Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A CEGUEIRA DA DEMOCRACIA

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Leão XIII, em excertos da sua encíclica “Diuturnum Illud”, promulgada em 29 de Junho de 1881:

«Depois que os Estados tiveram príncipes cristãos, a Santa Igreja insistiu ainda mais em afirmar e pregar o quanto era inviolável a autoridade dos governantes: Disso devia depreender-se, que quando os povos pensavam no Principado, lhes vinha à mente UMA ESPÉCIE DE MAJESTADE SAGRADA, PELA QUAL ERAM LEVADOS A TER REVERÊNCIA E AMOR MAIOR PARA COM OS PRINCIPES ; POR ISSO, COM SABEDORIA, A SANTA IGREJA PROVIDENCIOU QUE OS REIS FOSSEM SOLENEMENTE CONSAGRADOS, COMO, POR ORDEM DE DEUS, ESTAVA ESTABELECIDO NO ANTIGO TESTAMENTO.

Quando a sociedade civil, como que suscitada pelas ruínas do Império Romano, reviveu na esperança da grandeza cristã, os Pontífices Romanos, instituído o Império Sagrado, consagraram de maneira singular o poder político. Acrescentou-se ainda uma nobreza grandíssima ao Principado; e não se deve duvidar que esta maneira de agir teria sempre beneficiado a sociedade religiosa e civil, se os príncipes e os povos tivessem tido sempre finalidades uniformes às da Santa Igreja.

De facto, as coisas foram sempre tranquilas e prósperas enquanto durou uma amizade concorde entre os dois poderes. Se os povos pecavam tumultuando, a Santa Igreja era a conciliadora pronta de tranquilidade que chamava todos ao dever e freava as violentas ambições, parte com doçura, parte com autoridade. Da mesma forma, se no governo pecavam os príncipes, então ela mesma ia adiante deles, e lembrando-lhes os direitos, as necessidades, os justos desejos dos povos, convencia-os à equidade, à clemência e à benignidade. Assim foi possível, muitas vezes, afastar os perigos de tumultos ou de guerras civis.

Ao contrário, as Doutrinas inventadas pelos modernos sobre o poder político CAUSAM AOS HOMENS GRANDES CALAMIDADES, e é de se temer que tragam para o futuro os males extremos; pois, não querer derivar da Autoridade de Deus o direito de mandar, outra coisa não é SENÃO ARRANCAR DA POLÍTICA O SEU ESPLENDOR MAIS BELO E TIRAR-LHE AS SUAS FORÇAS MAIORES. E quando  fizerem depender a autoridade DO ARBÍTRIO DA MULTIDÃO, primeiramente afirmam uma opinião enganadora, e em segundo lugar, apoiam o Principado num fundamento demasiado fraco e instável. Com efeito, as ambições populares como que estimuladas por aquelas opiniões, insurgir-se-ão com maior audácia e fàcilmente decairão EM TUMULTOS CEGOS E SEDIÇÕES ABERTAS, COM GRANDE RUÍNA DA COISA PÚBLICA. De facto, depois daquela a que chamam “Reforma”, cujos promotores e chefes combateram, com doutrinas novas, o Poder Sagrado e o poder civil, surgiram tumultos repentinos e rebeliões ousadas, especialmente na Alemanha, e isto com tanto incêndio de guerra doméstica, e com tanta carnificina, que parecia não haver lugar livre de tumultos e não manchado se sangue.

Com efeito, como ensina egrègiamente São Tomás, o temor “é fundamento fraco, porque os que estão submetidos pelo temor, se se apresentar uma ocasião em QUE POSSAM ESPERAR A IMPUNIDADE, insurgem-se contra os que presidem, tanto mais ardentemente quanto mais, contra sua vontade, eram refreados sòmente pelo temor”.  Por isso, é necessário encontrar um motivo mais alto e eficaz para a obediência, E ESTABELECER COM FIRMEZA QUE A PRÓPRIA SEVERIDADE DAS LEIS NÃO PODE SER FRUTUOSA SE OS HOMENS NÃO SÃO LEVADOS PELO DEVER E MOVIDOS PELO SALUTAR TEMOR DE DEUS.»        

 

A democracia tem de ser condenada, em primeiro lugar, pelo seu ateísmo; pois veio tentar preencher, polìticamente, o tremendo vazio deixado pela ausência de Deus Nosso Senhor, de Deus Uno e Trino, conhecido pela recta razão e revelado, Històricamente, Sobrenaturalmente, por Ele Mesmo. Essa ausência começou a esboçar-se nos séculos XIV e XV, revigorou-se extremamente com a dita “Reforma” do século XVI, e consumou-se definitivamente com a revolução de 1789 e revoluções suas derivadas. Hodiernamente, vivemos já noutra dimensão: A da civilização pós-Cristã.

Porque o “deus” da rua, o “deus” que anda, imoderadamente, caòticamente, na boca do comum dos homens – NÃO É O VERDADEIRO DEUS! E não se argumente com a denominada “fé do carvoeiro”, porque esta pode até ser, com a Graça de Deus, a Fé de um Santo. Como tenho repetido, porque a Santa Madre Igreja sempre o ensinou: A inteligência puramente natural, bem como a cultura humana e terrena, SÃO INCOMENSURÁVEIS COM A GRAÇA SANTIFICANTE E AS VIRTUDES TEOLOGAIS E MORAIS. Para Nosso Senhor e para a vida Eterna o que conta são OS BENS SOBRENATURAIS. O carvoeiro, analfabeto das coisas do mundo, pode constituir um repositório inauferível da ciência sublime de Nosso Senhor Jesus Cristo. Santo Tomás de Aquino afirmava ter aprendido mais nos seus solitários colóquios com Jesus Sacramentado do que nos livros.

Depois de terem cometido o seu deicídio, os homens políticos foram coagidos a inventar um método puramente humano de selecção e legitimação dos governantes, com o objectivo, segundo diziam e dizem, de evitar as guerras civis. Todavia, como a História bem demonstra, essas guerras não só não foram evitadas como se tornaram mais frequentes. E a razão profunda para tal radica-se no facto de que a mesma supressão de um Princípio Transcendente, Absoluto, Eterno e Imutável, abriu as portas à razão brutal da força, pois a Força Sobrenatural da Razão Divina era ignorada ou negada. Quando o destino do Homem é abandonado ao próprio Homem, TUDO PERDE IMEDIATAMENTE TODO O SENTIDO!

A soberania da vontade da maioria aritmética, relativizada legalmente na própria assembleia política, bem como na comunicação social, exaure a substância de todos os valores, oblitera a obrigatoriedade de todas as leis, precisamente porque tudo surge então como um produto contingente da caduca razão e vontade humana, QUE DISSOCIADAS DA RAZÃO E DA VONTADE DIVINA – NADA SÃO!

Todavia há uma outra faceta do problema, também muito grave:

O corpo eleitoral dos diversos países, mesmo daqueles mais culturalmente desenvolvidos, é, em grande parte, constituído por pessoas sem um pensamento coerente com uma vontade própria, porque tais pessoas se apresentam desprovidas da necessária objectividade na formulação dos problemas e procura de possíveis soluções. O VOTO DA GRANDE MAIORIA DAS PESSOAS É UM TIRO NA COMPLETA ESCURIDÃO. Mesmo pessoas cultas, que tinham severa obrigação de emancipar-se do mimetismo social reinante e dos vícios mentais e morais da rua, mesmo esses, NAUFRAGAM MISERÀVELMENTE NAS APARÊNCIAS DO MEIO SOCIAL.

