Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

UM DESATINADO «DEBATE« DE CARLOS NOUGUÉ «PROFESSOR DE PAPAS HEREGES»

nougue

Arai Daniele

Devo iniciar narrando o meu contacto de amizade com o Carlos Nougué, personagem especial, interessante e agradável, que tinha bastante cultura pra bem ensinar filosofia e gramática. Mas religião? … Nossos leitores encontram desde há tempo na coluna ao lado dos artigos deste blog uma profissão de Fé militante em várias línguas: «DELENDA VATICANO 2 – «Não só não devemos ao magistério conciliar, em quanto tal, obediência alguma em nenhum ponto, mas devemos manter frente a ele contínua e intransigente oposição católica.»

Associamo-nos a esse testemunho subscrito pelo Nougué no seu sito de defesa da Fé ligado ao Mosteiro de Santa Cruz de Nova Friburgo de dom Tomás, em vista de una maior unidade na resistência à Igreja do Vaticano 2. E fomos justamente criticados por essa otimista iniciativa. Tive depois que reconhecer que havia nesse sodalício passageiro um equívoco. De fato, como se pode ler, para nós o repúdio do «magistério conciliar, como tal» era no sentido do «delenda vaticano 2» e portanto de tudo quanto lhe é ligado, como contrário e inimigo da Fé católica. O católico tem direito e deve acusar o que deturpa a Fé. Por isto aqui falo de livro desastrado que, propõe-se acusar um magistério anti-católico, sem recusar a autoridade de seus autores!

Pelo teor de nossos artigos resta evidente que esse repúdio inclui evidentemente os autores de tal falso magistério de engano e perdição. Testemunhamos aqui que este «magistério» do erro é o sinal mais visível que nos faz reconhecer todo o resto concernente à falsa autoridade. E, diga-se, era esperança que a esta evidência cedo chegassem esses amigos, pois não há filosofia que resista à evidência que a heresia  tem autores, no caso.em vestes papais!  Mas assim não foi e não é, pois Nougué, e através dele dom Tomás, professam ser mister acusar um «papa» de heresia sistemática, por causa de um seu «magistério» de cunho herético, mas continuar a reconhecer e ensinar o cabimento de sua legitimidade! Tudo, segundo o conceito alienado de toda lei e de toda lógica, que é melhor ter um «papa herético» do que nenhum!

Carlos Nougué (CN) decidiu então gravar um vídeo, que vi só por acaso, para ensinar sobre essa «descoberta», o que me deixou consternado. Sim porque até aí era questão sobre a qual ele mantinha reserva e julgamento suspenso. Poderia vir a ser harmônico ao da Sede  vacante? Eu reconhecia então a boa fé de quem procura, mas seguindo o que a Igreja ensina e qualquer católico fiel almeja reconhecer: o Papa que tem o poder de Vigário de Jesus Cristo.

ramalheteVejamos o caso presente do professor que ensina a possibilidade, debatida, do papa herético. Assim, lemos na «formalização final do debate entre Carlos Ramalhete e Carlos Nougué via hangouts em torno do tema “Concílio Vaticano II – continuidade ou ruptura?”; versará sobre duas questões: a) Se há continuidade no Magistério da Igreja de S. Pedro aos dias de hoje, sem interrupção no Concílio Vaticano II e dele em diante. b) Se se pode resistir sistematicamente à potestade e autoridade de jurisdição do Papa e dos Bispos por ele designados, bem como à legislação canônica por ele promulgada, etc., em alguma situação ou condição…

Mas como? CN vai recomeçar sobre o que ele já reconheceu como inaceitável?

No primeiro dia, Carlos Nougué defenderá o NÃO com respeito à primeira questão… no segundo dia, Carlos Ramalhete defenderá o SIM com respeito à primeira questão durante o mesmo tempo que usou Carlos Nougué no primeiro dia… Nougué terá direito a uma tréplica de meia hora.

«No terceiro dia, Carlos Ramalhete defenderá o NÃO com respeito à segunda questão… No quarto dia, Carlos Nougué defenderá o SIM com respeito à segunda questão durante o mesmo tempo que usou Carlos Ramalhete no terceiro dia, e Ramalhete terá direito a uma tréplica.

É patético! Questões inerentes à Fé, que já deve ser professada, mas é posta em discussão. Para quê? Para convencer uns e outros a se converter a uma nova posição, ainda indefinível com respeito, à Fé? Nessa iniciativa para estes tempos, que pretende usar método escolástico – a disputatio oral – de alcançar a verdade para maior glória de Deus? O fato é que a glória do método escolástico não está tanto na sua forma aparente, quanto na clareza de premissas a fim de, para tratar do justo conteúdo e chegar à Verdade, expor argumentos convincentes .

Se Nougué professa a descontinuidade no Magistério da Igreja de S. Pedro aos dias de hoje, em ruptura do Vaticano 2 em diante, a questão real é bem outra: está em classificar os autores desse «magistério» de ruptura com o anterior, porque disso decorre a questão da liceidade católica de resistir sistematicamente, não «à potestade e autoridade de jurisdição do Papa e dos Bispos por ele designados, bem como à legislação canônica promulgada… », mas o reconhecimento da «marca» de tal «potestade» é indispensável premissa. Já está claramente na Revelação, da necessidade de anatematizar os falsos profetas, ainda que venham em vestes de anjos ou de apóstolos. A questão depende da precedente, se com o V2 se passou a outro Evangelho. Esta questão foi solenemente ignorada na sua importância, razão porque só há que constatar consternados a confusão que disso resulta. De fato, se essa potestade é legítima, como crêem ambos os professores, então o «não» de Nougué é de veia cismática, diante do correto «sim» de Ramalhete: o  magistério da autoridade legítima deve ser respeitado, mesmo se não se proclama infalível, mas é isento de propor erro. Veja-se Pio XII na «Humani generis»:

  • Esse modo de falar pode parecer eloqüente, mas não carece de falácia. Pois é verdade que os romanos pontífices em geral concedem liberdade aos teólogos nas questões controvertidas entre os mais acreditados doutores; porém, a história ensina que muitas questões que antes eram objeto de livre discussão já não podem ser discutidas. 20. Nem se deve crer que os ensinamentos das encíclicas não exijam, por si, assentimento, sob alegação de que os sumos pontífices não exercem nelas o supremo poder de seu magistério. Entretanto, tais ensinamentos provêm do magistério ordinário, para o qual valem também aquelas palavras: “Quem vos ouve a mim ouve” (Lc 10, 16); e, na maioria das vezes, o que é proposto e inculcado nas encíclicas, já por outras razões pertence ao patrimônio da doutrina católica. E, se os romanos pontífices em suas constituições pronunciam de caso pensado uma sentença em matéria controvertida, é evidente que, segundo a intenção e vontade dos mesmos pontífices, essa questão já não pode ser tida como objeto de livre discussão entre os teólogos.
  1. N. terá direito a uma tréplica – sem confusão – diante desse documento magisterial? Eis que no terceiro dia, Carlos Ramalhete defenderá com o verdadeiro Magistério o não católico com respeito à segunda questão. E no quarto dia, C. N., com um «sim» transgressivo, contesta a potestade que para ele é legítima, só pode cair em sí diante da palavra final que será aquela tréplica apoiada no verdadeiro Magistério a que Ramalhete terá direito. Ora, não foi por falta de avisos amigos. A Igreja tem a sua lei e seu Magistério e estes devem ser a referência para o fiel católico, que mira realmente a glória de Deus. Tudo levava a pensar que CN pelo menos estava no mesmo trem dos que sabem que há anticristos na cúpula do Vaticano. Um trem que custa a arrancar mas é consistente na fidelidade à Igreja. Mas de repente, percebeu-se que o nosso havia noturnamente saltado do trem para agarrar-se ao outro que ia na direção oposta; trem que tem por papa um herege para não ficar sem nenhum, e assim corre para a perdição.

