Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A SACROSSANTA FÉ CATÓLICA REDUZIDA A CURIOSIDADE ARQUEOLÓGICA

«PRM: E em Portugal? Cada obra de restauração das igrejas é listada como “restauração/manutenção de monumentos históricos”. Ou seja, o catolicismo é história e pertence ao passado.»

Escutemos o Papa Pio XII, em excertos da sua encíclica “Mediator Dei”, promulgada  em 20 de Novembro de 1947:

«Nós vos exortamos, veneráveis irmãos, a que tomeis cuidado em  promover o canto religioso popular e a sua acurada execução feita com a dignidade conveniente, podendo isso estimular e aumentar a Fé e a piedade das populações cristãs. Suba ao Céu o canto uníssono e possante do nosso povo como o fragor das ondas do mar, expressão canora e vibrante de um só coração e uma só alma, como convém a irmãos e filhos de um mesmo Pai.

O que dissemos da música, aplica-se às outras artes, e especialmente à escultura e à pintura. Não se devem desprezar e repudiar, genèricamente, e por preconceitos, as formas e imagens recentes, mais adaptadas aos novos materiais com os quais são hoje confeccionados; mas evitando, com sábio equilíbrio,  o excessivo realismo, de uma parte, e o exagerado simbolismo da outra, e tendo em conta as exigências  da comunidade cristã, mais do que o juízo e o gosto pessoal dos artistas, é absolutamente necessário dar livre campo também à arte moderna, SE ESTA SERVE, COM A DEVIDA REVERÊNCIA, E A DEVIDA HONRA AOS SAGRADOS EDIFÍCIOS E RITOS, DE MODO QUE ELA POSSA UNIR A SUA VOZ NO ADMIRÁVEL CÂNTICO DE GLÓRIA QUE OS GÉNIOS  CANTARAM, NOS SÉCULOS PASSADOS, À FÉ CATÓLICA.

Não podemos deixar, porém, por dever de consciência, de deplorar e reprovar aquelas imagens e formas, por alguns recentemente introduzidas, que parecem ser depravação e deformação da verdadeira arte, e que muitas vezes repugnam abertamente ao decoro, à modéstia e à piedade cristã, e ofendem, lamentàvelmente, o genuíno sentimento religioso; elas devem ser mantidas absolutamente afastadas e postas fora das igrejas como, em geral, “tudo o que não está em harmonia com a santidade do lugar”(C.I.C.can.1178).

Fiéis às normas e decretos dos Pontífices, cuidai diligentemente, veneráveis irmãos, de iluminar e dirigir a mente e a alma dos artistas, aos quais será confiado hoje o encargo de restaurar e reconstruir tantas igrejas destruídas ou arruinadas pela violência da guerra; possam e queiram eles, inspirando-se na Religião, encontrar os motivos mais dignos e adaptados às exigências do culto; assim, com efeito, felizmente acontecerá que as artes humanas, como vindas do Céu, brilhem com luz Eterna, promovam sumamente a humana civilização, E CONTRIBUAM PARA A GLÓRIA DE DEUS E A SANTIFICAÇÃO DAS ALMAS, POIS QUE AS ARTES SÃO, EM VERDADE, COMO ARMAS PARA A RELIGIÃO, QUANDO SERVEM COMO NOBILÍSSIMAS SERVAS DO CULTO DIVINO.

Mas há ainda uma coisa mais importante, veneráveis irmãos, que recomendamos de modo especial, à vossa solicitude e ao vosso zelo Apostólico. Tudo o que diz respeito ao culto religioso externo tem a sua importância, mas urge sobretudo que os cristãos vivam a vida litúrgica e alimentem e fortaleçam o seu espírito Sobrenatural.

Providenciai, pois, alacremente, para que o jovem clero seja formado na inteligência das cerimónias Sagradas, na compreensão da sua beleza e majestade, e aprenda diligentemente as rubricas, em harmonia com a sua formação ascética, teológica, jurídica e pastoral. E isso não sòmente por razões de cultura, não apenas para que o seminarista possa um dia cumprir os ritos da Religião com a ordem, o decoro e a dignidade necessárias, mas sobretudo para que seja educado em íntima união com Cristo sacerdote e se torne um santo ministro de santidade.»

Uma das grandes tragédias da nossa idade pós-Cristã consubstancia-se no desaparecimento, irrefragável, irreversível, da Fé Católica, como realidade social e cultural, MAS SEM PRÀTICAMENTE NINGUÉM DAR POR ISSO. O proverbial analfabetismo religioso dos povos, o mimetismo nominalista de automatismo psico-social, e sobretudo a forma parcialmente subliminal como foi efectivada a usurpação da face humana do Corpo Místico pela maçonaria internacional, explicam suficientemente este silencioso soçobrar.

É que chegámos a uma situação em que o culto público está quase integralmente extinto, em que já quase não há sacerdotes vàlidamente ordenados que ainda saibam o que são e o que é a Santa Madre Igreja. Assinale-se que os antisedevacantistas, ou seja aqueles que dogmatizam que a seita conciliar é a verdadeira Igreja Católica com verdadeiros papas e bispos, esses, já nem sequer podem possuir a noção da verdadeira Santa Madre Igreja, e como tal, JÁ NÃO PODEM ADMINISTRAR VÀLIDAMENTE OS SACRAMENTOS, PORQUE JÁ NÃO PODEM POSSUIR A INTENÇÃO FORMAL DE FAZER O QUE FAZ A SANTA MADRE IGREJA, PROCEDENDO EM CONFORMIDADE. Porque, na realidade, na nossa civilização, nos últimos sessenta anos, O PSICÓLOGO SUBSTITUIU TOTALMENTE O PADRE, O QUAL FOI USURPADO POR FUNCIONÁRIOS DA MAÇONARIA INTERNACIONAL.

A Fé Católica, a Santa Madre Igreja, volveram-se CURIOSIDADES ARQUEOLÓGICAS E ARTÍSTICAS. Assim se compreende, todo este desgosto pela perda da Catedral de Notre Dame. Desgosto, aliás, parcialmente contraditório com o pensamento progressista e mundano que qualifica a Idade Média como uma “Idade das trevas”. Como podem eles classificar como “treva”uma cultura e uma Fé que geraram as obras de arte que eles tanto admiram? Evidentemente, o seu amor à arte medieval é caracterizadamente e só arqueológico. Admiram esse passado artístico precisamente porque consideram, irreversìvelmente, extinta a Fé que lhe deu origem. Se a Santa Madre Igreja ainda existisse como realidade social e cultural, o mundo seria bem mais moderado no desgosto manifestado pela perda da Catedral de Notre Dame.

Ontològicamente, a arte verdadeiramente católica, incluindo aqui a música, SÓ PODERIA BROTAR, COMO EFECTIVAMENTE BROTA, DA FÉ TEOLOGAL FORMADA PELA CARIDADE SOBRENATURAL – E DE RIGOROSAMENTE MAIS NADA! Exactamente, como a horrorosa, a monstruosa, “arte” sacra actual só pode emanar da mentalidade modernista e ateia, da degenerescência total daquilo que outrora foi a Fé Católica. Pois que não passa de uma “arte” representativa de demónios. Alguém duvida? Então contemple o verdadeiro templo maçónico-satânico que dizem ser a nova basílica de Fátima; contemple a pretensa arte chinesa e indiana que só pode promanar de mentalidades pagãs.

A arte constitui a criação consciente, ou puramente ímplícita,  da Beleza; e esta define-se como o fulgor metafísico dos transcendentais reunidos. Quando o ser possui elevada magnitude de Entidade, de Unidade, de Verdade, de Bondade, essas propriedades transcendentais como que se exigem recìprocamente – É ESSE O FULGOR DA BELEZA.

Não é a perfeição da cópia (na pintura, na escultura) que constitui a beleza, pois que tal significa apenas habilidade técnica, que é condição necessária, mas não suficiente da Beleza; porque a arte, para o ser verdadeiramente, tem que constituir uma CÓPIA  ESPIRITUALMENTE IDEALIZADA. E essa idealização só o Anjo e o homem a podem facultar. Os Santos Anjos são grandes artistas, grandes músicos e grandes matemáticos, tanto mais que possuindo enorme poder sobre a matéria, fàcilmente a conformam às mais esplêndidas realidades espirituais e teológicas. Mesmo entre os homens, os espíritos muito ricos, quase sem darem por isso, criam espontaneamente Beleza. Muito pelo contrário, os espíritos pobres criam fealdade, carência de ser, e tão aberrantes são, que apelidam de beleza essa fealdade. Quase todas as manifestações de arte moderna padecem, hediondamente, dessa penúria espiritual. Só o conceito de arte não figurativa é positivamente asqueroso, por preterir a objectividade sublime da Criação Divina pela escuridão cavernosa de uma subjectividade doentia.

