Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Carta número cuatro a los fieles del pequeño rebaño de Cristo

Uma tradução do acto de consagração:

Consagração à Santíssima Virgem Maria sob a invocação de Auxiliadora
Persignamo-nos…Rezamos o Acto de Contrição ou o Acto de Dor Perfeito de Marco de Aviano:
Jesus, Maria, eu débil e indigna criatura, prostrado a Vossos pés, confesso com intensa dor e com a alma cheia de confusão, as inumeráveis negligências e pecados que cometi na minha vida.
Ofendi-Vos, oh meu Deus ! Ofendi-Vos e arrependo-me do mais profundo do meu coração.
Com a viva esperança na Vossa ajuda, faço o firme propósito de morrer antes que cometer todavia um só pecado mortal.
Penalizo-me sem fim dos meus pecados, sobretudo por isto: porque Vos ofendi a Vós, meu Deus, infinitamente bom e amável, a quem nenhuma criatura nunca deveria cessar de louvar, dar graças e glorificar, Amén.
Acto de Consagração
“Oh Senhora minha, Maria Santíssima ! Neste dia, 24 de Maio de 2021, no qual Vos celebramos com o admirável título de Auxiliadora dos Cristãos, cheio de confiança em Vós e na Vossa protecção, arrojo-me desde hoje e para sempre no seio da Vossa misericórdia e Vos consagro a minha alma e o meu corpo para que os protejéis de todo o mal e de todo o pecado e desta maneira os guardéis sem mancha até à hora da minha morte.
Consagro-Vos também a todos os membros da minha família para que, nos actuais tempos calamitosos, nos protejéis de todo o mal e pecado.
Consagro-Vos ainda todos os meus bens e posses, todas as minhas coisas, as quais ponho sob o Vosso poderoso manto, cuidai delas.
E por último, consagro-Vos a minha amada Pátria, Portugal, e pelas gloriosas façanhas que ao longo da história os meus maiores fizeram por Vós, tende compaixão dela.
Santíssima Virgem Maria Auxiliadora, às Vossas mãos entrego as minhas esperanças e as minhas consolações, as minhas penas e misérias, no curso e no fim da minha vida, nos tempos da grande tribulação que estamos vivendo repletos de perigos para a alma e para o corpo para que, por Vossa santíssima intercessão e méritos, sinta em todos os instantes da minha vida o Vosso poderoso auxílio e, todas as minhas obras se façam segundo a Vossa vontade e segundo a de Vosso Filho. Amén”.
Terminamos o acto solene de Consagração a Maria Auxiliadora com três Avé Marias.

Sobre o comunismo

As fontes usadas neste artigo sobre o comunismo baseiam-se no livro do Pe. Edward Lean, “A Igreja antes de Pilatos” (capítulo 2), nos “Comentários Eleison” (1587) por Mons. Williamson e em um artigo da Novus Ordo Watch sobre o comunismo.