Ora, um meio papa, um meio magistério, representa apenas apego desordenado às próprias elucubrações ; idéias que não se apóiam em nenhuma verdade, em nenhum campo do real, em nenhum domínio do ser ; que parecem cabíveis somente no domínio de uma meia filosofia mal digerida, moldada sobre falsas realidades sem sentido. De fato, toda a devoção católica ao verdadeiro Papa consiste no fato certo de ter ele recebido poder de modo direto e imediato de Deus mesmo; não da Igreja que através dos cardeais não podem dar algum poder papal ao eleito do conclave. Este voto só serve a indicar o personagem que a Igreja – assistida pelo Espírito Santo – tem por mais indicado para a função. Mas isto não impede que o eleito papa seja herege oculto capaz de enganar a todos pelo fato de não ser elegível porque não católico mas modernista; intenção desviada, ignorada pelos homens, mas conhecida de Deus.

Portanto, a eleição papal de um herege engana os homens, mas não pode enganar a Deus que lê nos corações e vê o resultado de um desviado a pontificar em Seu Nome. Este resultado os fiéis em breve reconhecerão nas obras ímpias do desviado. No caso de Roncalli, João 23, já nem havia muito disfarce nas suas intenções de abrir a Igreja ao mundo e à maçonaria, atos condenados pelo Magistério. Mas assim foi feito, João 23 eleito, alterou com malícia a vida da Igreja nesse sentido e isso continua de mal a pior com seus sucessores desde 1958.

O mal é para a vida das almas na Igreja e no mundo incomensurável, como todo católico pode ver com olhos da fé e caridade. Qual erudição livresca pode negar a origem dessa realidade? Aqui se coloca então a essencial questão da Fé, que todos, professores ou ignorantes, devem reconhecer; que o poder da Igreja da qual Nosso Senhor é a Cabeça, vem de Deus mesmo. Isto define essa Sociedade sobrenatural nascida do Sacrifício de Jesus Cristo. Então, nem é preciso nenhum livro para saber que Deus só dá poder para o bem, embora tolere o mal, enganos, erros  e heresias, produtos da liberdade humana, mas para a final exaltação do Bem. Deus permite o mal humano, mas é blasfemo pensar que o queira e autorize por engano.

Sobre isto há documentos infalíveis da Igreja, que decretam nulo o conclave que elegeu um herege, em qualquer tempo e circunstância, mesmo se descoberto só muito depois. Vejamos isto na Bula «Cum ex apostolatus»: do Papa Paulo IV que, definindo a matéria, declara nula a eleição de um herege oculto, que os eleitores ignorando a verdade sobre ele, elegeram.

  • «6. Nulidade de todas as promoções ou elevações dos desviados na Fé. «Agregamos que se em algum tempo acontecesse que um Bispo, incluso na função de Arcebispo, ou de Patriarca, ou Primado; ou um Cardeal, incluso na função de Legado, ou eleito Pontífice Romano que antes de sua promoção ao Cardinalato ou assunção ao Pontificado, se houvesse desviado da Fé Católica, ou houvesse caído em heresia, ou incorrido em cisma, ou o houvesse suscitado ou cometido, a promoção ou a assunção, incluso se esta houvera ocorrido com o voto unânime de todos os Cardeais, é nula, inválida e sem nenhum efeito; e de nenhum modo pode considerar-se  que tal assunção tenha adquirido validez, por aceitação do cargo e por sua consagração, ou pela subseqüente possessão ou quase possessão de governo e administração, ou pela mesma entronização ou adoração do Pontífice Romano, ou pela obediência que todos lhe haviam prestado, qualquer seja o tempo transcorrido depois dos supostos ante ditos. ..não outorgam nenhuma validez, e nenhum direito a ninguém.
  • Os fiéis não devem obedecer senão evitar aos desviados na Fé. E em conseqüência, os que assim houvessem sido promovidos e houvessem assumido suas funções, por essa mesma razão e sem necessidade de haver nenhuma declaração ulterior, estão privados de toda dignidade, lugar, honra, título, autoridade, função e poder; e seja-lhes lícito em conseqüência a todas e cada uma das pessoas subordinadas aos assim promovidos e assumidos… tanto aos clérigos seculares e regulares, o mesmo que aos leigos… seja-lhes lícito subtrair-se em qualquer momento e impunemente da obediência e devoção daqueles que foram assim promovidos ou entraram em funções, e evitar-lhes como se fossem feiticeiros, pagãos, publicanos ou heresiarcas, o que não obsta que estas mesmas pessoas tenham de prestar sem embargo estrita fidelidade e obediência os futuros bispos, arcebispos, patriarcas, primados, cardeais ou ao Romano Pontífice, canonicamente eleito.»

Como supor então que esses «papas conciliares» possam ter recebido diretamente o poder de Deus para deturpar a vida da Igreja e prejudicar mortalmente as almas? Vai nessa idéia uma verdadeira blasfêmia, constante no seguinte paradoxo ateu sobre a onipotência e onisciência de Deus, expressa pelo silogismo; – Se Deus desconhecia as más intenções que iam na alma do eleito, então não era onisciente. Se Deus o conhecia, mas seu poder divino não podia evitar o desviado, portanto impedir o mal na Igreja, então não era onipotente. Se o era, então não foi benevolente. Tudo para concluir sobre uma «outra Igreja» que recebeu poder para desviar.

Conclusão: sem a Fé não há poder divino: é condição para ser candidato à eleição papal ser um lúcido católico. Se demonstrar-se desviado da Fé, visto que o poder de um Papa é dado para a sua fé, cujo poder provem imediatamente de Deus, compreende-se a preocupação católica do Papa Paulo IV de não permitir jamais se possa crer num desviado, que tendo recebido de um conclave de cardeais enganados tal poder, apresente-se como enviado por Deus, e portanto blasfemamente visto Deus como causa primeira de más obras contra a Sua Igreja. Não. De Roncalli a Bergoglio todos devem ser considerados heresiarcas produto de um conclave nulo. Os desviados podiam enganar aos homens, jamais a Deus.

Só quando o pequeno Resto estará finalmente unido neste testemunho, a eleição de um Papa, querido por Deus, tornar-se-á possível. Eis o fervente voto para este ano centenário. Atenção, porém, ao aviso de São Paulo (2Tm, 2,23-26): «Evita questões loucas e não educativas que provocam brigas. Um servo do Senhor não deve ser inaccessível, mas manso para com todos, competente no ensino, paciente nas ofensas sofridas. É com suavidade que deves educar os opositores, esperando que Deus lhes dará não só a conversão, para conhecerem a verdade, mas também o retorno ao bom senso, libertando-os do laço do diabo, que os conservava presos para lhe fazerem a vontade.»