A decadência da arte, ou melhor, o culto da anti-arte, traduz na obra humana a privação moral de ser de que enferma. É certo de que o nada nunca pode constituir, nem a causa eficiente, nem a causa exemplar, nem mesmo a causa final, da operação humana – É UM SIMPLES RESULTADO! Mas este resultado só é possível quando a criatura espiritual age sem ter em conta a forma da Lei Eterna. E NÓS SABEMOS QUE DEUS NOSSO SENHOR É A SUMA ENTIDADE, A SUMA UNIDADE, A SUMA VERDADE, A SUMA BONDADE – E PORTANTO A SUMA BELEZA. Quem ama sobrenaturalmente a Deus sobre todas as coisas e ao próximo por amor de Deus, mesmo que não possua habilidade técnica, de qualquer forma irradiará, sobretudo na operação moral, o LUME DA ETERNA BELEZA. OS SANTOS SÃO AS OBRAS-PRIMAS DA GRAÇA DE DEUS.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 21 de Abril de 2019 Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

A CONCORDATA DE 1940 E A SACROSSANTA FÉ CATÓLICA

Meditemos nos seguintes Cânones extraídos da Constituição Dogmática “Dei Filius”, emanada  da III Sessão do Sagrado Concílio Vaticano I – 24 de Abril de 1870:

« I- Se alguém nega um só Deus verdadeiro, Criador e Senhor das coisas visíveis e invisíveis – SEJA ANÁTEMA.

   II- Se alguém não se envergonha de afirmar que não existe nada além da matéria – SEJA ANÁTEMA.

   III- Se alguém diz que a Substância e a Essência de Deus e de todas as coisas é única e idêntica – SEJA ANÁTEMA.

   IV- Se alguém afirma que as coisas finitas, sejam corporais, sejam espirituais, ou ao menos as espirituais, são emanações da Substância Divina; ou que a Essência Divina, manifestando-Se e evoluindo, Se transforma em qualquer coisa; ou enfim, que Deus é o Ser Universal,  ou indefinido, que determinando-Se produz a totalidade das coisas, diferente segundo os géneros, as espécies e os indivíduos – SEJA ANÁTEMA.

   V- Se alguém não confessa que Deus produziu do nada o mundo e todas as coisas que ele contém, espirituais e materiais, na totalidade da sua substância; ou se diz que Deus as criou, não com uma vontade livre de qualquer necessidade, mas tão necessàriamente criou, quanto necessàriamente Se ama a Si mesmo; ou se nega que o  mundo tenha sido criado para maior Glória de Deus – SEJA ANÁTEMA.

   VI- Se alguém diz que o Deus único e verdadeiro, Nosso Criador e Senhor, não pode ser conhecido com certeza, Graças à Luz natural da razão humana, através das coisas criadas – SEJA ANÁTEMA.

   VII- Se alguém diz que é impossível ou inútil que o homem seja instruído pela Razão Divina sobre Deus e o Culto que se Lhe deve prestar – SEJA ANÁTEMA.

   VIII – Se alguém diz que o homem não pode ser elevado por Deus a um conhecimento e a uma perfeição que superam o que lhe é natural, mas que por si próprio, pode e deve, com um contínuo progresso, atingir finalmente a posse do Verdadeiro e do Bem – SEJA ANÁTEMA.

   IX- Se alguém afirma que a razão humana é tão independente que Deus não pode comandar-lhe a Fé – SEJA ANÁTEMA.

   X- Se alguém diz que a Fé Divina não é distinta do conhecimento natural de Deus e da Moral e que, consequentemente, não é pedido pela Fé Divina que se creia na Verdade revelada devido à Autoridade de Deus que a revela – SEJA ANÁTEMA.

   XI- Se alguém diz que a Revelação Divina não pode tornar-se crível com sinais exteriores, e que por isso, os homens devem ser movidos à Fé ùnicamente pela experiência interior de cada um, ou por uma inspiração privada – SEJA ANÁTEMA.

   XII- Se alguém diz que os milagres são impossíveis e que, consequentemente, todas as narrações que os descrevem, também as contidas na Sagrada Escritura, devem ser incluídas entre as fábulas ou os mitos; os que os milagres não podem nunca ser comprovados com certeza, nem servir para provar eficazmente a origem Divina da Religião Cristã – SEJA ANÁTEMA.

   XIII- Se alguém diz que a adesão à Fé Cristã não é livre, mas que necessàriamente é produto dos argumentos da razão humana, ou que a Graça de Deus é necessária sòmente para a Fé viva que opera mediante a Caridade (Cf.Gal 5,6) – SEJA ANÁTEMA.

   XIV – Se alguém diz que os fiéis estão na mesma condição de aqueles que ainda não aderiram à verdadeira Fé, de tal modo que os católicos poderiam ter um justo motivo de a pôr em dúvida, suspendendo sua adesão à Fé que abraçaram sob o Magistério da Igreja, enquanto não completarem a demonstração científica dos motivos de credibilidade e da Verdade da sua Fé -SEJA ANÁTEMA.

    XV- Se alguém diz que a Revelação Divina não contém verdadeiros e próprios Mistérios, mas que todos os Dogmas da Fé podem ser compreendidos e demonstrados com a razão correctamente instruída, a partir dos princípios naturais – SEJA ANÁTEMA.

    XVI- Se alguém diz que as ciências humanas devem ser tratadas com uma liberdade, de tal modo que, se as suas afirmações se opuserem à Verdade Revelada, mesmo assim podem ser reconhecidas como verdadeiras, não podendo ser proscritas pela Santa Igreja – SEJA ANÁTEMA.

    XVII- Se alguém diz ser possível que aos Dogmas da Igreja, com o progresso da ciência, às vezes deva ser atribuído um sentido diferente daquele que foi reconhecido e reconhece a Santa Igreja – SEJA ANÁTEMA.

    Fiéis, então, ao nosso Supremo Ofício Pastoral, por amor de Cristo, nós esconjuramos a todos os cristãos, e especialmente aqueles que são revestidos de autoridade, ou que têm a incumbência de ensinar, e pela Autoridade do mesmo Deus e Salvador nosso, mandamos a eles que orientem seu estudo e sua acção para afastar e eliminar esses erros da Santa Igreja e difundir melhor a puríssima Luz da Fé.

Todavia, por não ser suficiente apenas evitar a perversidade da heresia, se ao mesmo tempo, também se não presta muita atenção em fugir daqueles erros que lhe estão mais ou menos próximos, recordamos a todos o dever de observar também  os costumes e os decretos com os quais a Santa Sé proscreveu e proibiu as opiniões perversas, que aqui não estão expressamente elencadas.»

Quando nós lemos, por exemplo, a História da Igreja de Cristo, de Daniel Rops (1901-1965) – sem dúvida útil pelo grande volume de dados que apresenta – não podemos deixar de concluir pelo fraco conceito que esse senhor fazia da Sacrossanta Fé Católica. Como podia ele considerar como possuindo uma “grande Fé” populações totalmente imersas no pecado mortal e na mais vil superstição, só porque eram baptizadas? Ai de nós! Porque o Cardeal Cerejeira (1888-1977), no seu livro “A Igreja e o Pensamento contemporâneo”, publicado em 1928, ostentando um optimismo absurdo no que concerne a um certo número de conversões, ou pseudo-conversões, de intelectuais franceses, ocorridas no final do século XIX e princípios do século XX, quase que antecipa uma conversão geral da Europa laica e revolucionária. Chega ao extremo de considerar que Eça de Queirós se teria convertido, só porque à hora da morte, depois de uma vida eivada de escândalos e de requintada pornografia, terá repetido, mecanicamente, as orações que a esposa lhe sugeria. Não estou a afirmar que o Cardeal Cerejeira fosse modernista, mas era certamente inconsequente e displicente, defeitos graves que, como sabemos, estiveram na origem da catástrofe do Vaticano 2: O TORPOR, A INDOLÊNCIA DE ALMA É ABSOLUTAMENTE INCOMPATÍVEL COM A FORÇA SOBRENATURAL NECESSÁRIA AO COMBATE CONTRA OS MAIORES INIMIGOS DA SANTA MADRE IGREJA – OS MODERNISTAS! Sabe-se da existência de uma epístola que, em 1933, o Cardeal Cerejeira enviou ao Presidente de Portugal, Marechal Carmona, queixando-se, aliás inùtilmente, mas com toda a razão, do laicismo e do ateísmo da nova Constituição confeccionada pelo seu amigo Oliveira Salazar. Mais tarde, o Cardeal Cerejeira, também em correspondência particular, apodá-lo-ia (a ele Salazar) de réu de todas as censuras impostas pela Santa Igreja contra os espoliadores do património eclesiástico. Isto acontecia, porque Salazar se mostrava extremamente avarento na devolução das edificações do património eclesiástico esbulhadas pela dita República de 1910. Ainda assim, Cerejeira jamais deveria ter aceite a Concordata laica de 1940, comunicando-o, no devido tempo, à Santa Sé, que neste caso recusaria decerto a assinatura do acordo. Poderia, talvez, constituir uma Concordata aceitável num país cujo paganismo jamais tivesse recebido a mensagem cristã, mas não num país, que sendo embora, na realidade, apóstata, se integrava na antiga Tradição Católica. E se é verdade, que quando a Santa Sé assina uma Concordata, tal não significa que apoie o regime político com quem entra em acordo, também não é menos verdade, que tratando-se de um país de raízes históricas cem por cento católicas, não pode contentar-se com menos do que com um Estado realmente católico, ainda que o povo o seja apenas nominalmente, como sempre. Porque quando a Santa Sé assina uma Concordata com um regime de um País, tal implica, jurìdicamente, que o Episcopado desse país  DEIXA DE PODER ATACAR, DIRECTAMENTE, A NATUREZA VICIADA DESSE REGIME, assim como este cessa, legalmente, de poder pugnar contra a Igreja. António de Oliveira  Salazar, cujo único verdadeiro e excelso serviço prestado à Nação, foi conservá-la, a ela e ao bloco Ibérico, neutrais na Segunda Guerra Mundial, assumiu-se sempre como um político maurrassiano, ateu, indiferente (e por vezes até hostil) perante o reinado Espiritual e Temporal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quanto ao Cardeal Cerejeira, insiste-se, não sendo modernista, a única vez que censurou, ainda que muito indirectamente, o regime de Salazar, terá sido – não o posso, contudo, garantir, aquando da inauguração e consagração do Monumento a Cristo Rei, em 1959, no decurso da qual, Salazar havia proibido ao Presidente da República, Almirante Américo Tomás e bom Católico, o assumir, oficialmente, em Nome do Estado Português, a consagração episcopal de Portugal ao Santíssimo Coração de Jesus. Américo Tomás desejaria ter procedido, como Chefe de Estado, a essa consagração. A razão apresentada por Cerejeira pela sua brandura face ao regime do Estado Novo foi o grave (e justificado) temor de que Salazar, fiel ao seu laicismo, denunciasse a Concordata, recomeçando as perseguições violentas à Igreja Portuguesa. Mesmo assim, a personalidade do Cardeal Cerejeira não faz Jus àquilo que deve constituir o verdadeiro e heróico ascendente religioso e moral de um Bispo Católico.                