Outros, mais cautelosos, esforçam-se por cogitar mais profundamente na responsabilidade do voto, mas são incapazes de funcionalizar objectivamente o seu raciocínio; o que conta acima de tudo são os seus interesses subjectivos, eliminada que é a sua necessária projecção social e política.

O resultado das eleições é assim duplamente falseado: Em primeiro lugar o seu pecado mortal de prescindir completamente da Lei Divina e do Magistério da Santa Madre Igreja; e ulteriormente, a realidade deprimente de um pensamento e de uma vontade humana, INDIGNOS DE TAL SEREM DENOMINADOS, na exacta medida em que o seu voto não constitui FORMALMENTE nada, exprimindo sòmente um gravíssimo sincretismo, religiosa e moralmente imputável ao homem e ao cidadão.

Neste quadro conceptual, num contexto onde exista pleno e irrevogável cumprimento da Lei de Deus e obediência à Santa Madre Igreja, e concomitantemente se verifique adequada objectivação e funcionalização da inteligência e da vontade, então nesse caso, as eleições podem ser boas e até necessárias; as Ordens Religiosas constituem um bom exemplo, e mais ainda, o Conclave para a eleição Papal. Aqui será válido o princípio de que várias cabeças, religiosamente rectas e objectivamente funcionalizadas, pensam melhor do que uma só. Tal princípio, contudo, não é Universal. Cumpre todavia assinalar, que as eleições, por definição, podendo designar alguém para determinado cargo, JAMAIS CONSTITUEM A FUNÇÃO; porque todas as funções terrenas, ainda as mais elevadas, necessitam fundamentar-se, essencialmente, na Suprema Função de Direito Divino Sobrenatural, ou seja, da Cátedra de São Pedro, fundamentação essa, MODERADA PELO ELEMENTO HISTÓRICO-NATURAL.     

Exactamente neste sentido, é que São Tomás considerava preferível uma monarquia orgânica, ou seja, convenientemente moderada, não apenas pela Família Real, mas por uma apurada fina-flor representativa da essência histórica – religiosa, moral, social e cultural – das Nações.

Por idêntico motivo, a Santa Madre Igreja condenou inapelàvelmente as denominadas monarquias absolutas, pois estas não apenas suprimiam a necessária, e de Direito Divino, Mediação da Santa Madre Igreja, Sociedade perfeita em sentido eminente, como igualmente desprezavam a função essencialista e moderadora da fina-flor das Nações, bem como a operatividade, extremamente rica e altamente benfazeja, do conceito de Família Real.

Deus Nosso Senhor criou o mundo em perfeita organicidade hierárquica; quanto mais os homens a respeitarem, mais ditosos e prósperos serão, mesmo neste mundo. É a perfeição e beatitude Sobrenatural que é susceptível de ilustrar o bem estar natural e terreno – E NÃO O CONTRÁRIO!

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 4 de Fevereiro de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral  

O PRINCÍPIO ATEU DA LIBERDADE RELIGIOSA COMO CONTRADIÇÃO E NÃO COMO SUPERAÇÃO

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XI, em excertos da sua encíclica “Mortalium Animos”, promulgada em 6 de Janeiro de 1928:

«Sem dúvida, esses esforços (do ecumenismo) não podem, de nenhum modo, ser aprovados pelos católicos, pois eles se fundamentam na falsa opinião dos que julgam que quaisquer religiões são, mais ou menos, boas e louváveis, pois, embora não de uma única maneira,  elas alargam e significam de modo igual, aquele sentido ingénito e nativo em nós, pelo qual somos levados a Deus, e reconhecemos obsequiosamente o Seu Império. ERRAM E ESTÃO ENGANADOS, PORTANTO, OS QUE POSSUEM ESTA OPINIÃO: PERVERTENDO O CONCEITO DE VERDADEIRA RELIGIÃO, ELES REPUDIAM-NA, E GRADUALMENTE INCLINAM-SE PARA O CHAMADO NATURALISMO E PARA O ATEÍSMO. Daí se segue, claramente, que quem concorda com os que pensam e empreendem tais coisas AFASTA-SE INTEIRAMENTE DA RELIGIÃO DIVINAMENTE REVELADA. (…)

Acaso podemos tolerar – o que seria bastante iníquo – que a Verdade, e em especial a Revelada, seja diminuída mediante pactuações? No caso presente, trata-se da Verdade Revelada que deve ser defendida.

Se Jesus Cristo enviou os Apóstolos a todo o mundo, a todos os povos, que deviam ser instruídos na Fé Evangélica, e para que não errassem em nada, quis que anteriormente lhes fosse ensinada toda a Verdade pelo Espírito Santo, acaso esta Doutrina dos Apóstolos faltou inteiramente, ou foi alguma vez perturbada na Santa Igreja, na qual o próprio Deus está presente como regente e como guardião? Se o nosso Redentor promulgou claramente o Seu Evangelho, NÃO APENAS PARA OS TEMPOS APOSTÓLICOS, MAS TAMBÉM PARA PERTENCER ÀS FUTURAS ÉPOCAS, O OBJECTO DA FÉ PODE TORNAR-SE DE TAL MODO OBSCURO E INCERTO, QUE HOJE HAJA NECESSIDADE DE TOLERAR OPINIÕES, PELO MENOS CONTRÁRIAS ENTRE SI. Se isto fosse verdade, dever-se-ia igualmente dizer que o Espírito Santo que desceu sobre os Apóstolos, que a perpétua permanência d’Ele na Igreja, e também que a própria pregação de Jesus Cristo, já perderam, desde há muitos séculos, toda a eficácia e utilidade: AFIRMAR ISTO, É SEM DÚVIDA, BLASFEMO. (…)

Pois o Magistério da Santa Igreja, por decisão Divina, foi constituído na Terra, para que as Doutrinas reveladas, não só permanecessem incólumes, perpètuamente, mas que também fossem levadas ao conhecimento dos homens de modo mais fácil e seguro. E embora tal Magistério seja quotidianamente exercido pelo Romano Pontífice, e pelos Bispos em união com ele, todavia tal Magistério se completa pela tarefa de agir, no momento oportuno, definindo algo, por meio de solenes ritos e decretos, se alguma vez for necessário opor-se aos erros ou impugnações dos hereges, de um modo mais eficiente, ou imprimir nas mentes dos fiéis capítulos da Doutrina Sagrada, expostos de modo mais claro e pormenorizado. Por este uso extraordinário do Magistério, nenhuma invenção é introduzida e nenhuma coisa nova é acrescentada à soma de verdades, que estando contidas, pelo menos implìcitamente, no Depósito da Revelação, foram Divinamente entregues à Igreja, mas são declaradas coisas que, para muitos talvez, ainda poderiam parecer obscuras, ou são estabelecidas coisas que devem ser mantidas acerca da Fé, e que antes eram, para alguns, alvo de controvérsia.»

  
Um dos argumentos, aparentemente o mais forte, esgrimido pelos modernistas, consubstancia-se na consideração do princípio ateu da liberdade religiosa, essencialmente, como uma SUPERAÇÃO TEOLÓGICA, E NÃO COMO UMA CONTRADIÇÃO, face ao Magistério pregresso da Santa Madre Igreja; que pensar deste argumento?

