRACEMO-NOS À TRANQUILIDADE NA VERDADE E NA SANTIDADE, QUE É A PAZ DE CRISTO, DAQUELE QUE JAMAIS NOS ABANDONARÁ, QUANDO TODOS NOS TIVEREM ABANDONADO.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

 

 

FÁTIMA É PARA QUEM “RECEBE A VERDADE COMO CRIANÇA”

Pro Roma Mariana

Local onde as crianças receberam a primeira e terceira visitas do “Anjo”

‘Todos nos encontraremos no Paraíso’ seria a lição de Francisco/ Bergoglio, no «Avvenire», jornal da CEI (Conf. Bispos italianos) neste 1º de maio 2015: “La meta a cui tende la Chiesa, la nuova Gerusalemme… il paradiso, più che di luogo si tratta di uno stato dell’anima in cui le nostre attese più profonde saranno compiute” (26.11.2014)… “il nostro essere figli di Dio giungerà alla piena maturazione, saremo vestiti della gioia e dell’amore di Dio, senza limite, saremo faccia a faccia con lui… è bello pensarci così, lassù, nel cielo, tutti noi faccia a faccia con Dio, è bello e dà forza all’anima”.

A regra para entender Fátima só pode ser a mesma dada por Jesus para entender a Palavra de Deus sobre o Seu Reino. (Mt 18, 1-6; 10, 14; Mc 10, 14-15; Lc 18, 16-17). Isto…

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A ALMA SEPARADA NÃO É UM ANJO

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Leão XIII, num trecho da sua encíclica “Fidentem Piumque”, promulgada a 20 de Setembro de 1896:

<«As Escrituras Sagradas chamam Cristo “Autor e Realizador da Fé” (Heb 12,2). “Autor” porque Ele ensinou aos homens um grande número de verdades que eles devem acreditar, especialmente aquelas que se referem a Ele, n’O Qual habita toda a plenitude da “Divindade” (Cl 2,9); e ainda mais, com a Graça e a Unção do Espírito Santo que concede generosamente o Dom da Fé. “Realizador”, porque no Céu, onde o Hábito da Fé mudará na clareza da Glória, Ele tornará evidentes aquelas coisas que os homens, na sua vida mortal,  perceberam como que através de um véu. Ora todos sabem que na prática do Rosário, Cristo tem aquele lugar de preeminência que lhe compete. De facto, é a Sua vida que nós contemplaremos na meditação: Aquela particular, nos Mistérios Gozosos; aquela pública,  entre os mais graves incómodos e sofrimentos mortais; aquela gloriosa, finalmente, que da Sua triunfal Ressurreição, chega até à Eternidade, d’Ele, sentado à direita do Pai. E como é necessário que a Fé, para ser digna e perfeita, se manifeste exteriormente, “pois quem crê de coração obtém a Justiça, e quem confessa com a boca obtém a salvação”(Rom 10,10), no Rosário encontramos também um meio excelente para professar a nossa Fé. E realmente, com as orações vocais, com que se entrelaça, podemos exprimir a nossa Fé em Deus, nosso Pai Providentíssimo, na vida futura, na remissão dos pecados, nos Mistérios da Augusta Trindade, do Verbo Encarnado, da Maternidade Divina, e ainda em outras verdades. Ora ninguém ignora quão grande seja o valor e o mérito da Fé: Semente escolhida que hoje faz desabrochar as flores de todas aquelas virtudes, que nos tornam agradáveis a Deus, e que um dia produzirá frutos que durarão para a Eternidade: “Conhecer-Te é Justiça perfeita, e o saber a Tua Justiça e Poder é raiz de imortalidade”(Sab 15, 3).