Poder-se-ia argumentar que quando a Santa Sé assina um acordo concordatário pode assim proceder como um mal menor, precisamente porque já não pode tentar obter mais benefícios, de ordem religiosa, moral e material, sem incorrer no perigo de tudo perder. Sem dúvida que é assim, mas tratando-se de um país de antiga Tradição Católica, que possui uma Constituição ateia, como a portuguesa de 1933, mais vale não assinar uma Concordata do que ficar MANIETADO, LEGALMENTE IMPOTENTE PARA REAGIR DIRECTAMENTE CONTRA ESSE REGIME ATEU. Neste quadro conceptual, é preferível continuar a tentar, por meios indirectos, melhorar a forma político-coactiva, ou seja o regime, de um Estado, já que assim proceder, por meios directos e positivos, ocasionaria um mal maior; MAS PODENDO LEGÌTIMAMENTE, LEGALMENTE, JÁ QUE NÃO SE ASSINA A CONCORDATA, CONTINUAR A INTERVIR, PONTUALMENTE, VIGOROSAMENTE, SOBRE OS DESMANDOS CONCRETOS DESSE REGIME.

Mas, acrescentam os defensores da Concordata, sem este acordo continuaria a perseguição aos católicos. Mesmo nesse caso, a Igreja permaneceria, legalmente, com as mãos livres para denunciar as prepotências desse regime, sem ter de se submeter, legalmente, concordatáriamente, a uma censura permanente ao seu Sagrado Magistério. Ainda que segundo a Concordata de 1940, a censura de Estado não se aplicasse aos documentos estritamente eclesiásticos, a pressão subsequente sobre os mesmos era muito grande.

O grande problema para a tibieza destes homens é que não possuem um espírito profundamente Sobrenatural; aquele espírito que procede a uma leitura, ou melhor a uma contemplação de tudo o que é e acontece, SEMPRE COM OS OLHOS POSTOS EM DEUS UNO E TRINO, EM NOSSO SENHOR JESUS CRISTO E EM TODOS OS SEUS MISTÉRIOS SOBRENATURAIS. A CHAVE DA FÉ CATÓLICA É QUE O NOSSO PRINCÍPIO É IGUALMENTE O NOSSO FIM, E CONSTITUI TAMBÉM O ÚNICO LUME IRRADIANTE PARA OS MEIOS E PARA OS FINS SECUNDÁRIOS DESTE POBRE MUNDO.  Por isso estes homens procedem com tanta superficialidade, com tanta irresponsabilidade Sobrenatural. O MUNDO, E OS MESMOS HOMENS DE IGREJA, MESMO EM ÉPOCAS NORMAIS, NÃO SÃO, SIMPLES, PUROS, INOCENTES, CÂNDIDOS, MAS TAMBÉM VIRIS, PORQUE NÃO CONHECEM O FULGOR INCRIADO DOS BENS ETERNOS.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

lisboa, 18 de Abril de 2019 Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

A DEPOSIÇÃO DOS CHEFES DA IGREJA E DOS CHEFES DE ESTADO POR HERESIA

Escutemos o Papa Paulo IV, no texto integral da sua Bula “CUM EX APOSTOLATUS”, promulgada em 15 de Fevereiro de 1559:

«Pelo nosso cargo Apostólico, a nós confiado por Deus, não obstante a fraqueza de nossos méritos, decorre para nós a preocupação constante com o rebanho do Senhor. Em consequência, para o guardar fielmente e o dirigir salutarmente, tal como um pastor vigilante, nós devemos velar, com assiduidade, e providenciar, com atenção, para que sejam repelidos para longe do redil de Nosso Senhor Jesus Cristo aqueles que, na nossa época, pecadores inveterados, apoiando-se sobre as suas próprias luzes, se insurgem, com uma insolência perversa,  contra o ensinamento da Fé Ortodoxa,  pervertendo por invenções supersticiosas e factícias a inteligência das Sagradas Escrituras; agitam-se no sentido de rasgar a unidade da Santa Igreja, bem como a túnica sem costura de Nosso Senhor, para que eles possam continuar o ensinamento do erro, com menosprezo da sua condição de discípulos da Verdade.

Nós consideramos a situação actual, BASTANTE GRAVE E PERIGOSA, para que o Romano Pontífice, Vigário de Deus e de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a Terra, REVESTIDO DA PLENITUDE DO PODER SOBRE AS NAÇÕES E OS REINOS, JUIZ DE TODOS OS HOMENS, E NÃO PODENDO SER JULGADO POR NINGUÉM NESTE MUNDO, POSSA, CONTUDO, SER CONTRADITADO SE ELE SE DESVIA DA FÉ. E pois que aí, onde o perigo se propaga, aí, onde ele se torna mais profundo, aí mesmo é necessário velar com mais diligência, de tal maneira que pseudo-profetas, ou homens revestidos de uma jurisdição secular, não possam prender nas suas armadilhas as almas da gente simples, arrastando com eles à perdição e à condenação inumeráveis povos, colocados sob o seu cuidado e a sua administração, seja temporal, seja espiritual. E para que nós não pudéssemos jamais ver no Lugar-Santo A ABOMINAÇÃO DA DESOLAÇÃO, predita pelo Profeta Daniel, nós podemos, tanto quanto queremos, com a ajuda de Deus e segundo o nosso cargo pastoral, capturar as raposas ocupadas a devastar a Vinha do Senhor, bem como afastar os lobos dos redis, a fim de que não nos assemelhemos aos cães mudos, impotentes para ladrar, para não perdermos a nossa alma com os maus servidores e não sermos assimilados a mercenários.

Após amadurecida deliberação a este respeito, com os nossos veneráveis irmãos Cardeais da Santa Igreja Romana, repousando sobre o seu conselho e com seu assentimento unânime, pela Nossa Autoridade Apostólica, nós aprovamos e renovamos todas e cada uma das sentenças, censuras e penas de excomunhão, interdito, privação e outras, quaisquer que elas sejam, veiculadas e promulgadas pelo Romanos Pontífices, Nossos Predecessores, ou tidas como tais, seja mesmo pelas suas Cartas circulares (extravagantes), recebidas pela Igreja de Deus, nos Santos Concílios, seja por Decretos e Estatutos dos nossos santos padres conciliares, seja pelos santos Cânones, Constituições ou Ordenamentos Apostólicos, veiculados e promulgados, de qualquer forma que seja, contra os heréticos e os cismáticos, OBSERVADOS PERPÈTUAMENTE; SE POR ACASO ELES NÃO O SÃO, QUE ELES SEJAM RESTABELECIDOS EM PLENA OBSERVÂNCIA, E ASSIM DEVEM PERMANECER.

Além disso, quem quer que seja preso, confesso e convencido de se ter desviado da Fé Católica, haver caído em alguma heresia ou cisma, tê-la suscitado, ou a ela aderido, ou ainda (que Deus, na Sua Clemência, e na Sua Bondade para com todos os homens, Se digne impedir) se alguém, futuramente, vier a  incorrer em heresia ou cisma, suscitá-los, ou a eles aderir, e que seja surpreendido em flagrante delito desse desvio, incitação, ou adesão, que de tal seja confesso ou convencido, de qualquer estado, dignidade, ordem, condição e preeminência, qualquer que seja, mesmo Bispo, Arcebispo, Patriarca, Primaz, ou de dignidade eclesiástica ainda superior, honrado pelo Cardinalato, e onde quer que seja, investido do cargo de Legado da Sé Apostólica, perpétua e temporária, ou que resplandeça com uma excelência e autoridade seculares, Conde, Barão, Marquês, Duque, Rei, Imperador, quem quer que seja entre eles, esse incorrerá nas sentenças, censuras, e penas suprareferidas; nós o queremos e decretamos.