É conhecido como, globalmente, o Novo Testamento constitui, verdadeiramente, uma superação do Antigo Testamento. Tal sucede em virtude da Sagrada Revelação se haver processado gradualmente, até atingir o seu perfeito zénite em Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta progressividade deve-se fundamentalmente ao PECADO ORIGINAL; não olvidemos que Adão e Eva, como família matriz do Género Humano, receberam directamente de Deus Nosso Senhor, por Revelação Sobrenatural, a definição da essência bem como das propriedades essenciais do Matrimónio; e com estas, receberam de Deus TODO O PATRIMÓNIO COGNITIVO SOBRENATURAL QUE ERA NECESSÁRIO À EXISTÊNCIA DO GÉNERO HUMANO, NUM MUNDO EM ESTADO DE INOCÊNCIA. Mas Nosso Senhor Jesus Cristo, quando restaurou o mesmo Matrimónio na sua primitiva dignidade, não deixou de notar que “foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos deu a lei do divórcio – PORQUE NO PRINCÍPIO NÃO FOI ASSIM”(Mt 19,8). Efectivamente, se não tivesse havido pecado original, a Revelação NÃO SE PROCESSARIA DE FORMA PROGRESSIVA. Porque o pecado original obscureceu extraordinàriamente, nas mesmas almas de Adão e Eva, todo o Património Sobrenatural que haviam acolhido no Paraíso Terrestre; e isto, mesmo após recuperarem a Graça Santificante.

Neste quadro conceptual, é perfeitamente legítimo empregar o conceito teológico de superação para qualificar a restauração da dignidade do Matrimónio, operada por Nosso Senhor Jesus Cristo, como Verbo Encarnado, Redentor e Autor da Revelação no seu sentido mais absolutamente eminente.  

Consequentemente, não é difícil verificar o quanto são dissemelhantes as situações: O amaldiçoado princípio da liberdade foi proclamado, não pela Santa Madre Igreja, mas pela maçonaria internacional, usurpando a nomenclatura, a orgânica, e a dignidade da face humana da mesma Igreja; e foi proclamado em flagrante oposição contraditória ao Antigo e Novo Testamento, e a vinte séculos de Magistério da Santa Igreja. O princípio da liberdade religiosa É ATEU EM SI MESMO E POR SI MESMO, em caso algum pode significar uma superação Doutrinal, PORQUE DESTRÓI TEOLÓGICA E FILOSÒFICAMENTE ESSA MESMA DOUTRINA CATÓLICA, NA EXACTA MEDIDA EM QUE REBAIXA DEUS A UM PAUPÉRRIMO E INDETERMINADO SENTIMENTALISMO HUMANO, INTEIRAMENTE CEGO E ESTÉRIL.

O aperfeiçoamento da Revelação no decurso dos séculos, como diz São Paulo, “foi o nosso Pedagogo para nos conduzir a Cristo”(Gal 3,24); podemos assim sustentar que a Revelação se desenvolveu SEGUNDO UM PRINCÍPIO SUBLIMADAMENTE ANÁLOGO, ORIUNDO SÒMENTE DA LEI ETERNA E DA INTELIGÊNCIA E VONTADE DIVINA, AINDA QUE COM O CONCURSO DA CAUSA INSTRUMENTAL HUMANA, COM UM ÊXTASE SUPREMO NO EVANGELHO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO. MAS O PERCURSO DO MAGISTÉRIO DA SANTA MADRE IGREJA, AO LONGO DA SUA HISTÓRIA, PROCESSOU-SE SEGUNDO UM PRINCÍPIO UNÍVOCO. JÁ O CRESCIMENTO EM SANTIDADE DA ALMA FIEL, APROFUNDA-SE SEGUNDO UM ÚNICO PRINCÍPIO ESTRITAMENTE INDIVIDUAL.

Por redução ao absurdo, deveríamos então declarar, que a ser verdade que o princípio da liberdade religiosa constituía uma superação, então, e ainda raciocinando por absurdo, haveria um terceiro Testamento que faria “progredir” a Revelação na exautoração dos dois primeiros Testamentos. E diversos textos da “Lumen Gentium” parecem ir claramente nesse sentido de uma Revelação contínua, confundindo o Magistério da Igreja primitiva com a Revelação em si mesma. Tal não nos deve surpreender, porque O MODERNISMO É PRECISAMENTE ISSO, uma “revelação” contínua, a nível individual e colectivo, encarnando, criativamente, culturalmente, vitalmente, a progressiva descoberta e deificação do homem pelo homem.

O maldito princípio da liberdade religiosa é apenas fruto da conspiração das potências do Inferno e seus sequazes maçónicos; constitui uma rotura absoluta, não no Magistério da Santa Madre Igreja, MAS NA APARÊNCIA DESSE MAGISTÉRIO.

E também não é verdade que o malfadado princípio da liberdade religiosa tenha sido outrora plenamente rejeitado pela Santa Igreja, não em si mesmo, mas apenas em virtude de ter sido esgrimido pelos inimigos da mesma Igreja; não, de forma alguma, porque esse mesmo princípio DESTRÓI INTRÌNSECAMENTE, METAFÌSICAMENTE, NECESSÀRIAMENTE, TODO O DOGMA, TODA A MORAL, E TODA A SÃ FILOSOFIA; CONSTITUI A ARMA MAIS LETAL PARA A SANTA MADRE IGREJA QUE POSSA ALGUM DIA SER MANEJADA PELOS SEUS INIMIGOS.

Quem quer que, por Graça de Deus Nosso Senhor, possua a Fé Católica, mesmo a Fé informe, sabe por inerência que o referido princípio é visceralmente contraditório com as Virtudes Teologais e Morais; que não constitui algo de extrínseco, que a Fé Católica possa, ou não, haurir das civilizações em que está imersa; MAS QUE É UMA REALIDADE CONSTITUTIVA DA PRÓPRIA REVELAÇÃO. Certamente, existem no Direito Canónico certas disposições que podem e devem variar consoante o tempo e o espaço em que a Santa Madre Igreja esteja enraízada, por exemplo: Tudo o que concerne ao jejum e à abstinência; mas o princípio geral da ascese católica, de cada um segundo o seu estado, É ESSENCIALMENTE INTANGÍVEL. O Papa Pio XII autorizou os católicos chineses a utilizar a sua própria língua na Santa Missa, COM A EXCEPÇÃO DO CÂNON. É pois estruturalmente evidente que sendo possíveis e até necessárias certas adaptações, VIGORA UM PRINCÍPIO FUNDAMENTAL, INDEFECTÍVEL E INFALÍVEL, PORQUE ETERNO; ORA O PRINCÍPIO DA LIBERDADE RELIGIOSA OBLITERA A CEM POR CENTO ESSE PRINCÍPIO, REDUZINDO A NADA A DOUTRINA CATÓLICA.

A consagração do princípio da liberdade religiosa pelos heresiarcas do Vaticano 2, não configura, nem pode configurar, em caso algum, um simples delito de negligência, como afirmam os apóstatas chefes da Fraternidade QUE FOI DE SÃO PIO X; representa sim a propaganda da maçonaria internacional, usurpando a nomenclatura, as funções, e a face humana do Corpo Místico. PORQUE A IGREJA QUE VEMOS É A MAÇONARIA INTERNACIONAL. Sustentar a tese da negligência é ridicularizar e jogar na sentina da História 600 anos de combate anti-moderno e anti-modernista. A negação peremptória da liberdade religiosa é constitutiva da própria Lei Eterna; não exprime um “capricho” Divino, mas uma realidade Teológica e Metafísica, que é intrìnsecamente conforme à Verdade e ao Bem absoluto e Incriado. Situamo-nos assim infinitamente longe de uma simples intransigência humana e terrena; mas é evidente que aqueles que estão infinitamente longe de Deus Nosso Senhor jamais poderão compreender os temas agora desenvolvidos.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 8 de Fevereiro de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

M. Maurice de Mas répond sur Mgr Thuc et le Père Guérard des Lauriers

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Le 10 février 2017, Sainte Scholastique

M. Maurice De Mas répond sur Mgr Thuc et le Père Guérard des Lauriers.

 

Exc. Sr. Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Je vous remercie de l’intérêt que vous portez à mon écrit au sujet du 3ème secret de Fàtima.