FILIAÇÃO NATURAL E FILIAÇÃO SOBRENATURAL

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XI, em excertos da sua encíclica “Lux Veritatis,” promulgada em 25 de de Dezembro de 1931:

«Com efeito, como sabemos pelas Sagradas Escrituras e pela Tradição Divina, o Verbo de Deus Pai não Se uniu com um homem, já subsistente em si, MAS UM PRÓPRIO E MESMO CRISTO É O VERBO DE DEUS QUE EXISTE DESDE A ETERNIDADE NO SEIO DO PAI, E É HOMEM FEITO NO TEMPO. Como a admirável união da Divindade e da Humanidade em Cristo Jesus, Redentor do Género Humano, que com razão é chamada Hipostática, é irrefragàvelmente demonstrada nas Escrituras Sagradas, quando o próprio único Cristo, não sòmente é chamado Deus e Homem, mas é também apresentado no acto de agir como Deus e como Homem, e finalmente de morrer, enquanto Homem, e de ressuscitar glorioso da morte, enquanto Deus. Noutras palavras, o mesmo que é concebido pelo poder do Espírito Santo no Seio da Virgem, nasce e jaz no Presépio, diz-Se Filho do Homem, sofre e morre pregado na Cruz, é exactamente Aquele mesmo que é proclamado pelo Pai Eterno, de maneira milagrosa e solene – “MEU FILHO AMADO”(Mt 3,17; 17,5// 2Pd 1,17), por força de um poder Divino perdoa os pecados (Mt 9,2-6; Lc 5,13; Jo 9/ e noutros lugares) e chamou os mortos de volta à vida (Jo 11,43;Lc 7, 14). Ora tudo isso, enquanto demonstra evidentemente que em Cristo há duas Naturezas, das quais procedem operações humanas e Divinas, não menos evidentemente atesta que Cristo é Uno; Deus e Homem ao mesmo tempo, por aquela unidade de Pessoa Divina, pela qual é chamado “Theántropos”.

Não é lícito negar este ponto da verdade católica, pelo motivo que, se se quiser que o nosso Redentor seja desprovido da pessoa humana, por isso mesmo poderia parecer que pudesse faltar alguma perfeição à Sua Natureza Humana, e portanto, que se tornasse, como Homem, inferior a  nós. Pois como subtil e sagazmente observa São Tomás de Aquino: “A personalidade em tanto pertence à dignidade e à perfeição daquela realidade que existe por si mesma, O QUE SE ENTENDE COM O NOME DE PESSOA. Mas a um comporta maior dignidade o existir em outro, mais elevado do que ele, do que existir por si mesmo; e portanto a Natureza Humana é mais excelente em Cristo, do que o seja em nós, porque em nós, existe pela própria dignidade humana, ao passo que em Jesus Cristo SUBSISTE NA PRÓPRIA PERSONALIDADE DESTE. Assim  também o ser completivo da espécie pertence à dignidade da forma; contudo a parte sensitiva é mais nobre no homem pela conjunção com uma forma completiva mais nobre, do que o seja no animal bruto, no qual é, ela mesma, a forma completiva.” »

 

Sabemos que Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, é Filho Natural de Deus, mesmo enquanto Homem. A Heresia contrária, que afirmava que Nosso Senhor era adoptado, foi solenemente condenada no Concílio (não ecuménico) de Frankfurt, em 794.

Mas porque será que se diz Filho natural de Deus e não Filho Sobrenatural? Porque para Deus Uno e Trino todas as Suas perfeições são naturais; o que é de Deus é natural para Deus. O termo “sobrenatural” aplica-se às perfeições Divinas, sim, MAS ENQUANTO REALMENTE PARTICIPADAS PELA CRIATURA, ANJO OU HOMEM.

Uma das questões mais interessantes e profundas levantadas por São Tomás de Aquino é aquela em que se interroga acerca de quantas filiações há em Nosso Senhor Jesus Cristo. Num puro homem existe um só princípio de filiação composto de paternidade e maternidade. Não podem existir no mesmo sujeito dois acidentes da mesma espécie. Em Nosso Senhor muitos admitem dois princípios de filiação fundamentados na Geração Divina e na Geração humana. É necessário considerar que a relação de Deus com o mundo uma relação de razão, exactamente porque todo o ser do mundo É, virtualmente, em Deus. Todavia, as criaturas mantêm com Deus Nosso Senhor uma relação TRANSCENDENTAL REAL. Mas há ainda um outro tipo de relação que Deus tem com o mundo, que é precisamente a relação derivada do Mistério da União Hipóstática. Efectivamente, não é sustentável admitir que a relação do Verbo com o Seu próprio Corpo seja puramente de razão. Pois que o Verbo é também verdadeiro Homem. Consequentemente, a relação de Nosso Senhor Jesus Cristo com o mundo, harmoniza e sintetiza, Hipostàticamente, a relação de razão, enquanto Deus, e a relação transcendental real, enquanto Homem.

É absolutamente certo que para a Natureza Humana de Nosso Senhor, o nascimento constituiu uma relação real, a qual, mediante a União Hipostática, foi assumida pelo Verbo de Deus. Todavia, São Tomás de Aquino não considera a Natureza Humana do Senhor sujeito próprio de filiação. Poder-se-á augumentar que essa mesma Natureza Humana está hipostàticamente unida ao Verbo de Deus. Mas na exacta medida em que São Tomás apenas considera a Pessoa sujeito de filiação, é evidente que se inclina para a tese de uma só relação de filiação Divina para Nosso Senhor; asseverando, dogmàticamente, que Nossa Senhora é Mãe de Deus, porque deu à Luz, segundo a carne, o Verbo de Deus feito Homem. Sem olvidar, evidentemente, a relação legal de filiação com São José, que era a única socialmente existente.

A grande maravilha, a infinita riqueza Sobrenatural do Mistério da Encarnação, reside no facto absolutamente único de Nosso Senhor, enquanto Homem, poder dirigir-Se à Santíssima Trindade, e a Ela rezar, procedendo à oblação do Seu Divino Sacrifício para a Redenção dos homens. Porque a essência da Ordem Sobrenatural consiste precisamente em unir, ontològicamente, realidades que, como Deus e o Homem, se encontram, metafìsicamente, a uma distância infinita uma da outra. Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, fruto da Geração Divina na Eternidade, no que concerne à Sua Pessoa, e fruto da Geração Humana, no que concerne à Sua Natureza Humana, constitui a expressão suprema dessa união de Deus com o Homem, porque depois do pecado original, era absolutamente necessária a Encarnação, para com Justiça e Misericórdia, realizar com valor infinito, a Redenção que possibilitaria à Humanidade readquirir A SUA FILIAÇÃO DIVINA ADOPTIVA, SEM A QUAL NINGUÉM PODERIA FRANQUEAR AS PORTAS DO CÉU. É ESTE O GRANDE MISTÉRIO DA FÉ CATÓLICA, COMPLETAMENTE INACESSÍVEL E INCOMENSURÁVEL ÀS FALSAS RELIGIÕES DO MUNDO INSPIRADAS PELO DEMÓNIO.