Considerando, contudo, que constitui um bem o afastar-se do mal, pelo temor das penas, aqueles que se não abstêm dele por amor da virtude; que os Bispos, Arcebispos, Patriarcas, Primazes, Cardeais, Legados, Condes, Barões, Marqueses, Duques, Reis e Imperadores, que devem guiar os outros e servir-lhes de exemplo A FIM DE OS MANTER NA FÉ CATÓLICA, PECAM MAIS GRAVEMENTE DO QUE OS OUTROS SE VÊM A PREVARICAR, POIS QUE, NÃO SÒMENTE ELES SE PERDEM A ELES MESMOS, MAS MAIS AINDA, ELES ARRASTAM COM ELES À PERDIÇÃO E AO ABISMO DA MORTE INUMERÁVEIS POVOS CONFIADOS A SEUS CUIDADOS E À SUA AUTORIDADE, OU OS SEUS SÚBDITOS DE QUALQUER OUTRA FORMA, SOBRE UM SEMELHANTE CONSELHO E ASSENTIMENTO (DOS CARDEAIS), EM VIRTUDE DESTA NOSSA CONSTITUIÇÃO VÁLIDA PERPÈTUAMENTE, POR ÓDIO DE UM TÃO GRANDE CRIME, O MAIS GRAVE E PERNICIOSO POSSÍVEL NO SEIO DA IGREJA DE DEUS, NA PLENITUDE DO NOSSO PODER APOSTÓLICO, NÓS DECIDIMOS, ESTATUÍMOS, DECRETAMOS E DEFINIMOS O QUE SE SEGUE:

As sentenças, censuras e penas suprareferidas guardam toda a sua força e a sua eficácia implicando os seus efeitos. Em consequência, todos e cada um dos Bispos, Arcebispos, Patriarcas, Primazes, Cardeais, Legados, Condes, Barões, Marqueses, Duques, Reis e Imperadores, que neste dia, como é declarado, se desviaram e caíram na heresia, ou no cisma, foram surpreendidos a suscitá-los (à heresia e ao cisma), ou a eles aderirem, sejam disso confessos e convencidos; todos e cada um, pois que o seu crime não os torna mais indignos de perdão que todo o resto do mundo, além das sentenças, censuras e penas suprareferidas, SERÃO PRIVADOS DEFINITIVAMENTE, E POR ESTE MESMO FACTO, SEM RECURSO A QUALQUER OUTRO DIREITO OU FACTO, DE SUAS IGREJAS, CATEDRAIS, METROPOLITANAS, PATRIARCAIS, PRIMACIAIS, DA SUA DIGNIDADE CATEDRALÍCIA, DE TODO E QUALQUER CARGO DE LEGADO, COMO TAMBÉM DE QUALQUER VOZ ACTIVA OU PASSIVA, DE TODA A AUTORIDADE, MOSTEIROS, BENEFÍCIOS E FUNÇÕES ECLESIÁSTICAS, SEJAM ELES SECULARES OU REGULARES, DE TODAS AS ORDENS, QUE ELES HOUVESSEM OBTIDO POR CONCESSÕES OU DISPENSAS APOSTÓLICAS, COMO TITULARES, COMENDATÁRIOS, ADMINISTRADORES, OU DE ALGUMA OUTRA FORMA, NOS QUAIS E SOBRE OS QUAIS ELES GOZASSEM DE ALGUM DIREITO; ELES SERÃO PRIVADOS IGUALMENTE DE TODOS OS FRUTOS, RENDAS E PRODUTOS A ELES DESIGNADOS E RESERVADOS; DE IDÊNTICA FORMA, OS CONDES, BARÕES, MARQUESES, DUQUES, REIS E IMPERADORES, DELES SERÃO PRIVADOS, RADICALMENTE, TOTALMENTE, PERPÈTUAMENTE.

Por outro lado, todas estas pessoas serão consideradas como inabilitadas e impróprias para estas funções, como relapsos e subversivos, em tudo e por tudo, como se eles tivessem anteriormente abjurado de uma tal heresia; JAMAIS, EM NENHUM MOMENTO, ELES NÃO PODERÃO SER RESTITUÍDOS, RECOLOCADOS, REINTEGRADOS E REABILITADOS NO SEU PRECEDENTE ESTADO, AS SUAS IGREJAS CATEDRAIS, METROPOLITANAS, PATRIARCAIS, PRIMACIAIS, A SUA DIGNIDADE CATEDRALÍCIA, OU ALGUMA OUTRA DIGNIDADE, MAIOR OU MENOR, A SUA VOZ ACTIVA OU PASSIVA, A SUA AUTORIDADE, OS SEUS MOSTEIROS E BENEFÍCIOS, OS SEUS CONDADOS, BARONIAS, MARQUESADOS, DUCADOS, REINOS E IMPÉRIOS; MAIS AINDA, ELES SERÃO ENTREGUES À DECISÃO DO PODER SECULAR PARA SOFREREM A SUA JUSTA PUNIÇÃO (1), A MENOS QUE DEMONSTREM OS SINAIS DE UM VERDADEIRO ARREPENDIMENTO, BEM COMO OS FRUTOS DE UMA CONVENIENTE PENITÊNCIA; ELES SERÃO, ENTÃO, POR BONDADE E CLEMÊNCIA DA PRÓPRIA SANTA SÉ, RELEGADOS PARA ALGUM MOSTEIRO, OU OUTRO LOCAL REGULAR, PARA AÍ SE ENTREGAREM  A UMA PENITÊNCIA PERPÉTUA, ALIMENTADOS PELO PÃO DA DOR E DESSEDENTADOS PELA ÁGUA DA AFLIÇÃO.                      

ELES SERÃO CONSIDERADOS, TRATADOS E REPUTADOS COMO TAIS (RELAPSOS E SUBVERSIVOS) POR TODO O MUNDO, DE QUALQUER ESTADO, NÍVEL, ORDEM, CONDIÇÃO E PREEMINÊNCIA QUE SEJA, E DE QUALQUER DIGNIDADE, MESMO EPISCOPAL, ARQUIEPISCOPAL, PATRIARCAL,PRIMACIAL, OU OUTRA ALTA DIGNIDADE ECLESIÁSTICA, MESMO A DIGNIDADE CARDINALÍCIA; OU AINDA, DE QUALQUER AUTORIDADE SECULAR E EXCELÊNCIA DE QUE SE ESTEJA REVESTIDO, CONDE, BARÃO, MARQUÊS, DUQUE, REI OU IMPERADOR: COMO TAIS, DEVEM SER EVITADOS E PRIVADOS DE TODA A CONSOLAÇÃO HUMANA.

Quem quer que pretenda possuir um direito de Padroado ou de nomeação de pessoa apta a governar as Igrejas Catedrais, Metropolitanas, Patriarcais, Primaciais,  ou de Mosteiros, ou outros benefícios eclesiásticos tornados vagos desta forma, a fim de não os expor aos inconvenientes de uma longa vacatura, após terem sido arrancados da escravatura dos heréticos, e com o fim de os confiar a pessoas aptas a dirigir fielmente os povos nos caminhos da justiça, esse será obrigado a apresentar as referidas pessoas às Igrejas, Mosteiros e outros benefícios, nos limites de tempo fixados pelo Direito Canónico, ou por contratos particulares, ou estatuído de acordo com a Santa Sé; da mesma forma, será obrigado a No-las apresentar, a Nós mesmo, ou ao Pontífice reinante nesse momento; decorrido esse lapso de tempo, a plena e livre disposição das Igrejas, Mosteiros e benefícios suprareferidos reverterá, de pleno direito, para Nós, ou para o Pontífice suprareferido.

Além disso, QUEM QUER QUE OUSASSE, CIENTEMENTE, E DE QUALQUER FORMA QUE SEJA, ACOLHER, DEFENDER, FAVORECER, OU CRER NOS CULPADOS PRESOS SOB CONFISSÃO OU PROVAS DE HERESIA, OU AINDA ENSINAR OS SEUS ERROS, ESSE INCORRERÁ, PELO FACTO MESMO, NUMA SENTENÇA DE EXCOMUNHÃO, TORNA-SE FORA DA LEI: TODA A PALAVRA, ACTO PESSOAL, ESCRITO, MENSAGEM, TUDO LHE SERÁ INTERDITO; ELE PERDERÁ TODO O DIREITO ÀS FUNÇÕES PÚBLICAS OU PRIVADAS, CONSELHOS, SÍNODOS, CONCÍLIO GERAL OU PROVINCIAL, CONCLAVE DE CARDEAIS, ASSEMBLEIA DOS FIÉIS, ELEIÇÕES, TESTEMUNHO EM JUSTIÇA; PORTANTO, ELE JAMAIS AÍ SERÁ ADMITIDO. ELE SERÁ, AINDA, INABILITADO PARA TESTAR, PARA HERDAR, E NINGUÉM PODERÁ RESPONDER POR ELE EM NENHUM NEGÓCIO. SE O HEREGE FOR JUIZ, AS SUAS SENTENÇAS NÃO POSSUIRÃO NENHUM VALOR, E NENHUMA CAUSA PODERÁ SER SUBMETIDA AO SEU JULGAMENTO; SE O HEREGE FOR ADVOGADO, O SEU PATROCÍNIO NÃO SERÁ, EM ABSOLUTO, ACEITE; SE O HEREGE FOR NOTÁRIO, OS SEUS ACTOS NÃO POSSUIRÃO NENHUM ALCANCE, NENHUMA IMPORTÂNCIA.

Os clérigos serão privados de todas e de cada uma das suas dignidades, das suas Igrejas, mesmo Catedrais, Metropolitanas, Patriarcais e Primaciais, dos seus Mosteiros, Benefícios e funções eclesiásticas, mesmo obtidas, como é dito, regularmente.

