Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

ANÁTEMA PARA BOLSONARO!

«PRM: Um artigo bem actual,a discutir a situação no Brasil, a crise da democracia. Este resultado pode até causar castigo colectivo.»

Toda a imensa miséria humana se espelha no fenómeno Bolsonaro. Parece uma reedição da Alemanha dos anos 30, em que Hitler ascendeu ao poder, precisamente, através da loucura das eleições. Não sabemos o que mais horroriza, se a cegueira absoluta das massas, se a criminosa personalidade do próprio Bolsonaro: UM VERDADEIRO DELINQUENTE DE DELITO COMUM! É completamente falso que seja católico, tal como o seu demencial eleitorado, porque estão todos infinitamente longe da Fé Católica. O ultra-liberalismo económico, que propõe, também é criminoso, anatematizado pela Santa Madre Igreja, pois consubstancia o esmagamento legal do mais fraco pelo mais forte, oprime os orfãos e as viúvas, que é um pecado que brada aos Céus. Ai, Ai daqueles que para fugirem ao materialismo socialista e comunista, tombam miseràvelmente num materialismo ainda mais torpe, mais libertino, mais amargo. Louis Veuillot, grande e justo como era, quando da repressão sangrenta da comuna de Paris (1870-1871), ergueu-se com enorme coragem contra aqueles que invocavam a Religião Católica apenas para “salvarem o cofre forte” mas que eram tudo menos católicos, engordavam à custa do suor de mulheres e crianças, e consequentemente não tinham mais estirpe moral do que os militantes comunistas revoltados. Veuillot era, òbviamente, anti-socialista e anti-comunista, como era anti-liberal coerente, pois repudiava todo o liberalismo, religioso, político, económico, social e cultural.
O espírito nazi-fascista que impera nas hostes de Bolsonaro está igualmente severìssimamente condenado pela Santa Madre Igreja, pois ao seu hediondo materialismo acrescenta o irracionalismo, que converte os homens em seres muito piores do que os animais, pois estes, por sua constituição, não são espirituais, ao passo que os irracionalistas renegam a sua condição de seres espirituais – criados para conhecerem e amarem, sobrenaturalmente, a Deus sobre todas as coisas e ao próximo por amor de Deus – entregando-se e escravizando-se totalmente à hegemonia do móbil sensível.
Que ninguém se iluda, se é verdade que havia corrupção no regime de Lula, essa mesma corrupção irá aumentar brutalmente com Bolsonaro, que já está formando a sua SS e a sua Gestapo, para impor a todo o Brasil o que Hitler conseguiu na Alemanha: A instrumentalização do Poder do Estado ao serviço de um partido criminoso e cleptocrata.
É invencìvelmente falso que Bolsonaro se oponha ao aborto; ele, bem como todos os seus amigos, sem excepção, preferem um aborto a qualquer pequeno incómodo nas suas vidas. Aliás, o mesmo acontece com a quase totalidade dos Brasileiros. Simplemente, no Brasil, a hipocrisia e tão ingente, tão absoluta, que até já parece ultrapassar a hipocrisia – e a imaturidade – do povo norte-Americano.
Santo Agostinho, na Cidade de Deus, ilumina os leitores com uma reflexão que é válida para toda a História da Humanidade: Que os chefes das Nações são em geral tão bandidos e tão ladrões e assassinos como os seus súbditos, a única diferença é que detêm o Poder.
Todo o verdadeiro católico integrista, todo o verdadeiro reaccionário, tem que ser ferozmente anti-Bolsonaro, que insiste-se, É UM CRIMINOSO COM UM ESPÍRITO DE VIOLADOR E ASSASSINO. A sua homofobia só traduz a sua corrupção de espírito. O verdadeiro católico é vigorosamente contra a sodomia, exige a sua punição, nos casos mais graves com a pena de morte, mas POR RAZÕES FILOSÓFICAS E TEOLÓGICAS ESSENCIALMENTE OBJECTIVAS, NÃO POR ÓDIO E RAIVA PESSOAL. ESSA É APANÁGIO DOS CRIMINOSOS COMUNS.
Os nossos progressistas e esquerdistas não sabem o que fazer à vida; sempre a clamarem pelos direitos do povo, pela democracia, pelo anti-fascismo, e agora há todo um povo, de um país de dimensões continentais, que vota em massa pelo nazi-fascismo. Mas tal só demonstra a grande incultura desses progressistas, nada conhecem do Género Humano, sabedoria que só a Fé Católica e a sã Filosofia podem outorgar. Eles não sabem, nunca pensaram nisso, QUE A MASSA NÃO É NADA, QUE SEMPRE ACTUA E REAGE POR AUTOMATISMOS PSÍQUICO-SOCIAIS MIMÉTICO-NOMINALISTAS, INERENTES À REPRESENTAÇÃO MOMENTANEAMENTE MAIS FORTE. A DEMOCRACIA É UM ABSURDO MONSTRUOSO, QUER À LUZ DA TEOLOGIA, QUER À LUZ DA SÃ FILOSOFIA. CADA VOTO É UM TIRO NAS TREVAS.
Como dizia o Papa Leão XIII: “OS VERDADEIROS DIREITOS DO HOMEM SÃO OS SEUS DEVERES PARA COM DEUS NOSSO SENHOR.”
Como se está contemplando, a democracia pode constituir – e efectivamente constitui – o suicídio de todo um povo, ao confiar os seus destinos a um tirano, um bandido, inimigo de Deus e inimigo dos homens em geral e do seu povo em particular. O racismo machista e o terrorismo de Estado de Bolsonaro é uma afronta terrível a Deus Nosso Senhor e a Nossa Senhora da Aparecida, que difìcilmente poderá suster o Braço justiceiro do Seu Divino Filho.
Como cidadão português sinto-me na obrigação de expender estas considerações, porque o Brasil já foi Portugal, partilhando os destinos e a língua da Pátria Lusíada durante 700 anos.
Garcia Moreno, Presidente do Equador, assassinado em 1875, esse sim, FOI UM AUTÊNTICO VINGADOR DO DIREITO CATÓLICO. Quando se tratou de estabelecer uma Concordata, Garcia Moreno enviou ao Papa Pio IX um folha em branco, mas já com a assinatura Presidencial. É que Garcia Moreno queria verdadeiramente servir a Deus Nosso Senhor e à Sua Santa Madre Igreja, E NÃO SERVIR-SE DELES, USANDO BLASFEMATÒRIAMENTE O NOME CATÓLICO PARA FACILITAR AS SUAS SÓRDIDAS NEGOCIATAS, COMO FAZ BOLSONARO.
Com estas palavras não quero afirmar a minha preferência pelo outro candidato, de forma alguma, se eu fosse cidadão brasileiro votava nulo, repudiando ambos os candidatos, embora Bolsonaro seja o pior. Aliás, o que mais repugna em Bolsonaro é a sua amaldiçoada pretensão de se apresentar como defensor da Religião e da Moral, sendo ele a própria personificação do mal, do crime e da barbárie.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 14 de Outubro de 2018

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

A FÉ CATÓLICA É INTRÌNSECAMENTE TOTALITÁRIA

Escutemos o Papa São Pio X, num trecho da sua encíclica “Iucunda Sane”, promulgada em 12 de Março de 1904:

«Vós bem vedes, Veneráveis irmãos, como de facto triunfa por toda a parte a peste dos costumes depravados, e como a autoridade civil – onde não recorre à ajuda da Ordem Sobrenatural – não é capaz de freá-la. Antes, a autoridade não será capaz de sanar os outros males, se esquece ou nega que todo o poder vem de Deus. O freio único de todo o governo é, então, a força; a qual, porém, não será usada permanentemente e nem sempre se terá á mão. O povo vai-se deixando atingir por uma espécie de mal estar oculto, torna-se insatisfeito, proclama o direito de agir arbitràriamente, atiça as rebeliões, suscita as revoluções dos países, ás vezes turbulentíssimas, manipula todo e qualquer direito humano ou Divino. Eliminando Deus, todo respeito às leis civis, todo cuidado das instituições – até as mais necessárias – diminui; despreza-se a justiça, pisa-se a liberdade proveniente do direito natural; chega-se até a destruir a estrutura da família, que é o primeiro e basilar fundamento da estrutura social. Segue-se que, em nosso tempo hostil a Cristo, torna-se mais difícil aplicar os remédios poderosos postos na mão da Santa Igreja pelo Redentor, com a finalidade de conservar os povos cumprindo o seu dever.
Tão pouco há salvação senão em Cristo: “Pois não há, debaixo do Céu, outro nome dado aos homens pelo qual possamos ser salvos” (At 4,12). A Ele, portanto, é preciso voltar. Aos Seus pés convém novamente prostrar-se, para ouvir da Sua Boca Divina as palavras de vida Eterna; pois sòmente Ele pode indicar o caminho da regeneração, ensinar-nos a Verdade e restituir-nos a Vida. Ele disse: “EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA” (Jo 14,6). Tentou-se operar sem a Sua presença; iniciou-se a construção do edifício, descartando a Pedra Angular, como o Apóstolo Pedro repreendia aos que crucificaram Jesus. Eis que novamente rui a construção, caindo sobre os edificadores e esmagando-os. Mas Jesus permanece sempre a Pedra Angular da sociedade humana e novamente se verifica que fora d’Ele não há salvação.”É Ele a pedra rejeitada por vós, os construtores, mas que Se tornou a Pedra Angular. Pois não há, debaixo do Céu, outro nome dado aos homens pelo qual possamos ser salvos” (At 4, 11-12).
Daí reconhecereis fàcilmente, veneráveis irmãos, a absoluta necessidade que nos obriga a todos a ressuscitar, com a máxima disposição, e com todos os meios de que podemos dispor, a vida Sobrenatural em toda a sociedade: No pobre operário, que sua o próprio rosto, do nascer ao pôr do Sol, para conseguir o pão, e nos grandes da Terra, que dirigem os destinos das Nações.
É preciso, antes de tudo, recorrer à oração privada e pública, para implorar a misericórdia do Senhor e o Seu poderoso auxílio. “Senhor, salva-nos, estamos perecendo”!(Mt 8,25), devemos repetir-Lhe, como fizeram os Apóstolos abatidos pela tempestade.
Afinal, convém iluminar os intelectos com a defesa contínua da Verdade, rechaçando eficazmente os erros com os princípios da verdadeira, sólida, Filosofia e Teologia, e com todos os meios provenientes do genuíno progresso da investigação histórica. Mais ainda, é necessário inculcar convenientemente na mente de todos as máximas morais ensinadas por Jesus Cristo: Para que cada qual aprenda a vencer-se a si mesmo, a refrear as próprias paixões, a quebrar o orgulho, a ser respeitoso à autoridade, a amar a justiça, a exercitar a Caridade para com todos, a atenuar com amor cristão as duras desigualdades sociais, a desapegar o coração dos bens da Terra, a viver contente no estado em que a Providência colocou cada um, procurando nisso melhorar com o cumprimento dos próprios deveres, a anelar pela vida futura, na esperança de prémio Eterno. Mas sobretudo, é preciso que esses princípios se insinuem e penetrem no coração, para que a verdadeira piedade lance raízes profundas, e cada um, enquanto homem e cristão, reconheça, não sòmente com palavras, mas com os factos, os própios deveres e recorra com confiança filial à Igreja e aos seus ministros, para obter deles o perdão das culpas, receber a Graça fortalecedora dos Sacramentos e reordenar a própria vida segundo as leis cristãs.»