Votre réaction à cet écrit comporte deux volets. Ce qui concerne les sacres effectués par Mgr Thuc et l’éminente théologie du Père Guérard des Lauriers.

Je commencerai par le 2ème volet étroitement lié à la thèse dite de Cassiciacum dont le Père Guérard est l’auteur. J’indique avoir connu d’assez près ce prêtre depuis environ 1973 jusqu’à son sacre et J’assistais aux messes qu’il célébrait périodiquement soit à Lyon soit à Paray-le-Monial et aux cours desquels il nous faisait des sermons assez abscons ! Soit dit en passant, le « péché mignon » des théologiens professionnels ne serait-il pas de surfer sur la « haute spéculation théologique » ? Plus c’est subtile et abscons jusqu’à en être… hardi, plus cela donne l’ivresse des jeux intellectuels et une sorte d’aura… gnostique ! C’est même lui qui, avec l’autorisation du propre curé de ma fiancée, a reçu l’échange de nos consentements lorsque nous nous sommes mariés en 1975.

Vous me demandez de justifier mon affirmation : « Un pape légitimement élu mais privé de l’Autorité est une absurdité non moins qu’une hérésie ». Ma phrase, ne concernant pas directement mon sujet, est lapidaire, elle ne venait là que pour indiquer les différentes tendances du traditionalisme. Je comprends qu’elle vous ait choqué si vous êtes partisan de la « thèse ». Pardonnez-moi si je vous ai froissé.

Pour son auteur et ses doctrinaires, elle se résume en la proposition suivante : le Siège de Saint Pierre est à la fois actuellement, formellement, parfaitement vacant et actuellement, formellement, parfaitement non vacant. Elle fait donc fi du principe de contradiction. Il est impossible qu’un même occupant du Siège apostolique (que l’on se réfère à Montini ou à l’un de ses successeurs) soit à la fois capable et non capable de la forme du pontificat, autrement dit que, simultanément il puisse et ne puisse pas être pape, et cela sous un même rapport, ici celui du droit canonique (lequel inclut des préceptes de droit divin, tel le canon 219 : « Le Pontife romain, légitimement élu, obtient de droit divin, aussitôt après l’acceptation de l’élection, le plein pouvoir de la juridiction suprême. »

Ce qui signifie qu’entre l’acceptation de l’élu et le plein pouvoir donné par Dieu, il n’y a aucune place pour un pontificat matériel que « d’éventuelles déterminations ultérieures » imaginées par les thésistes prépareraient à l’acte. De ce canon, il s’ensuit que « les papes conciliaires » n’ont pas été légitimement élus au moins pour la raison que, dès avant leur entrée au conclave, ils n’étaient pas papabile. Aucun d’eux n’a jamais été un pape en puissance, ou materialier. Leurs élections sont invalides et le prouvent leurs œuvres : Montini et les suivants étaient tombés dans l’hérésie bien avant leur élection.

La thèse contredit aussi la Constitution Vacantis apostolicæ Sedis de Pie XII laquelle stipule qu’il ne reste à l’élu d’un conclave aucune disposition supplémentaire à acquérir pour jouir de la plénitude de la juridiction universelle. Le consentement de l’élu à l’élection ayant été donné…, l’élu est immédiatement (illico) veus papa, et il acquiert ipso facto et peut exercer une pleine et absolue juridiction sur l’univers entier (Cap. VII, 101).

Vous connaissez la bulle Cum ex Apostolatus, notamment le § 6, j

La fameuse disposition d’âme requise pour l’obtention de la forme du pontificat par l’occupant du Siège de Pierre est une fiction théologique destinée à donner à son occupation matérielle un semblant de droit sans lequel l’absurdité de l’hypothèse de Cassiciacum serait trop évidente.

Puisque, selon le Père Guérard, Paul VI était privé de l’autorité suprême, tous ses actes étaient donc totalement invalides et frappés de nullité (sauf dans l’ordre de la malice et de la malfaisance !) Je vous laisse calculer les conséquences au fil du temps quant à l’élection de ses successeurs ! Raison pour laquelle, le Père Guérard eut l’honnêteté d’avouer que sa thèse s’éteindrait avec le temps. L’élection du premier faux pape Roncalli l’avait avortée par avance.

Non contents de contredire le droit divin, le droit ecclésiastique et la droite philosophie, les partisans de la thèse s’écartent de la doctrine de l’Eglise sur les points importants suivants. Dans son livre De Romano Ponitifice, le cardinal saint Robert Bellarmin dit : «  Il est prouvé par des arguments d’autorité et de raison que l’hérétique manifeste est déposé ipso facto. » « Déposé ipso facto », signifie que le pape hérétique se trouve déposé par la perpétration même du crime d’hérésie, sans que soit requis un jugement ni même une déclaration de l’Eglise. Et il ajoute : « Un hérétique manifeste ne peut pas être pape. Un pape manifestement hérétique cesse de lui-même d’être le pape et la tête de l’Eglise, de la même façon qu’il cesse d’être un chrétien et un membre de l’Eglise. » Dans l’Eglise, on croit unanimement que celui qui ne confesse pas la foi chrétienne ne peut en aucune façon en être membre.

Or, sur ces points, les défenseurs de la thèse soutiennent que celui qui enseigne habituellement l’hérésie et ne confesse pas la foi catholique mais quelque autre croyance (par exemple les hérésies conciliaires maçonnico-gnostiques), ne peut être dit hérétique, parce qu’il est humainement impossible de prouver qu’il a l’intention d’enseigner l’hérésie, autrement dit, de faire ce qu’il fait. A leur avis, seuls le pape et les évêques, qui sont divinement inspirés, connaissent les pensées secrètes des hommes ; seuls par conséquent, ils ont le pouvoir d’attribuer à quelqu’un une qualification personnelle et de le juger. Dans une telle perspective, un homme qui ment habituellement ne peut être dit menteur, ni celui qui a l’habitude de voler, un voleur, ni l’individu qui commet meurtre sur meurtre, un meurtrier. En tout cas, il serait impossible à un tribunal humain de le prouver, le pape et les évêques, et eux seuls, ayant le pouvoir d’établir la culpabilité de quelqu’un. Voilà qui compliquerait étrangement la vie judicaire et même la vie tout court, si c’était vrai. Selon cette fiction qui sous-tend la Thèse, les membres de la hiérarchie sont assimilés à des dieux. Non ! le pape et les évêques n’ont pas ce pouvoir de divination. Les anges eux-mêmes ignorent les pensées secrètes des cœurs, objets connus de Dieu seul (Saint Thomas Ia 12, 8). Léon XIII le confirme : « De la pensée ou intention, en tant qu’elle est une chose intérieure, l’Eglise ne juge pas ; mais l’Eglise doit en juger la manifestation extérieure (Apostolicæ curaæ, Denz. 3318). »

Ces quelques considérations devraient être développées et d’autres également importantes abordées. Je me suis inspiré de la réfutation de la thèse de Cassiciacum réalisée par Myra Davidoglou en 1991. Connaissez-vous cette remarquable et fondamentale étude ? Je suis prêt à vous en communiquer la photocopie, si vous le désirez.

Venons-en maintenant aux sacres réalisés par Mgr Pierre-Martin Ngo Dihn Thuc. Il est utile de rappeler certaines choses pour comprendre mon affirmation.