ELES MESMOS, COMO OS LEIGOS, AINDA QUE REVESTIDOS REGULARMENTE DAS DIGNIDADES SUPRAREFERIDAS, SERÃO PRIVADOS, MESMO EM POSSE REGULAR, IPSO FACTO, DE TODO O REINO, DUCADO OU DOMÍNIO, FEUDO, E OUTROS BENS TEMPORAIS. OS SEUS REINOS, DUCADOS, DOMÍNIOS E FEUDOS, BEM COMO OUTROS BENS DESTE TIPO, SERÃO ADJUDICADOS AO ESTADO, TORNANDO-SE SUA POSSE. DE DIREITO, ELES PERTENCERÃO AO PRIMEIRO ADQUIRENTE, SE ESTE, COM UMA FÉ SINCERA, SE ENCONTRAR UNIDO À SANTA IGREJA ROMANA, SOB NOSSA OBEDIÊNCIA E DOS NOSSOS SUCESSORES, OS PONTÍFICES ROMANOS CANÒNICAMENTE ELEITOS.

Mais ainda: Se algum dia sucedesse que um Bispo, desempenhando mesmo a função de Arcebispo, de Patriarca ou de Primaz; que um Cardeal da Santa Igreja Romana, mesmo Legado; OU QUE O MESMO SOBERANO PONTÍFICE, ANTES DA SUA PROMOÇÃO E ELEVAÇÃO AO CARDINALATO, OU AO SOBERANO PONTIFICADO, DESVIANDO-SE DA FÉ CATÓLICA, INCORRESSE NALGUMA HERESIA, A SUA PROMOÇÃO E ELEVAÇÃO, MESMO SE ELA TIVESSE TIDO LUGAR COM A CONCORDÂNCIA E O ASSENTIMENTO UNÂNIME DE TODOS OS CARDEAIS, SERIA NULA E SEM VALOR, INEXISTENTE. A SUA POSSE DO CARGO, CONSAGRAÇÃO, GOVERNO, ADMINISTRAÇÃO, TUDO DEVERÁ SER TIDO POR ILEGÍTIMO.

SE SE TRATAR DO SOBERANO PONTÍFICE, NÃO SE PODERÁ PRETENDER QUE A SUA ENTRONIZAÇÃO, ADORAÇÃO (AJOELHAÇÃO PERANTE ELE), JURAMENTO DE OBEDIÊNCIA, O DECURSO DO TEMPO, QUALQUER QUE ELE SEJA, DO SEU REINADO, QUE TUDO ISSO POSSA CONVALIDAR, OU POSSA CONVALIDAR O SEU PONTIFICADO, ESTE JAMAIS PODE SER TIDO POR LEGÍTIMO, NEM NENHUM DOS SEUS ACTOS.

TAIS HOMENS, PROMOVIDOS A BISPOS, ARCEBISPOS, PATRIARCAS, PRIMAZES, CARDINAIS, OU MESMO AO SOBERANO PONTIFICADO, NÃO PODEM SER REPUTADOS COMO TEREM RECEBIDO OU PODER RECEBER ALGUM DIREITO DE ADMINISTRAÇÃO, NEM NO DOMÍNIO ESPIRITUAL, NEM NO DOMÍNIO TEMPORAL. TODOS OS SEUS DITOS, FEITOS E GESTOS, A SUA ADMINISTRAÇÃO E TODOS OS SEUS EFEITOS, TUDO É DESTITUÍDO DE VALOR, NÃO CONFERINDO, CONSEQUENTEMENTE, QUALQUER AUTORIDADE, NÃO OUTORGANDO ALGUM DIREITO, SEJA A QUEM FOR. ESTES HOMENS, ASSIM PROMOVIDOS, SERÃO PORTANTO, SEM NECESSIDADE DE NENHUMA DECLARAÇÃO ULTERIOR, PRIVADOS DE TODA E QUALQUER DIGNIDADE, LUGAR, HONRA, TÍTULO, AUTORIDADE, FUNÇÃO OU PODER, MESMO SE TODOS E CADA UM DESTES HOMENS (PROMOVIDOS PELO PRETENSO PAPA) SE NÃO DESVIARAM PESSOALMENTE DA FÉ, CAINDO NO CISMA OU NA HERESIA, SENÃO APÓS A SUA ELEIÇÃO, SEJA SUSCITANDO, SEJA ABRAÇANDO ESSES ERROS. 

Quanto às pessoas sujeitas ao pretenso Pontífice, também os clérigos seculares e regulares, leigos e cardeais incluídos, que tivessem participado na eleição do Pontífice Romano, este já fora da Fé Católica, por heresia ou cisma, ou que nisso consentissem de qualquer outra maneira, que neste contexto tenham prometido obediência, que se tivessem ajoelhado perante o falso Pontífice; assim também, o pessoal do Palácio, os Prefeitos, Capitães e outros oficiais da nossa Cidade-Mãe, bem como de todos os Estados da Igreja, da mesma forma, quem quer que se vinculasse a tais pessoas, através de homenagem, juramento ou caução, em lugar de renunciar permanentemente a lhes prestar obediência e a servi-las impunemente, de os evitar como aos mágicos, pagãos, publicanos e heresiarcas: Todas estas pessoas submetidas, se elas pretendem, contudo, permanecer vinculadas, fiéis e obedientes, aos futuros Bispos, Arcebispos, Patriarcas, Primazes, Cardeais, bem como ao Romano Pontífice, CANÒNICAMENTE INSTALADOS; se elas querem continuar a exercer a sua função e administração, tendo em vista os seus próprios interesses, criando a confusão de invocar contra os seus superiores a intervenção do braço secular, sem ao mesmo tempo tomarem ocasião de retractarem a sua fidelidade e a sua obediência aos seus superiores, então, TODAS ESSAS PESSOAS SERÃO SUBMETIDAS AO CASTIGO DAS CENSURAS E DAS PENAS QUE ATINGEM AS PESSOAS QUE RASGAM A TÚNICA DO SENHOR.

Que ninguém, portanto, se permita transgredir este documento, o qual exprimindo a nossa decisão, inovação, sanção, estatuto, derrogação, decreto, interdição, ou de a ele se opor com audácia temerária. Se qualquer um tiver essa presunção, ele incorreria, que ele saiba, NA INDIGNAÇÃO DE DEUS TODO PODEROSO E DOS BEM-AVENTURADOS APÓSTOLOS SÃO PEDRO E SÃO PAULO.»

(1) Neste caso, que é dos mais graves, a pena só poderia ser a morte pelo fogo. Exactamente, justamente, a pena sofrida por Giordano Bruno, que era sacerdote, em 1600, depois das autoridades romanas esperarem 12 anos pela sua conversão.

Transcrevi a totalidade da Bula ” CUM EX APOSTOLATUS” também para que se observe, condignamente, se acaso ainda seja necessário, a abissal contradição entre a Santa Madre Igreja de sempre e os dejectos espirituais e morais emanados da amaldiçoada seita conciliar.

O Papa Paulo IV vivia aterrorizado com a hipótese de um Luterano aceder ao Sólio Pontifício, porque sabia que o Sacro Colégio estava infectado de heresia, nomeadamente o Cardeal Morone, o qual seria preso.  

À luz desta Bula – que jamais foi revogada, nem poderia ser, pois legisla directamente aplicando o Direito Divino Sobrenatural – toda a hierarquia da seita conciliar é inválida, sem autoridade de nenhuma espécie. Além disso, os falsos papas do concílio, JAMAIS O FORAM, POIS NÃO FORAM INVESTIDOS POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO NO SOBERANO PONTIFICADO. A presente Bula confirma a Tese de que o Pontificado não se pode perder (salvo por renúncia do próprio) e que, consequentemente, QUEM NÃO É PAPA – NUNCA FOI PAPA!

Assinale-se, porém, que a leitura da Bula permite concluir que a heresia citada É A HERESIA PURAMENTE EXTERNA, SEM NECESSIDADE DE QUE SEJA PÚBLICA OU NOTÓRIA. Efectivamente, todos os actos externos do baptizado caem logo sob a autoridade do Direito Canónico. São Tomás ensinou que a heresia já é merecedora de punição mesmo prescindindo do dano social que possa causar, porque CONSTITUI UMA OFENSA MORTAL AO REI DOS REIS.

A Bula “CUM EX APOSTOLATUS” demonstra, ostensivamente, outra realidade profundíssima do Direito Divino Sobrenatural: QUE O ROMANO PONTÍFICE POSSUI UM PODER TEMPORAL PRÓPRIO E SUBSTANCIAL, SEMPRE AO SERVIÇO DO PODER ESPIRITUAL, E QUE EMBORA, ORDINÀRIAMENTE, TAL PODER TEMPORAL DEVA SER CONFIADO A CÉSAR, SE ESTE FALHAR NA SUA MISSÃO, TAL PODER PODE E DEVE SER PERFEITAMENTE REASSUMIDO PELO SOBERANO PONTÍFICE.

Neste quadro conceptual, a Cátedra de São Pedro pode e deve proceder à deposição dos Reis e Imperadores, se estes forem infiéis à Fé Católica e à Santa Madre Igreja, ou até mesmo se eles forem, pessoalmente, acentuadamente indignos. Não só pode privá-los, de facto, do exercício do Poder, como sucedeu com o rei de Portugal D.Sancho II, suspenso por Inocêncio IV em 1245, como ainda excluí-los, de Direito, do Trono, susbstituindo-os por outro membro da Família Real, ou mesmo constituindo nova Dinastia. Donde se conclui que todos os chefes de Estado actuais, ministros e outros altos funcionários, dos Estados da antiga Tradição Católica, estão EXCOMUNGADOS E SÃO RÉUS DE PENA DE MORTE.