O Missal Romano reza assim no Ofertório, quando da mistura da água com o vinho: “Ó Deus, que de modo maravilhoso criastes em sua dignidade a natureza humana, e de modo mais maravilhoso ainda a reformastes, concedei-nos pelo Mistério desta água e vinho, SEJAMOS PARTICIPANTES DA DIVINDADE D’AQUELE QUE SE DIGNOU PARTILHAR A NOSSA HUMANIDADE, JESUS CRISTO VOSSO FILHO E SENHOR NOSSO, QUE SENDO DEUS CONVOSCO, VIVE E REINA NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO, POR TODOS OS SÉCULOS DOS SÉCULOS. AMEN.”

Se não tivesse havido pecado original, também não seria necessária a Redenção, e então também não haveria Encarnação; pois que Nosso Senhor só poderia vir ao mundo como um Sacerdote de Infinita Dignidade, com um Sacrifício de valor Infinito, no qual seria, simultaneamente, Sacerdote e Vítima. Mas num mundo sem pecado original, não haveria necessidade de Sacrifício Propiciatório, e os Sacrifícios Latrêutico e Eucarístico, conquanto existissem, não careceriam possuir um valor Infinito. Donde se infere que, num mundo sem pecado original, Nosso Senhor Jesus Cristo não teria existido; como também não teriam existido Sacramentos, visto que o concurso de causas instrumentais naturais na produção dos Bens Sobrenaturais, é consequência directa do rebaixamento ontológico geral sofrido pelo Género Humano com o pecado original.

Cada cristão deveria nascer num berço santificado pelo Sacramento do Matrimónio, e ao receber o santo Baptismo, que lhe confere a filiação Divina adoptiva, ser confiado a um padrinho sobre o qual recai solenemente o encargo de velar pela sua educação cristã. O Padrinho é verdadeiramente um pai da parte de Deus e o seu parentesco espiritual com o afilhado constitui verdadeiramente uma filiação especìficamente distinta da filiação natural, e em certo sentido mais nobre, porque representa directamente um vínculo Sobrenatural. O mesmo se diga “mutatis mutandis” do Sacramento da Confirmação e do Matrimónio.

Mas, na realidade, a que é que nós assistimos?

O povo cristão, salvo honrosas excepções, em geral ao longo dos séculos, mas de uma forma especial nos últimos duzentos anos, sobretudo nas grandes cidades, esse mesmo povo que é católico só de nome e fantasia, encara o Santo Baptismo, aliás como também a Santa Missa, no sentido de uma festa social, uma oportunidade de convívio, tudo sem a mais mínima noção do conteúdo religioso e Sobrenatural do acto. A escolha do padrinho, gravíssima competência dos pais, é concebida com a mesma profunda ignorância, pois como é evidente, se não conhecem o significado religioso do Santo Baptismo, o “Padrinho” constituirá mais uma ocasião de exercitar a simbologia social e o jogo das aparências. Baptismos, Matrimónios, Missas do Domingo, e Missas do sétimo dia, infelizmente é quase tudo mimetismo de fachada social.

Ignorados e desprezados assim os vínculos de filiação Sobrenatural, são também arruinados os vínculos de filiação natural. Imsiste-se, esta é uma amputação do Corpo Místico que já existia ao longo de todo o século XIX.

A ÚNICA TRAGÉDIA DA HUMANIDADE, FERIDA DE MORTE PELO PECADO, É A COMPLETA  CEGUEIRA EM RELAÇÃO AO SEU PRINCÍPIO, QUE É TAMBÉM O SEU FIM.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 12 de Fevereiro de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

 

LA LIBERTAD RELIGIOSA CONCILIAR PRETENDÍA LA ABOLICIÓN DE LA CRISTIANDAD

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  • Introducción del libro de Rafael Gambra: «Unidad religiosa y derrotismo católico» 1965. Aquí se explica el desastre del Vaticano2, antes mismo que se completase esa nefasta obra de apostasía, a la luz del pensamiento católico. ?No lo sabían o era todo planeado? 
  • El autor no reproduce en su totalidad la cuestión española de entonces, se trataba de un “papa” (Paulo 6) que imponia a un jefe de Estado católico (Francisco Franco), de no ser más católico. «El caso español como tributo o como esperanza…» hoy sin esperanza!

 

Cada tiempo trae su asombro, y el nuestro nos ha traído una corriente en pro de la laicización de la sociedad y del Estado, no a impulsos de racionalistas o de agnósticos, ni siquiera de protestantes, sino de católicos. Y no de católicos en países de formación reciente y religiosamente heterogénea, sino de católicos de viejas y asentadas cristiandades, como Maritain en su ideal de la nueva cristiandad de su «Humanismo Integral».

Admite esta teoría que el viejo orden cristiano del Pontificado y del Imperio fue eliminado por la paz de Westfalia primero y por las guerras napoleónicas más tarde; como consecuencia de ello debe imponerse hoy una nueva realización de la Cristiandad que se base en una coexistencia religiosamente neutra, cuya religiosidad emane de la fe de sus miembros en la medida en que esta exista, y no de ningún género de estructuras políticas ni comunitarias.

Sin embargo, nuestro presente más inmediato ha dejado atrás a ese ideal secularizador de Maritain para propugnar una sociedad que ni siquiera sea cristiana por la acción individual de sus miembros, sino que se presente exactamente igual a otra puramente laica, dado que la conducta política y social de un cristiano debe progresivamente asimilarse a la de un no-cristiano en el seno de una objetividad funcional o tecnocrática. Ejemplos de tal actitud se prodigan aún en nuestra misma patria, que nunca anduvo a la saga en especímenes extremosos. Sirva de ejemplo —muy actual— la actitud religioso-política subyacente en la obra del Profesor Lopez Aranguren, que puede considerarse como posició-limite en este sorprendente fenómeno.

Cabe otorgarle este carácter culminatorio por que, en primer lugar, va teóricamente más lejos que Maritain: el orden político y social está para este autor regido por leyes propias que no se oponen a las religiosas como en el maquiavelismo, pero que son independientes de ellas. Y (en el mundo futuro del neopositivismo y de la secularización) católicos y no católicos nos iremos pareciendo cada vez más en nuestros comportamientos culturales, políticos y sociales. Porque —se pregunta— ?no estará llamada la religión a ser considerada socialmente, en un futuro próximo como el bridge (un juego serio)?

Cabe también otorgar a esta posición el carácter limite por el aquí y el ahora en que se expresa: esto es, un país no solo primitiva y homogéneamente católico sino cuyo presente político nació de una victoriosa rebelión de la conciencia religiosa contra las medidas secularizadoras y laicistas y contra el desorden moral y social que éstas engendraron no hace muchos años. Extrayendo una consecuencia —también llevada a su límite— de esta doctrina (que no es privativa de este autor) diríamos que un católico podría lícitamente formar parte de las comisiones para la laicización de la enseñanza y para la secularización de cementerios, que serán lógicamente las primeras que funcionen en la futura sociedad neutra, pero católicamente deseable, que se constituya.