O que é o comunismo senão um sistema baseado no marxismo? O marxismo é uma teoria social, política e económica originada por Karl Marx, que se concentra na luta entre os capitalistas e a classe trabalhadora. Marx argumentou que as relações de poder entre capitalistas e trabalhadores são inerentemente exploradoras e criam inevitavelmente conflito de classes. O método de análise socioeconómica de Marx usa uma interpretação materialista da evolução histórica, mais conhecida como materialismo histórico, para entender as relações de classe e o conflito social, bem como uma perspectiva dialéctica para ver a transformação social.
Mons. Williamson escreve que é muito míope dizer-se que a economia não tem nada a ver com religião, porque a economia (as relações materiais entre os homens) decorre da política (as relações humanas entre os homens), e a política (as relações de um homem com seus semelhantes) descende necessariamente da religião (das relações do homem com Deus). Neste momento, os Estados Unidos estão à beira de uma tremenda crise económica e, com os EUA, o resto do mundo.
O Pe. Lean define o comunismo como “o inimigo mais intransigente da catolicidade”, além de ser “a expressão mais completa das revoltas parciais, incompletas e um tanto ilógicas que marcaram o curso do cristianismo desde os primeiros anos da era cristã”.
O comunismo é muito mais do que uma teoria económica (como o socialismo, sua forma mais fraca), é nada menos do que um sistema de “ética e religião”, como explica o Pe. Leen. Procura substituir, por meio da revolução, toda a ordem social. O que quer que contribua para este objectivo, é moralmente aceitável para o comunista, que considera o erro de que “o fim justifica os meios”.
Os verdadeiros papas (não os antipapas do Vaticano II) condenaram veementemente o comunismo (e até o socialismo), por exemplo, nestes pronunciamentos magistrais:
Papa Leão XIII, Encíclica Quod Apostolici Muneris sobre o socialismo (1878)
Papa Leão XIII, Encíclica Rerum Novarum sobre capital e trabalho (1891)
Papa Pio XI, Encíclica Quadragesimo Anno sobre a reconstrução da ordem social (1931)
Papa Pio XI, Encíclica Divini Redemptoris sobre o comunismo ateu (1937). Minha opinião particular é que o Papa Pio XI é o autor dos documentos mais fortes e claros na condenação de erros políticos. Foi ele que também condenou o nazismo.
Novus Ordo Watch destacou que a condenação do comunismo pela Igreja não é um endosso do capitalismo. Embora não seja intrinsecamente mau como o comunismo, o capitalismo tende a corromper a busca legítima de obter lucro, transformando-a não apenas num fim em si mesmo, mas no maior de todos os fins a serem procurados ferozmente, mesmo às custas dos direitos das pessoas e do bem comum.

Alguns contestam a afirmação de que “o capitalismo não é intrinsecamente mau”. Para apoiar isto, referem-se às suas origens. O capitalismo encontrou as suas raízes no espírito intensamente individualista do protestantismo, que transferiu as suas ideias antiautoritárias do reino da religião para o reino do pensamento político e social. Em primeiro lugar, ele copia a distinta doutrina calvinista de que uma carreira próspera e bem-sucedida é um provável sinal externo que sugere eleição (isto é, predestinação ao Céu). Outros afirmam que o capitalismo envolve uma tensão interna, um paradoxo, na sua própria essência. Todos os capitalistas são motivados pelo lucro, de modo que visam simultaneamente gerar maior produtividade a custos mais baixos. Isso significa salários mais baixos. A consequência de tudo isso é que as pessoas que produzem lucro sofrem dificuldades económicas. Até o Papa Pio IX condena este sistema: “Nenhuma outra força deve ser reconhecida, excepto aquelas que residem na matéria, e toda a rectidão e excelência da moralidade devem ser colocadas na acumulação e aumento de riquezas por todos os meios possíveis, e a gratificação de prazer.” (Erro # 58, Syllabus Errorum, 1864.)

Os seguintes fatos dissimulam ainda mais a diferença entre capitalismo e socialismo. O capitalismo no seu estágio mais avançado implica que um país inteiro é praticamente propriedade de uma empresa (ou apenas de algumas empresas, agindo em sincronia). No socialismo, essa “empresa” passa a ser o Estado. Consequentemente, alguns frequentemente substituem o termo “socialismo de estado” por “capitalismo de estado”, quando se referem a sistemas económicos de estados marxista-leninistas como a União Soviética, para destacar o papel do planeamento de estado nessas economias. Essas pessoas referem-se mais frequentemente ao socialismo como “capitalismo de estado”. No capitalismo, o processo de votação é mais justo, mas as pessoas em que se vota são meras marionetas sem qualquer poder real, o qual pertence às grandes empresas em que não se vota. Portanto, nem há necessidade de defraudar as eleições. (As marionetas não podem ultrapassar os seus limites sem consequências graves, como aconteceu no caso de JFK. Bush e Clinton fizeram promessas muito diferentes, mas agiram quase da mesma maneira.) No socialismo, vota-se nos verdadeiros líderes, mas as eleições são completamente manipuladas. Então, no estágio final, os dois acabam sendo iguais. Portanto, esses sistemas, comunismo, socialismo e capitalismo, são falsas alternativas.

