Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Última hora: O Bispo Daniel Dolan irá consagrar o padre brasileiro Rodrigo da Silva para a América de Sul e México

West Chester, Ohio: O Bispo Daniel Lyte Dolan anunciou a sua intenção de consagrar um bispo na quarta-feira, 29 de Set., na festa de São Miguel, o Arcanjo, na sua igreja paroquial, Santa Gertrudes a Grande. O candidato é o padre brasileiro Rodrigo Henrique Ribeiro da Silva.

Em memória de Araí Daniele – Parte II

Estas  memórias são do verão de 2006. Naquela altura morei 2-3 meses na Casa de Nazaré, como imigrante ilegal, sem trabalho nem dinheiro. Nesse tempo realizava uns trabalhos em casa, tais como cozinhar comida, lavar a roupa, e tratar do jardim. Nesse verão já se tinha começado a construção da nova casa, onde viria a falecer onze anos após. 

Lembro-me dos terços rezados em conjunto, cada noite, na sua capela privada e das histórias contadas.

Foi assim que fiquei a conhecer a história da sua vida. Como foram os seus estudos: queria estudar física, mas não conclui o projeto, porque nasceu o primeiro filho e precisava de dinheiro. Ingressou então na profissão de piloto. Contou-me que formar um piloto custa muito dinheiro, porque tem de se tirar um avião da circulação. E referiu as dificuldades da profissão: não era apenas pilotar, mas aterrar no deserto, no mar, na arreia, na chuva, quando o sol está a bater no olho, etc. Falou também sobre o nascimento dos outros filhos, mas não me lembro de pormenores. Mencionou o primeiro emprego no Brasil e que após a falência dessa empresa foi contractado pelos suíços . Depois foi contractado pela Alitalia, onde trabalhou até se aposentar aos 47.

Também confidenciou umas indiscrieções cometidas como piloto, na altura em que deixou de praticar a religião e se afastou dos sacramentos. Foi precisamente naquele tempo que a verdadeira Igreja Católica foi eclipsada pela aimpostora seita conciliar. E como Deus escreve direito com linhas tortas, quando se arrependeu da vida errada e quis  voltar a praticar a religião, constatou que tudo tinha mudado.

Não conseguiu aceitar as mudanças. Se tivesse praticado a religião sem interrupção, isto teria talvez sido mais fácil, pois elas foram implementadas gradualmente, ao longo de cerca de vinte anos. Eis como Deus escreve direito com linhas tortas. Decidiu juntar-se aos lefebvristas, e permaneceu com eles até a reunião de Assis em Outubro 1986, quando a falso papa convocou todas as falsas religiões.

Foi neste ponto que se tornou sedevacantista e abordou o  assunto directamente com o Arcebispo e Mons. Castro Mayer, com quem mantinha uma relação próxima e de confiança atuando como mensageiro pessoal nas comunicações com Mons. Lefebre por conta das viagens intercontinentais frequentes que fazia como piloto de aviação.

Recebeu nessa altura uma resposta morna que o desapontou e, seguidamente, recebeu também de Dom Lefebvre por intermédio de um monge a indicação de que não poderia mais frequentar a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X. Na altura, em resposta a ambos, apelidou-os de cobardes. Mas importa referir que, à distância desse momento de interrupção da relação com a Fraternidade, o Arai Daniele não hesitava em relevar a grande importância da Fraternidade de então. Dizia que enquanto Mons. Castro Mayer e Mons. Lefebre “eram uns leões”, aqueles que lhes sucederam, em comparação, “eram uns gatinhos”.

A partir de 1986 passou a organizar missas non una cum em Roma. Comprou a Casa de Nazaré em Aljustrel, Fátima, e aí edificou uma capela para, durante três décadas, receber padres sedevacantistas e grupos de peregrinos tradicionalistas. Foi ali que frequentámos os sacramentos, até a sua morte em 2017, várias vezes por ano.

Queixou-se também da emancipação feminina, que a papel do pai foi reduzido a dar opiniões, para ser interropmido muitas vezes que “isto não interessa a ninguém”. 

Sobre intenções internas e declarações não infalíveis

Os católicos conservadores (não sedevacantistas), incluindo os que “reconhecem e resistem” à “hierarquia” que defende e promove a falsa religião do Vaticano 2, como é o caso da neo-FSSPX apóstata, acusam os católicos tradicionalistas (sedevacantistas) de julgar as intenções internas dessa mesma “hierarquia” do Vaticano 2. Fazemos aqui a distinção entre católicos conservadores (não sedevacantistas) e católicos tradicionalistas (sedevacantistas) no sentido em que não há nada de tradicional na resistência às autoridades católicas que se reconhecem como legítimas, muito menos de forma sistemática e durante décadas a fio. 

Mas foquemo-nos primeiro no primeiro assunto e ponderemos com atenção. Será que é mesmo preciso julgar a intenção interior destes apostatas?

Diz o Papa São Pio X (na sua Encíclica Pascendi, n. 3): “da disposição interna da alma … apenas Deus é o Juiz”.  Assim, o ordenamento da Igreja, só pode ser julgado de acordo com o que se apresenta  exteriormente. Não é necessário  julgar a intenção interna. Não é necessário, nem possível. Deus não exige o impossível. Logo, as acções externas desta “hierarquia” do Vaticano  2 são suficientes para comprovar que não são católicos.

Demonstremos agora que o magistério “feito pelos próprios” dos católicos conservadores  que “reconhecemr e resistem” não tem qualquer fundamento. Cada acto do magistério papal, seja infalível ou não, é sempre autoritário e obrigatório nas consciências, mesmo que não tenha sido acreditado “sempre, em toda a parte  e por todos”. Vejamos agora a que devem aderir os católicos tradicionalistas dignos deste nome.