E aqui parece oportuno o chamado aos deveres daquelas virtudes, que a Fé justamente impõe. Entre estas está a virtude da Penitência, de que é manifestação a abstinência, por mais de um motivo obrigatória e salutar. Se a Santa Igreja mostra, a respeito deste ponto, uma mansidão sempre maior para com os seus filhos, contudo, é dever deles compensar com outras obras meritórias a sua indulgência materna. Ora, também para essa finalidade, apraz-nos, em primeiro lugar, inculcar a prática do Rosário que pode produzir “bons frutos de penitência”, especialmente com a meditação dos sofrimentos de Jesus e de Sua Mãe Santíssima.

Para aqueles, portanto, que se esforçam por atingir o seu Bem Supremo, um desígio admirável da Providência ofereceu a ajuda do Rosário: Ajuda mais fácil e mais prática do que qualquer outra, porque basta um conhecimento, também modesto, da Religião, para aprender a rezar, com fruto, o Rosário; por outro lado, ele exige tão pouco tempo, que verdadeiramente não pode prejudicar outros afazeres. Isso é confirmado por exemplos oportunos e luminosos da História da Igreja, onde se lê que houve, em todos os tempos, pessoas, que embora também exercendo ofícios muito pesados, ou absorvidas por ocupações cansativas, contudo, não deixaram, nem sequer por um dia, esse hábito piedoso.»

 

É conhecido, que Santo Agostinho foi, sobretudo no plano filosófico, bastante inferior a Santo Tomás. Na sua obra “De quantitate animae”, afirma, por exemplo, que “a alma separada é como se fosse um anjo”. Esta asserção é profundamente errada na esfera filosófica, e possui graves repercussões no plano Teológico, embora não seja suficiente para destruir a Fé Teologal.

As concepções filosóficas de Santo Agostinho que consideram o homem um “espírito encarnado” é que são responsáveis por toda uma antropologia falsa. Santo Agostinho tem desculpa, não só por causa da sua profunda honestidade intelectual, mas também em virtude de ter vivido numa época, caracterizadamente, neo-platónica.

A alma separada nunca pode ser como um Anjo, em primeiro lugar, porque numa ordem estritamente natural, a alma separada encontra-se intrìnsecamente incapaz de operar, a não ser intelectualmente; não pode conhecer, por si mesma, rigorosamente nada, que já não saiba, porque ontológica e até transcendentalmente, o homem só através da ordem somático-sensitiva pode conhecer, primeiro o concreto singular, e posteriormente, por abstracção e reflexão, o universal inteligível. Certamente, que as santas almas do Purgatório – as quais conservam a Graça Santificante e a Caridade, bem como os Hábitos Sobrenaturais das Virtudes Morais, e os Hábitos naturais das virtudes intelctuais, os Hábitos receptivos dos Dons do Espírito Santo, pois embora a alma do Purgatório já não receba Graça Actual, porque já não opera meritòriamente, pode sempre ser enriquecida pelos Dons mais especulativos, como a Sapiência e o Entendimento – não podem conhecer, na ordem natural, o concreto individual, e nem sequer nelas permanece o sensível segundo da cogitativa. Mas Deus Nosso Senhor, na Sua Infinita Bondade, providenciar-lhes-á determinadas espécies inteligíveis naturais infusas, que lhes facultem algum conhecimento do que se passa no mundo. Além disso, as almas do Purgatório podem receber a visita dos Anjos, em especial do Santo Anjo da Guarda, e até serem visitadas pelos santos do Céu, a elas mais vinculados. Todavia, a alma separada é uma substância incompleta em sentido positivo, não é uma pessoa, mas permanece em relação transcendental com o respectivo corpo, pois é mediante essa unidade orgânica que a própria alma se individualiza (neste contexto, o termo filosòficamente mais correcto é “individuação”). Afirma-se que a alma separada é uma substância incompleta em sentido positivo, por oposição ao corpo que é uma substância incompleta em sentido negativo, porque a primeira, INTRÌNSECAMENTE, POR SI, SÓ PODE EXISTIR E OPERAR INTELECTUALMENTE, AO PASSO QUE O SEGUNDO, POR SI, SEM A ALMA, NÃO PODE SEQUER EXISTIR COMO CORPO.