Além disso, mesmo a distinção entre a esquerda política (comunismo, socialismo) e a direita política (fascismo) é falsa. O facto verdadeiramente irónico é que o termo “nazi” vem da palavra alemã “Nationalsozialismus”, que significa nacional-socialismo, um nome que alguns fascistas deram a si próprios, admitindo abertamente que copiavam o socialismo. (Alguns diriam que foi o socialismo que copiou a dita direita, mas a verdade é que a dita esquerda surgiu antes e não mudou substancialmente.) A única diferença entre os dois supostos extremos é meramente o facto de que, enquanto o socialismo deifica a humanidade, o nacional-socialismo deifica apenas a nação. Essa diferença é bastante insignificante. Portanto, as pessoas competentes consideram-nas alternativas falsas consignando-as à extrema-esquerda.

Pode-se perguntar: se essas alternativas são falsas, qual será a verdadeira? É chamada de “distributismo”. O distributismo é a filosofia socioeconómica que sustenta que a propriedade privada, embora lícita, mesmo vital, deve ser amplamente dispersa para o bem da sociedade. Este sistema favorece pequenos proprietários, pequenos negócios e comerciantes que possuem as suas próprias máquinas e outras ferramentas; mas não favorece os grandes governos e empresas que frequentemente detêm um poder económico significativo. Como alguns entenderiam erroneamente, o termo “amplamente disperso” não significa que alguém deva distribuir os seus bens. Os verdadeiros papas recomendam esses princípios do ensino social católico, especialmente o Papa Leão XIII em sua encíclica Rerum Novarum e o Papa Pio XI em Quadragesimo Anno. Este sistema foi criado no final do século XIX e no início do século XX. Começou na Inglaterra, no início do século XX. Seus fundadores foram Chesterton e Belloc.

https://promariana.wordpress.com/2014/10/09/capitalismo-e-o-comunismo-como-duas-faces-da-mesma-moeda-materialista-no-ideario-do-pt-e-da-dilma/

On Communism

The sources I relied on are the book of Fr. Edward Lean, The Church before Pilate (https://www.traditionalcatholicpublishing.com/n-pilate.html), chapter 2, Eleison Comments (1587) by Bp. Williamson, and an article by Novus Ordo Watch on Communism (https://novusordowatch.org/2021/02/brief-catholic-critique-of-communism/).

What is Communism if not a system based on Marxism? Marxism is a social, political, and economic theory originated by Karl Marx, which focuses on the struggle between capitalists and the working class. Marx argued that the power relationships between capitalists and workers were inherently exploitative and would inevitably create class conflict. Marx’s method of socioeconomic analysis uses a materialist interpretation of historical development, better known as historical materialism, to understand class relations and social conflict as well as a dialectical perspective to view social transformation.

Bp. Williamson writes that it is very short-sighted to say that economics has nothing to do with religion, because economics (the material relations between men) flow from politics (the human relations between men), and politics (a man’s relations with his fellow-men) descend necessarily from his relations with his God (his religion). At this moment The United States has been brought to the brink of a tremendous economic crisis, and with the USA, the rest of the world.

Fr. Lean identifies Communism as “the most uncompromising enemy of Catholicity”, besides being “the most thorough expression of the partial, incomplete, and somewhat illogical revolts that have marked the course of Christianity from the first years of the Christian era.”

Communism is much more than an economic theory (like Socialism, its weaker form), it is nothing less than a system of “ethics and religion”, as Fr. Leen explains. It seeks to replace, through revolution, the entire social order. Whatever contributes to this goal, is morally acceptable to the Communist, who holds the error that “the end justifies the means”.

The true Popes (not the antipopes of Vatican II) have strongly condemned Communism (and even Socialism), for example, in these magisterial pronouncements:
Pope Leo XIII, Encyclical Quod Apostolici Muneris on Socialism (1878)
Pope Leo XIII, Encyclical Rerum Novarum on Capital and Labor (1891)
Pope Pius XI, Encyclical Quadragesimo Anno on the Reconstruction of the Social Order (1931)
Pope Pius XI, Encyclical Divini Redemptoris on Atheistic Communism (1937).