O termo totalitarismo apresenta diversas significações e cambiantes, quase todos concernentes às características de determinado regime político. Há quem sustente que totalitarismo é sinónimo de ferocidade repressiva de um regime, seja ele fascista, seja comunista, seja de raiz muçulmana. Nesse quadro conceptual, nos tempos actuais, o regime norte-coreano seria o mais totalitário possível, seguido, talvez, de perto pelo regime saudita. Todavia, no estrito plano da ciência política, a definição de totalitarismo é outra e de base filosófica Hegeliana. Nesta perspectiva, quando um regime concebe o Estado como ideia absoluta e infinita que existiria por si mesma, e concebe os indivíduos como momentos na vida dessa ideia, momentos que não possuiriam acto metafísico próprio, pois não existiriam, nem em si, nem por si, mas, dialècticamente, na ideia e pela ideia – ENTÃO TERÍAMOS UM ESTADO TOTALITÁRIO. Nesta base conceptual, o totalitarismo não se relacionaria, ao menos directamente, com a ferocidade repressiva.
Mas aqui a questão coloca-se quando nos interrogamos sobre se será lícito considerar a Fé Católica como entidade totalitária.
É certo que toda a Criação e todo o possível É VIRTUAL E ETERNAMENTE EM DEUS. Também é certo, metafísica e teològicamente, que o Princípio da Criação só pode constituir também o seu Fim. NINGUÉM PODE ESCAPAR A DEUS, QUER QUEIRA, QUER NÃO. Cumpre desde já assinalar, bem vigorosamente, que a “ideia” Hegeliana nada tem a ver com Deus Nosso Senhor, na exacta medida em que a dita “ideia” é uma fantasia da patologia da razão humana, é um produto demencial e abortivo de uma inteligência e de uma época colapsada. O conceito Hegeliano de infinito é tão absurdo, que segundo a própria dialéctica, é simultâneamente infinito absoluto e nada.
Segundo a Filosofia e Teologia Católica, as criaturas possuem um acto metafísico próprio, existem realmente, foram criadas por Deus, MAS NÃO SÃO DEUS. Precisamente porque não são Deus, é que todo o seu mérito, toda a sua dignidade operativa, toda a sua razão de ser, reside em viverem integralmente segundo a Lei de Deus, em conhecerem e amarem, sobrenaturalmente, a Deus sobre todas as coisas e ao seu próximo por amor de Deus. Se não o fizerem, será a sua própria dignidade ontológica que lhes exigirá o castigo do Fogo Eterno, rendendo assim, de qualquer forma, a mesma Glória de Deus que operativamente Lhe roubaram.
As criaturas de Deus Nosso Senhor, espirituais ou não, não constituem momentos da vida Divina; sem dúvida que reflectem as perfeições Divinas, de modo finito e contingente, sendo que só as criaturas espirituais, conhecendo, amando e servindo a Deus, O GLORIFICAM FORMALMENTE.
Consequentemente, estamos observando o sentido em que a Fé Católica pode e deve ser considerada totalitária. Tanto mais que fora dela não há, nem pode haver, salvação; exactamente, PORQUE SÓ HÁ UM DEUS, SÓ HÁ UM REDENTOR, SÓ PODE HAVER UMA FÉ, UMA DOUTRINA, UMA MORAL. A UNICIDADE É CONSTITUTIVA DE TODA A FÉ CATÓLICA, PORQUE É ABSOLUTAMENTE ÚNICA E SEM QUALQUER ENTIDADE SEMELHANTE. Nem mesmo se pode afirmar que as falsas seitas, o Islão com o seu falso “deus” alá, e os diversos paganismos, são entidades análogas da Fé Católica, porque nem isso são – SÃO EQUÍVOCAS! Note-se cuidadosamente: Filosòficamente, podemos e devemos estabelecer que entre as criaturas e Deus há uma analogia, em sentido negativo, mas analogia. Mas entre Deus Uno e Trino e os falsos “deuses” só pode haver equivocidade, porque os falsos “deuses” e as falsas religiões, objectivamente – não são nada! O mesmo, aliás, sucede entre a verdadeira Filosofia, o Tomismo, e as falsas filosofias do mundo, aberrações do espírito humano revoltado contra Deus, pois também são realidades equívocas. Assinale-se que no plano metafísico, o ser, enquanto é ser, não pode encerrar realidades verdadeiramente equívocas, QUE SÃO UM PURO NADA, no sentido mais estrito, pela simples razão de que tudo o que é ser, é pensável e relacionável, nesse sentido tem que possuir, E POSSUI EFECTIVAMENTE, determinada proporção metafísica intrínseca. Por exemplo: Deus Nosso Senhor possui uma relação de razão com as Suas criaturas, porque tudo o que é criado É virtualmente em Deus, porque a qualquer criatura foi-lhe, por Deus, atribuído o ser segundo uma essência que também É virtualmente em Deus. Essa essência NÃO DEPENDE DA VONTADE DIVINA, MAS SIM DA INTELIGÊNCIA DIVINA. Por outro lado a relação da criatura com Deus é transcendental, pelas razões já aduzidas. Consequentemente, quando se emprega o termo equivocidade para exprimir a aberração das falsas religiões e dos falsos sistemas filosóficos face à Verdadeira Religião Revelada e à Verdadeira Filosofia, a qual constitui objecto secundário da Infalibilidade da Santa Madre Igreja, quando assim se procede, pretende exprimir-se o nada objectivo das falsas religiões e filosofias perante o ser da Fé Católica e do Tomismo.
Abordemos agora o problema do Estado verdadeiramente católico; terá ele de ser um estado totalitário? Jamais o poderia ser no sentido Hegeliano, comunista ou fascista; mas apenas enquanto esse Estado se considera braço secular da Santa Madre Igreja, dela recebendo toda a orientação acerca do Princípio e do Fim do homem, bem como daquilo que deve ser a ordem terrena, natural e Sobrenatural, necessàriamente conducente à consecução de um Bem comum, onde todos possam encontrar o pão de cada dia e merecer o Céu. Se por totalitário concebemos um Estado em que a Fé Católica é absolutamente tudo, enriquecendo com o seu Fim Último Sobrenatural todas as realidades temporais- então o Estado Católico deve ser totalitário.
O Estado Católico deve ser vigorosamente anti-liberal e anti-individualista, porque os cidadãos são pessoas criadas para amar sobrenaturalmente a Deus sobre todas as coisas, servindo-O, e não escravos da matéria, orfãos de Pai, condenados à liberdade e criminosos à solta. Mas deve ser igualmente anti-socialista e anti-comunista, porque os cidadãos possuem acto metafísico próprio, encontram-se, em princípio, ordenados ao Céu, e devem estar orgânica e hieràrquicamente estruturados numa constituição de têmpera infrangível.
A própria Santa Madre Igreja, na sua face humana, enquanto deve consagrar todas as suas forças ao serviço Divino, sem que se permita distrair com as futilidades terrenas, será totalitária. Porque a Santa Igreja é, tal como o seu Fundador, Divina e humana, na sua Unidade, na sua Santidade, na sua Indefectibilidade, na sua Infalibilidade, logo UMA SÓ ENTIDADE, UMA SÓ PESSOA DIVINA, AINDA QUE COM UMA NATUREZA HUMANA. Nesse sentido a Santa Madre Igreja deve considerar-se totalitária, tanto mais que o seu Direito Canónico, que possui uma base humana e enquanto tal é relativamente mutável, tem de se encontrar integralmente subordinado ao Direito Divino Sobrenatural, QUE É ABSOLUTO, ETERNO E IMUTÁVEL. Complementarmente, a Santa Madre Igreja deve possuir e possui necessàriamente, por Constituição Divina, todo o poder temporal de que carece para assegurar a plenitude dos fins Sobrenaturais; PORQUE QUEM PODE O SOBRENATURAL, PODE O NATURAL, SEMPRE EM ORDEM AO SOBRENATURAL.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 12 de Outubro de 2018

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

A NEGAÇÃO DO INFERNO IMPLICA A NEGAÇÃO DA IMORTALIDADE DA ALMA E DA EXISTÊNCIA DE DEUS.

Escutemos São Pio X, em excertos da sua encíclica “Iucunda Sane” comemorativa dos treze séculos volvidos sobre a morte do Papa São Gregório Magno; promulgada em 12 de Março de 1904:

«Hoje, ao contrário, embora o mundo goze de luz repleta de civilização cristã – e sob esse aspecto não possa sequer de longe ser comparado ao dos tempos de São Gregório Magno – parece, porém, enfastiado daquela vida, não obstante tenha sido, e seja ainda hoje, fonte de tantos bens, não apenas passados, mas também presentes. Nem apenas, como aconteceu no tempo em que surgiram as heresias e os cismas, corta a si mesmo do tronco, qual ramo inútil, MAS APLICA O MACHADO A RAIZ DA PLANTA QUE É A IGREJA, E SE ESFORÇA EM SECAR A SEIVA VITAL, PARA QUE A RUÍNA DESTA SEJA MAIS SEGURA, E NÃO HAJA MAIS COMO BROTAR.
Neste erro, que é o maior do nosso tempo, e a fonte de onde derivam todos os outros, RESIDE A ORIGEM DE TANTO PREJUÍZO PARA A SAÚDE ETERNA DOS HOMENS, E DE TANTAS RUÍNAS, o que lamentamos no âmbito da Religião, e de outras por nós ainda temidas, se não se põe remédio ao mal. NEGA-SE TUDO O QUE DIZ RESPEITO AO SOBRENATURAL, E POR ISSO A INTERVENÇÃO DIVINA NA ORDEM DA CRIAÇÃO E DO GOVERNO DO MUNDO, BEM COMO A POSSIBILIDADE DO MILAGRE; retiradas estas realidades, ficam abalados os fundamentos da religião cristã. FICAM IMPUGNADOS ATÉ MESMO OS ARGUMENTOS COM OS QUAIS SE DEMONSTRA A EXISTÊNCIA DE DEUS, REFUTANDO COM INAUDITA TEMERIDADE, E CONTRA OS PRIMEIROS PRINCÍPIOS DA RAZÃO, A FORÇA INVENCÍVEL DA PROVA, QUE OS EFEITOS EMERGEM DA CAUSA QUE É DEUS. FICA PORTANTO REGISTADA A POSSIBILIDADE DE OUTROS ERROS GRAVÍSSIMOS, REPUGNANTES À RECTA RAZÃO E NOCIVOS AOS BONS COSTUMES.
De facto, a negação gratuita do princípio Sobrenatural, própria das contradições de uma falsa ciência (ITim 6,20) divide o postulado de uma crítica histórica, igualmente falsa. Tudo isso que se refere de qualquer modo à Ordem Sobrenatural, porque ou lhe pertence, ou constitui, ou pressupõe, ou só nisso encontra a sua explicação, É CANCELADO, SEM OUTRO EXAME, DAS PÁGINAS DA HISTÓRIA. É isso que acontece com a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sua Encarnação por Obra do Espírito Santo, Sua Ressureição por Virtude Própria, e, em geral, todos os dogmas da nossa Fé. Colocada a ciência sob esse falso caminho, não há mais lei crítica que a detenha, e ela cancela dos livros santos – a seu capricho – tudo o que não lhe agrada, ou crê contrário a tese pré-estabelecida que deseja demonstrar. Tolhida afinal a Ordem Sobrenatural, a história das origens da Igreja deve ser realizada com outro fundamento; e por isso, os portadores de novidades remanejam os momentos da História a seu bel-prazer – POSTO UM FALSO PRINCÍPIO FILOSÓFICO, TUDO SE TORNA VICIADO.»