A alma constitui o princípio específico do Género humano, o qual se individua no corpo e pelo corpo, como já se declarou. Muito pelo contrário, o Anjo NÃO É UMA ALMA, MAS UMA SUBSTÂNCIA COMPLETA, NÃO INDIVIDUAL, MAS ESPECÍFICA. Santo Agostinho a tanto não chegou, talvez também em consequência dos seus laivos corporalistas. O Anjo nunca poderia ser um indivíduo, porque é um puro espírito, plenamente actualizado e quase imutável na Ordem Natural, mas em potência para a Ordem Sobrenatural; e mesmo esta potencialidade apenas se traduzindo num momento ontológico, em que os Anjos, elevados já à Ordem Sobrenatural, tiveram que decidir: A FAVOR OU CONTRA DEUS! E QUALQUER QUE FOSSE A OPÇÃO – POSSUIRIA UMA VALIDADE ETERNA. Porque a constituição ontológica do Anjo impede que altere uma escolha já realizada. Nos Anjos, a Graça recebida é proporcional às perfeições naturais, consequentemente, quando o Anjo adere a Deus, fá-lo com toda a riqueza e intensidade ontológica da sua espécie; quando odeia a Deus, fá-lo também, ainda que em negativo, com essa mesma riqueza e intensidade ontológica específica.

Nada disto sucede com a alma separada; é certo que não pode já modificar as opções essenciais operadas em vida, também não pode merecer, nem desmerecer, porque a morte cristaliza Eternamente a alma com o mérito ou demérito que ganhou em vida. Todavia uma existência puramente espiritual, como se referiu, não é natural para a alma, porque carece daquilo que lhe falta para ser pessoa. Os Anjos possuem por direito próprio de Criação, um conjunto de espécies inteligíveis, infusas, representativas do mundo sensível, que lhes faculta o acesso ao individual concreto. A alma separada, embora, como já vimos, possa receber da Bondade de Deus, na Ordem Natural, uma série de espécies inteligíveis, terá sempre muito mais dificuldade em aceder ao individual concreto.

Enquanto quer os Anjos se conhecem perfeitamente uns aos outros, comunicando através de actos de inteligência e de vontade; as almas separadas, embora se conheçam perfeitamente umas às outras, porque foram individuadas pela matéria corporal, já não possuem a mesma capacidade de comunicação mútua. Além disso, as almas do Purgatório não podem, por sua iniciativa, comunicar com os santos do Céu, embora, como se disse, possam ser visitadas por estes.

Enquanto que os Anjos, por sua própria constituição ontológica, possuem um enorme poder sobre a matéria, não assim a alma separada. Consequentemente, a aparição de um Anjo, conquanto tenha que ser ordenada, ou autorizada, por Deus, o Anjo pode realizá-la com seu próprio poder. Não assim a alma separada, que ainda que possua autorização Divina para tal, não pode aparecer aos homens mortais pelo seu próprio poder, mas apenas com o concurso Divino, ou mesmo com o concurso de um Anjo, comissionado por Deus para esse efeito.

As considerações que acabamos de expender, referem-se sobretudo às almas separadas que estão no Purgatório. Porque as almas que já gozam da Visão de Deus, possuem nessa Eterna Beatitude Sobrenatural, na Pátria Celeste, um conhecimento infinitamente superior àquele que um Anjo, teòricamente, possuiria na Ordem Natural, dispondo sòmente das espécies inteligíveis, já referidas. É que os santos do Céu, contemplam em Deus, tudo o que virtualmente É em Deus, e contemplam-no com a forma própria da Essência Divina, e não com as espécies inteligíveis transcendentalmente vinculadas às realidades criadas. Só na denominada felicidade acidental, é que Deus e Suas Obras são contempladas sem ser mediante a forma própria da Essência Divina. Mesmo assim, a alma separada que já vive na Pátria Celeste, NÃO PODE GOVERNAR, SOB ORDENS DE DEUS, O UNIVERSO CÓSMICO, NÃO PODE SERVIR DE ANJO DA GUARDA DOS MORTAIS, E NÃO PODE, PRECISAMENTE, PORQUE EMBORA JÁ ESTEJA GLORIFICADA, CONTINUA A NÃO DISPOR DE PODER SOBRE A MATÉRIA, O QUAL É ESSENCIAL PARA O DESEMPENHO DAS FUNÇÕES SUPRA-REFERIDAS.