Posiciones como ésta, muy frecuentes hoy en el catolicismo europeo, constituyen el límite ideológico de una onda histórica que viene muy de atrás. Ya en la crisis de la Escolástica medieval, en el remoto siglo XIV que precedió al Renacimiento, se afirmó la inasequibilidad por la razón del orden religioso, incluso de la existencia de Dios. Las consecuencias primeras de tal afirmación fueron ya sugeridas por el nominalismo occamista de la época: rota la relación del saber natural con el sobrenatural, se afirmaba la libertad del pensamiento científico y filosófico, y también la independencia del orden político respecto del eclesiástico, que quedaría así reducido a la administración de los sacramentos. Más tarde, y por este mismo camino, el protestantismo confinará la fe y el orden religioso a la intimidad personal y, a través de las doctrinas de la predestinación y del libre examen, negará la propia razón de ser de la Iglesia como poder humano interpuesto entre el alma y la palabra divina. Pero en el seno de la misma Iglesia, las llamadas democracias cristianas primero, la teoría mariteniana de la cristiandad laica más tarde, y las posiciones extremas como la aludida, en fin, han prolongado esa tendencia secularizadora o laicista respecto de la sociedad y el Estado que los sustrae a cualquier forma de re-ligación trascendente. Tales posiciones han llegado hoy, como se sabe, hasta el Concilio Vaticano II en el proyecto de una declaración conciliar de libertad religiosa, no meramente táctica, local o circunstancial, sino esencial y definitiva. Admisión que acarrearía, caso de imponerse, la anulación de la unidad católica de aquellos pueblos que, como el nuestro, la han conservado hasta hoy en la confesionalidad del Estado y en los aspectos mixtos de su legislación.

Tal situación nos lleva a plantear la cuestión de la libertad o de la unidad religiosa en sus adecuados términos, términos que envuelven la más universal y básica de las cuestiones de filosofía política: el gran tema de la re-ligación o de la autonomía del orden político respecto del orden sobrenatural, divino. No se trata de averiguar si el Estado puede prohibir a sus ciudadanos la profesión privada de su religión, ni tampoco si tiene derecho a obligarles a profesar la fe verdadera. Los términos del problema se reducen a estos dos puntos: 1°) Si una religión falsa tiene derecho a ser profesada con el mismo carácter público que la religión verdadera, y si lo tiene al libre proselitismo. 2°) Si el Estado o poder público debe mantenerse indiferente en materia religiosa o debe profesar la religión verdadera e inspirar en ella sus leyes y fines de acción.

Voy a ocuparme en este trabajo del segundo de estos puntos, prescindiendo del primero. En rigor, uno y otro son aspectos o planteamientos diversos de una sola cuestión, pero el primero de esos planteamientos es difícilmente comprensible y aceptable para el hombre de hoy, cuya mentalidad es, desde hace cuatro siglos, profundamente subjetivista. La objeción a ese primer planteamiento surge siempre inmediata: en el orden de los hechos, i como podemos —como puede un gobernante dado— distinguir la religión verdadera de la falsa? Si, por otra parte, el hombre está obligado a buscar la verdad, y si en esta búsqueda que constituye la vida moral debe seguir el dictado de la conciencia recta y de la invenciblemente errónea. I como se va a negar el derecho practico de su cumplimiento, con las implicaciones proselitistas que ese deber acarrea? Los derechos del que busca —del que yerra y del que encuentra— interfieren con la evidente negación de todo derecho al error objetivo, y hacen este planteamiento difícilmente inteligible, y, desde luego, ininteligible para el hombre actual.

En cambio, el segundo planteamiento que entraña la cuestión de si una colectividad Humana concreta que posee una fe común tiene o no derecho a vivirla colectivamente, a constituirse y legislarse según su espíritu y principios; si, en fin, tiene, no solo el derecho, sino también el deber de hacerlo así.

Para dilucidar esta cuestión a la luz de la razón, de la fe misma y de la autoridad, dividiré este trabajo en varios capítulos o temas sucesivos y confluyentes. Ante todo, dedicare un capitulo al tema previo de que sea la sociedad en si misma considerada. No han faltado teorías (Locke, Hobbes, Rousseau, los universalismos o totalitarismos de Estado) que han concebido a la sociedad como un algo esencialmente ajeno a cualquier forma de re-ligación trascendente, limitando esta al ámbito de las conciencias individuaste. Titulare este apartado: La sociedad humana y sus raíces naturales.

Si resolvemos que la sociedad Humana no es una realidad por si misma ajena a una significación religiosa, dedicare un segundo capítulo a investigar de que naturaleza y en qué grado puede hablarse de esa significación religiosa del Estado y del Derecho, desde el Angulo ya de una concepción cristiana de fines y valores. Daré a este apartado el titulo de: Significación religiosa del Estado y del Derecho.

Resuelta la índole de esa significación religiosa del orden politico-juridico después de examinarla desde ambas caras —la sociedad y la religión—, tratare de investigar la naturaleza de esa sociedad inspirada por un sentido de re-ligación, esa forma especial de vivir los hombres en Ciudad Humana bajo una inspiración religiosa, a la cual llamare «Comunidad». Este término lo opondré al de Sociedad, tomando este ultimo en el sentido de mera coexistencia práctica o funcional, según la distinción Comunidad-Sociedad que divulgó Tonnies y es común en la sociología contemporánea. Titulare esta parte: La noción de Comunidad.

En un cuarto capítulo analizare en su naturaleza comunitaria esta realidad histórica que a lo largo de los siglos hemos formado los españoles, apreciando su significación religiosa-cristiana y el grado de inspiración que la fe ha tenido en su génesis y en la conformación de su mentalidad, costumbres, estructuras y hechos.

Pasando en un quinto capítulo al enjuiciamiento critico de doctrinas v actitudes diversas u opuestas, analizare en su génesis la teoría para la cual la sociedad es —o debe ser— una nueva coexistencia religiosamente neutra de individuos o de grupos que viven reunidos, y aludiré a la doctrina católica y pontificia sobre este enjuiciamiento. Titulare este tema: El ideal de la coexistencia y la doctrina pontificia.

Contrayendo dicha teoría de la coexistencia neutra a su impacto dentro del catolicismo actual, trataré en un sexto apartado del tema: Raíz histórica del progresismo católico. En una última perspectiva trataré de interpretar el caso español, cara al futuro, en su sentido y en su posible valor. Titularé este séptimo capitulo: El caso español como tributo o como esperanza.

Por fin, y a modo de Conclusión, trataré de que todos estos temas y análisis diversos confluyan en una visión coherente y constructiva del tema inicialmente planteado.

A CEGUEIRA DA DEMOCRACIA

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Leão XIII, em excertos da sua encíclica “Diuturnum Illud”, promulgada em 29 de Junho de 1881:

«Depois que os Estados tiveram príncipes cristãos, a Santa Igreja insistiu ainda mais em afirmar e pregar o quanto era inviolável a autoridade dos governantes: Disso devia depreender-se, que quando os povos pensavam no Principado, lhes vinha à mente UMA ESPÉCIE DE MAJESTADE SAGRADA, PELA QUAL ERAM LEVADOS A TER REVERÊNCIA E AMOR MAIOR PARA COM OS PRINCIPES ; POR ISSO, COM SABEDORIA, A SANTA IGREJA PROVIDENCIOU QUE OS REIS FOSSEM SOLENEMENTE CONSAGRADOS, COMO, POR ORDEM DE DEUS, ESTAVA ESTABELECIDO NO ANTIGO TESTAMENTO.