Todos os traidores, todos os subversivos, todos os sequazes de satanás, actuam pela calada, disfarçadamente, pois sabem que se actuassem frontalmente, seriam repelidos. Muito pelo contrário, os defensores da Verdade e do Bem, devem opugnar de rosto bem descoberto, como nos ensinou Nosso Senhor Jesus Cristo: Sim, Sim; Não,Não; e tudo quanto for além disto procede do espírito do mal.
A maçonaria sempre soube, até melhor do que muitos católicos, que tudo o que actua de forma tendencialmente subliminal é imensamente mais eficaz e silencioso; por isso conserva as aparências dissolvendo o conteúdo. Por exemplo: Na questão do celibato, A seita conciliar, que constitui uma sucursal da maçonaria, afirma MATERIALMENTE um alto ideal, SONEGANDO, FORMALMENTE, PREMEDITADAMENTE, AS FORÇAS SOBRENATURAIS NECESSÁRIAS AO CUMPRIMENTO DESSE IDEAL; DESSA MUITO BEM CALCULADA CONTRADIÇÃO INTELECTUAL E MORAL, ORIGINOU-SE, LÒGICAMENTE, INEVITÀVELMENTE, A PEDERASTIA DOS PADRES – PARA QUEIMAR ETAPAS!
O Sacrossanto Dogma Católico, a Sacrossanta Moral Católica, é intrìnsecamente, invencìvelmente, oposta às teses do mundo, não existe, nem pode existir, entre eles, qualquer compatibilidade, qualquer harmonia, qualquer armistício. A maçonaria sempre soube que nunca seria necessário, nem prudente, negar MATERIALMENTE todo o Dogma e toda a Moral Católica; BASTAVA DISSOLVER FORMALMENTE CONTEÚDOS. Bastava, no sentido mais amplo, promulgar a liberdade religiosa, para aniquilar totalmente a face humana da Santa Igreja Católica. Num sentido mais restrito, a negação, ou pelo menos, o branqueamento do Inferno, seria extremamente útil à maçonaria, pois eliminaria a muito curto prazo, E SILENCIOSAMENTE, a crença na imortalidade da alma, e desenbocaria no ateísmo; e a razão profunda reside na estritíssima IMPLICAÇÃO TRANSCENDENTAL entre os Novíssimos do Homem; e destes com a recta concepção de Deus Nosso Senhor. Porque constituindo a Fé Católica uma Doutrina de Verdade, não pode, evidentemente, ser amputada de um membro sem correlativa perda do Todo.
Nosso Senhor Jesus Cristo jamais separou o Céu do Inferno, no sentido em que ambos definem e consubstanciam UMA ESCATOLOGIA ELEVADA AO ESTADO SOBRENATURAL. Num estado simplesmente natural, o qual na realidade nunca existiu, como não haveria Visão Beatífica, nem participação na Natureza Divina, nem Graça Sobrenatural, também o Céu seria equivalente ao nosso Seio de Abraão ou Limbo das crianças, e o Inferno, conquanto existisse, não possuiria, contudo, a pena positiva do Fogo.
Porque no estado Sobrenatural, a recusa de Deus, nas suas diversas formas, é essencialmente correlativa do apego desordenado às criaturas; com consequente subversão do agir da pessoa.
O Inferno Eterno constitui o melhor antídoto para o liberalismo, seja ele, religioso, político, social ou económico; precisamente por isso, a introdução oficial do dito liberalismo na face humana do Corpo Místico foi absolutamente indissociável da negação do Inferno, bem como da Ordem Sobrenatural, com o referido corolário da queda no ateísmo.
Sabemos que o quinto concílio de Latrão (1512), fundamentado bìblicamente sobretudo na Literatura Sapiencial e na Carta aos Romanos, definiu como sendo de Fé que os “Preambula Fidei” podem, de Direito e fìsicamente, ser demonstrados pela razão natural. Recordemos que Deus e a imortalidade da alma integram os “Preambula Fidei; o que não quer dizer que, de facto e moralmente, sempre assim aconteça. Na realidade, a maioria dos homens são MORALMENTE incapazes de tal prova. Mas também por isso – segundo São Tomás e a Constituição “Dei Filius” emanada do Sagrado Concílio Vaticano I – Deus Nosso Senhor revelou-nos a Sua existência, bem como outras realidades especìficamente naturais, e ainda os Seus Mistérios, confiando esse Tesouro inefável à Santa Madre Igreja.
A atrição, pela qual os penitentes se convertem a Deus, arrependendo-se dos seus pecados, e detestando-os, por temor do Inferno, é absolutamente necessária para a recepção válida da absolvição no Tribunal do Sacramento da Penitência. Consequentemente, se não se crê no Inferno, fecham-se definitivamente as Portas dos Céus. E como se pode crer no Inferno se não sòmente se renegou a Ordem Sobrenatural, como igualmente se corrompeu gravìssimamente a Ordem Natural?
Porque o Sagrado Concílio de Trento distinguiu perfeitamente entre o temor puramente servil do castigo, sem detestar o pecado, que é completamente inútil, e até intrìnsecamente pecaminoso, e a detestação do pecado por causa do castigo, que o Sagrado Concílio considera constituir já um COMEÇO DE AMOR A DEUS.
Porque a Santa Madre Igreja, pela Sua Divina Constituição, enquanto exerce o seu múnus sacerdotal no foro interno, sacramental ou não, apenas se preocupa, formalmente, com a relação Sobrenatural da alma com Deus Nosso Senhor, mediada pela mesma Santa Igreja. Os actos externos, enquanto tais, caem já sob a Jurisdição de Direito Público da Santa Igreja, a qual, como sociedade perfeita, tem igualmente de assegurar, normativa e disciplinarmente, o regular funcionamento externo e social da face humana do Corpo Místico.
A Ordem Preternatural não possui pròpriamente autonomia separada da Ordem Sobrenatural; na realidade, a fundamento e a finalidade dos bens Preternaturais SÃO OS BENS SOBRENATURAIS. No Paraíso Terrestre, Adão e Eva possuíam os Dons Preternaturais – isto é, a imortalidade quanto ao corpo, e consequente isenção da morte, bem como a impassibilidade e a ausência de penosidade no trabalho – MAS ESTES DONS ERAM CONFERIDOS COMO PERMANECENDO ESSENCIALMENTE ORDENADOS AOS BENS SOBRENATURAIS DA GRAÇA SANTIFICANTE, VIRTUDES TEOLOGAIS E MORAIS, E DONS DO ESPÍRITO SANTO. Preternatural, significa: Acima dos bens naturais inerentes a determinado ente, por exemplo: A imortalidade de todo o seu ser constitui um atributo perfeitamente natural do Anjo; mas no Homem, a imortalidade quanto ao corpo constitui já um Dom Preternatural, acima da sua própria categoria de entes, mas não de entes de ordem superior.
Dom Sobrenatural, significa a outorga de um benefício infinitamente acima de qualquer exigência, de qualquer natureza, criada ou possível – que tal é A PARTICIPAÇÃO NA NATUREZA DIVINA PELOS BENS DA GRAÇA E DA GLÓRIA ETERNA. E É ISTO QUE A SEITA CONCILIAR COMPLETAMENTE IGNORA.
A sacrossanta Fé Católica, ou se apreende, vive e adora na sua plena integridade, ou então, ao pretender diminuí-la, só se logra a sua total destruição; e isto é válido a nível individual, social, e nacional. E tal não se deve a uma sua pretensa friabilidade – MAS À SUA FORÇA E COESÃO DIVINA DE VERDADE E SANTIDADE!