My private opinion is that Pope Pius XI is the author of the strongest and most clear documents in condemning political errors. He was the one that also condemned Nazism.

Novus Ordo Watch has pointed out that the Church’s condemnation of Communism is not an endorsement of Capitalism. Although not intrinsically evil like Communism, Capitalism tends to corrupt the legitimate quest for making a profit by turning it not only into an end in itself but into the highest of all ends to be sought ferociously, even at the expense of people’s rights and the common good.

Some dispute the statement that “Capitalism is not intrinsically evil”. To support this, they refer to its origins. It found its roots in the intensely individualistic spirit of Protestantism, which transferred its anti-authoritative ideas from the realm of religion into the realm of political and social thought. First and foremost, it borrows the distinctive Calvinist doctrine that a successful and prosperous career is a probable outward sign suggesting election (i.e. predestination to Heaven). Others state that Capitalism involves an internal tension, a paradox, in its very essence. All capitalists are motivated by profit so they aim simultaneously at generating greater productivity at lower costs. This means lower wages. The consequence of all this is that the people who produce profit suffer economical hardship. Even Pope Pius IX condemns the final stage of thys system: “No other forces are to be recognized except those which reside in matter, and all the rectitude and excellence of morality ought to be placed in the accumulation and increase of riches by every possible means, and the gratification of pleasure.” (Error #58, Syllabus of Errors, 1864.)

The following facts are blurring the difference between Capitalism and Socialism even further. Capitalism at its most advanced stage means that an entire country is practically owned by one company (or only a few companies, acting in sync.) In socialism, this “company” happens to be the state. Hence some often interchange the term “state socialism” with “state capitalism”, while referring to the economic systems of Marxist–Leninist states such as the Soviet Union to highlight the role of state planning in these economies. These people refer to socialism more commonly as “state capitalism”. In Capitalism the voting process is fairer, but the figureheads you are voting for are merely figureheads lacking any real power which belongs to the establishment one is not voting for. So there is even no need to rig the elections. (Figureheads may not overstep their limits without serious consequences, as in the case of JFK. Bush and Clinton made very different promises, but acted almost the same way.) In socialism, one is voting for are the real leaders, but elections are completely rigged. So in their advanced stage, both end up being the same. So these systems, Communism, Socialism, and Capitalism are false alternatives.

Moreover, even the distinction between the political left (Communism, Socialism) and the political right (Fascism) is fake. The truly ironic fact is that the term “nazi” comes from the German word “Nationalsozialismus” which means national Socialism, a name some Fascists gave to themselves, in open admission that they copied Socialism. (Some would say that it is Socialism that copied the right, but the truth is that the so-called left has come earlier into existence and has not changed substantially.) The only difference between the two supposed extremes is merely the fact that while Socialism deifies humankind, national Socialism deifies merely the nation. This difference is quite insignificant. So competent people consider them false alternatives and consign both of them to the extreme left.

One might ask if these are false alternatives, what is the real one? This is called “Distributism”. Distributism is the social-economic philosophy holding that private property, while indeed licit, even vital, must be widely dispersed for the good of society. It favors small property holders, small business owners, and tradesmen who own their machinery and other tools; while it doesn’t favor large governments and corporations which frequently hold significant economic power. As some would falsely understand, the term “widely dispersed” doesn’t mean that one must distribute his assets. True popes recommend these principles of Catholic social teaching, especially Pope Leo XIII in his encyclical Rerum Novarum and Pope Pius XI in Quadragesimo Anno. This system was devised in the late nineteenth and early twentieth century. It began in England, in the early twentieth century. Its founders were Chesterton and Belloc.