Bien qu’ayant eu une attitude floue vis-à-vis du Vietminh et du communisme, cet évêque vietnamien fut durement éprouvé par la communisation de son pays, l’assassinat de son frère Diem et son exil en Europe. Il participa au conciliabule Vatican II au cours duquel il fit d’ailleurs des interventions  scandaleuses : « Sous le nom de peuple de Dieu est compris tant la hiérarchie que le laïcat dans l’Eglise. De plus, si l’on exauce le vœu de certains Pères conciliaires, toute l’humanité devrait être incluse dans l‘Eglise. Quoi qu’il en soit, il me paraît étonnant qu’il ne soit jamais expressément parlé des femmes dans le schéma sur le peuple de Dieu, en sorte que l’Eglise apparaisse totalement masculine… Les femmes n’ont-telles point à pâtir de multiples prescriptions ecclésiastiques très déplaisantes et injustes ?… Ainsi, saint Paul impose aux femmes de porter un voile dans l’Eglise… Pourquoi les hommes, d’une façon orgueilleuse, devraient-ils entrer nu-tête dans l’Eglise ?… Ainsi, le silence a-t-il été demandé aux femmes… Ainsi, apparaît hic et nunc, dans cette aula conciliaire, cette injuste discrimination. Où sont parmi les experts et les auditeurs, les femmes ? Pourquoi, à notre âge atomique, en lequel presque partout sur terre les femmes ont obtenu l’égalité juridique avec les hommes, souffriraient-elles uniquement dans l’Eglise du Christ de ces discriminations injurieuses ?… C’est pourquoi, au nom de vos mères, sœurs, des religieuses, je demande avec force qu’il soit fait quelque mention expresse de ce sexe dévot en ce chapitre et que soient éliminées du nouveau Code de Droit les discriminations à l’encontre de ce sexe très fort. Enfin, je serais reconnaissant à celui qui pourrait me citer un texte évangélique clairement probant, qui interdise aux sœurs de la B.M.V. les fonctions sacrées (Actes, Vatican II, Vol. 2, p. 3 , ch. 3, p. 513). »

J’arrête les citations pour ne pas allonger démesurément mon écrit.

Après diverses péripéties, il se retrouva en France, à Toulon. Là, l’archiprêtre de la cathédrale lui attribua un confessionnal. Quand il n’y avait pas d’acolyte, il servait la synaxe. L’évêque de Toulon où il concélébrait avec l’intrus lui donna la mission de confesser les Vietnamiens et aussi les pouvoirs pour confesser tout le monde. Une fois par an, le Jeudi Saint, il l’invitait à concélébrer, évidemment dans le nouveau rite (Dixit père N. Barbara).

Voilà donc celui que les guérardo-thucistes veulent faire passer pour un grand défenseur de la foi et de l’Eglise !

Un mot sur Laborie. Ce personnage, « évêque » schismatique de la secte « vieille catholique », dite Eglise Latine de Toulouse (France) avait été « ordonné prêtre » par un certain Poncelin d’Eschevannes et avait reçu un 1er « sacre » d’un certain Tugdual 1er le 5.5.1957. Ces deux individus se rattachent à un entrecroisement de sectaires « ordonnés », « ré-ordonnés », « sacrés », « re-sacrés » entre eux et par d’autres sectaires. Ces multiples sectes s’entrecoupent maintes fois, par le biais de certains de leurs maillons qui reçoivent plusieurs « sacres » ; cette pratique est constante dans les sectes… Cantor… Canivet… Laborie… ont tous été « sacrés » au moins trois fois. Laborie est « re-consacré » le 26.08.1968 par Canivet appartenant à une organisation d’inspiration rosicrucienne (comme membre dirigeant). Puis il est « consacré » une troisième fois, le 8.2.1977, par… Mgr Thuc !

Le 19.10.1978, Thuc « sacre » Jean-Marie Roger Kozyck, lequel appartient à la communauté schismatique « vieille catholique » du Fréchou (France).

Pourquoi ces multiples « reconsécrations » ? 1° Certains fondateurs de sectes cherchent à se rattacher à une filière plus… présentable à de potentiels clients, surtout dans le milieu traditionaliste ; 2° ces messieurs ont des doutes fondés en ce qui concerne ces « consécrations », qui ont souvent lieu dans des conditions déplorables, de manière à demi secrète, sans caractère public, solennel et officiel, parfois pratiquement sans témoins, voire dans une pièce exigüe d’appartement, comme ce fut le cas de la plupart des « sacres » conférés à Toulon par Mgr Thuc.

Début 1981, les Allemands Eberhard Heller et Kurt Hiller demandèrent à Mgr Thuc (avec lequel Hiller avait des contacts amicaux) de sacrer des évêques pour la Tradition à cause du fait que Mgr Lefebvre ne voulait pas déclarer la nouvelle messe invalide et qu’il continuait de reconnaître Paul VI comme pape. Thuc, ambivalent sur ces deux points, accéda à la demande des « bons et généreux Allemands », comme il disait ! Il a avoué avoir reçu une forte somme d’argent de Paul VI pour démissionner de son poste d’archevêque, au profit des réfugiés vietnamiens en Europe. Se pose là le problème de l’indult concédé à lui par Pie XI pour sacrer des évêques au Vietnam. Cet indult était-il valable pour l’Europe ? De plus, ayant abandonné son poste d’archevêque, cet indult n’était-il pas automatiquement caduque, d’autant que le siège de Pierre était devenu vacant ?

Le 7 mai 1981, les deux commanditaires se retrouvèrent dans la chambrette du prélat vietnamien, à Toulon, pour être… témoins du sacre du père Guérard. En octobre ce fut le tour de l’abbé Carmona et de son confrère Zamora, pris par surprise. L’abbé Schoonbroodt m’écrivait que l’ancien rite avait été certainement utilisé. Certainement ? Admettons. Mais les formes canoniques ? Mais le mandat de l’Eglise ?

Après avoir été contacté quelques jours avant la Noël 1975, Mgr Thuc a ordonné 5 laïcs parmi les illuminés de Palma de Troya (Espagne): Clemente Dominguez, Manuel Alonso, Louis Moulins, Francis et Paul Fox. Dix jours plus tard, il consacrait Dominguez et Alonso, ainsi que trois autres prêtres. La cérémonie s’était déroulée d’une manière gravement irrégulière, puisque la  « consécration » a été faite sans Messe, en violation des rubriques du Pontifical Romain. Deux semaines plus tard, Dominguez, âgé de 28 ans, a lui-même « consacré » trois évêques de Palma. Il y a maintenant des centaines d’ « évêques » de Palma. (The Roman Catholic, 1/1983, p. 6 S.). Dominguez a même consacré un enfant de 16 ans. Après la mort de Paul VI, il s’est déclaré pape sous le nom de Grégoire XVII et il a nommé quantité de « cardinaux » (Einsicht, 8/1982, p. 26, vers. angl.).

Entretemps, Mgr Thuc, qui est à l’origine de tout ce gâchis schismatique, avait fait amende honorable à titre personnel en se rendant à Rome le 7.9.1976, mais sans faire ensuite la pénitence continue. Ces « consécrations » furent faites sans l’autorisation de Paul VI qu’il reconnaissait donc pour pape légitime et avec lequel il se disait en communion de foi.

« Si, comme le prétend Heller, Thuc avait vraiment des motifs de penser qu’en imposant les mains à Clemente et ses amis, il pouvait grandement servir l’Eglise », pour quelle raison est-il allé ensuite demander pardon à Paul VI d’avoir conférer ces sacres ?