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 26 de Julho de 2015

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

SERÁ QUE UM PAPA VERDADEIRO PODE ABOLIR A LEI DO CELIBATO?

Escutemos o Papa Pio XII, em excertos da sua encíclica “Sacra Virginitas”, promulgada em 25 de Março de 1954:

«Primeiramente, deve-se conceder sem rodeios, que por ser a virgindade mais perfeita do que o matrimónio, não se segue que seja necessária para alcançar a perfeição Cristã. PODE-SE CHEGAR A SER SANTO MESMO SEM FAZER VOTO DE CASTIDADE, COMO O PROVAM NUMEROSOS SANTOS E SANTAS, QUE A IGREJA HONRA COM CULTO PÚBLICO, OS QUAIS FORAM FIÉIS ESPOSOS E DERAM EXEMPLO DE EXCELENTES PAIS OU MÃES DE FAMÍLIA; ALÉM DISSO, NÃO RARO SE ENCONTRAM PESSOAS CASADAS QUE BUSCAM COM TODO O EMPENHO A PERFEIÇÃO CRISTÃ.
Também se há-de notar que Deus não impõe a todos os cristãos a virgindade, como ensina o Apóstolo São Paulo: “Quanto às virgens não tenho Mandamento do Senhor, mas dou conselho”(ICor 7,25). Portanto, é só conselho a castidade perfeita: CONDUZ COM MAIOR CERTEZA E FACILIDADE À PERFEIÇÃO EVANGÉLICA E AO REINO DOS CÉUS “AQUELES A QUEM ISTO FOI CONCEDIDO”(Mt 19,11); por isso, como bem adverte Santo Ambrósio, a castidade “não se impõe, mas propõe-se”(Santo Ambrósio, De viduis, c.12 n.72; PL 16,256//Cf.S.Cipriano, De Habitu Virginum, c.23; PL. 4,463).
Por essa razão, a castidade perfeita exige, da parte dos cristãos, que a escolham livremente, antes de se oferecerem totalmente a Deus; e da parte de Deus, que Ele comunique o Seu Dom e a Sua Graça (cf. I Cor 7,7). Já o próprio Divino Redentor prevenira: “Nem todos compreendem esta palavra, mas aqueles a quem isso foi concedido… quem puder compreender – compreenda” (Mt 19, 11-12). São Jerónimo, considerando atentamente essa sentença de Jesus Cristo, exorta a que “examine cada um as suas forças, para ver se poderá cumprir os preceitos da virgindade e da pureza. Em si, a castidade é agradável e atrai a todos. Mas há que se medir as forças, de modo que compreenda quem puder compreender. É a voz do Senhor a exortar, por assim dizer, e a animar os Seus soldados para conquistarem o prémio da pureza. Quem puder compreender – compreenda; quem pode lutar -lute, vença e triunfe”(São Jerónimo. Comentário a São Mateus, 19,12; Pl. 26,136). (…)
Por conseguinte, antes de entrarem neste caminho estreito, todos os que por experiência sabem que são demasiado fracos nesta matéria, devem escutar humildemente a advertência do Apóstolo Paulo: “Se não se contêm, casem-se. Porque é melhor casar-se do que abrasar-se (ICor 7,9). Para muitos, com efeito, a continência perpétua seria uma carga pesada demais para lhes ser aconselhada. Do mesmo modo, os sacerdotes encarregados da direcção de jovens, que julgam possuir vocação sacerdotal ou religiosa, têm o grave dever de consciência de os exortar a estudá-la com cuidado e de não os deixar entrar por um caminho em que não poderiam esperar chegar ao fim com decisão e eficácia. Examinem-lhes prudentemente as aptidões e ouçam o parecer dos peritos sempre que convenha, e se subsiste ainda dúvida séria, sobretudo em função da vida passada, intervenham com autoridade, para os fazer desistir de abraçar o estado de castidade perfeita, ou para impedir que sejam admitidos às ordens Sagradas, ou à Profissão Religiosa.
Mas se a castidade consagrada a Deus é virtude difícil, a sua práctica fiel e perfeita é possível às almas que, depois de tudo bem ponderado, correspondem generosamente ao convite de Jesus Cristo e fazem quanto podem para a observar. Com efeito, ao abraçarem este estado de virgindade ou celibato, RECEBERÃO DE DEUS O DOM DA GRAÇA PARA CUMPRIREM O PROPÓSITO FEITO. Por isso, se encontrarem pessoas “que não sentem ter o dom da castidade” (mesmo depois de terem feito o voto) não julguem por isso que não podem satisfazer às suas obrigações nesta matéria: PORQUE DEUS NÃO MANDA COISAS IMPOSSÍVEIS; MAS, AO MANDAR, RECOMENDA QUE SE FAÇA O QUE SE PODE, E QUE SE PEÇA O QUE NÃO SE PODE – E AJUDA A PODER (Cf. Santo Agostinho, De natura et Gratia, c.43, n.50;PL 44, 271). Esta verdade muito consoladora, lembramo-la também aos doentes, cuja vontade se enfraqueceu com perturbações nervosas, e por isso ouvem com excessiva facilidade de certos médicos – às vezes até católicos – o conselho de pedirem dispensa da obrigação contraída, sob o pretexto de que não podem observar a castidade sem prejuízo do equilíbrio psíquico. Quanto mais útil não seria auxiliar esses doentes a reforçarem a própria vontade, e a convencerem-se de que não lhes é impossível a castidade, segundo a sentença do Apóstolo: “Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados acima das vossas forças, antes, fará que tireis ainda vantagem da mesma tentação para a poderdes suportar!” (I Cor 10,13)»