Os frutos da lavagem cerebral lefebvrista

No passado, publicámos um artigo sobre a justificação para não assistir às missas da sociedade lefebvrista apóstata (https://wordpress.com/post/promariana.wordpress.com/11577). Já antes disso tinha debatido os argumentos aí contidos com um amigo que ainda frequenta a fraternidade, uma vez que, diz, os seus sacramentos são válidos. Respondi na altura em que ouvi este argumento o que aqui repito: se esse fosse o único critério também poderíamos recorrer aos ortodoxos e até aos antigos católicos. A nossa Santa Mãe, a Igreja, proíbe-nos de frequentar as missas de hereges, por mais válidas que sejam. O motivo por trás dessa proibição é o facto de que isso coloca a nossa fé em perigo e que nenhum herege pode ser salvo, mesmo com sacramentos válidos.
Como exemplo, nessa nossa conversa, mencionei o caso de quando Nestório começou a pregar as suas heresias: os fiéis afastaram-se dele. A eclesiologia perigosa da fraternidade apóstata (o que ofusca a separação entre a Igreja Católica e a seita conciliar) obriga-nos a fazer o mesmo. Ele respondeu que eles tinham outras missas para ir, mas nós não. (Isso não era verdade, mas ele não sabia das missas sedevacantistas ditas em Fátima naquele tempo.) Na altura a conversa terminou com um aviso de que a sua fé estava em perigo por causa da lavagem cerebral pela fraternidade apóstata.

Continuemos com um exemplo típico de formatação cerebral, operado muito antes da traição actual da fraternidade, ou seja, antes da apostasia actualmente em acção.

É o caso de uma pessoa que sabe raciocinar correctamente e tem um bom coração, que prestou serviço na guerra onde lutou como um herói e com coragem e a quem nunca faltou espírito de sacrifício. Conhece bastante bem a cultura e a história, com quem muitos aprenderam, e fala pelo menos quatro línguas. Tem formação superior, conheceu o Mons. Lefebvre pessoalmente, e sempre relembrou a resposta dele nos debates polémicos. Mas quando discute o sedevacantismo, perde a coragem. Embora sempre se apronte a atacar a posição sedevacantista (por vezes em jeito de auto-defesa insegura), abandona o terreno do debate quando confrontado com argumentos e refutação sólida: “não adianta!”, responde, ou “não interessa, adiante!… O mons. Lefebvre disse-me que o papa é mau mas é o papa…”

Outros há que atacam a posição sedevacantista dizendo que “os sedevacantistas julgam a intenção interna” da falsa hierarquia e dos antipapas. Mas este argumento já foi refutado nos nossos artigos e só é sustentado por quem se recusa em permanecer no terreno do debate e em querer verdadeiramente conhecer e compreender o racional da posição sedevacantista. São argumentos que visam caricaturar e destorcer a posição dos sedevacantistas (que não perdem sequer tempo a julgar a intenção interna destes palermas). A discussão destes dois últimos argumentos encontra-se no artigo: https://wordpress.com/post/promariana.wordpress.com/11527 . Veja-se também https://wordpress.com/post/promariana.wordpress.com/11552.

Ainda entre os falsos argumento encontra-se o de que “também houve maus papas no passado,” o qual também já foi refutado num dos nossos artigos anteriores.