Ensuite, il récidiva : Labat d’Arnoux en 1976, Jean Laborie (déjà cité) en 1977, Claude Nanta de Torrini en 1977, Roger Kosyck (déjà cité) en 1978, Michel Fernandez en 1978, Christian Datessen en 1982, soit un an après le Père Guérard et sept mois après la signature apposée par Thuc le 25.02.1982 à Munich à une déclaration sur la vacance du Saint-Siège, à la demande et sur les pressantes instances des « généreux allemands », Heller et Hiller, et publiée par eux dans Einsicht (03.1982, p. 8). Il est utile de préciser que les personnages cités sont tous impliqués dans une secte ou l’autre liée aux « vieux catholiques ».

Une 2ème demande de pardon suivit, le 11.7.1984 !

De par le monde, il y a plusieurs centaines d’évêques et de prêtres descendant de Thuc ou liés à des consacrés par Thuc (Il ya même des cardinaux et plusieurs papes !). On connaît ceux qui sévissent en Europe et en Amérique latine notamment dans le milieu traditionaliste. Ou plus exactement, on en connaît certains (Guérard, Munari, Pivarunas, Carmona, Zamora, Mac Kenna, Dolan, Stuyvert, etc.). Mais il ya aussi les prêtres ordonnés par l’un de ceux-là ou par la secte de Dominguez. Ils ont pignon sur rue. Les traditionalistes, qui ne voient pas plus loin que le bout de leur nez, abandonnent toute prudence dès qu’il voit une soutane ! On peut vraiment parler d’une multisecte schismatique.

J’ai conscience d’avoir été très long et pourtant ce n’est qu’un aperçu.

Mgr Thuc a pataugé dans des contradictions graves, enfreint les règles canoniques, ordonné et sacré à tour de bras n’importe qui, souvent sans séminaire, faisant abstraction de toute prudence et de tout jugement. Il a aggravé son cas en récidivant et en persévérant, en dépit de ses demandes de pardon. Cela met en cause sa santé mentale. Le R. P. Vinson était persuadé qu’il n’avait plus toute sa tête.

Voilà pourquoi j’ai écrit que les consécrations épiscopales faites par Mgr Thuc étaient invalides.

Je ne doute pas de la grande intelligence humaine du Père Guérard, mais pour ce qui est de la théologie, il a commis une très grande erreur : sa thèse dite de Cassiciacum et, sur un plan différent son sacre. L’intelligence si profonde et universelle soit-elle ne confère pas pour autant l’infaillibilité.

J’espère avoir répondu à vos questions.

Respectueusement.

Maurice de Mas

 

O MAIOR INIMIGO DESTE MUNDO É A VIRTUDE SOBRENATURAL

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Leão XIII, em excertos da sua encíclica “Rerum Novarum”, promulgada em 15 de Maio de 1891:

«Entretanto, a Santa Igreja não se contenta em indicar o caminho que leva à Salvação; ela conduz a esta, e aplica por sua própria mão, ao mal, o conveniente remédio. Ela dedica-se toda a instruir e educar os homens segundo os seus princípios e a sua Doutrina, cujas águas vivificantes ela tem o cuidado de espalhar, tão longe e tão largamente quanto lhe é possível, pelo Ministério dos Bispos e do Clero. Depois, esforça-se por penetrar nas almas, e por obter das vontades que se deixem conduzir e governar pela regra dos preceitos Divinos. Este ponto é capital e de grandíssima importância, porque encerra como que o resumo de todos os interesses que estão em litígio, E AQUI A ACÇÃO DA IGREJA É SOBERANA. Os instrumentos de que ela dispõe para tocar as almas, recebeu-os para este fim, de Jesus Cristo, e trazem em si a eficácia de uma virtude Divina. São os únicos aptos para penetrar até ás profundezas do coração humano, que são capazes de levar os homens a obedecer às imposições do dever, a dominar as suas paixões, a amar a Deus e ao seu próximo com uma caridade sem limites, A ESMAGAR CORAJOSAMENTE TODOS OS OBSTÁCULOS QUE DIFICULTAM O SEU CAMINHO NA ESTRADA DA VIRTUDE.

Neste ponto, basta passar ligeiramente em revista aos exemplos da Antiguidade. As coisas e factos que vamos lembrar estão isentos de controvérsia. Assim, não se pode duvidar de que a sociedade civil tenha sido essencialmente renovada pelas instituições cristãs, que essa renovação tenha tido por efeito elevar o nível do género humano, ou, para melhor dizer, chamá-lo da morte à vida, e guindá-lo a um alto grau de perfeição, como não se viu semelhante, nem antes nem depois, e não se verá jamais em todo o decurso dos séculos. Que, enfim, desses benefícios foi Jesus Cristo Princípio, e deve ser o seu Fim; porque assim como tudo partiu d’Ele, assim também tudo Lhe deve ser referido. Quando, pois, o Evangelho raiou no mundo, quando os povos tiveram conhecimento do grande Mistério da Encarnação do Verbo, e da Redenção dos homens, a vida de Jesus Cristo, Deus e Homem, invadiu as sociedades, e impregnou-as inteiramente com a Sua Fé, com as Suas Máximas e com as Suas Leis. É por isso que, se a sociedade humana deve ser curada, não o será senão pelo regresso à vida e às instituições do Cristianismo. A quem quer regenerar uma sociedade qualquer, em decadência, prescreve-se, com razão, que a reconduza às suas origens. Porque a perfeição de toda a sociedade consiste em prosseguir e atingir o fim para a qual foi fundada, de modo que todos os movimentos e todos os actos da vida social NASÇAM DO MESMO PRINCÍPIO DE ONDE NASCEU A SOCIEDADE. Por isso, AFASTAR-SE DO FIM É CAMINHAR PARA A MORTE; E VOLTAR A ELE É READQUIRIR A VIDA. E o que nós dizemos de todo o corpo social, aplica-se igualmente a essa classe de cidadãos que vivem do seu trabalho e que formam a grandíssima maioria.»

 

Sabemos pela Sagrada Escritura que Caim, invejoso da virtude do seu irmão Abel, o matou num verdadeiro crime de ódio. Este primeiro homicídio, e fratricídio, da História da Humanidade ficou registado como o paradigma da forma como os maus tratariam os bons, por todo o desenrolar dos séculos, e em toda a face da Terra.

Objectar-se-á, que falar assim é maniqueísmo, que a realidade é muito mais complexa, que não se pode operar uma divisão sòmente entre bons e maus. Podemos responder que na Eternidade haverá apenas Céu e Inferno. Porque o limbo das crianças destina-se a almas não elevadas ao estado Sobrenatural, sendo um estado e um lugar de felicidade natural, com aspectos preternaturais, onde se gozará de um conhecimento e amor natural de Deus. Os modernistas que negam o limbo, assim procedem porque não possuem qualquer conceito da Ordem Sobrenatural, bem como do seu carácter absolutamente gratuito.

Santo Agostinho na sua “Cidade de Deus” concebe o mundo como palco de uma luta permanente entre os bons e os maus, sem que os primeiros coincidam necessária e materialmente com a Santa Madre Igreja. Este combate é exercido pelos bons, Sobrenaturalmente, para a maior Glória de Deus e a Salvação das almas, ao passo que os maus, conduzidos pelo demónio, procuram frustrar toda a obra realizada por amor Sobrenatural de Deus Nosso Senhor.