A Santa Madre Igreja sempre ensinou, fundamentada na Sagrada Escritura e na Tradição, que o corpo humano e suas funções constituem um bem positivo, querido por Deus, criado por Deus, ressuscitado por Deus na Parúsia Final. Consequentemente, qualquer reserva, qualquer “indecência” que se pretenda associar ao corpo humano, enquanto tal, bem como às suas funções, exercitadas segundo a estrita Lei de Deus, É PROVA, NÃO DE VIRTUDE, MAL DE DEPRAVAÇÃO MORAL COM EXCLUSÃO DA GRAÇA SANTIFICANTE. Afirmar que o matrimónio é um mal menor, é heresia, dualismo e puritanismo. Se fosse um mal menor nunca ninguém se poderia santificar no seio do Sacramento do Matrimónio. O que acontece, desgraçadamente, é que a falta de santidade das almas, a incapacidade moral de usar do matrimónio segundo a estrita Lei Divina, impele as almas a menosprezarem as realidades mais santas.
A Lei do celibato (de “CAELIBATUS”=Vida Celeste) não deriva, ao contrário do que imensa gente pensa, de uma qualidade má inerente ao próprio matrimónio, mas da própria falta de santidade das almas. Efectivamente, quanto mais perfeitas forem as almas dos esposos mais possiblidades têm de se santificarem verdadeiramente no matrimónio e pelo matrimónio, com o auxílio da Graça de Deus. Mas como, na generalidade, em razão do pecado original, as almas não possuem a excepcional perfeição necessária para se santificarem no matrimónio – daí a lei do celibato, QUE É CONSTITUTIVA DO ESTADO RELIGIOSO, E DISCIPLINARMENTE VINCULATIVA PARA O CLERO SECULAR.
Nosso Senhor, sabendo das fraquezas humanas, deixou-nos três conselhos fundamentais para que melhor e mais fácilmente O amemos, Sobrenaturalmente, sobre todas as coisas: A castidade, a pobreza, e a obediência. Tal como o matrimónio, também as riquezas deste mundo, criadas por Deus, e utilizadas segundo a Sua Lei, constituem em si mesmas um bem positivo e não um mal. Mas infelizmente, a falta de santidade das almas condú-las a uma incapacidade de bem usar dessas riquezas, e em especial, em não usar essas riquezas para maior Glória de Deus e bem da própria alma. O voto de pobreza é assim constitutivo da vida regular, mas não vincula disciplinarmente o clero secular.
O Poder, qualquer que seja a sua natureza e objecto, utilizado para maior Glória de Deus e salvação das almas é algo de positivamente bom; mas, também aqui, a miséria da condição humana deixa-se muito fácilmente corromper pelo poder, realidade bem mais viciante e adictiva do que as riquezas. O voto de obediência, não é contudo cego, pois possui absoluto fundamento na Fé e na Caridade, e a sua finalidade é aprofundar e crescer sempre e cada vez mais nessa Fé e nessa Caridade.
Voltando à Lei do celibato, é certo, que até ao século IV, o clero secular não estava submetido a nenhuma norma disciplinar sobre a ordenação de homens casados, constituindo, o celibato, isso sim, uma questão de honra; isto, embora desde os tempos Apostólicos, fosse absolutamente interdito contrair matrimónio após a recepção do Sacramento da Ordem, tendo sido o Papa Calisto II (1119-1124) que declarou nulos tal tipo de matrimónios. O problema jamais se colocou, evidentemente, no clero regular, cuja eminente consagração a Deus Nosso Senhor exige, espontânea e sobrenaturalmente, o celibato. Mas mesmo sem vinculação disciplinar muito clero vivia voluntàriamente em celibato. Devem-se ao concílio de Elvira, ano 300, as primeiras disposições nesta matéria:Cânon 33- “Todo o clérigo, Bispo, presbítero e diácono, casado, deve imediatamente após a sua ordenação cessar qualquer comércio carnal com a esposa e renunciar a procriar filhos. Quem desobedecer deverá ser deposto.” Também o Papa São Sirício (384-399), num concílio (não ecuménico) em Roma, em 386, proíbe em termos muito vigorosos, e até um pouco dualistas, qualquer coabitação dos clérigos com as suas legítimas esposas. Cumpre assinalar, que a tendência da Igreja Oriental foi sempre permitir aos clérigos casados, excepto os Bispos, o continuarem a coabitar maritalmente com as suas esposas, ao contrário da Igreja Ocidental; Foi São Leão Magno (440-461) quem instaurou a obrigatoriedade do celibato para o sub-diaconado. Outra realidade extremamente interessante consubstancia-se na relativa autonomia da Igreja Oriental face à Igreja Ocidental nesta questão do celibato. São Leão Magno prescreveu que os Bispos, presbíteros e diáconos, que fossem casados aquando da sua ordenação, pudessem continuar a conviver não maritalmente com suas legítimas esposas, a quem deveriam tratar como irmãs; São Leão proibiu expressamente a expulsão e o abandono das esposas dos clérigos. Já o concílio “In Trullo” de 692, proibiu os bispos de conservarem a sua esposa, mesmo em regime não matrimonial, devendo esta ser admitida num convento; mas aos presbíteros e diáconos foi consentido continuarem a viver com suas esposas, mesmo em regime matrimonial.
Os séculos VIII, IX e X testemunharam uma grande decadência no comportamento dos clérigos, incluindo Bispos, em todos os domínios, a começar pela salvaguarda da castidade. O mau exemplo começava na própria Roma, sem excluir os Papas, sendo que nesta época, o século de ferro, houve de certeza papas falsos. Já no século XI, valeu à Santa Igreja o extraordinário Imperador Henrique III, e Papas corajosos e santos como São Leão IX (1049-1054), Gregório VII (1073-1085), Urbano II (1119-1124) e Calisto II. O Papa São Leão IX chegou a determinar que as concubinas do clero fossem feitas escravas do Palácio de Latrão. Os fiéis eram estimulados a desertar das igrejas servidas por clérigos concubinários. Progressivamente as Igrejas Orientais foram alinhando com Roma na disciplina do celibato, à excepção das Igrejas Arménia e Maronita. No Ocidente para um homem casado ser ordenado, mesmo no sub-diaconado, é por isso mesmo obrigado a cessar a vida em regime marital. No Oriente, este regime aplica-se só aos Bispos. Podemos afirmar que com Calisto II, que invalidou canònicamente o matrimónio dos clérigos de ordens maiores, incluindo sub-diaconado, a legislação do celibato ficou encerrada na Santa Igreja. É certo, que se no século XIII a Lei do celibato foi bastante respeitada, nos séculos XIV e XV houve nova e brutal derrocada no comportamento moral do clero. Seria necessário esperar pelo Concílio de Trento (1545-1563) para se verificar uma nova ascensão moral no seio do mesmo clero. Mas a legislação não foi alterada.
Regressando à questão colocada na epígrafe deste artigo; se nos referirmos a casos pontuais em que esteja em causa um relevante interesse social, sem dúvida que um Papa pode dispensar da obrigação do celibato. É conhecido como o Cardeal D. Henrique, tornado rei de Portugal, solicitou ao Papa dispensa do celibato para poder assegurar a continuação da dinastia. É certo que o Papa, pressionado por Filipe II, não acedeu ao seu pedido, mas não existia qualquer objecção de natureza religiosa, porque, efectivamente, não se tratava de uma questão de volúpia, mas apenas de assegurar descendência. Neste caso, como noutros semelhantes o Papa pode dispensar. Hipotèticamente, mesmo que numa dada região houvesse extrema necessidade de varões para assegurar a propagação da espécie, e essa necessidade colidisse com a carência, ainda maior, de sacerdotes, o Papa podia dispensar, mas apenas para autorizar a ordenação de homens de comprovada virtude, já casados, pois a Lei do celibato, para o clero secular, não é um absoluto, podendo ceder perante razões objectivas de ordem superior.
Agora o que um verdadeiro Papa não pode, em caso algum, fazer, é ceder perante uma vaga de volúpia e de pornografia, que desconhece em absoluto a essência Sagrada do Matrimónio (a procriação e educação qualificada de novos seres humanos) , suas propriedades essenciais (a unidade e indissolubilidade), bem como as exigências Sobrenaturais do Sacrossanto Sacramento da Ordem. Por isso, um verdadeiro Papa não pode, pura e simplesmente, abolir a Lei do celibato. UM VERDADEIRO PAPA JAMAIS PODE AGIR UNILATERALMENTE CONTRA A SAGRADA TRADIÇÃO, OS SAGRADOS CÂNONES, ENFIM, CONTRA TUDO O QUE FOI TRANSMITIDO ATRAVÉS DOS SÉCULOS. UMA ABOLIÇÃO DA LEI DO CELIBATO EQUIVALE À REVOGAÇÃO DE UM RITO LITÚRGICO IMEMORIAL.
Saliente-se que neste artigo não me estou a referir à seita conciliar, seu falso clero e seus falsos papas; efectivamente essa hedionda seita não é a Santa Madre Igreja, não tem papas, nem bispos, nem padres válidos, nem Santo Sacrifício da Missa, nem Sacramentos. Logo, o facto de Bergoglio abolir a lei do celibato (que de facto deixou de existir já há muitos anos), só significa que a maçonaria internacional alterou a sua estratégia, e já não receia as consequências puramente económicas de tal medida. Na verdade, sendo os orgãos da seita conciliar orgãos da maçonaria internacional, a medida em causa NÃO PODE, DE FORMA ALGUMA, ATINGIR A PESSOA MORAL DA SANTA MADRE IGREJA, A SUA DIVINDADE, A SUA UNIDADE, A SUA INDEFECTIBILIDADE, A SUA INFALIBILIDADE. Concerne sòmente à maçonaria, na administração dos bens que roubou e das funções que usurpou. O denominado “clero conciliar” são apenas funcionários da maçonaria, tenham ou não disso consciência.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 8 de Outubro de 2018