Tomba, miseràvelmente, por terra, a hedionda doutrina conciliar da independência do Poder Civil face ao Poder Religioso Católico. TUDO FOI CRIADO POR, E PARA, DEUS NOSSO SENHOR E TUDO DELE DEPENDE ESSENCIALMENTE, METAFÌSICAMENTE, TEOLÒGICAMENTE. O PODER CIVIL GOZA DE UMA AUTONOMIA INTRÍNSECA, POLÍTICA, ADMINISTRATIVA, JUDICIAL E TÉCNICA, MAS ENCONTRA-SE, NOS SEUS FUNDAMENTOS E NOS SEUS FINS, ESSENCIALMENTE, SUBMETIDO À SANTA IGREJA, NA PESSOA DO AUGUSTO SUCESSOR DE PEDRO.

Outra realidade extremamente importante que se infere da Bula “CUM EX APOSTOLATUS” É A DA NECESSIDADE DE PUNIÇÕES EXTREMAMENTE SEVERAS PARA O CISMA E A HERESIA, QUER NA ORDEM ESPIRITUAL, QUER NA ORDEM TEMPORAL. Efectivamente, se a Soberania de Deus Nosso Senhor é absoluta, no Seu Dogma, na Sua Moral, e mesmo nas realidades filosóficas sobre as quais assenta a Doutrina Sagrada, ENTÃO O PODER CIVIL DEVE TUTELAR, INTEGRALMENTE, RIGOROSAMENTE, TUDO O QUE DE ALGUMA FORMA, SUBSTANCIAL E ACIDENTALMENTE, SE RELACIONE COM A GLÓRIA EXTRÍNSECA DE DEUS E A SALVAÇÃO DAS ALMAS.

Afirmar, como o faz a seita conciliar, E ATÉ MESMO OS DITOS ELEMENTOS MUITO CONSERVADORES, que as leis civis não devem ter em linha de conta os fundamentos religiosos, os quais pertenceriam à esfera íntima do cidadão – É PURO ATEÍSMO LIBERTINO!

É evidente, que à luz da Bula “CUM EX APOSTOLATUS” TODOS OS HERESIARCAS, COMEÇANDO PELO MAIS ELEVADO, DA HEDIONDA SEITA CONCILIAR – QUE É A MAÇONARIA INTERNACIONAL E NÃO A SANTA MADRE IGREJA – MERECEM, EXEMPLARMENTE, A PENA DE MORTE, SEM REMISSÃO POSSÍVEL. NA MESMA PENA INCORREM OS CHEFES DA EX-FRATERNIDADE TORNADA APÓSTATA, DUPLAMENTE PARRICIDA E GENOCIDA DE ALMAS.

A seita conciliar mais não é do que uma enxurrada de detritos asquerosos que o oceano Inferno, comandado por satanás, lançou sobre a Terra, com a permissão, e concomitantemente, a Vontade de Deus. Permissão, enquanto a apostasia e o deicídio são males tremendos, que em si mesmos Deus não pode querer, mas sòmente permitir; Vontade de Deus, na exacta medida em que o eclipse da Santa Madre Igreja, usurpada e conquistada pela maçonaria na sua face humana, constitui um castigo pré-escatológico para o verdadeiro ciclone de pecados que é a Humanidade. Deus Uno e Trino, conhece o mal por oposição metafísica e Teológica à Sua Essência. Consequentemente, só pode querer o mal enquanto essa privação qualificada de ser se insere na globalidade sapiencial e providencial do mundo que Deus realmente quis, e efectivamente criou, para Sua maior Glória, e nessa Glória e só nela, para salvação dos eleitos. Pois que a presença do mal serve à exaltação e qualificação do Bem, na Santidade desses mesmos eleitos.

Sabe-se hoje que Monsenhor Lefebvre não teve conhecimento da Bula “CUM EX APOSTOLATUS”; nem mesmo o Abade Coache, insigne canonista, terá obtido tal conhecimento. No entanto, trata-se de um documento valiosíssimo, desprezado pelos modernistas e mesmo pelos mais conservadores. O pior cego é sempre o que não quer ver; a recusa de ver, de analisar, de meditar, constitui, neste caso, VERDADEIRO PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO, pois configura a própria rejeição positiva da Verdade devendo ser conhecida como tal. Só a prévia apostasia da Fé Católica pode explicar tal aberração.

Que a Glória de Deus e a salvação das almas constitua o único objectivo das nossas vidas, e pela Graça Santificante e os Dons do Espírito Santo, constitua igualmente a raiz e a medula da nossa felicidade possível na Terra.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 14 de Abril de 2019 Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

A CONSTITUIÇÃO DIVINA DO EPISCOPADO

Escutemos o Papa Pio XII, numa sua Epístola dirigida ao Bispo de Berlim Konrad Von Preysing -30 de Setembro de 1941:

«Ao nosso Venerável irmão Konrad Von Preysing, Bispo de Berlim

Acolhe, Venerável irmão, nosso sentido agradecimento por teus escritos. O Bispo de Innsbruck, que conseguiu vir até aqui, falou-nos amplamente da Conferência Episcopal anual de Fulda e da carta Pastoral comunitária que dela brotou. É verdade que alguns desejariam que a carta mostrasse ainda um pouco mais DAQUELA CONSCIÊNCIA CATÓLICA QUE EMERGE DOS TRÊS SERMÕES DO BISPO DE MUNSTER. Mas estes também admitem o que nós ouvimos por toda a parte, ou seja, que a carta Pastoral teve muito efeito sobre o povo.

Os três sermões do Bispo Von Galen propiciam a nós também, na via dolorosa que percorremos ao lado dos católicos alemães, um conforto e uma satisfação que há muito tempo não experimentávamos. O Bispo escolheu bem o momento para dar um passo à frente com tanta coragem. A alta estima de que seu nome e sua personalidade já antes gozavam, pode ter contribuído para o sucesso. Mas essas circunstâncias não explicam sòzinhas a profunda eficácia do seu passo. Ela se baseia, se vemos bem, no facto de que a seriedade moral e a força do seu protesto foram julgadas à altura da injustiça que a Igreja Católica teve de suportar na Alemanha, como também da forma ofensiva como essa injustiça lhe foi feita.

O Bispo, portanto, pôs o dedo, de maneira franca mas nobre, mas feridas e nos danos que, como ouvíamos dizer com tanta frequência, todo o alemão, que pensa em termos de direito e de justiça, sente com dor profunda e amarga.

Se do gesto corajoso do Bispo Von Galen brotou a suspensão das medidas contra a Igreja, ainda que tenha sido temporária e sobretudo totalmente insuficiente para reparar a injustiça cometida, esses três sermões do Bispo de Munster e a carta Pastoral de todo o episcopado, são uma demonstração do quanto ainda se possa obter, dentro do Reich, com uma intervenção vigorosa e franca. Sublinhamos isso, pois a Igreja na Alemanha tanto mais depende da vossa acção pública, quanto mais a situação política geral, pela singular dificuldade, e muitas vezes, contraditoriedade que a caracteriza, impõe ao chefe da Igreja Universal, em suas mensagens públicas, uma necessária cautela. Não é preciso, portanto, que asseguremos, expressamente a ti e a teus confrades, que Bispos, como o Bispo Von Galen, quando se expressam com tamanha coragem e irrepreensibilidade pela causa de Deus e da Santa Igreja – SEMPRE ENCONTRARÃO APOIO EM NÓS.»

O Episcopado é  parte integrante da Constituição Divina da Santa Madre Igreja; quer no que concerne à hierarquia da Ordem, quer no que toca à da Jurisdição. A distinção entre ambas as hierarquias é de Direito Divino Sobrenatural. Os Bispos não são, de modo algum, Vigários do Romano Pontífice; pois possuem um verdadeiro e próprio poder objectivo, de Direito Divino, mas que, no seu exercício concreto, depende, intrìnsecamente, do Papa. Os Apóstolos possuíam todos um poder extraordinário, válido para todo o mundo e individualmente infalível. Todavia os Bispos, sucessores dos Apóstolos, não são infalíveis, nem individualmente, nem no conjunto, a menos que se encontrem reunidos em Concílio Ecuménico, formalmente convocado pelo Papa, e sempre sob a autoridade antecedente, concomitante e subsequente, do mesmo Vigário de Cristo. Na realidade, O PRINCÍPIO FORMAL DE UNIDADE, INDEFECTIBILIDADE E INFALIBILIDADE, DA SANTA MADRE IGREJA, PROMANA TODO ELE DO ROMANO PONTÍFICE, E NÃO DOS BISPOS. Não é pois verdade que exista, na Santa Igreja, um duplo princípio, (Papa e Bispos) imperfeitamente concebido, de unidade, indefectibilidade e infalibilidade. Esta foi a herética teoria aprovada no Vaticano 2, e logo progressivamente desarticulada, até chegarmos ao ponto de máxima dissolução actual que, pràticamente, faz de cada “padre” um papa, com a sua “liturgia” e o seu “direito”. Coloco o termo “padre” entre aspas porque, hodiernamente, 99% dos ditos são invàlidamente ordenados, sendo na realidade, até por vezes inconscientemente, funcionários iniciados da maçonaria internacional.  Segundo a teoria do duplo princípio, bastaria uma simples autorização do Romano Pontífice para o episcopado mundial se constituir, por Direito Divino, em Cabeça Infalível e Indefectível da Igreja. Muito pelo contrário, A CÁTEDRA DE SÃO PEDRO, POR SUAS MESMAS PRERROGATIVAS DE DIREITO DIVINO SOBRENATURAL, FORMA COM NOSSO SENHOR JESUS CRISTO UMA ÚNICA CABEÇA DA SANTA MADRE IGREJA.