Quando a sociedade civil, como que suscitada pelas ruínas do Império Romano, reviveu na esperança da grandeza cristã, os Pontífices Romanos, instituído o Império Sagrado, consagraram de maneira singular o poder político. Acrescentou-se ainda uma nobreza grandíssima ao Principado; e não se deve duvidar que esta maneira de agir teria sempre beneficiado a sociedade religiosa e civil, se os príncipes e os povos tivessem tido sempre finalidades uniformes às da Santa Igreja.

De facto, as coisas foram sempre tranquilas e prósperas enquanto durou uma amizade concorde entre os dois poderes. Se os povos pecavam tumultuando, a Santa Igreja era a conciliadora pronta de tranquilidade que chamava todos ao dever e freava as violentas ambições, parte com doçura, parte com autoridade. Da mesma forma, se no governo pecavam os príncipes, então ela mesma ia adiante deles, e lembrando-lhes os direitos, as necessidades, os justos desejos dos povos, convencia-os à equidade, à clemência e à benignidade. Assim foi possível, muitas vezes, afastar os perigos de tumultos ou de guerras civis.

Ao contrário, as Doutrinas inventadas pelos modernos sobre o poder político CAUSAM AOS HOMENS GRANDES CALAMIDADES, e é de se temer que tragam para o futuro os males extremos; pois, não querer derivar da Autoridade de Deus o direito de mandar, outra coisa não é SENÃO ARRANCAR DA POLÍTICA O SEU ESPLENDOR MAIS BELO E TIRAR-LHE AS SUAS FORÇAS MAIORES. E quando  fizerem depender a autoridade DO ARBÍTRIO DA MULTIDÃO, primeiramente afirmam uma opinião enganadora, e em segundo lugar, apoiam o Principado num fundamento demasiado fraco e instável. Com efeito, as ambições populares como que estimuladas por aquelas opiniões, insurgir-se-ão com maior audácia e fàcilmente decairão EM TUMULTOS CEGOS E SEDIÇÕES ABERTAS, COM GRANDE RUÍNA DA COISA PÚBLICA. De facto, depois daquela a que chamam “Reforma”, cujos promotores e chefes combateram, com doutrinas novas, o Poder Sagrado e o poder civil, surgiram tumultos repentinos e rebeliões ousadas, especialmente na Alemanha, e isto com tanto incêndio de guerra doméstica, e com tanta carnificina, que parecia não haver lugar livre de tumultos e não manchado se sangue.

Com efeito, como ensina egrègiamente São Tomás, o temor “é fundamento fraco, porque os que estão submetidos pelo temor, se se apresentar uma ocasião em QUE POSSAM ESPERAR A IMPUNIDADE, insurgem-se contra os que presidem, tanto mais ardentemente quanto mais, contra sua vontade, eram refreados sòmente pelo temor”.  Por isso, é necessário encontrar um motivo mais alto e eficaz para a obediência, E ESTABELECER COM FIRMEZA QUE A PRÓPRIA SEVERIDADE DAS LEIS NÃO PODE SER FRUTUOSA SE OS HOMENS NÃO SÃO LEVADOS PELO DEVER E MOVIDOS PELO SALUTAR TEMOR DE DEUS.»        

 

A democracia tem de ser condenada, em primeiro lugar, pelo seu ateísmo; pois veio tentar preencher, polìticamente, o tremendo vazio deixado pela ausência de Deus Nosso Senhor, de Deus Uno e Trino, conhecido pela recta razão e revelado, Històricamente, Sobrenaturalmente, por Ele Mesmo. Essa ausência começou a esboçar-se nos séculos XIV e XV, revigorou-se extremamente com a dita “Reforma” do século XVI, e consumou-se definitivamente com a revolução de 1789 e revoluções suas derivadas. Hodiernamente, vivemos já noutra dimensão: A da civilização pós-Cristã.

Porque o “deus” da rua, o “deus” que anda, imoderadamente, caòticamente, na boca do comum dos homens – NÃO É O VERDADEIRO DEUS! E não se argumente com a denominada “fé do carvoeiro”, porque esta pode até ser, com a Graça de Deus, a Fé de um Santo. Como tenho repetido, porque a Santa Madre Igreja sempre o ensinou: A inteligência puramente natural, bem como a cultura humana e terrena, SÃO INCOMENSURÁVEIS COM A GRAÇA SANTIFICANTE E AS VIRTUDES TEOLOGAIS E MORAIS. Para Nosso Senhor e para a vida Eterna o que conta são OS BENS SOBRENATURAIS. O carvoeiro, analfabeto das coisas do mundo, pode constituir um repositório inauferível da ciência sublime de Nosso Senhor Jesus Cristo. Santo Tomás de Aquino afirmava ter aprendido mais nos seus solitários colóquios com Jesus Sacramentado do que nos livros.

Depois de terem cometido o seu deicídio, os homens políticos foram coagidos a inventar um método puramente humano de selecção e legitimação dos governantes, com o objectivo, segundo diziam e dizem, de evitar as guerras civis. Todavia, como a História bem demonstra, essas guerras não só não foram evitadas como se tornaram mais frequentes. E a razão profunda para tal radica-se no facto de que a mesma supressão de um Princípio Transcendente, Absoluto, Eterno e Imutável, abriu as portas à razão brutal da força, pois a Força Sobrenatural da Razão Divina era ignorada ou negada. Quando o destino do Homem é abandonado ao próprio Homem, TUDO PERDE IMEDIATAMENTE TODO O SENTIDO!

A soberania da vontade da maioria aritmética, relativizada legalmente na própria assembleia política, bem como na comunicação social, exaure a substância de todos os valores, oblitera a obrigatoriedade de todas as leis, precisamente porque tudo surge então como um produto contingente da caduca razão e vontade humana, QUE DISSOCIADAS DA RAZÃO E DA VONTADE DIVINA – NADA SÃO!

Todavia há uma outra faceta do problema, também muito grave:

O corpo eleitoral dos diversos países, mesmo daqueles mais culturalmente desenvolvidos, é, em grande parte, constituído por pessoas sem um pensamento coerente com uma vontade própria, porque tais pessoas se apresentam desprovidas da necessária objectividade na formulação dos problemas e procura de possíveis soluções. O VOTO DA GRANDE MAIORIA DAS PESSOAS É UM TIRO NA COMPLETA ESCURIDÃO. Mesmo pessoas cultas, que tinham severa obrigação de emancipar-se do mimetismo social reinante e dos vícios mentais e morais da rua, mesmo esses, NAUFRAGAM MISERÀVELMENTE NAS APARÊNCIAS DO MEIO SOCIAL.

Outros, mais cautelosos, esforçam-se por cogitar mais profundamente na responsabilidade do voto, mas são incapazes de funcionalizar objectivamente o seu raciocínio; o que conta acima de tudo são os seus interesses subjectivos, eliminada que é a sua necessária projecção social e política.

O resultado das eleições é assim duplamente falseado: Em primeiro lugar o seu pecado mortal de prescindir completamente da Lei Divina e do Magistério da Santa Madre Igreja; e ulteriormente, a realidade deprimente de um pensamento e de uma vontade humana, INDIGNOS DE TAL SEREM DENOMINADOS, na exacta medida em que o seu voto não constitui FORMALMENTE nada, exprimindo sòmente um gravíssimo sincretismo, religiosa e moralmente imputável ao homem e ao cidadão.