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

A PSIQUIATRIA COMO ARMA REVOLUCIONÁRIA

Escutemos o Papa Leão XIII, num trecho da sua encíclica “Humanum Genus”, promulgada em 20 de Abril de 1884:

«Insinuando-se com aparência de amizade no coração dos príncipes, os maçons queriam encontrar neles cúmplices e ajuda poderosa para oprimir o Cristianismo. E para pôr neles estímulos mais agudos, começaram a caluniar obstinadamente a Santa Igreja como inimiga do poder e das prerrogativas régias. Tornando-se afoitos e seguros com essas artimanhas, adquiriram grande influência no governo dos Estados, prontos a estremecer os fundamentos dos tronos, e a perseguir, caluniar e afastar os soberanos que se mostrassem arredios a governar de acordo com seus entendimentos.
Adulando o povo com artifícios semelhantes- ENGANARAM-NO! Gritando a plenos pulmões liberdade e prosperidade pública; fazendo crer às multidões que a culpa da iníqua escravidão e miséria em que viviam era toda da Igreja e dos sobreranos, incitaram o povo, ansioso de novidades, e açularam-no contra ambos os poderes. Contudo a espera de vantagens é maior do que a realidade, e a pobre plebe, oprimida, mais do que nunca, nas suas misérias, vê faltar-lhe grande parte daqueles confortos, QUE MAIS FÁCIL E COPIOSAMENTE TERIA ENCONTRADO NUMA SOCIEDADE CRISTÃMENTE CONSTITUÍDA. MAS TODAS AS VEZES QUE SE LUTA CONTRA A ORDEM ESTABELECIDA PELA PROVIDÊNCIA DIVINA, ESTE É O CASTIGO DA SOBERBA: QUE AÍ ONDE INCONSIDERADAMENTE SE PROMETE FORTUNA, PRÓSPERA, E TODA CONFORME AOS SEUS DESEJOS, ALI SE ENCONTREM, JUSTAMENTE, OPRESSÃO E MISÉRIA. (…)
Seja como for, diante de um mal tão grave, e por demais difundido, é nosso dever, veneráveis irmãos, dedicar-nos a procurar os remédios para isso. E por saber que na virtude da Religião Divina, TANTO MAIS ODIADA PELOS MAÇONS QUANTO MAIS TEMIDA, consiste a melhor e mais firme esperança de remédio eficaz, julgamos que antes de mais nada se deve recorrer a esta virtude sumamente salutar contra o inimigo comum. Portanto, nós, com a nossa autoridade apostólica ratificamos e confirmamos todas e cada uma das coisas que os Romanos Pontífices, nossos predecessores, decretaram para contrastar os desígnios e tornar vãos os esforços da seita maçónica, tudo o que foi sancionado para afastar ou retirar os fiéis dessas sociedades. Confiando muitíssimo na boa vontade dos fiéis, rezamos e esconjuramos a cumprir tudo o que a esse propósito foi prescrito pela Sé Apostólica.»

E ainda o mesmo Pontífice na encíclica “Aeterni Patris”de 4 de Agosto de 1879:
«Mas é louvor máximo e todo próprio de São Tomás de Aquino, nunca concedido a nenhum outro doutor católico, o ter querido os Padres do Concílio de Trento que ao centro da aula das reuniões, junto com os Códices da Sagrada Escritura e os decretos dos Pontífices Romanos, estivesse aberta sobre o Altar também a Suma de São Tomás, para dela extrair conselhos, motivos e sentenças.
E finalmente, pareceu reservada a homem tão incomparável, também a primazia, arrancando obséquios, elogios e admiração, até dos inimigos do Nome Católico. Com efeito, sabe-se que entre os chefes das facções heréticas não faltaram os que confessaram pùblicamente que, UMA VEZ AFASTADA A DOUTRINA DE TOMÁS DE AQUINO, ELES PODERIAM FÀCILMENTE “ENFRENTAR E VENCER TODOS OS DOUTORES CATÓLICOS E ANIQUILAR A IGREJA” – INFUNDADA ESPERANÇA, SEM DÚVIDA, MAS NÃO INFUNDADO TESTEMUNHO.»