Vejamos agora outro exemplo, de alguém com vários cursos superiores e uma situação profissional e social de destaque, que começou a seguir a Tradição há quase duas décadas, numa altura em que a fraternidade fundada por Monsenhor Lefebvre ainda não tinha progredido tanto no caminho da apostasia. Este é um daqueles casos que desde logo compreendeu claramente que a igreja conciliar não é católica e que se dispõe a analisar literatura e referencias sobre os assuntos chave que sustentam a posição sedevacantista. Mas, com o tempo, resultado da lavagem cerebral lefebrista, acaba por cair na contradição de se escandalizar com a aparição em cena do atual “papa” narcisista e do que ele está a fazer à Igreja (sic!). Um amigo sedevacantista com quem ainda mantem contacto (secreto, não vá ser repudiado entre os seus amigos lefebvrsitas mais fanáticos) relembra-lhe que a seita conciliar não é a Igreja, coisa que ele até já sabia, mas que foi esquecendo fruto da terminologia confusa dos sermões da fraternidade. Esqueceu-se, enfim, que igreja conciliar promove uma religião distinta do Catolicismo e que se prevê o seu desaparecimento em breve por falta de vocações ao “sacerdócio” e à vida religiosa, às defecções em massa, etc., e até ao abondono do batismo infantil que ainda dava aos aderentes da falsa igreja conciliar uma aparência católica. E o amigo sedevacantista insiste, suavemente, que aquela seita está a morrer. À pergunta que logo surge “então, vai acabar?”, responde o amigo sedevacantista que sim, para logo ser interrompido com uma firme exclamação: “a Igreja não acaba!” Ora aqui está o resultado de quase 20 anos de lavagem cerebral lefebvrista: alguém que sabe mas ao mesmo tempo parece que não sabe que a seita conciliar não é a Igreja Católica. É caso para bradar: “de uma vez por todas, eles não são a Igreja!” É neste ponto que o amigo sedevacantista volta a explicar que quem está na igreja conciliar tem outras crenças, não católicas, portanto não são católicos, mas conseguiu roubar os nossos edifícios, santuários, lugares de peregrinação, arte sagrada (inclusivamente a indulgenciada) e, o que dói mais, as relíquias. E o que dói mais ainda, o nosso nome. E que nem sequer têm ordens validas. Portanto não têm nem ordens, nem sacramentos, nem doutrina, nem autoridade, logo são um vazio total. (Veja-se https://wordpress.com/post/promariana.wordpress.com/11418 .) E ainda por cima a maioria deles são sodomitas.

Outro exemplo dos efeitos perversos da lavagem cerebral pela fraternidade apóstata encontrei, certa vez, numa senhora sénior, a quem perguntei desde quando era tradicionalista. Ela me perguntou o que era “isso de ser tradicionalista”. Expliquei que significa seguir os ritos tradicionais. Afirmou que tinha sido com a missa tradicional, mas que antes de a fraternidade estar disponível frequentava as paróquias oficiais e que ainda o faz quando a capela da fraternidade está fechada. O padre da fraternidade estava presente durante esta conversa. Aqui fica um bom (mau) exemplo de como um padre da fraternidade pode permanecer passivo e sem corrigir o que é necessário corrigir.

Esperemos que estes exemplos de lavagem cerebral lefebvrista possam ajudar a clarificar que a igreja conciliar não é a Igreja Católica, coisa que deixou de ser pregada na fraternidade apostata e onde se deixou de corrigir os fiéis que caem nesta confusão.

Resumo em Português dum novo artigo sobre a vacinação contra COVID

A tecnologia usada no desenvolvimento desta vacina é nova e não está testada. Ao contrário
vacinas tradicionais, (que injectam cargas virais mortas ou debilitadas no paciente
na esperança de criar uma resposta do sistema imunológico e a criação de anticorpos
que, com sorte, lutaria contra exposições futuras), as novas vacinas lançadas
para o coronavírus, não use nenhuma carga viral real. Em vez disso, há uma
produção sintética de uma sequência particular de RNA, (nomeadamente a sequência de RNA que produz as proteínas “spike” que se projectam para fora do vírus, que chamamos de mRNA ou RNA mensageiro). Por um lado, isso explica como as empresas farmacêuticas
foram capazes de produzir a vacina tão rapidamente, porque eles não tiveram que criar culturas do vírus. No entanto, por outro lado, esta nova tecnologia nunca foi usada em
humanos antes. E agora, não só estamos a usá-lo pela primeira vez, mas também chegou
de uma forma extremamente apressada. Isso deve dar a qualquer um um motivo para ser hesitante em receber este novo tratamento.

O artigo descreve também mais uns riscos e menciona uns casos onde a vacina teve efeitos secundários indesejáveis. Diz também que a protecção e bastante baixa. Portanto, não garante uma imunidade suficiente, provavelmente vamos de ter a continuar as mesmas medidas de protecção (mascara, distanciamento, etc.). Não significa necessariamente que podemos voltar ao normal, antes pelo contrario.

Em resumo: riscos, sim, normalidade, não.

Portanto, não melhora mais ou menos nada, mas sim, traz riscos. Um “bom” negócio.

Novus Ordo Watch

Fátima e a Paixão da Igreja