Em certo sentido, este paupérrimo mundo, é uma ante-câmara do Inferno; e se alguém possuía algumas dúvidas, a História do ominoso século XX será suficiente para as desfazer. Nunca terá sido tão assustadoramente escasso o número de eleitos, nunca terá sido tão imensamente grande o número de condenados. Não olvidemos que Nossa Senhora revelou à Jacinta, talvez já no Hospital de Dona Estefânia, que os mortos na segunda guerra mundial foram quase todos para o Inferno. E foi neste miserável século XX, que a Humanidade, pela primeira vez desde Adão, se viu, institucionalmente, oficialmente, privada das referências Absolutas, Eternas e Imutáveis da Verdade e do erro, do Bem e do mal. Uma tal privação deve ser considerada, não em sentido metafísico, mas em sentido vulgar – UM MAL ABSOLUTO!

A civilização pós-Cristã constitui assim um mal absoluto, o cume das aspirações de satanás, o reino de todos os Cains, de todos os Judas Iscariotes, o reino da treva mais inconcebìvelmente amarga, que os católicos do passado, os santos, os Papas e Bispos de antanho, jamais sonharam fosse possível algum dia existir.

Todavia, se pensarmos bem, verificaremos que a Verdade e o Bem Sobrenatural foram sempre alvo da maior perseguição por parte do mal. A História do povo eleito, que é História Sagrada, que é Revelação, demonstra perfeitamente a enorme tendência que os homens têm para o mal. O Rei David, um dos mais elevados expoentes do Antigo Testamento, não duvidou expor propositadamente à morte o seu chefe militar Urias, para lhe ficar com a mulher, por quem nutrira uma paixão demoníaca. Com tal procedimento, o Rei David corrompeu a sua função de Rei e de chefe militar, subordinando o premeditado sacrifício do seu chefe militar, a um interesse puramente pessoal e ademais criminoso e adúltero. O próprio Salomão viveu como um sultão asiático, usando e abusando da faculdade legal da poligamia.

Ninguém pode negar que o respeito pela vida humana foi ensinado já no Antigo Testamento pela Sagrada Revelação e dele permaneceu depositário a Santa Madre Igreja.

Um dos sintomas mais profundos do imenso mal deste mundo são as guerras, antigas e modernas. Evidentemente, existem guerras justas, ao menos para um dos lados; mas em geral, as guerras são injustas, ou parcialmente injustas, para ambos os lados. Num mundo mau, é muitas vezes necessário aos bons recorrer ao supremo remédio da guerra; mas a própria existência deste fenómeno bélico constitui, inapelàvelmente, um certificado de descomunal inferioridade moral para o Género Humano.

O facto de Adão e Eva, colocados num meio absolutamente privilegiado, elevados gratuitamente à Ordem Sobrenatural e enriquecidos, também gratuitamente, com os Bens Preternaturais, haverem, num ingente esforço moral negativo, desprezado todos estes Bens, acicatados, o mais desordenadamente possível, no orgulho e na soberba, por satanás; tudo isto originou històricamente para a Humanidade que os poucos bons, fossem odiados e perseguidos cruelmente pelos maus. E a razão profunda reside precisamente na EXCLUSIVIDADE OBJECTIVA E SOBRENATURAL DA VERDADE E DO BEM, QUE CONSTITUI UM REMORSO PERMANENTE E UMA ACUSAÇÃO INSUPORTÁVEL PARA OS MAUS. Mas a tenacidade, a universalidade, e a constância dessa perseguição deve compreender-se como punição Divina ao esforço moral negativo de Adão e Eva para pecarem.

Salvo casos raríssimos de grande santidade, e mesmo nestes, a facilidade Sobrenatural concerne apenas à conservação da castidade de cada um segundo o seu estado; a virtude custa muito aos poucos homens decididos a seguir os caminhos excelsos de Nosso Senhor Jesus Cristo pelas extremamente ásperas e venenosas veredas do mundo; não era assim no Paraíso Terrestre, toda a virtude Sobrenatural era tão fácil como respirar. Neste quadro conceptual, podemos aquilatar o grande crime de Adão e Eva, ofendendo a Deus Nosso Senhor, quando em princípio, toda a ordem antropológica, ontológica e cosmológica, pressionava no sentido da virtude. Não nos surpreenderemos assim com a acutilância, com a astúcia, com a especial perversidade, daqueles que rejeitam a Verdade revelada, quando meditarmos na monstruosidade do pecado original.

Mas existe ainda um outro aspecto a considerar: A Verdade, o Bem, a Santidade, na sua absoluta objectividade e coerência, na sua necessária universalidade, no seu resplendor Divino, Eterno e Incriado, possuem UMA UNICIDADE, UMA SINGULARIDADE, TAIS – QUE ESMAGAM RADICALMENTE TUDO O QUE É PENSAMENTO HUMANO, OPINIÃO HUMANA, PREFERÊNCIA HUMANA, PAIXÃO HUMANA. Ora, os ímpios sentem-se gigantescamente avassalados por tal SOBERANIA DO SER, e ainda que quase inconscientemente, reconhecem-se impotentes perante a sublimidade de tal inexorabilidade, de tal obrigatoriedade – e então ODEIAM-NA, CONQUANTO A RESPEITEM.

Exactamente nesta perspectiva se compreenderá o como a Verdadeira Santa Madre Igreja, embora hostilizada e perseguida, ERA RESPEITADA. Ao passo que a seita anti-Cristo, embora não hostilizada, é alvo de UMA DESCOMUNAL INDIFERENÇA.

E quem tem experiência da vida, sabe que em certas circunstâncias, A INDIFERENÇA É MUITÍSSIMO MAIS AGRESSIVA E CORTANTE QUE A HOSTILIDADE ABERTA.

Assim se cumprem, plenamente, as palavras de São Pio X, que instado a abrir a Santa Igreja ao mundo, retorquiu: “Não, porque os membros fiéis da Igreja a abandonariam, ao passo que os que estão fora, nela jamais entrariam!”

Todsvia, os maçons nunca possuíram como objectivo fazer integrar as massas, positivamente, na entidade monstruosa que ficaria depois de obliterada e usurpada a face humana da Santa Igreja; não, o que os maçons pretendem é que essa entidade monstruosa, que é a seita conciliar, ANIQUILE, PULVERIZE, INTERIOR E EXTERIORMENTE AS MASSAS OCIDENTAIS, E UMA VEZ ISTO CONSEGUIDO, NO REINO DO NADA, JÁ NADA HÁ-DE VALER A PENA – A NÃO SER O DESESPERO, A DROGA E A EUTANÁSIA!

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 27 de Janeiro de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

BETWEEN OUR LADY AND THE ABYSS: a very crucial countdown

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Arai Daniele

The Apparitions of Our Lady 

We might well ask that in the face of so many dangers and threats on both the religious and political fronts would God not give some sign and assistance to His Church to help overcome its enemies. This is the question that, although it is extremely important, is incredibly ignored by the modern world. A question that has been answered in many occasions by Almighty God. For instance, on the night between the 18th and the 19th of July, 1830, eleven days before the coup d’etat, Our Lady appeared in Paris, in the chapel of the “Rue du Bac” of the Daughters of Charity, to the young religious Catherine Labouré.

The humble novice, who later was canonized, heard the Virgin Mary, who with her eyes full of tears, prophesy the great calamities which were about to unleash themselves on humankind. In the following Nov­ember, the Immaculate Virgin entrusted Catherine with the mission of propagating the “Miraculous Medal”, to sustain the faithful and the Church to oppose the “cult of man” with the invocation:

“Oh Mary, conceived without sin, pray for us who have recourse to Thee”.

Here, then, is but one answer to this capital question which should focus our attention on the luminous sequence of Marian apparitions which have come to predict the great modern revolutionary dangers, apparitions which from 1830 until today have followed one another with dizzying escalation.