A plenitude da Jurisdição na Santa Madre Igreja pertence pois ao Romano Pontífice e sòmente a ele. Não se pode considerar a Jurisdição Papal de uma espécie diferente da Jurisdição dos outros Bispos, mas sim como sendo da mesma espécie, MAS INCORPORANDO, ACIDENTALMENTE, UMA CONSAGRAÇÃO, ESPECIALÍSSIMA, INTRÍNSECA, A NOSSO SENHOR JESUS CRISTO. Se considerássemos as prerrogativas Petrinas como constitutivas do Episcopado do Papa, sem dúvida que desaparecendo (por abdicação) as primeiras, obliterar-se-ia igualmente o segundo; e então o episcopado Papal teria de ser considerado de espécie diferente e qualitativamente superior, do episcopado em geral, o que não está em sintonia com a sã Teologia. E isto é tanto mais verdade quanto existe perfeita colegialidade Moral entre o Papa e os Bispos, embora não exista, nem possa existir, colegialidade Jurídico-canónica.

A prerrogativa da Infalibilidade, só pode apoiar-se no Hábito da Fé Teologal, Sobrenatural, inamissível no Sucessor de Pedro, salvo por abdicação.

Mas o Hábito da Fé Teologal, Sobrenatural, também é absolutamente necessário ao Bispos, PARA QUE NÃO CORROMPAM, HABITUALMENTE, O SEU RACIOCÍNIO FUNCIONAL; E CONSEQUENTEMENTE, PARA QUE EXERÇAM VÀLIDAMENTE O SEU CARGO. Pode-se conceber, todavia, que um Bispo que tenha perdido o Hábito da Fé, acidentalmente, mantenha, por Graça especial, a integridade do seu raciocínio funcional – mas só acidentalmente, e se conservar um vínculo moral qualificado para com a Santa Madre Igreja. Argumentar-se-á que o ministro de um Sacramento não necessita do Hábito da Fé Teologal para a administração válida desse Sacramento, bastando a intenção formal de fazer o que faz a Santa Madre Igreja e procedendo em conformidade. É certo que um vínculo moral, objectivo, formal e qualificado para com a Santa Madre Igreja, é suficiente para agir vàlidamente, quando SE TRATA DA CAUSA INSTRUMENTAL, SECUNDÁRIA, DO SACRAMENTO, SENDO NOSSO SENHOR JESUS CRISTO A CAUSA  PRINCIPAL, COMO DEUS, E A CAUSA EMINENTE, PRIMÁRIA, INSTRUMENTAL, COMO HOMEM. Mas tratando-se da Jurisdição Episcopal, não podemos referir o conceito de causa instrumental, MAS SÒMENTE O DE CAUSA PRINCIPAL NO EXERCÍCIO DO PODER GOVERNATIVO, PARA MAIOR GLÓRIA DE DEUS E SALVAÇÃO DAS ALMAS.  Não olvidar que o Poder Episcopal procede substancialmente de Deus, embora no seu exercício concreto dependa intrìnsecamente do Papa. É um poder Ordinário, isto é, constituído em Direito e pelo Direito, quer o Direito Divino Sobrenatural, quer o Direito Canónico, o qual exprime e aplica o primeiro, enquadrando-o, tendo em conta as circunstâncias e os lugares. Exactamente por isso, o Direito Divino Sobrenatural é absolutamente imutável, tão imutável quanto Deus Nosso Senhor, ao passo que o Direito Canónico pode sofrer alterações acidentais.

As prerrogativas da função episcopal, em si mesmas, são absolutamente imutáveis, constituindo directriz permanente da qual o Bispo se não pode afastar sem trair a sua missão. O Juramento anti-modernista constitui o Padrão fundamental e objectivo para o raciocínio funcional do Bispo. Tal não invalida que o Bispo se possa enganar e até cair em heresia e apostatar, se perder o Hábito da Fé; pode até aderir a seitas anti-católicas, porque esse mesmo Hábito da Fé não é inamissível como o do Romano Pontífice. Mesmo sem perder a Fé, e conservando a incolumidade do raciocínio funcional, o Bispo pode, contudo, errar por ignorância não moralmente imputável; nesse caso o Romano Pontífice suprirá a falência do seu Bispo. O Romano Pontífice, em matéria de Fé, Moral e sã Filosofia, não pode errar por ignorância, intrìnsecamente, por virtude das prerrogativas da Infalibilidade. Mas pode errar por ignorância extrínseca:

A História da Igreja refere que o Papa Sisto V (1585-1590) pretendeu impor determinadas soluções de crítica textual aos especialistas que tratavam de rever a Vulgata. Não sendo especialista, os aspectos puramente técnicos das ciências Bíblicas, NÃO ESTAVAM, NEM PODIAM ESTAR PROTEGIDOS, NEM PELA INFALIBILIDADE, NEM MESMO PELA AUTORIDADE DO PONTÍFICE, QUE TEM QUE SE SUJEITAR ÀS DETERMINAÇÕES DOS ESPECIALISTAS. Ulteriormente, no pontificado do Papa Clemente VIII (1592-1605), este promulgou a nova revisão da Vulgata (Sisto-Clementina) expurgada das abusivas intromissões de Sisto V. A ignorância papal, intrínseca e extrínseca, igualmente não pode existir nas decisões positivas dos processos de canonização, pois que aqui o Romano Pontífice constitui a matriz infalível de todo o processo.

Pouco antes da Segunda Guerra Mundial, aquando da anexação da Áustria ao Terceiro Reich, o Cardeal Innitzer, de Viena, festejou alegremente o evento, não poupando elogios ao regime alemão e ao seu chefe. Chamado imediatamente a Roma, o Cardeal Innitzer foi obrigado a ouvir do Secretário de Estado Pacelli violenta censura, e outra maior ainda do próprio Papa Pio XI, apesar deste se encontrar gravemente doente. Regressado a Viena, Innitzer foi obrigado a abjurar de todas as suas asserções e procedimentos. Este Bispo errou, por fraqueza ou por ignorância, mas jamais por heresia; todavia, passou pela grave humilhação de retroceder em tudo o que já havia concedido. Habitualmente, nestas circunstâncias, o funcionário superior, ou mesmo o ministro, é substituído para evitar a desautorização; mas aqui não, a força do Papado fez-se sentir vigorosamente, em toda a sua reverencial majestade de Vigário de Cristo.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 9 de Abril de 2019 Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

A RUÍNA DO CELIBATO NA FRATERNIDADRE APÓSTATA

Escutemos o Papa Pio XII, em trechos da sua encíclica “Sacra Virginitas”, promulgada em 25 de Março de 1954:

«Julgamos oportuno, veneráveis irmãos, mostrar agora mais exactamente por que motivo o amor de Cristo leva as almas generosas a renunciarem ao matrimónio, e quais são os laços misteriosos que existem entre a virgindade e a perfeição da Caridade Cristã. Já as palavras de Jesus Cristo, davam a entender que a perfeita abstenção do matrimónio liberta os homens dos pesados encargos e deveres deste. Inspirado pelo Espírito Santo, o Apóstolo das gentes dá o motivo desta libertação: “Quero que vivais sem inquietação… o que está casado está cuidadoso das coisas que são do mundo, como há-de agradar a sua mulher, e está dividido”(ICor 7,32-33). Note-se porém, que o Apóstolo não repreende os maridos por estarem cuidadosos das esposas, nem as esposas por procurarem agradar aos maridos; mas nota que estão divididos os corações entre o amor do cônjuge e o amor de Deus, e que estão demasiadamente absorvidos pelos cuidados e obrigações da vida conjugal para poderem entregar-se fàcilmente à meditação das coisas Divinas. Porque o dever do casamento prescreve claramente: “SERÃO DOIS NUMA SÓ CARNE” (Gen 2,24///Mt 19,5)). Os esposos estão ligados um ao outro tanto na infelicidade como na felicidade (ICor 7, 39). Compreende-se, portanto,  por que é que as pessoas que desejam dedicar-se ao Divino serviço abraçam o estado de virgindade como libertação, quer dizer, para poderem mais inteiramente servir a Deus e contribuir com todas as forças para o Bem do próximo. Por exemplo: O admirável missionário São Francisco Xavier, o misericordioso pai dos pobres São Vicente de Paulo, o zelosíssimo educador da juventude São João Bosco, e a incansável mãe dos emigrantes Santa Francisca Xavier Cabrini, como poderiam eles suportar tantos incómodos e trabalhos, se tivessem de prover às necessidades corporais e espirituais dos filhos, e da mulher ou do marido?

Mas há ainda outra razão para abraçarem o estado de virgindade todos os que se querem dedicar completamente a Deus e à salvação do próximo. Os santos Padres enumeram todas as vantagens, para o progresso na vida espiritual, de uma completa renúncia aos prazeres da carne. Sem dúvida – como eles claramente fizeram notar – tal prazer, legítimo no casamento, não é repreensível em si mesmo; pelo contrário, O USO CASTO DO CASAMENTO ESTÁ NOBILITADO E SANTIFICADO POR UM SACRAMENTO. Todavia, tem de se reconhecer igualmente que as faculdades inferiores da natureza humana, em consequência da queda do nosso primeiro pai, resistem à recta razão e algumas vezes até levam o homem a cometer actos desonestos. Como escreve o Doutor Angélico: “O uso do matrimónio impede a alma de se entregar completamente ao Divino serviço”.