Neste quadro conceptual, num contexto onde exista pleno e irrevogável cumprimento da Lei de Deus e obediência à Santa Madre Igreja, e concomitantemente se verifique adequada objectivação e funcionalização da inteligência e da vontade, então nesse caso, as eleições podem ser boas e até necessárias; as Ordens Religiosas constituem um bom exemplo, e mais ainda, o Conclave para a eleição Papal. Aqui será válido o princípio de que várias cabeças, religiosamente rectas e objectivamente funcionalizadas, pensam melhor do que uma só. Tal princípio, contudo, não é Universal. Cumpre todavia assinalar, que as eleições, por definição, podendo designar alguém para determinado cargo, JAMAIS CONSTITUEM A FUNÇÃO; porque todas as funções terrenas, ainda as mais elevadas, necessitam fundamentar-se, essencialmente, na Suprema Função de Direito Divino Sobrenatural, ou seja, da Cátedra de São Pedro, fundamentação essa, MODERADA PELO ELEMENTO HISTÓRICO-NATURAL.     

Exactamente neste sentido, é que São Tomás considerava preferível uma monarquia orgânica, ou seja, convenientemente moderada, não apenas pela Família Real, mas por uma apurada fina-flor representativa da essência histórica – religiosa, moral, social e cultural – das Nações.

Por idêntico motivo, a Santa Madre Igreja condenou inapelàvelmente as denominadas monarquias absolutas, pois estas não apenas suprimiam a necessária, e de Direito Divino, Mediação da Santa Madre Igreja, Sociedade perfeita em sentido eminente, como igualmente desprezavam a função essencialista e moderadora da fina-flor das Nações, bem como a operatividade, extremamente rica e altamente benfazeja, do conceito de Família Real.

Deus Nosso Senhor criou o mundo em perfeita organicidade hierárquica; quanto mais os homens a respeitarem, mais ditosos e prósperos serão, mesmo neste mundo. É a perfeição e beatitude Sobrenatural que é susceptível de ilustrar o bem estar natural e terreno – E NÃO O CONTRÁRIO!

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 4 de Fevereiro de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral  

O PRINCÍPIO ATEU DA LIBERDADE RELIGIOSA COMO CONTRADIÇÃO E NÃO COMO SUPERAÇÃO

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XI, em excertos da sua encíclica “Mortalium Animos”, promulgada em 6 de Janeiro de 1928:

«Sem dúvida, esses esforços (do ecumenismo) não podem, de nenhum modo, ser aprovados pelos católicos, pois eles se fundamentam na falsa opinião dos que julgam que quaisquer religiões são, mais ou menos, boas e louváveis, pois, embora não de uma única maneira,  elas alargam e significam de modo igual, aquele sentido ingénito e nativo em nós, pelo qual somos levados a Deus, e reconhecemos obsequiosamente o Seu Império. ERRAM E ESTÃO ENGANADOS, PORTANTO, OS QUE POSSUEM ESTA OPINIÃO: PERVERTENDO O CONCEITO DE VERDADEIRA RELIGIÃO, ELES REPUDIAM-NA, E GRADUALMENTE INCLINAM-SE PARA O CHAMADO NATURALISMO E PARA O ATEÍSMO. Daí se segue, claramente, que quem concorda com os que pensam e empreendem tais coisas AFASTA-SE INTEIRAMENTE DA RELIGIÃO DIVINAMENTE REVELADA. (…)

Acaso podemos tolerar – o que seria bastante iníquo – que a Verdade, e em especial a Revelada, seja diminuída mediante pactuações? No caso presente, trata-se da Verdade Revelada que deve ser defendida.

Se Jesus Cristo enviou os Apóstolos a todo o mundo, a todos os povos, que deviam ser instruídos na Fé Evangélica, e para que não errassem em nada, quis que anteriormente lhes fosse ensinada toda a Verdade pelo Espírito Santo, acaso esta Doutrina dos Apóstolos faltou inteiramente, ou foi alguma vez perturbada na Santa Igreja, na qual o próprio Deus está presente como regente e como guardião? Se o nosso Redentor promulgou claramente o Seu Evangelho, NÃO APENAS PARA OS TEMPOS APOSTÓLICOS, MAS TAMBÉM PARA PERTENCER ÀS FUTURAS ÉPOCAS, O OBJECTO DA FÉ PODE TORNAR-SE DE TAL MODO OBSCURO E INCERTO, QUE HOJE HAJA NECESSIDADE DE TOLERAR OPINIÕES, PELO MENOS CONTRÁRIAS ENTRE SI. Se isto fosse verdade, dever-se-ia igualmente dizer que o Espírito Santo que desceu sobre os Apóstolos, que a perpétua permanência d’Ele na Igreja, e também que a própria pregação de Jesus Cristo, já perderam, desde há muitos séculos, toda a eficácia e utilidade: AFIRMAR ISTO, É SEM DÚVIDA, BLASFEMO. (…)

Pois o Magistério da Santa Igreja, por decisão Divina, foi constituído na Terra, para que as Doutrinas reveladas, não só permanecessem incólumes, perpètuamente, mas que também fossem levadas ao conhecimento dos homens de modo mais fácil e seguro. E embora tal Magistério seja quotidianamente exercido pelo Romano Pontífice, e pelos Bispos em união com ele, todavia tal Magistério se completa pela tarefa de agir, no momento oportuno, definindo algo, por meio de solenes ritos e decretos, se alguma vez for necessário opor-se aos erros ou impugnações dos hereges, de um modo mais eficiente, ou imprimir nas mentes dos fiéis capítulos da Doutrina Sagrada, expostos de modo mais claro e pormenorizado. Por este uso extraordinário do Magistério, nenhuma invenção é introduzida e nenhuma coisa nova é acrescentada à soma de verdades, que estando contidas, pelo menos implìcitamente, no Depósito da Revelação, foram Divinamente entregues à Igreja, mas são declaradas coisas que, para muitos talvez, ainda poderiam parecer obscuras, ou são estabelecidas coisas que devem ser mantidas acerca da Fé, e que antes eram, para alguns, alvo de controvérsia.»

  
Um dos argumentos, aparentemente o mais forte, esgrimido pelos modernistas, consubstancia-se na consideração do princípio ateu da liberdade religiosa, essencialmente, como uma SUPERAÇÃO TEOLÓGICA, E NÃO COMO UMA CONTRADIÇÃO, face ao Magistério pregresso da Santa Madre Igreja; que pensar deste argumento?