The basic consideration is this: the supernatural intervention precedes a political threat to the religious life. A threat that is aimed at destroying the Faith, doctrine, worship, the clergy, the hierarchy, and the pontificate. Our Lady came to the “Rue du Bac”, as well as to La Salette, Lourdes and Fatima, not only to warn about political errors, but for the defense of Catholic Rome. The mess­age of help is above all else a commitment by God that the Roman Pontiff can count on His support in order to keep the Faith whole and pure.

The Liberal Revolution within the Church

One need only recall these apparitions of Mary Immaculate, who at Lourdes in 1858, said ”I am the Immaculate Conception”, thus confirming the dogma proclaimed by Pope Pius IX in 1854. In this light we can understand that the true peril in 1830 was not so much the crowned Revolution, which would impose error in the world by arms, but the infiltration of liberalism that would weaken the doctrinal defenses of the Church in front of the “cult of man”.

Liberalism, long since condemned by the Church, ordains that every man is at liberty to decide for himself what truths God has revealed. This rebellion against objective truth began to take over governments and legal systems with the onset of the French Revolution, but it was condemned and kept out of the Church until churchmen like Father Lamennais took it upon themselves to welcome it and to christianize it.

Since the XIX century, religious liberalism has made three great attempts to dominate the Church. The first, by Lamennais, consisted in considering the right to freedom as a universal fact. This position in regard to religious liberty had as a logical consequence the total separation of the Church and the State, from the law of God and the law of men. After the revolu­tion of 1830, this revolutionary position became more aggravated, because it was defended by Catholics of Father Lamennais’ lib­eral sect, who presented themselves to public opinion as the true defenders of the Church’s freedom.

This first attempt with its falsehoods and illusions was firmly and promptly repelled in 1832 by Pope Gregory XVI with the encyclical Mirari vos, which recognizing the essence of the danger, used the words of the apocalyptic prophecy which are published at the begin­ning of this book.

The second attempt to create a “Catholic liberalism” was in the sense of allying the Church to democracy. A proposition rejected however with great strength and doctrinal precision by Pope Pius IX in the Syllabus, and the First Vatican Council – there is no democratic majority which can prevail over the infallibility of the Church and the Pope, the Vicar of Christ.

The third attempt obtained at first a practical success under Leo XIII who, although firm on doctrine, yielded to the “ralliement“, an alliance of French Catholics with the government, which was operating with liberal principles condemned by the Church.  But with the new Pope, St. Pius X, that concession ceased.

The consequences were dramatic: the reaction of the government stripped the Church in France of everything she poss­essed. The same would happen years later in Portugal, but the unchangeable principles of the priority of the law of God over the democratic votes and preferences of men, were affirmed by St. Pius X’s action of restoring all things in Christ.

Liberalism infects the Clergy and the Nations

The attempts at a “Christian democracy” of Marc Sangnier’s Sillon were discredited by the Encyclical Notre charge apostolique. Sangnier accepted a sovereign will of the people even to pray or to offend God (as happens with the abortion law). The words of Leo XIII were clear, that the State which is ruled by the principles of liberalism is in practice an atheist State. “This – social atheism – based upon a depraved freedom is not less contrary to natural and Christian law than individual atheism.” (Encyclical Libertas, 1888). In fact, the cult of man’s total liberty is the religion of man making himself god.

With the message of Our Lady of La Salette in 1846 we are told that religious liberalism would transform many priests into “sewers of impurities,” and would prepare the way for a deadly infection: the militant atheism of the socialist state. It was the hour of Marx and of the International, prepared by the liberal errors of Masonic Emperor, Napoleon III. But the real danger to the Church was not so much in the strengthening of the temporal power, which mounted the assault against Catholic Rome during the First Vatican Council. Even though Pope Pius IX considered himself a prisoner in his own palace, his main preoccupation was always to defend the Faith against internal assaults. And these came from the clergy as well as bishops.

Here it is important to consider what the apocalyptic peril was which the Church had been confronting since the words evoked in the Encyclical Mirari vos by Pope Gregory XVI. In fact, if the great evil consists in the opening of the pit of the abyss, which will infect all the earth, and the doctrinal key has as its name “religious liberty”, the great question is how to interpret who is the fallen star that will use it. Now, the stars of the firmament of the Church are the bishops. They are the lights that guide and illuminate on high with the light of God. Who then would be the star which received the key? A bishop with a key? Who could he be, if not the Bishop of Rome?

At La Salette, Our Lady said: “Rome will lose the Faith and become the seat of the Antichrist”. This then is the supreme danger which, as we shall show later, was not left un­foreseen by the great Popes of the XIX century and of which St. Pius X, just after his elevation to the throne of St. Peter, said it was licit to think, considering the disastrous state of the world, that the Antichrist was already among us. However, one cannot think that this man of sin could be raised to a position of so much power without the confluence of many united forces: political, cultural, social, freemasonic, ecclesial; and all galvanized by the impiety of the peoples and the perversion of the clergy. And it was precisely to warn about this that the Church received the Marian messages and supernatural requests.

What have Catholics done with these offers of assistance?

In this introduction to the message of Fatima we must look more specifically at what the great Catholic European nations and all the West, had done for the world to be led to the Great War and to the crucial historical encounter of 1917.

Can one affirm that the ministers of Jesus Christ after St. Pius X had clearly in mind this will of God? Now, the Second Vatican Council (Vatican 2), presented as an ecumenical-pastoral council by the Church, gathered the greatest assembly of prelates to date, to discuss – among other things – the Mediation of Mary, the central theme of the schema prepared on Holy Mary. However, many of these prelates used the excuse of not wanting to displease the Protestants, as a reason not to discuss the privileges of Mary. The matter was put to a vote and by a very small majority the schema was reduced to one chapter published in Lumen Gentium (54):

  1. … without having in mind to propose an exhaustive doctrine on Mary, it does not wish to clarify those questions that haven’t been fully illustrated by the theologians”.

This clearly illustrates that Vatican 2 did not wish to clarify the importance and great graces invested in Our Blessed Lady by Almighty God.  “She who within the Holy Church occupies after Jesus Christ the highest place and also the closest to us”, was ignored by the council, which also sought to limit devotion to Mary.

We may, therefore, come to the conclusion that the extraordinary Marian events of the last two centuries, have authenticated the faith in the Mary Mediatrix and Co-Redeemer truths, without them being acknowledged by definitions of the Church. The consequence is that in face of exceptional events, as Paray-le-Monial and Fatima, clerics and faithful remained with an unclear vision, to the detriment of Faith and to the advantage of its adversaries.

The Sacred Heart and the perfection of Mary in divine Grace and even more her mediation in the events of this world, appears to offend somebody, as it offended Lucifer at the beginning of time. So the requests of Mary forewarned during the Pontificate of Benedict XV, expressed during the Pontificate of Pius XI and welcomed in part by Pius XII, were ignored by Vatican II.

Nowadays, the movement that seeks the destruction of Christianity prevails. How was it possible that a worn out Liberalism, a poor Socialism and the condemned Democratism of the “Sillon” have penetrated so far in the world and within the Church, even though they had been condemned by the Pontiffs of the past? The answer is that this ‘jump’ of the revolutionary menace illustrates just how far the infiltration of modernism and freemasonry within the clergy and the hierarchy of the Church has progressed.

The Lord had warned that the final persecution would have taken the aspect of a seduction, as the work of false Christs and false prophets, who degrade Faith with the excuse of peace. They are invested by an apparent authority in the same Church, “so that those who have not accepted truth through love, will believe in lie” (2Ts 2).

AMOR DE LA VERDAD

que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

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