“Essa obrigação, se é geralmente incumbência de todos, é, pode-se de fato dizer, especialmente devida pelos jornalistas. Se não fossem imbuídos do espírito dócil e submisso tão necessário a cada católico, eles ajudariam a espalhar mais amplamente essas questões deploráveis ​​e torná-las-iam  mais pesarosas. A tarefa que lhes pertence em todas as coisas que dizem respeito à religião e que estão intimamente ligadas à acção da Igreja na sociedade humana é esta: estar completamente sujeito na  mente e na vontade, assim como estão todos os outros fiéis aos seus bispos e ao Romano Pontífice; seguir e tornar conhecidos os seus ensinamentos; ser plena e voluntariamente  subservientes à sua influência; e reverenciar os seus preceitos e assegurar-se de que são respeitados. Quem agir de outra forma serviria os objectivos e interesses daqueles cujo espírito e intenções reprovamos nesta carta e falharia a nobre missão que tomou sobre si. Agindo assim, em vão se vangloriariam de atender ao bem da Igreja e de ajudar a sua causa, não menos do que alguém que se esforça para enfraquecer ou diminuir a verdade católica, ou mesmo alguém que mostra ser um amigo excessivamente temeroso.” (Papa Leão XIII, Epistola Tua.)

Em suma, não há como escapar à dupla contradição dos católicos conservadores (não sedevacantistas) que, para justificar a “resistência” à falsa hierarquia do Vaticano 2, que têm por legítima, têm também que “resistir” aos ensinamentos tradicionais de todos os verdadeiros papas da Igreja, os quais têm igualmente como legítimos! Ou seja, tanto “reconhecem” papas verdadeiros como papas falsos e tanto “resistem“ aos ensinamentos de uns como aos ensinamentos dos outros! Na verdade e na prática, não estão em união com uns nem com os outros, mas simplesmente entregues ao seu “próprio magistério”. 

Em memória de Araí Daniele – Parte I

Neste artigo gostaria de recordar o ilustre Sr. Araí Daniele, com aprovação do próprio que foi concedida antes da sua morte.

Primeiro irei contar como o conheci. Era 31 de Dezembro 2004. Estando em Fátima para a passagem de ano, dormia no priorado da Fraternidade. Estava presente o padre sedevacantista Basílio Méramo. Sabendo o Sr. Araí sabia que ali se diriam missas sem una cum, veio à Santa Missa. Ofereceu-se para acolitar, mas o padre disse-lhe que já tinha acólito e chamou-me para me apresentar. “Um sedevacantista”, disse-lhe. “Somos três”, respondeu o Sr. Araí. Depois começámos a rir. Depois da Missa fomos a casa da Madam (ou mais correctamente Mademoiselle) Tarpin, para jantar. Também ela sedevacantista. Estava presente o prior daquela altura, o único não sedevacantista do grupo, mas que depois do jantar partiu para Lisboa.

No dia seguinte almoçámos em conjunto, beneficiando da boa hospitalidade do Sr. Araí em sua casa, chamada a Casa de Nazaré. Mostrou-nos naquela altura onde iria construir a nova casa, que seria iniciada em 2006 e onde viria a falecer em 2017.

Carta número cuatro a los fieles del pequeño rebaño de Cristo

Uma tradução do acto de consagração:

Consagração à Santíssima Virgem Maria sob a invocação de Auxiliadora
Persignamo-nos…Rezamos o Acto de Contrição ou o Acto de Dor Perfeito de Marco de Aviano:
Jesus, Maria, eu débil e indigna criatura, prostrado a Vossos pés, confesso com intensa dor e com a alma cheia de confusão, as inumeráveis negligências e pecados que cometi na minha vida.
Ofendi-Vos, oh meu Deus ! Ofendi-Vos e arrependo-me do mais profundo do meu coração.
Com a viva esperança na Vossa ajuda, faço o firme propósito de morrer antes que cometer todavia um só pecado mortal.
Penalizo-me sem fim dos meus pecados, sobretudo por isto: porque Vos ofendi a Vós, meu Deus, infinitamente bom e amável, a quem nenhuma criatura nunca deveria cessar de louvar, dar graças e glorificar, Amén.
Acto de Consagração
“Oh Senhora minha, Maria Santíssima ! Neste dia, 24 de Maio de 2021, no qual Vos celebramos com o admirável título de Auxiliadora dos Cristãos, cheio de confiança em Vós e na Vossa protecção, arrojo-me desde hoje e para sempre no seio da Vossa misericórdia e Vos consagro a minha alma e o meu corpo para que os protejéis de todo o mal e de todo o pecado e desta maneira os guardéis sem mancha até à hora da minha morte.
Consagro-Vos também a todos os membros da minha família para que, nos actuais tempos calamitosos, nos protejéis de todo o mal e pecado.
Consagro-Vos ainda todos os meus bens e posses, todas as minhas coisas, as quais ponho sob o Vosso poderoso manto, cuidai delas.
E por último, consagro-Vos a minha amada Pátria, Portugal, e pelas gloriosas façanhas que ao longo da história os meus maiores fizeram por Vós, tende compaixão dela.
Santíssima Virgem Maria Auxiliadora, às Vossas mãos entrego as minhas esperanças e as minhas consolações, as minhas penas e misérias, no curso e no fim da minha vida, nos tempos da grande tribulação que estamos vivendo repletos de perigos para a alma e para o corpo para que, por Vossa santíssima intercessão e méritos, sinta em todos os instantes da minha vida o Vosso poderoso auxílio e, todas as minhas obras se façam segundo a Vossa vontade e segundo a de Vosso Filho. Amén”.
Terminamos o acto solene de Consagração a Maria Auxiliadora com três Avé Marias.

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Fátima e a Paixão da Igreja