É conhecido como, globalmente, o Novo Testamento constitui, verdadeiramente, uma superação do Antigo Testamento. Tal sucede em virtude da Sagrada Revelação se haver processado gradualmente, até atingir o seu perfeito zénite em Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta progressividade deve-se fundamentalmente ao PECADO ORIGINAL; não olvidemos que Adão e Eva, como família matriz do Género Humano, receberam directamente de Deus Nosso Senhor, por Revelação Sobrenatural, a definição da essência bem como das propriedades essenciais do Matrimónio; e com estas, receberam de Deus TODO O PATRIMÓNIO COGNITIVO SOBRENATURAL QUE ERA NECESSÁRIO À EXISTÊNCIA DO GÉNERO HUMANO, NUM MUNDO EM ESTADO DE INOCÊNCIA. Mas Nosso Senhor Jesus Cristo, quando restaurou o mesmo Matrimónio na sua primitiva dignidade, não deixou de notar que “foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos deu a lei do divórcio – PORQUE NO PRINCÍPIO NÃO FOI ASSIM”(Mt 19,8). Efectivamente, se não tivesse havido pecado original, a Revelação NÃO SE PROCESSARIA DE FORMA PROGRESSIVA. Porque o pecado original obscureceu extraordinàriamente, nas mesmas almas de Adão e Eva, todo o Património Sobrenatural que haviam acolhido no Paraíso Terrestre; e isto, mesmo após recuperarem a Graça Santificante.

Neste quadro conceptual, é perfeitamente legítimo empregar o conceito teológico de superação para qualificar a restauração da dignidade do Matrimónio, operada por Nosso Senhor Jesus Cristo, como Verbo Encarnado, Redentor e Autor da Revelação no seu sentido mais absolutamente eminente.  

Consequentemente, não é difícil verificar o quanto são dissemelhantes as situações: O amaldiçoado princípio da liberdade foi proclamado, não pela Santa Madre Igreja, mas pela maçonaria internacional, usurpando a nomenclatura, a orgânica, e a dignidade da face humana da mesma Igreja; e foi proclamado em flagrante oposição contraditória ao Antigo e Novo Testamento, e a vinte séculos de Magistério da Santa Igreja. O princípio da liberdade religiosa É ATEU EM SI MESMO E POR SI MESMO, em caso algum pode significar uma superação Doutrinal, PORQUE DESTRÓI TEOLÓGICA E FILOSÒFICAMENTE ESSA MESMA DOUTRINA CATÓLICA, NA EXACTA MEDIDA EM QUE REBAIXA DEUS A UM PAUPÉRRIMO E INDETERMINADO SENTIMENTALISMO HUMANO, INTEIRAMENTE CEGO E ESTÉRIL.

O aperfeiçoamento da Revelação no decurso dos séculos, como diz São Paulo, “foi o nosso Pedagogo para nos conduzir a Cristo”(Gal 3,24); podemos assim sustentar que a Revelação se desenvolveu SEGUNDO UM PRINCÍPIO SUBLIMADAMENTE ANÁLOGO, ORIUNDO SÒMENTE DA LEI ETERNA E DA INTELIGÊNCIA E VONTADE DIVINA, AINDA QUE COM O CONCURSO DA CAUSA INSTRUMENTAL HUMANA, COM UM ÊXTASE SUPREMO NO EVANGELHO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO. MAS O PERCURSO DO MAGISTÉRIO DA SANTA MADRE IGREJA, AO LONGO DA SUA HISTÓRIA, PROCESSOU-SE SEGUNDO UM PRINCÍPIO UNÍVOCO. JÁ O CRESCIMENTO EM SANTIDADE DA ALMA FIEL, APROFUNDA-SE SEGUNDO UM ÚNICO PRINCÍPIO ESTRITAMENTE INDIVIDUAL.

Por redução ao absurdo, deveríamos então declarar, que a ser verdade que o princípio da liberdade religiosa constituía uma superação, então, e ainda raciocinando por absurdo, haveria um terceiro Testamento que faria “progredir” a Revelação na exautoração dos dois primeiros Testamentos. E diversos textos da “Lumen Gentium” parecem ir claramente nesse sentido de uma Revelação contínua, confundindo o Magistério da Igreja primitiva com a Revelação em si mesma. Tal não nos deve surpreender, porque O MODERNISMO É PRECISAMENTE ISSO, uma “revelação” contínua, a nível individual e colectivo, encarnando, criativamente, culturalmente, vitalmente, a progressiva descoberta e deificação do homem pelo homem.

O maldito princípio da liberdade religiosa é apenas fruto da conspiração das potências do Inferno e seus sequazes maçónicos; constitui uma rotura absoluta, não no Magistério da Santa Madre Igreja, MAS NA APARÊNCIA DESSE MAGISTÉRIO.

E também não é verdade que o malfadado princípio da liberdade religiosa tenha sido outrora plenamente rejeitado pela Santa Igreja, não em si mesmo, mas apenas em virtude de ter sido esgrimido pelos inimigos da mesma Igreja; não, de forma alguma, porque esse mesmo princípio DESTRÓI INTRÌNSECAMENTE, METAFÌSICAMENTE, NECESSÀRIAMENTE, TODO O DOGMA, TODA A MORAL, E TODA A SÃ FILOSOFIA; CONSTITUI A ARMA MAIS LETAL PARA A SANTA MADRE IGREJA QUE POSSA ALGUM DIA SER MANEJADA PELOS SEUS INIMIGOS.

Quem quer que, por Graça de Deus Nosso Senhor, possua a Fé Católica, mesmo a Fé informe, sabe por inerência que o referido princípio é visceralmente contraditório com as Virtudes Teologais e Morais; que não constitui algo de extrínseco, que a Fé Católica possa, ou não, haurir das civilizações em que está imersa; MAS QUE É UMA REALIDADE CONSTITUTIVA DA PRÓPRIA REVELAÇÃO. Certamente, existem no Direito Canónico certas disposições que podem e devem variar consoante o tempo e o espaço em que a Santa Madre Igreja esteja enraízada, por exemplo: Tudo o que concerne ao jejum e à abstinência; mas o princípio geral da ascese católica, de cada um segundo o seu estado, É ESSENCIALMENTE INTANGÍVEL. O Papa Pio XII autorizou os católicos chineses a utilizar a sua própria língua na Santa Missa, COM A EXCEPÇÃO DO CÂNON. É pois estruturalmente evidente que sendo possíveis e até necessárias certas adaptações, VIGORA UM PRINCÍPIO FUNDAMENTAL, INDEFECTÍVEL E INFALÍVEL, PORQUE ETERNO; ORA O PRINCÍPIO DA LIBERDADE RELIGIOSA OBLITERA A CEM POR CENTO ESSE PRINCÍPIO, REDUZINDO A NADA A DOUTRINA CATÓLICA.

A consagração do princípio da liberdade religiosa pelos heresiarcas do Vaticano 2, não configura, nem pode configurar, em caso algum, um simples delito de negligência, como afirmam os apóstatas chefes da Fraternidade QUE FOI DE SÃO PIO X; representa sim a propaganda da maçonaria internacional, usurpando a nomenclatura, as funções, e a face humana do Corpo Místico. PORQUE A IGREJA QUE VEMOS É A MAÇONARIA INTERNACIONAL. Sustentar a tese da negligência é ridicularizar e jogar na sentina da História 600 anos de combate anti-moderno e anti-modernista. A negação peremptória da liberdade religiosa é constitutiva da própria Lei Eterna; não exprime um “capricho” Divino, mas uma realidade Teológica e Metafísica, que é intrìnsecamente conforme à Verdade e ao Bem absoluto e Incriado. Situamo-nos assim infinitamente longe de uma simples intransigência humana e terrena; mas é evidente que aqueles que estão infinitamente longe de Deus Nosso Senhor jamais poderão compreender os temas agora desenvolvidos.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 8 de Fevereiro de 2017

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

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que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

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