Para os ministros sagrados conseguirem esta libertação espiritual de corpo e alma e para não se embaraçarem com negócios terrenos, a Igreja Latina exige-lhes que se obriguem voluntàriamente à castidade perfeita. Se tal lei – afirma Nosso predecessor de imortal memória, Pio XI – não obriga de todo os ministros da Igreja Oriental, também entre eles o celibato eclesiástico é honrado, e em certos casos – sobretudo quando se trata dos graus mais altos da hierarquia – constitui condição necessária e obrigatória.

Deve notar-se, além disso, que não é apenas por causa do ministério apostólico que os sacerdotes renunciam completamente ao matrimónio. É também porque são ministros  do Altar. Pois se já os sacerdotes do Antigo Testamento se abstinham do uso do matrimónio enquanto serviam no Templo, com receio de serem declarados impuros pela Lei, como o resto dos homens (Lv 15,16-17/ 22,4///ISam 21, 5-7), com quanto mais razão não convém que os ministros de Nosso Senhor Jesus Cristo, que todos os dias oferecem o Sacrifício Eucarístico, se distingam pela castidade perpétua? São Pedro Damião,  exorta os sacerdotes à castidade perfeita, com esta pergunta: “Se o nosso Redentor amou tanto a flor de uma pureza intacta,  que não só quis nascer num ventre virginal, mas quis também ser entregue aos cuidados de um guarda virgem, e isso, quando ainda criança vagia no berço, dizei-me: A quem quererá Ele confiar o Seu Corpo, agora que reina na imensidão dos Céus?”»     

Apenas e sòmente na Fé Católica encontramos o culto da castidade, dentro e fora do matrimónio, bem como na vida consagrada. Efectivamente, o celibato é constitutivo da vida regular, e integra a disciplina mais rigorosa do clero secular, sendo que quer a profissão religiosa solene, quer a recepção de uma ordem maior, tornam inválido o Sacramento do matrimónio.

O pecado original, com todas as suas consequências, ataca com a maior violência a faculdade genesíaca, sobretudo no varão, em virtude do pecado original se transmitir, EXCLUSIVAMENTE, apenas por via masculina.

É precisamente pelo facto da Santa Madre Igreja possuir a custódia da Revelação Sobrenatural, que se mostra tão intransigente e tão delicada na condenação de todo e qualquer extravio em matéria sexual; exactamente porque a LASCÍVIA É TOTALMENTE INCOMPATÍVEL COM A GRAÇA SANTIFICANTE E COM A ASCENSÃO DA ALMA PARA DEUS NOSSO SENHOR.

Na realidade, FORA DA FÉ CATÓLICA, FORA DA SANTA MADRE IGREJA, NÃO HÁ ORDEM SOBRENATURAL. Quem vive, materialmente, longe da Santa Igreja pode, excepcionalmente, possuir a Graça de Deus, nomeadamente no seio dos Ortodoxos Cismáticos, mas possui essa Graça, formalmente, pela e na Santa Madre Igreja e só por Ela. Evidentemente, que não estou considerando a amaldiçoada seita conciliar, pois essa encontra-se abaixo de tudo, inclusivamente dos pagãos e muçulmanos, e ao degenerar nas sentinas da sodomia, da pederastia e da pedofilia, DEMONSTRA BEM O SEU SATANISMO MAÇÓNICO. E note-se bem: Foi o tremendo vazio provocado pela contradição entre um alto ideal de santidade e virgindade, MATERIALMENTE PROPAGADO, e a PREMEDITADA SONEGAÇÃO DAS FORÇAS SOBRENATURAIS NECESSÁRIAS AO CUMPRIMENTO DESSE SAGRADO IDEAL – QUE PROVOCOU A QUEDA NO ANTI-NATURAL!

Sabemos que a ex-Fraternidade de São Pio X considera a amaldiçoada seita conciliar como a verdadeira Igreja Católica, com papas e bispos válidos, e QUE UM TAL RECONHECIMENTO EQUIVALE À APOSTASIA, SALVO NAQUELES SACERDOTES DA EX-FRATERNIDADE QUE, AUXILIADOS PELA GRAÇA, REAGIREM COM MÁXIMO VIGOR SOBRENATURAL. Caso contrário, sobretudo os mais novos, começarão a ser contaminados pelo vírus modernista, se é que já não estão, tornando-se, para eles, o celibato, cada vez mais, como um fardo impossível e absurdo de se levar.

O celibato, a virgindade, só tem sentido no seio do amor Sobrenatural a Deus sobre todas as coisas e ao próximo por amor de Deus. Expulsa a Caridade, extinta a Fé Teologal, todos os  ardores carnais cobrarão ferozmente os juros da passada abstinência, com os resultados que estão a vista na seita conciliar. Porque, não duvidemos, ao contrário dos tempos da revolução de 1789 e revoluções suas derivadas, em que a maçonaria internacional queria padres casados – HOJE ELA QUER PADRES SODOMITAS, PARA QUEIMAR ETAPAS!

Os perigos que ameaçam os pobres dos atraiçoados sacerdotes da ex-Fraternidade são pois imensos. Aliás, tudo isto foi premeditado pela maçonaria internacional quando infiltrou agentes seus nas fileiras da ex-Fraternidade. Que a forma destrua o conteúdo material, tal como na Igreja oficial – esta era a palavra de ordem, ou seja: MANTENHAM AS APARÊNCIAS TRADICIONALISTAS, MAS AO MESMO TEMPO RECONHEÇAM PLENAMENTE AS AUTORIDADES CONCILIARES – A CONTRADIÇÃO SERÁ O MOTOR QUE ERRADICARÁ A FÉ CATÓLICA DO SEIO DA FRATERNIDADE.

Todavia, fiel aos seus pergaminhos, a maçonaria não hesitará em arrastar o clero e fiéis da ex-Fraternidade pelos caminhos da mais hedionda corrupção moral. E decerto já o vem concretizando desde há alguns anos. NÃO BASTA A FÉ INFORME E A GRAÇA ACTUAL PARA EVITAR A PODRIDÃO MORAL, NESTAS CONDIÇÕES, É ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIA A GRAÇA SANTIFICANTE, PORQUE SÓ ESTA PODE FACULTAR A ENERGIA SOBRENATURAL NECESSÁRIA PARA PROCLAMAR PÙBLICAMENTE, OSTENSIVAMENTE, QUE AS CHEFIAS DA EX-FRATERNIDADE SÃO APÓSTATAS, CORRUPTAS, HIPÓCRITAS, PREMEDITANDO A MAIS VIL RUÍNA DAS ALMAS DO CLERO E DOS FIÉIS.

A maçonaria sempre apostou na desmoralização, e sempre soube que a melhor e mais eficaz arma para tal É O LIBERALISMO. Efectivamente, o liberalismo seca tudo à sua volta, actuando por via da SEDUÇÃO, ENLANGUESCE O VIGOR MORAL, ESTIOLANDO QUALQUER PROPÓSITO DE VIDA HONESTA. Desde a morte de Monsenhor Lefebvre, que as novas autoridades maçónicas da dita Fraternidade, tìmidamente a princípio, declaradamente desde há uns dez anos para cá, vêm sujeitando o seu clero a uma corrosão intelectual e moral, aniquilando a herança espiritual de Monsenhor Lefebvre, e pior do que isso, conduzindo o mesmo clero a uma situação moral em que serão levados a lamentar o tempo “perdido” no Seminário, e a considerar desprovida de qualquer sentido toda a sua diuturna diligência ascética e sacerdotal. Porque se fosse verdade que a Igreja conciliar é a verdadeira Igreja Católica, então as promessas de Jesus Cristo  seriam vãs, os vinte séculos de História da Igreja constituiriam um esforço inútil, pleno de irrisão, e o celibato uma loucura na qual o clero teria queimado a riqueza vital da sua única existência. São estes os planos da maçonaria para a dita Fraternidade, réplica perfeita daqueles que foram, vitoriosamente, aplicados na Igreja oficial.

Contemplado à luz do liberalismo, o celibato, bem como toda e qualquer forma de ascese, constitui um total aborto existencial, um suicídio vital, e uma alienação suprema. Exactamente por isso, Lutero, enquanto arruinava o Santo SAcrifício da Missa, liquidava toda a vida religiosa, abolindo o celibato e a virgindade, por ele considerada “UMA COISA MALDITA”. E o que é facto, é que a vida religiosa regular assim como a virgindade e o celibato são objecto do mais profundo desprezo entre os protestantes, mesmo entre os conservadores.

Na guerra de Espanha, na zona vermelha, em que o culto público havia sido radicalmente abolido, os maçons e os comunistas entregavam os sacerdotes e religiosos a meretrizes para que estas os violassem física e moralmente. Tal é o ódio visceral dos inimigos da Fé Católica ao celibato e à virgindade.

Daqui elevo mais um apelo aos sacerdotes traídos da ex-Fraternidade: Abandonem essa organização, que se tornou mais um miserável afluente na grande corrente de apostasia e do ateísmo organizado. Denunciem os vossos chefes como corifeus do ateísmo e da sodomia internacional. Solicitem a agregação ao movimento sedevacantista norte-americano, onde parece situar-se o futuro da Santa Igreja Católica, sem a qual não há salvação Eterna, nem mérito Sobrenatural, nem sentido algum para a vida.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 7 de Abril de 2019 Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

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