É conhecido como a Fé Católica, objectivamente, é absolutamente irrefutável. Tal é perfeitamente compreensível se pensarmos na sua origem Divina, Sobrenatural. Neste quadro conceptual teremos de inferir que é impossível, objectivamente, perder a Fé. Consequentemente, os inimigos históricos da Santa Madre Igreja, impossibilitados de levarem a melhor sobre os defensores mais convictos e denodados da Fé Católica, completamente incapazes de os refutarem, mesmo no terreno filosófico, resolvem então pôr em dúvida a sua sanidade mental. Evidentemente que ninguém vai perder tempo a tentar sequer refutar um doente mental.
A Santa Madre Igreja, ao longo dos séculos, através das suas lutas contra os mais variados tipos de hereges, jamais os considerou mentalmente enfermos; podia acusá-los de bruxaria e pacto com o demónio, mas jamais inventou pretextos para se eximir da sagrada obrigação de proceder a um julgamento justo. Mesmo os não crentes honestos e respeitadores decerto se revoltam contra o aniquilamento clínico e civil de pessoas cujo único crime é professarem integralmente a Fé Católica.
A União Soviética e países satélites, usaram e abusaram da psiquiatria para fins políticos e anti-religiosos. Muitos milhares de pessoas foram assim internadas compulsòriamente em Hospitais Psiquiátricos e submetidas a tratamentos com choques eléctricos e outros mimos, em princípio destinados a verdadeiros doentes mentais. O mundo ocidental foi, em princípio, mais moderado neste campo. No entanto, na revolução republicana portuguesa de 1910, vários sacerdotes foram submetidos a diversos testes e verificações craniométricas, com o objectivo de lhes detectar uma pretensa tendência patológica para o crime. Efectivamente, o materialismo crasso e brutal da medicina do século XIX foi quem primeiramente colocou a hipótese, absurda e satânica, da Religião, entenda-se da Religião Católica, constituir uma forma de doença mental.
Hodiernamente, é a própria seita conciliar – ela mais do que ninguém, e com uma agressividade oriunda das profundezas do Inferno – a propor a tese da doença mental dos militantes da Sagrada Tradição ;ou seja: Uma seita vergonhosa, saída de uma concílio maçónico, cujas consequências diabólicas e deicidas conduziram à loucura e ao suicídio um certo número de sacerdotes, religiosos e até de fiéis, cujo cômputo exacto jamais saberemos; essa mesma seita tem o arrojo de conspirar para enviar para hospitais psiquiátricos aqueles que a denunciam, sobretudo aqueles social e econòmicamente mais débeis; é aquela mesma seita que não vê nenhum mal na teoria do género, pois que esta se insere necessàriamente no direito universal à liberdade religiosa e anti-religiosa.
Eis-nos assim perante a maior tirania da História Universal. Tirania define-se como o poder utilizado para o mal, para o erro, para a mentira. Considera-se haver Tirania de título quando o tirano usurpa a função com a aparência da qual irradia a tirania; tirania de exercício, quando a função foi constituída legalmente, embora de facto esteja corrompida e ao serviço de mal. Neste quadro conceptual, a tirania da seita conciliar consiste plenamente numa tirania de título, pois que as funções Sagradas, incluindo a mais elevada, estão todas USURPADAS DE RAIZ. Houve quem defendesse, como o Jesuíta Mariana (1536-1624), que qualquer cidadão poderia, legìtimamente, matar o usurpador. Todavia não é essa a Doutrina oficial do Magistério da Santa Madre Igreja, para o qual, qualquer acção contra a tirania tem que ser NECESSÁRIA E ESSENCIALMENTE OBJECTIVA E HIERÁRQUICA.
A utilização da psiquiatria para fins estranhos ao seu objecto próprio de legítima especialidade médica, configura um grave crime de delito comum, e tanto mais hediondo quanto é praticado em nome dos denominados “direitos do homem”. Aliás, é esta concepção revolucionária dos “direitos do homem” que mais tem arruinado OS VERDADEIROS DIREITOS DO HOMEM, AQUELES QUE LHE FORAM CONFERIDOS POR DEUS, QUER PELA CRIAÇÃO, QUER PELA ELEVAÇÃO À ORDEM SOBRENATURAL. Porque se é verdade que a criatura, metafìsicamente, não possui qualquer direito, nem mesmo a ser criada; uma vez colocado o acto Criador, a própria natureza, COM TODAS AS SUAS LEIS, possui uma verdade e uma bondade, que decorrendo das Essências Imutáveis das coisas, É ABSOLUTAMENTE INDISSOCIÁVEL DA VERDADE INCRIADA.
É conhecido como a arma psiquiátrica elimina hoje da sociedade “das pessoas normais” qualquer jovem que apresente uma genuína vocação sacerdotal ou religiosa, vocação essa, que nos tempos que correm, configura um verdadeiro milagre moral da Graça de Deus Nosso Senhor. E tal eliminação, como já referi, processar-se-á com o mais entusiástico apoio da seita conciliar.
Imaginemos hoje, por exemplo, um São Domingos Sávio (1842-1857), o confessor mais jovem da História da Igreja; não podemos, de forma alguma, duvidar que seria, de imediato, internado numa clínica pedopsiquiátrica, e com prognóstico reservado.
A própria aversão, medular e Sobrenatural, ao mundo, que pertence à essência da Fé Católica, é hoje, e de modo definitivamente adquirido, considerada uma forma de grave doença mental, a exigir rápida intervenção terapêutica. E embora já se não utilizem electrochoques, o estigma da morte civil permanecerá para sempre, ainda que essa pessoa venha a ser dada como “curada”, pois que nesta paupérrima civilização é tão assustadora a realidade do doente mental como a do ex-doente mental.
Há factos que constituem bem o sintoma de estarmos na presença da civilização do anti-Cristo: Ainda há poucos meses, aqui em Portugal, foi atribuído um prémio de raiz maçónica, considerado altamente prestigiante, a um determinado professor universitário de língua Grega, muito valorizado socialmente, que tem apresentado uma tradução Bíblica directamente da versão dos “Septuaginta”. Pois ao agradecer, pùblicamente, o prémio, o referido senhor dedicou-o, “ipsis verbis”, AO SEU MARIDO!!! E o pior é que já ninguém protesta, fazê-lo seria, socialmente, altamente penalizador para o próprio.
Tudo o que, mesmo longìnquamente, se erga pùblicamente contra a ideologia do género e o incentivo à sodomia, arrisca o mais severo ostracismo. Pois não condecorou o Vaticano os máximos representantes da República Portuguesa, pouco depois de aprovada a liberalização total do aborto, bem como o “casamento” dos sodomitas?
A psiquiatria, como arma revolucionária, age secretamente, não quer publicidade às suas vítimas, que não considera tais, pois lhes presta um grande favor – “curando-as”. Quem é que se vai preocupar com pessoas, consideradas doentes, e que estão recebendo assistência?
O uso da psiquiatria para fins políticos e anti-religiosos na União Soviética e países satélites, demonstrou a sua infernal eficácia social, evitando a repercussão, considerada penosa, de julgamentos e prisões, mas sobretudo, como referi, cortando o “mal”, cerce e liminarmente, pela raiz, sem necessidade de invocar, perante a sociedade, quaisquer argumentos.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 18 de Junho de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Novus Ordo Watch

Fátima e a Paixão da Igreja

Blondet & Friends

Il meglio di Maurizio Blondet unito alle sue raccomandazioni di lettura

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que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

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