A chave para toda esta problemática, É QUE OS HOMENS SÃO  INDIVÍDUOS DE UMA ESPÉCIE, ENQUANTO QUE OS ANJOS SÃO ESPÉCIES DE UM GÉNERO. OS INDIVÍDUOS DE UMA ESPÉCIE SOFREM A LIMITAÇÃO ONTOLÓGICA E TRANSCENDENTAL, MEDIANTE A QUAL, A MATÉRIA, AO INDIVIDUAR A FORMA ESPECÍFICA, APENAS A EXPRIME DEFICIENTEMENTE, ACENTUANDO CERTAS PARTICULARIDADES E DESVANECENDO OUTRAS. MAS A ESPÉCIE ANGÉLICA, CONSTITUI UM ACTO QUE NÃO É LIMITADO POR NENHUMA POTÊNCIA MATERIAL, PODENDO ASSIM EXPRESSAR-SE ILIMITADAMENTE NUM SÓ ENTE. CONSEQUENTEMENTE, O ANJO É NECESSÀRIAMENTE IMORTAL, SEM POTENCIALIDADE NA ORDEM NATURAL, E QUASE IMUTÁVEL TAMBÉM NA ORDEM NATURAL, DIZEMOS QUASE, PORQUE O ANJO POSSUI UMA VIDA INTERIOR, A QUAL CONTUDO, NA ORDEM NATURAL, NÃO PODE ACTUALIZÁ-LO PARA MELHOR, OU PARA PIOR, PORQUE O ANJO, NA ORDEM NATURAL, POSSUI UMA SANTIDADE SUBSTANCIAL.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 12 de Outubro de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

 

A NOVA TEOLOGIA contrária à IGREJA de CRISTO exposta por D. ANTÔNIO DE CASTRO

Pro Roma Mariana

Novos teólogos Quatro «novos teólogos» peritos do Vaticano 2º

Yves Congar, Henri De Lubac, Marie-Dominique Chenu, Hans Kueng.

  • Publicamos aqui a IIª e IIIª parte do estudo de Dom Mayer sobre a famigerada «Nova Teologia», acusada em 1950 pelo Papa Pio XII na Encíclica «Humani Generis».
  • Em veste de «alta teologia», novas elucubrações modernistas estavam formando uma nova mentalidade revoluciomária, anti magisterial, aquela que hoje domina através das ambiguidades do Vaticano 2º; mentalidade basicamente anti escolástica e por isto demolidora do Magistério, considerado «manualístico» e derivado de um indefinido «neo-tomismo leonino». Resultado: abria a doutrina católica ao vento novo do cientismo moderno por meio do velado retorno às fontes de um arqueológico envolto na ficção do gnosticismo de um Teilhard de Chardin.

NOVA TEOLOGIA (Parte IIª e IIIª)

 Pelo Cônego Antônio de Castro Mayer, São Paulo,

na Revista Eclesiástica Brasileira, vol. 7, fasc. 4, Dezembro 1947

– II –

É natural…

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Blondet & Friends

Il meglio di Maurizio Blondet unito alle sue raccomandazioni di lettura

AMOR DE LA VERDAD

que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Radio Spada

Radio Spada - Tagliente ma puntuale

Catholic Pictures

Handmaid of Hallowedground

Hallowedground

Traditional Catholic Visualism

Acies Ordinata

"Por fim, meu Imaculado Coração triunfará"

RADIO CRISTIANDAD

La Voz de la Tradición Católica